terça-feira, 7 de junho de 2011

MTV MOVIE AWARDS: A SAGA CREPÚCULO- ECLIPSE LEVOU (QUASE) TUDO!


A Saga Crepúsculo: Eclipse foi o grande destaque da 20ª edição do MTV Movie Awards.
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Steven R. McQueen, ator da série "Vampire Diaries" e do filme "Piranha", no tapete vermelho do MTV Movie Awards 
Robert Pattinson,  Kristen Stewart e companhia não deram chances para ninguém e levaram para casa cinco dos seis prêmios que o longa disputava: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Cena de Beijo e Melhor Cena de Luta.

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Ator da saga "Crepúsculo", Booboo Stewart posa para fotógrafos no tapete vermelho do MTV Movie Awards 2011
A única categoria em que Eclipse foi derrotado acabou sendo a de Revelação, que de maneira inesperada ficou para Chloë Grace Moretz, de Kick-Ass - Quebrando Tudo.

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Taylor Lautner concorreu como Melhor Ator pelo filme "Eclipse"
A jovem foi uma das poucas surpresas da noite, levando ainda outro prêmio para casa: o de Melhor Astro Durão.

Emma Stone, uma das favoritas a categoria Melhor Atriz, ficou com um prêmio de consolação ao vencer o de Melhor Comediante, enquanto Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 saiu como a grande decepção, conquistando apenas um dos seis prêmios que disputava.

Quem roubou a cena foi atriz Reese Witherspoon - de Água para Elefantes - ao receber uma bela homenagem dos organizadores do evento: foi eleita o Símbolo de uma Geração e recebeu a Pipoca Dourada das mãos do galã Robert Pattinson, que proporcionou também o grande momento da noite ao inovar na comemoração da categoria Melhor Beijo.

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Reese Witherspoon chega sorridente ao tapete vermelho do MTV Movie Awards 2011
Em vez do esperado selinho em seu par na Saga Crepúsculo, Kristen Stewart, ele preferiu beijar outro companheiro de longa, o ator Taylor Lautner, em cena histórica para a maioria das fãs.
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Robert Pattinson beija na boca seu colega da saga "Crepúsculo", Talylor Lautner, durante o MTV Movie Awards
O evento - que teve duas horas de duração e foi apresentado pelo humorista americano Jason Sudeikis - teve os vencedores eleitos por meio de votação popular realizada no site da MTV.
Divulgação
MTV 2011
O apresentador da noite, Jason Sudeikis

Confira a lista completa dos vencedores:

MELHOR FILME
A Saga Crepúsculo: Eclipse

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Elenco de "Eclipse" sobe ao palco para agradecer prêmio de Melhor Filme

MELHOR ATOR
Robert Pattinson
(A Saga Crepúsculo: Eclipse)
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Robert Pattinson agradece pelo prêmio de Melhor Ator por sua atuação em "Eclipse"

MELHOR ATRIZ
Kristen Stewart
(A Saga Crepúsculo: Eclipse)
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Kristen Stewart, Melhor Atriz pela atuação em "Eclipse"
MELHOR COMEDIANTE
Emma Stone
(A Mentira)
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Emma Stone agradece prêmio de Melhor Comediante por sua atuação em "A Mentira" 
REVELAÇÃO
Chloë Grace Moretz
(Kick-Ass - Quebrando Tudo)

MELHOR FRASE
"Eu quero ficar chapada de chocolate!"
(Alexys Nycole Sanchez em Gente Grande)
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Alexys Nycole Sanchez ganha prêmio de Melhor Fala de Um Filme
MELHOR ATUAÇÃO ASSUSTADORA
Ellen Page
(A Origem)

ASTRO DURÃO
Chloë Grace Moretz
(Kick Ass - Quebrando Tudo e Deixe-me Entrar)

MELHOR MOMENTO DE CAIR O QUEIXO
Justin Bieber em Justin Bieber: Never Say Never - O cantor canadense dança no seu colo pelo preço de um ingresso de cinema.

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Justin Bieber recebe prêmio de Melhor Momento de Cair o Queixo pelo filme "Never Say Never", documentário que retrata a vida do cantor
MELHOR VILÃO
Tom Felton
(Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1)
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Tom Felton, Melhor Vilão pela atuação em  "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" 

MELHOR LUTA
Robert Pattinson vs. Bryce Dallas Howard e Xavier Samuel
(A Saga Crepúsculo: Eclipse)
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Robert Pattinson, Xavier Samuel e Bryce Dallas Howard ganham prêmio de Melhor Luta pelo filme "Eclipse"
MELHOR BEIJO
Kristen Stewart e Robert Pattinson
(A Saga Crepúsculo: Eclipse)
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Kristen Stewart e Robert Pattinson brincam no palco após receber prêmio de Melhor Beijo pelo filme "Eclipse" 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A SEMANA ILUSTRADA


O caso Palocci, ainda rendendo; Neymar, perdendo o anel; o desmatamento; FHC e a maconha...

Confira essas, e muitas outras, nas foto charges exclusivas do Blog.

Veja:











EXPOSIÇÃO DE MEMORABILIA DE CINEMA EM S.PAULO É MUITO BOA


A exposição No Escurinho do Cinema traz para São Paulo  objetos e adereços exclusivos, diretamente dos estúdios de Hollywood.

Até 12 de junho, quem for ao Shopping Villa-Lobos poderá ver memorabilias de diversos sucessos do cinema, como Rocky Balboa, Matrix e Senhor dos Anéis.

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Armadura do "Homem de Ferro" está na mostra "No Escurinho do Cinema", no shopping Villa Lobos (zona oeste)
À frente, capacete e parte da armadura do Homem de Ferro; atrás, à esquerda, capacete de Russell Crown em Gladiador; à direita, cabeça do andróide de Exterminador do Futuro

Entre os objetos expostos, podem ser vistos uma parte armadura do Homem de Ferro, o figurino de Indiana Jones, a varinha de Harry Potter, a jaqueta de Tom Cruise em Top Gun e o protótipo do robô R2D2, da saga Star Wars.

Divulgação

Varinha de Harry Potter também está na exposição

A praça de eventos do shopping foi decorada com inspiração nas bilheterias antigas, incluindo elementos de sets e antigas salas, originais das décadas de 1930, 1960 e 1970, e a exposição é um presente do centro de compras para a .comemoração do dia dos namorados

Imperdível!

No Escurinho do Cinema
Onde: Shopping VillaLobos, Praça de Eventos (piso 1)
Endereço:av. das Nações Unidas, 4.777, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP. 
Dias e Horários: Seg. a sáb., das 10h às 22h. Dom., das 14h às 20h.
Até: 12 de junho 
Quanto: Grátis
Cotação do Klau:

54ª BIENAL DE ARTE DE VENEZA FOI ABERTA NO SÁBADO, REUNINDO HISTÓRIA E CONTEMPORANEIDADE

Nessa postagem, procurei fazer um resumo do que de melhor aconteceu nesses dois dias na 54ª  Bienal de Veneza, uma das mais importantes mostras de arte do mundo, que começou no último sábado, 4 de junho.

Não é a luz fria, racional, do minimalismo, é um farol dramático, teatral, que deve nortear a Bienal de Veneza.

Se os brasileiros ficaram de fora da mostra principal, deixando espaço só para Artur Barrio -português radicado no Rio que vai ocupar o pavilhão do Brasil nos Giardini -, o resto da mostra exalta Tintoretto (1518-1594), artista que despontou em Veneza há cinco séculos.

Bice Curiger, a curadora suíça que está à frente da mostra, decidiu buscar no artista do Maneirismo italiano uma dimensão histórica para a bienal, que é vitrine recorrente da vanguarda.


"Incluir um mestre do passado pode ser um pouco perigoso, já que podem interpretar isso como um resgate de valores ancestrais", diz Curiger. 
"Mas Tintoretto é um anticlássico, ele quebrou todas as regras do Renascimento."

Divulgação
"La Creazione degli Animali", obra de Tintoretto que estará na Bienal de Veneza
O quadro "La Creazione degli Animali", do artista italiano Tintoretto, que está  na Bienal de Veneza neste ano

Quebrando as regras não escritas da Bienal, Curiger decidiu se servir de uma seleção de jovens artistas - a maioria tem menos de 40 anos -  em torno de três telas clássicas do pintor célebre por retratar a luz de Veneza, solar e estridente, na mostra que se chama ILUMInações - grafado assim mesmo - para destacar a luz das nações que mandam seus melhores artistas a cada dois anos para esse mesmo porto central.

Embora seja referência a poemas de
Arthur Rimbaud (1854-1891) e ao famoso ensaio de Walter Benjamin
(1892-1940) sobre o surrealismo, o nome quer ressaltar o lugar onde a mostra acontece: Veneza.

Além disso, o título reafirma as representações nacionais de países que ainda têm na mostra italiana seus entrepostos de influência cultural dali para o mundo.

E a Bienal já começou com uma polêmica: uma nova reinterpretação da La Pietá de Michelangelo - obra do artista belga Jan Fabre - representa a Virgem Maria, protagonista da obra, com o corpo de um esqueleto inerte e o rosto da morte.

Divulgação

À esquerda, a releitura de Jan Fabre;  à direita, a Pietá original

 A escultura do artista belga ainda mostra o rosto de Jesus Cristo com particulares traços físicos, e o que mais chama a atenção é que seu corpo está em avançado estado de decomposição, e vários insetos saem dos poros abertos do tronco do corpo humano e das feridas da sua face.

Na La Pietá de Fabre, Jesus  ainda sustenta com a mão direita um cérebro.

Reprodução
Reprodução
Jesus segurando um cérebro

"São os neurônios que permitem sentir a compaixão e por isso representei como um cérebro, do que tudo depende e inclusive a alma do indivíduo"
, disse Fabre.

O artista explica que trabalhou durante dois anos para concluir essa obra e garante que o mármore utilizado para sua criação foi extraído do santuário de Carrara, no mesmo lugar do qual foi extraído o material usado por Michelangelo há mais de cinco séculos.

O artista plástico Artur Barrio, 65, é o único representante do Brasil.

Cristina Motta

Artur Barrio trabalha na sua instalação em Veneza

Sua participação chegou a ser ameaçada por entraves burocráticos no Ministério da Cultura, que não conseguia acertar como repassar a ele os recursos necessários, de R$ 400 mil.

Selecionado pelos curadores Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos, indicados pela Fundação Bienal de São Paulo, Barrio é o primeiro artista a representar sozinho o país, desde 1950, quando o Brasil passou a indicar artistas para a mostra italiana.

Cristina Motta

O artista trabalhando em Veneza

Em mostras paralelas, contudo, há outros brasileiros, como Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães.

A 54ª edição de Bienal tem a proposta de reunir história e contemporaneidade e na qual a imagem e as formas audiovisuais são protagonistas.

A  ILLUMInazioni-ILLUMInations conta, além das obras contemporâneas de 83 artistas, com três pinturas do mestre veneziano do Renascimento Tintoretto, conforme foi destacado acima, uma decisão que pretende ligar a exposição com a mostra do que está no do lado de fora por meio das obras do gênio renascentista que, com sua linguagem visual "muito direta", permite estabelecer um "diálogo com o mundo contemporâneo".

Um mundo no qual a imagem, por meio de suas diferentes formas, tanto em fotografia tradicional e digital, quanto em vídeo, curta, documentário e filme, adquire uma importância capital na transmissão da arte na bienal veneziana.

EFE

Obra "Contamination", da artista portuguesa Joana Vasconcelos

Um exemplo disso está no pavilhão alemão, agraciado neste sábado pelo júri com o Leão de Ouro e onde fica a obra do já falecido Christoph Schligensief, em uma proposta que por meio do formato audiovisual revive sua carreira, assim como a experiência de sua doença.

O local reproduz em seu interior um oratório, e no espaço central está projetado a "A Church of Fear vs. the Alien Within", concebida em 2008 pelo artista como a segunda parte da trilogia dedicada a sua doença, após vários meses de quimioterapia e de ter sido operado no pulmão.

Nos muros laterais do pavilhão, no espaço dos jardins da Bienal, são reproduzidos seis filmes de diferentes momentos de sua carreira junto de outras que testemunham seu projeto "Opera Village", um complexo situado perto da capital de Burkina Fasso que acolhe, entre outros, uma escola que ensina música e cinema.

EFE

Na foto, a artista israelense Sigalit Landau posa em cima da sua obra com o tema "A terra sobre a qual repousa um homem é o sentimento de outro homem" 

A imagem tem um papel fundamental no pavilhão do Chile, que com "Grande Sur", do artista Fernando Prats, leva a Veneza o testemunho da potente natureza chilena, como o terremoto que castigou há mais de um ano o país e a erupção do vulcão Chaitén em 2009.

Um projeto que, segundo explicou à Efe o comissário do pavilhão, Antonio Arévalo, levou o artista aos locais da geografia chilena nos quais a natureza "explode" e cujas consequências o artista "calca" com seus papéis.

Prats documenta o processo com um vídeo em que ficam impressas "as marcas" destes fenômenos naturais.

EFE

Acima, parte de instalação do artista suíço Thomas Hirschhorn 

Uma das propostas que chama a atenção do espectador é a de Taryn Symons com "Farah", a fotografia final que aparece no filme "Guerra sem Cortes", de Brian De Palma, na qual o cineasta narra a história de quatro soldados americanos mandados ao Iraque, que assassinam e estupram uma jovem e a sua família.

A fotografia de Symons, reconhecida por seus trabalhos nos quais dá voz aos oprimidos, é o último fotograma que aparece na fita de De Palma, e nela se vê o corpo da jovem Farah, interpretada pela atriz Zarah Zubeidi, após seu assassinato.


Além disso, os 'Indignados' do movimento espanhol 15-M também encontraram espaço na bienal, com um grupo de jovens que neste sábado informavam sobre os objetivos e as origens da mobilização diante do pavilhão da Espanha.

AFP

Instalação do artista do Haiti Sergine Andre em pavilhão dedicado ao país
 
Nesta edição, a Bienal de Veneza contará com 89 participações nacionais, entre elas, pela primeira vez, as de Andorra, Haiti e Arábia Saudita.

Este ano marca o retorno a Veneza, com pavilhão próprio e após longa ausência, países como Índia, Iraque, África do Sul, Costa Rica e Cuba.

MUSEU EGÍPCIO EXPÕE TUMBAS DE PESSOAS PRÓXIMAS AO FARAÓ TUTANKAMON

Seis tumbas de mais de três mil anos - entre as quais a do tesoureiro de Tutankamon e a do chefe das forças armadas do faraó egípcio, Horemheb - estão expostas ao público em Saqara, a 25 km do Cairo, pela primeira vez desde a restauração.

EFE/KHALED ELFIQI

Uma das tumbas abertas em exposição para o público em Saqara, no Cairo

Estas tumbas foram restauradas "cuidadosamente" e foram colocados vidros em algumas partes para preservar melhor os afrescos, disse o vice-ministro das Antiguidades, Zahi Hawas, que apresentou as tumbas à imprensa.

Horemheb
dirigia os exércitos de Tutankamon - antes dele ocupar o trono, tornando-se o último faraó da XVIII dinastia. 

Em sua tumba, foi enterrada sua esposa, já que quando o general tomou o poder, ordenou que fosse construído um mausoléu onde ele seria enterrado.

Maya,
"ministro de Finanças" de Tutankamon, foi um dos homens mais poderosos de sua época.

Esse é o Egito, sempre com boas novidades em relação á sua história.

EXPOSIÇÃO EM MADRI PROVA QUE HUMOR PODE SIM MUDAR O MUNDO

Respeito, compreensão e entendimento mútuo são os três pilares de Desenhando pela Paz, uma exposição itinerante promovida pelo cartunista francês Jean Plantureux, conhecido pelo nome artístico de Plantu, e que está em cartaz na Galeria do Instituto Francês de Madri.

"Quero crer que é possível mudar o mundo, mas nesta mesma manhã tive um momento de fraqueza e pensei que tudo isto não serve para nada. Às vezes penso que meu trabalho é útil, e em outras nem tanto", disse Plantu em entrevista à Agência Efe.

AFP

O cartunista francês Jean Plantureux, conhecido pelo nome artístico de Plantu, em seu escritório, na França (13/2/2009)

O autor, que desde 1972 publica uma charge diária no Le Monde, é um dos líderes da Cartooning for Peace, associação criada em 2008 na sede da ONU para reconhecer o trabalho jornalístico dos desenhistas da imprensa.

"Temos uma responsabilidade social. Nosso trabalho é nos indignar e contar os motivos dessa indignação. Quando sentimos uma frustração, nosso dever é transformá-la em imagem e denunciá-la. Não se trata de falar sem pensar, mas de enriquecer o leitor e alimentar o debate", explicou Plantu.

"Tento atravessar opiniões, algo que vai contra a tendência geral à formatação. É cada vez mais frequente que a opinião da maioria achate o ponto de vista da minoria", acrescentou o responsável por Desenhando pela Paz, mostra que reúne ilustrações de autores como Manel Fontdevila, Kap e Elena Ospina.

Plantu acredita que a liberdade de expressão, um dos bens mais valiosos ao ser humano, passa por momentos difíceis. 
"Os desenhistas chineses, iranianos... sabem melhor que ninguém o que significa viver em uma ditadura, onde se você publica determinados desenhos pode ir à prisão", disse.

"Nas democracias, como Espanha e França, a situação é muito mais sutil e hipócrita, porque não existe um censor, mas a opinião se unifica através da audiência e do marketing. Vivemos em democracias adormecidas, nas quais não podemos pensar por nós mesmos", lamentou.

Morando em Madri há vários anos, a ilustradora colombiana Elena Ospina concorda com a visão de Plantu. 
"A liberdade sempre esteve ameaçada, e existe uma permanente autocensura em todos os meios de comunicação. A correção política e a liberdade de expressão são uma combinação difícil", afirmou.

A situação não parece tão ruim para Manel Fontdevila, cartunista do jornal Público e da revista El jueves, ambos espanhóis. 
"Existe liberdade, mas não a usamos tanto como deveríamos. O povo se acostuma a não incomodar, e por ser moderado acaba tendo um discurso falso beato. Digamos o que é preciso ser dito, sejamos duros!", declarou.

O igualmente reivindicativo Jaume Capdevila, também conhecido como Kap, humorista gráfico do jornal La Vanguardia de Barcelona, compartilha desta opinião.
"A imagem, o desenho e a sátira podem conseguir que o mundo seja um lugar mais positivo. As imagens não têm fronteiras, chegam a todo o mundo", disse. 
"Nosso trabalho é transmitir ideias, e por isso em certos países o desenho é considerado algo perigoso", finalizou.