terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"CHICAGO": MUNDO DAS CELEBRIDADES E CRÍTICA AO SISTEMA JUDICIÁRIO

A Broadway é responsável por lançar ao estrelato muitos atores de Hollywood.

Além disso, os musicais de grande sucesso têm como destino quase certo o caminho para as telonas, e o sétimo show mais visto deste circuito não poderia ter um caminho diferente.

Com quase mil apresentações - sem contar o seu revival - "Chicago" conquistou 6 Oscar - inclusive o de melhor filme - em sua versão cinematográfica de 2002.

Foi o primeiro musical a receber o prêmio máximo da Academia desde "Oliver!" em 1968.

David James/APRenée Zellweger em cena do filme "Chicago"

A história baseia-se na peça de Maurine Dallas Watkins, que, como repórter, cobria para o jornal "Chicago Tribune" o caso de duas mulheres acusadas de assassinato em 1924.

A história de Beulah Annan e Belva Gaertner serviu de base para o texto de Watkins, e, na trama, as duas tornaram-se Roxie Hart - Renée Zellweger - e Velma Kelly - a acima da média Catherine Zeta-Jones.

Roxie é uma dona de casa, que sonha em ser uma cantora famosa e admira Velma, uma estrela cujo status só aumenta após assassinar o marido adúltero e sua irmã, a amante.

As duas se conhecem na penitenciária feminina, para onde Roxie é mandada após matar seu amante.

A diretora da penitenciária, Mama Morton - interpretada pela inacreditável Queen Latifah -, sugere a ela que contrate o melhor advogado da cidade, Billy Flynn - Richard Gere - que planeja fazer com que a opinião pública a veja como uma garota inocente, completamente arrependida do que fez.

Manipulando a imprensa, faz dela uma estrela e toda a cidade a ama, esquecendo-se de Velma.

Só que, quando uma outra assassina surge, a fama das duas é ameçada.

O filme fez sucesso com público e crítica, revelando os bastidores do mundo das celebridades e as falhas do sistema criminal norte-americano.

Bill Condon, que atualmente dirige a adaptação de "Amanhecer", assina a direção.

É um dos poucos filmes onde Richard Gere aparece cantando e dançando, o que, na época do lançamento, surpreendeu seus fãs acostumados aos seus papéis de galã nas telonas.

Só que Gere é um ator de musicais muito talentoso, tendo interpretado na Broadway papéis que, posteriormente foram feitos por John Travolta no cinema - caso do "Danny" Zucco de "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" (1978).

Já Zellweger, Zeta-Jones e Queen Latifah dão show de sensualidade, voz e bom humor.

A obra arrebatou muitos prêmios:

BAFTA

Melhor atriz coadjuvante – Catherine Zeta-Jones
Melhor som – Michael Minkler, Dominick Tavella, David Lee e Maurice Schell

GLOBO DE OURO

Melhor filme (comédia ou musical) – Martin Richards
Melhor ator em um filme (comédia ou musical) – Richard Gere
Melhor atriz em um filme (comédia ou musical) – Renée Zellweger

GRAMMY

Melhor álbum de trilha-sonora original de um filme, programa de televisão ou de outras mídias


OSCAR

Melhor filme do ano – Martin Richards
Melhor atriz coadjuvante – Catherine Zeta-Jones
Melhor edição – Martin Walsh
Melhor direção de arte – John Myhre
Melhor figurino – Colleen Atwood
Melhor mixagem de som – Michael Minkler, Dominick Tavella e David Lee

SAG - Sindicato dos Atores

Melhor elenco em um filme
Melhor atriz em um filme – Renée Zellweger
Melhor atriz coadjuvante em um filme – Catherine Zeta-Jones

Sucesso de crítica e público, "Chicago" foi, para Desson Thomson do Washington Post, "o musical mais emocionante, inteligente e excitante desde 'Cabaret'(1972)".

Já Jonathan Foreman, do New York Post, escreveu que o filme é melhor do que o musical que originou.

O filme, que custou 45 milhões de dólares para ser produzido, arrecadou mais de trezentos milhões nas bilheterias de todo o mundo, e de acordo com o website Box Office Mojo, é o segundo musical com a maior bilheteria de todos os tempos, perdendo apenas para "Grease".

Um musical que merece ser visto, e que ocupa a 12ª colocação na lista dos 25 maiores musicais do cinema americano, idealizada pelo American Film Institute - AFI -, e divulgada em 2006.

Confira cenas do filme:


*****

"CHICAGO"
Título Original:
Chicago
Produção:Miramax Films
Distribuição:Imagem Filmes
Direção:Rob Marshall
Roteiro:Bill Condon
Elenco:
Renée Zellweger
Catherine Zeta-Jones
Richard Gere
John C. Reilly
Queen Latifah
Género:Musical/Comédia Dramática
País:Estados Unidos
Ano de Produção: 2002
Duração: 109 min.
Classificação indicativa: 12 anos
Idiomas: Inglês,Português
Legendas: Português,Inglês
Extras:
Entrevistas
Bastidores
Áudio Comentário
Seleção de Prêmios
Sinopse
Elenco
Notas de Produção
Galeria de Fotos
Trailer
Novidades
Quantidade de discos: 1
Formato de tela: 4:3 Full Screen
Sistemas de som: Inglês 2.0 Dolby Digital, Português 2.0 Dolby Digital, Inglês 5.1 Dolby Digital
Cor: Preto e Branco/Colorido
Quanto: 12,90
Onde Comprar: Na Livraria da Folha, pelo link: http://bit.ly/gKWH8X
COTAÇÃO DO KLAU:

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ALMOÇO DA ACADEMIA REÚNE INDICADOS AO OSCAR 2011

Já é tradição; todos os anos, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood reúne convidados e indicados para um almoço.

O encontro, que ocorreu nesta segunda (7), no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles,reuniu muitos indicados, como Natalie Portman, Nicole Kidman, Javier Bardem, Jesse Eisenberg e Jeff Bridges.

O almoço, concorridíssimo, contou com a presença de 151 indicados ao Oscar, um recorde para o evento.

Confira as imagens:

Chris Carlson/APNicole Kidman ("Reencontrando a Felicidade"), Jeff Bridges ("Bravura Indômita"), Annette Bening ("Minhas Mães e Meu Pai") e Amy Adams("O Vencedor"); todos indicados a ator e atriz -categoria principal e coadjuvante

Chris Carlson/AP
Javier Bardem, indicado a melhor ator por "Biutiful" e Natalie Portman, indicada a melhor atriz por "Cisne Negro", se encontram

Todd Wawrychuk/Reuters
Indicadas ao Oscar de melhor atriz coadjuvante: Helena Bonham Carter ("O Discurso do Rei"), Melissa Leo ("O Vencedor"), Jacki Weaver ("Reino Animal"), Hailee Steinfeld ("Bravura Indômita") e Amy Adams ("O Vencedor")

Todd Wawrychuk/Reuters
Indicados ao Oscar de melhor atriz: Natalie Portman ("Cisne Negro"), Michelle Williams ("Blue Valentine"), Jennifer Lawrence ("Inverno da Alma"), Nicole Kidman ("Reencontrando a Felicidade") e Annette Bening ("Minhas Mães e Meu Pai")

Todd Wawrychuk/Reuters
Indicados ao Oscar de melhor ator: Javier Bardem ("Biutiful"), James Franco ("127 Horas"), Jesse Eisenberg ( "A Rede Social"), Colin Firth ("O Discurso do Rei") e Jeff Bridges ("Bravura Indômita")

Chris Pizzello/AP
Geoffrey Rush, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante e Colin Firth, de melhor ator, ambos por "O Discurso do Rei"

Gabriel Bouys/AFP
Natalie Portman, indicada ao Oscar melhor de atriz por "Cisne Negro"

Chris Pizzello/AP
Natalie Portman está ainda mais linda com essa barriguinha de grávida

Gabriel Bouys/AFP
Javier Bardem, indicado ao Oscar de melhor ator por "Biutiful"

Chris Pizzello/AP
Javier Bardem é pai recente; sua mulher Penélope Cruz acaba de dar à luz

Gabriel Bouys/AFP
Darren Aronofsky, indicado a melhor diretor por "Cisne Negro"

Gabriel Bouys/AFP
Mark Ruffalo, indicado a melhor ator coadjuvante ("Minhas Mães e Meu Pai")

Gabriel Bouys/AFP
Jesse Eisenberg indicado ao Oscar de melhor ator por "A Rede Social"

Chris Pizzello/AP
James Franco, indicado ao Oscar de melhor ator, por "127 Horas"

Chris Pizzello/AP
Mark Ruffalo, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante ("Minhas Mães e Meu Pai")
, e Colin Firth, indicado à melhor ator ("O Discurso do Rei")

Chris Pizzello/AP
Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar de melhor atriz ("Inverno da Alma") e Jesse Eisenberg, indicado à melhor ator ("A Rede Social")

Chris Pizzello/AP
Michelle Williams, indicada ao Oscar de melhor atriz por "Blue Valentine"

Chris Pizzello/AP
Jeff Bridges, indicado a melhor ator ("Bravura Indômita") e Hailee Steinfeld, indicada a melhor atriz coadjuvante pelo mesmo filme

Mario Anzuoni/Reuters
Jeremy Renner, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por "Atração Perigosa"

Mario Anzuoni/Reuters
Nicole Kidman, indicada ao Oscar de melhor atriz por "Reencontrando a Felicidade"

Mario Anzuoni/Reuters
Amy Adams, indicada a melhor atriz coadjuvante por "O Vencedor"

Mario Anzuoni/Reuters
Helena Bonham Carter, indicada a melhor atriz coadjuvante por "O Discurso do Rei"

Mario Anzuoni/Reuters
Jennifer Lawrence, indicada a melhor atriz por "Inverno da Alma"

Mario Anzuoni/Reuters
Melissa Leo, indicada a melhor atriz coadjuvante por "O Vencedor"

A SEMANA ILUSTRADA

A crise no Egito, a estreia da Marta no Senado, o PMDB, Dilma e Coroné Sarney são algumas das vítimas dessa semana!
Confira:












PSDB: A AGONIA CONTINUA, AGORA NA TV


Pessoal:

Vocês tiveram saco para ver o programa do PSDB na TV na última quinta-feira?

Não foi ruim, foi péssimo.

Foi péssimo, principalmente se a tucanada teve a intenção de fazer com que o programa aumentasse o número de novos militantes que a legenda poderia conseguir, depois de aparecer dez minutos no horário nobre.

O programa teve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - nossa querida tia véia invejosa da janela - nos cinco minutos iniciais.

Em tom majestático, FHC explicou para uma plateia acotovelada dentro de um estúdio que o PSDB foi criado para "renovar nossa política".

Arquivos do Klau

E foi aí que a edição começou a meter os pés pelas mãos: na sequência apareceu no vídeo Siqueira Campos, governador tucano do Tocantins, que pode ser tudo, menos renovação naquele Estado.

As contradições fazem parte do processo político, e estão aí Luiz Inácio e Doutora Dilma de braços dados com o Coroné Sarney e Collor - aquele!

Só que, no caso da tucanada, o partido se prestou ao triste papel de expô-las ao máximo, num processo de autoflagelação de fazer inveja àqueles filipinos que sempre aparecem nas nossas tevês na semana santa, chicoteando as costas.

Para quem não viu, o programa tucano está disponível no site da legenda -
www. psdb.org.br .

Nele, o maior partido de oposição do país dá uma aula de como a falta de rumo e discursos sem noção conseguem acabar com sonhos de toda uma geração de bons políticos da esquerda brasileira.

O presidente nacional tucano, Sérgio Guerra, promete que os congressistas da sigla "denunciarão o desperdício do dinheiro público", para em seguida, aparecer o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, o mesmo que requereu uma aposentadoria por ter sido governador do Paraná no passado - mais um exemplo de dois pesos, duas medidas, escancarado pela tucanada.

A propaganda tucana segue o modelão ortodoxo de mostrar e dar voz aos políticos da sigla - e essa já é prática corriqueira entre todos os partidos - e tudo num horário onde os brasileiros chegam em casa e estão esperando desestressar e assistir a uma novela ou a um telejornal.

Aí, entra o FHC com seu ar de pavão, pavãozinho. Não desce, né?

O PSDB de hoje sobrevive em meio a uma luta interna entre "serristas" e "aecistas", observados pelos "alckmistas" que nunca saem na moita, e onde todos caminham para cometer o mesmo suicídio partidário, já adotado pelo Democratas.

FHC disse que os partidos brasileiros precisam de "um choque", e ao final do programa de quinta-feira, alguém disse: "As coisas só mudam de verdade quando a gente muda".

Esse é um bom conselho para o próprio PSDB e para toda a tucanada, dentro e fora da moita.

Até segunda.

*****
E você pode assistir à essa coluna, em vídeo HD, já postado no YouTube e no Facebook:

domingo, 6 de fevereiro de 2011

ENQUANTO CHER E CHRISTINA AGUILERA NÃO VEM...

Enquanto Cher e Christina Aguilera chegam ao cinema com o musical "Burlesque", conheça artistas que fazem cabarés sexy e tiram a roupa com glamour em palcos da cidade:

Cheesecake

Allex Ferreira/Folhapress
Stripper Cheesecake, que se apresenta no At Nine
Stripper Cheesecake, que se apresenta no At Nine


Nome real: não gosta de revelar
Idade: 28 anos
Onde se apresenta: toda semana no At Nine Cocktail Bar, nos Jardins, e em festas no Club A, no Itaim
Por que não revela seu nome? Sempre fui bailarina, trabalhei em companhias de dança. No mundo da dança, acadêmico, não aceitam a mudança pro burlesco. Pra eles, é uma heresia. Acham absurdo eu tirar a roupa: "Você estudou tanto pra quê?"
E a família encara bem? Minha avó assistiu ao vídeo e adorou. Por causa do cabelo, das roupas antigas...
Por que Cheesecake? Queria um nome de comida ou drinque e davam esse apelido pras pinups.
Um cheesecake tem apelo sensual? Sim. É uma sobremesa gostosa que não é erótica. Não é apelativa nem sem gosto.
Você faz striptease completo? Não, fico com adesivo no peito e calcinha cor da pele. É pra família toda assistir.
Tirar a roupa é o mais difícil? Pra mim, foi o mais fácil.
Pode se dizer que esse é um talento seu? É, eu acho que tenho talento para tirar a roupa. É do que eu mais gosto. Quando o Celso [assessor] fala pra mim: "Nesse número, a gente não vai tirar a roupa", eu falo: "Aaaah! Eu quero".
Quem é o público? A maioria é mulher. É inspirador pra elas, como se eu dissesse: "Olha como eu tiro a meia e faz igual hoje à noite".
Como você se prepara? Além da formação de bailarina, agora treino com a Evita Peikert, uma alemã que trabalhou como dominatrix e sabe tudo de fetiche. Sou simpática demais no palco e, pra trabalhar com fetichismo, você não pode ser muito legal.

Fascinatrix

Allex Ferreira/Folhapress
A artista Fascinatrix, que faz performances no Sonique
A artista Fascinatrix, que faz performances no Sonique


Nome real: Karina Raquel
Idade: 37 anos
Onde se apresenta: estreia temporada no bar Sonique, às sextas-feiras
O que fazia antes de virar dançarina? Sou formada em hotelaria, tinha uma vida normal. Estudei dança, mas também trabalhei em loja, escritório, como assistente comercial.
O que a atraiu pra esse mundo? Comecei a usar espartilho pra diminuir a cintura em 2004. Acho que a mulher fica muito mais feminina com cintura fina. Nessa época, conheci o trabalho da Dita Von Teese [a mais pop das divas burlescas] e achei superglamouroso. Em 2006, a dona do Loveland, que era um cabaré, queria um show burlesco e ninguém fazia por aqui. Virei a pioneira.
Perdeu muita cintura usando espartilho? Tinha parado de usar e agora voltei. Em um mês, perdi cinco centímetros.
O público confunde burlesco com strip? Lá fora, o burlesco é comum. A gente não teve essa cultura. Aqui, as pessoas veem e pensam: "Nossa, ela vai ficar pelada". No burlesco, a mulher normalmente não fica completamente nua e mostra sensualidade sem ser vulgar.
Isso funciona no Brasil? O problema é que, aqui, coloca pena, vira Carnaval. Põe plumas, cadê o sambista?
Como tem coragem de tirar a roupa? Sem segurança, você não faz. Tem que se desprender e se sentir a mulher mais linda do planeta. Se a Gisele Bündchen estiver aqui me assistindo, nesse momento, eu sou mais bonita que ela.
Me ensina esse truque? Não é truque [risos]. A sensação é incrível, uma confiança que não sei explicar.
Recebe muita cantada? Não. Essa é a diferença de quando se faz burlesco, striptease ou "pole dancing". As pessoas veem que o objetivo não é o sexo, que não vou fazer "lap dance".
Burlesco nas telas

"Burlesque", que estreia em São Paulo nesta sexta (11), não recebeu comentários empolgados da crítica.
O filme até ganhou indicação a melhor comédia ou musical no Globo de Ouro, mas Cher não foi poupada pelo Framboesa de Ouro e disputa a categoria de pior atriz coadjuvante pela atuação na trama.
A grande atração do filme não deve ser mesmo o enredo, "menina do interior vai trabalhar em boate", mas a presença da diva pop Cher e o vozeirão de Christina Aguilera.

Burlesco na noite

At Nine
O bar agora investe no clima de cabaré. Cheesecake faz shows às terças e quintas-feiras. Shows a partir das 21h.

Sonique
Fascinatrix estreia suas performances no bar da rua Bela Cintra nesta sexta-feira (11).

Kitsch Club
O clube acaba de estrear a festa Carroussell, com stripper, hostess burlesca e dança indiana.
Sábados, às 23h.

Trixmix
O famoso espetáculo de cabaré traz artistas burlescos, de circo e dança. Quartas, às 21h30.
*****
Matéria da "Revista da Folha" de domingo (06.2)

A SEMANA NA TV

A segunda temporada de Aline; uma entrevista com Dira Paes, a Marta de "Ti-ti-ti"; William Shatner virou um velho rabugento - na TV; maratona de "Glee" e Simpsons" e maiô histórico de Farrah Fawcett no museu.

É o resumo da semana, que você confere agora:


FOX FAZ MARATONA DE "GLEE" E EPISÓDIOS MUSICAIS DE "OS SIMPSONS"

Antes da estreia da segunda temporada de "Glee", na quarta-feira, o canal Fox exibe hoje
(6), em sequência, cinco episódios da série.

O primeiro, dedicado a Madonna, traz interpretações de músicas como "Express Yourself" e "Like A Prayer".

Confira um "making-off" de "Express Yourself":


Em seguida, os alunos do colégio McKinley cantam Lady Gaga.

No episódio que fechou a primeira temporada, "Journey", o coral fracassa no campeonato regional.

Britney Spears faz uma participação especial no episódio das 20h e, fechando a maratona, às 21h, Will - Matthew Morrison - fica doente e é substituído por uma professora -
Gwyneth Paltrow.

Na sequência, vão ao ar quatro episódios musicais de "Os Simpsons".

MARATONA MUSICAL NA FOX
ONDE:
Canal Fox
QUANDO: Hoje (6)
HORÁRIO: A partir das 17h


E POR FALAR EM "GLEE"...

A série está se preparando para seu episódio pós-Super Bowl - a final do campeonato de futebol americano, no domingo - disse a estrela Jane Lynch.

"Estamos fazendo um episódio de Glee que está usando esteróides", declarou Lynch a jornalistas, na quinta-feira - Ela interpreta no seriado a técnica de líderes de torcida Sue Sylvester.

Lynch disse que Sylvester terá de criar uma nova rotina para sua equipe de torcida do colegial Cheerios, e as acrobacias devem ser mais elaboradas e melhores do que qualquer outra que os garotos e garotas da equipe já apresentaram.

A segunda metade de sua atual temporada estreia logo após o campeonato Super Bowl, que também será transmitido pela Fox.

Relembre a versão de "Glee" para "Single Ladies":


O horário é muito cobiçado porque o Super Bowl é o programa de TV mais assistido do ano nos Estados Unidos.

No ano passado, 106 milhões de pessoas acompanharam o jogo, e ser exibido logo depois projeta o programa a um grande número de potenciais novos fãs.


E O CAPITÃO KIRK VIROU UM PAI RABUGENTO

Gostem ou não, Ed - William Shatner - vive conforme as próprias regras: usa o tempo todo o mesmo colete de pesca, gosta das coisas sempre iguais e fala tudo o que pensa - doa a quem doer.

É dono de uma lógica direta - que pode beirar o absurdo - e, com ela, garantiu fama ao escritor Justin Halpern e piadas à série criada por ele, "$#*! [lê-se "blip"] My Dad Says", que estreia amanhã no Warner.

Ed é inspirado no pai de Halpern, rapaz que começou a se tornar célebre quando voltou a morar com a família.

Ele tinha acabado de levar um pé na bunda da namorada e, no Twitter, passou a compartilhar com os amigos frases que ouvia em casa.

De repente, o perfil @shitmydadsays angariou 1 milhão de seguidores, deu origem ao livro "Meu Pai Fala Cada M*rda" (Sextante, R$ 19,90, 144 págs.) e chegou aos ouvidos de David Kohan e Max Mutchnick, criadores de "Will & Grace".

Confira um trailer promocional da série:


Foi graças à dupla que o pai de Justin, Sam, tornou-se o Ed da ficção, interpretado por William Shatner, 79.

Ícone da TV americana, Shatner se tornou figura cult ao interpretar o capitão Kirk em "Jornada nas Estrelas" (1966-1969) e vários filmes do universo trekker - até livros de ficção inspirados naquele universo ele escreveu.

Mais tarde, levou o Globo de Ouro e o Emmy pela atuação em "Boston Legal - Justiça sem Limites"(2004-2008).

Hoje, o ator, que tem fama de ranzinza entre jornalistas, parece confortável no colete acinzentado de Ed.

"A maioria das pessoas pega a saída mais fácil e disfarça o que pensa. Gosto do Ed porque ele fala: 'Vou te dizer o que penso'. E diz mesmo. É uma lição de vida", afirmou à Folha, por telefone.

A série começa como na vida real: quando Henry - Jonathan Sadowski -, desempregado, volta a viver com Ed.

"Houve uma mudança cultural nos EUA e não há mais vergonha no fato de um filho morar com os pais depois de adulto. Na formatura do meu neto, o orador falou de como todos ali passavam por isso. Meu programa reflete essa pequena revolução."

O fato de acolher os dois filhos e a nora em casa, diz Shatner, é um indício da boa índole que Ed sempre expressa.
"Não seria horrível se ele fosse malvado com as pessoas e ainda tivesse um coração ruim? Ele é rude, age sem pensar, mas, no fundo, tem um bom coração. E é quando ele tenta consertar o que fez que garante risadas."

Shatner diz admirar a filosofia do personagem, mas afirma que ela não é para qualquer um.
"Ed não faz rodeios. Eu entendo como deve ser agradável fazer isso, mas estou exposto demais à opinião pública para me expressar tão livremente", diz, para logo depois encerrar a conversa no estilo de Ed: "É isso? Acho que temos mais entrevistas na sequência".

"$#*! My Dad Says"
Estreia da série
QUANDO
: amanhã (7), às 21h, no Warner Channel
CLASSIFICAÇÃO: não informada


MAIÔ VERMELHO DE FARRAH FAWCETT VAI PARA MUSEU


O famoso maiô vermelho utilizado pela atriz Farrah Fawcet em um cartaz de 1976 para promover a série "As Panteras" está exposto desde quarta(2), junto à capa do Superman no Museu de História de Washington.

Divulgação

A atriz Farrah Fawcett com o maiô vermelho

A roupa de banho forma parte de meia dezena de objetos da atriz falecida em 2009 que seu ex-marido, o ator Ryan O'Neal, doou ao Instituto Smithsonian da capital americana, dirigido pelo museu.

"Ela era única", disse O'Neal em uma cerimônia organizada no dia em que Farrah completaria 64 anos.

A atriz morreu vítima de um câncer anal no dia 25 de junho de 2009, o mesmo dia da morte de Michael Jackson.

A foto utilizada para o pôster foi tirada alguns meses antes da série estrear nos Estados Unidos, em setembro de 1976.

Seis meses após a transmissão do primeiro episódio, foram vendidos cinco milhões de exemplares do pôster - um deles enfeitava com destaque o dormitório de Tony Manero, personagem de John Travolta no filme "Os Embalos de Sábado à Noite" (1977).


"BEAVIS AND BUTT-HEAD" DE VOLTA À MTV

O desenho animado "Beavis and Butt-Head" voltará a ser exibido pela MTV norte-americana, informou a emissora nesta quarta-feira.

A dupla sem noção criada por Mike Judge foi aposentada pelo canal em 1997, depois de ser exibida por quatro anos - no total foram 200 episódios.

Divulgação MTV

Cena de"Beavis e Butt-Head Detonam a América"


O sucesso rendeu um longa metragem em 1996, "Beavis and Butt-Head Conquistam a América".

A emissora não revelou a data em que a dupla voltará a ser exibida.


"THE GATES" É MIX DE VAMPIROS COM "DESPERATE HOUSEWIFES"

Quem passasse desapercebido diante da casa de Claire Radcliff - Rhona Mitra -, veria uma dona de casa comum cuidando do jardim, mas quem olhasse mais atentamente, minutos depois, veria a vampira sugando o sangue de um motorista que batera o carro em sua caixa de correio.

Assim começa "The Gates", série que estreou na quarta(2) na Fox e se passa em um condomínio de luxo autossuficiente e supostamente seguro.

É para lá que se muda a família Monohan, quando o patriarca, Nick - Frank Grillo -, vira chefe de polícia.

Logo no primeiro dia, ele investiga o caso do motorista desaparecido e quase descobre o segredo terrível da vizinha.

Steve Dietl/Divulgação

A dona de casa - e vampira - Claire Radcliff, papel da atriz Rhona Mitra, ataca vítima no primeiro episódio do seriado "The Gates"

Enquanto a família de Nick tenta se adaptar à nova vida, Claire tenta se disfarçar com uma vida de jantares, festas e receitas, o que lembra um "Desperate Housewives" turbinado
por vampiros, lobisomens e bruxas.

Como a moda dos dentuços funciona melhor para protagonistas adolescentes, e com derrapadas na história no meio da temporada, "The Gates" acabou cancelada nos EUA.

"The Gates"
QUANDO:
quartas, às 21h, na Fox
CLASSIFICAÇÃO: não informada


COM MARTA, DIRA PAES VIVE OUTRO BOM MOMENTO NA TV

Dira Paes
está sempre em busca de coisas novas, Principalmente, no que diz respeito às personagens que interpreta.

Por isso mesmo, viver a recatada Marta, de "Ti-Ti-Ti", logo depois da fogosa Norminha, de "Caminho das Índias", foi interessante para ela, conforme ela conta nessa matéria para o PopTevê.

Como Norminha, Dira precisava extravasar um lado mais sensual, e na interpretação de Marta, tem de trabalhar a subjetividade para dar vida a uma mulher reservada.
"Você sai de um trabalho onde teve um perfil e tem vontade de fazer uma coisa diferente em seguida, até mesmo para conseguir se medir, se sentir e ver sua criatividade em ebulição", avalia.

Jorge Rodrigues Jorge/CZN

A atriz Dira Paes

O que Dira também gosta é de surpreender, e se diverte ao perceber que as pessoas se espantam quando descobrem uma atriz completamente diferente do que fantasiam.
"Tem gente que fala: 'A Marta é tão séria e você é uma garotinha'", conta, aos risos.

Para compor a Marta, Dira teve como inspiração Aracy Balabanian, que viveu a personagem na primeira versão da novela, em 1985.

Apesar de não ter assistido a muitos capítulos da trama original, a atriz guarda lembranças da atuação da veterana.
"Ela fazia uma coisa muito contida e tinha um cabelo chanel mais comportado", recorda.

"A Aracy é uma atriz que vai da comédia para a tragédia em uma linha bem tênue, ela tem intensidade. Esse é o perfil legal para fazer 'Ti-Ti-Ti'", completa.

Na história, Marta é uma costureira que se fecha para o amor depois de uma desilusão com André Spina, de Alexandre Borges.

Mas, depois de um tempo, acaba se rendendo aos encantos de seu melhor amigo, Ariclenes, de Murilo Benício.

Essa paixão entre o casal de amigos, inclusive, é uma das coisas que mais instigam Dira.
"Acho o assunto de se apaixonar pelo amigo muito interessante. Se não der certo, você sabe que vai perder a amizade. Por outro lado, a pessoa que você poderia amar está ali do seu lado o tempo todo e você nunca tinha visto", revela.

O que também ajudou Dira a entender ainda mais a personagem foi o livro "A Costureira e O Cangaceiro", de Frances de Pontes Peebles.

A leitura, no entanto, foi feita por acaso e não com o objetivo de servir como referência para o papel.
"Li algo que adorei: 'uma costureira não tem dúvidas, só certeza'", revela.
"Você vai cortar um pano e não pode ter dúvidas. Isso foi uma inspiração", conclui.

Além disso, Dira é filha de uma costureira, sempre acompanhou de perto a rotina dessa profissional, e proveitou para traçar um paralelo entre Marta e as características que observa na mãe, como a precisão, a coerência e o saber dividir.
"Existe na personagem o olhar do todo, a paciência. O som da máquina de costura é muito próximo, está na minha lembrança da minha mãe costurando", conta.

É verdade que a carreira de Dira Paes, por um bom tempo, foi mais focada no cinema – são mais de trinta filmes em seu currículo - e, apesar de ter feito alguns trabalhos na tevê desde os anos 90, foi na pele da sem noção Solineuza, na série "A Diarista", que chamou atenção durante os três anos em que o programa ficou no ar.

Com a fogosa Norminha de "Caminho das Índias", em 2009, não foi diferente, e volta e meia, a atriz é abordada por alguém falando sobre as duas personagens.
"Acho que minha relação com o público agora é de intimidade, não tinha isso. Ganhei depois da Solineuza e da Norminha", constata.

Na época do seriado, aliás, a atriz chegou a se preocupar em ficar marcada demais pelo papel cômico.
"A Solineuza é aquela personagem que você quer comer com farinha. Pensava que iria levar muito tempo para ela sair de mim", confessa Dira, que já tem compromissos profissionais para depois da novela - deve participar de alguns festivais de cinema com dois curtas e quatro longas-metragens.


"ALINE" - SEGUNDA TEMPORADA

Quem acha que "um é pouco, dois é bom, três é demais" pode se surpreender com a forma como será mostrado o triângulo amoroso entre os protagonistas de "Aline", na segunda temporada da série que estreou nesta quinta-feira (3), na Globo.

Segundo a atriz Maria Flor, 27 - que interpreta a personagem-título,baseada em tirinha do quadrinista Adão Iturrusgarai, publicada pela Folha de S.Paulo - Aline já passou da fase de tentar escolher apenas um dos dois namorados, Pedro - Pedro Neschling - e Otto - Bernardo Marinho.
"É uma coisa superada. Não existe mais a dúvida de se vai dar certo o triângulo", disse a atriz em entrevista à Folha.
"O triângulo está mais maduro, e a relação entre os três já está muito bem estabelecida."

A atriz diz que perdeu as contas de quantas vezes escutou a pergunta de se ela, assim como a personagem, encararia um relacionamento a três.

"Acho tudo possível. A vida real é sempre mais louca e surpreendente que a ficção", respondeu - mais uma vez.

"Mas eu não sou a Aline. Ela é muito mais aberta e livre para essas coisas. Eu sou mais caretinha. Prefiro uma relação mais tradicional. Já é complicado duas pessoas, imagina um triângulo."

Renato Rocha Miranda/TV Globo

Pedro Nechling, Maria Flor e Bernardo Marinho, o trio de protagonistas de "Aline"

Maria Flor contou que as gravações da segunda temporada tomaram bastante de seu tempo.
"É mentira que gravar uma série dá menos trabalho do que uma novela", afirmou.

Segundo ela, no caso de "Aline", a quantidade de externas faz com que o trabalho seja ainda maior.
"São Paulo é um personagem dentro do programa, isso fez com que a gente tivesse que passar um mês na cidade gravando tudo numa batida só. Tivemos que ralar bastante", contou.
"Mas eu não reclamo de trabalho, não! Gosto muito de fazer o programa."

Ela diz que cogita voltar às novelas apenas quando o seriado sair do ar, depois de março.

Por enquanto, diz que está descansando um pouco do ritmo pesado das gravações.

Apesar de ainda não ter nada certo, a atriz também torce por uma terceira temporada da série.

"É um sonho", diz. "É um elenco muito especial, mas eu sou suspeita para falar. No ar a gente vai sentir o retorno do público e saber se tem fôlego para uma terceira temporada."

E a segunda temporada promete:

No episódio de estreia na última quinta, para pagar as contas, Aline fez uma rifa.
O prêmio: ela mesma. O vencedor:um galã por quem Aline ficou encantada, provocando ciúmes em Otto e Pedro.
Com direção e edição ágeis, e tendo a cidade de São Paulo à noite como cenário - além da caprichada direção de arte dos sets e dos figurinos caprichados - a série mostrou que a Globo sabe fazer séries, as mais diversas, como ninguém.

No segundo episódio, os pais dela, que viviam às turras, vão se separar de vez, e dois novos personagens - interpretados por Maria Luiza Mendonça e Kiko Mascarenhas - vão entrar para fazer par com eles.

Aline, por sinal, é quem apresenta o pai à terapeuta de casais, após as duas ficarem amigas - ela também vai ficar enciumada quando a mãe pensar em ter mais filhos com o novo marido.

Quem também vai dar as caras na segunda temporada são as sogras de Aline, que vão aparecer pela primeira vez e prometem infernizar a vida dela.

Lucélia Santos, mãe de Pedro Neschling na vida real, repetirá o papel na ficção.

Haverá um episódio inspirado no livro "Marley e Eu", no qual Aline atropela um cachorro e o leva para casa: os dois namorados vão fazer ela escolher entre eles ou o animal de estimação.

Já "O Diabo Veste Prada" inspira um episódio no qual Aline vai trabalhar em uma revista onde Bianca Byington viverá a editora megera.

O último episódio da temporada será musical, com direção musical do ex-Titã Branco Mello:
Maria Flor vai cantar "Epitáfio" - Titãs -, "São Paulo, São Paulo" - Premeditando o Breque - e "Quase Sem Querer" - Legião Urbana.

A temporada ainda terá participações das atrizes Nathalia Dill, Luiza Mariani, Mariana Lima e dos jogadores de futebol Raí e Neymar.

Confira a abertura da segunda temporada:


"ALINE"
SEGUNDA TEMPORADA
ONDE:
Globo
Quando: Quintas, após "bbb11"
Elenco Principal:
Maria Flor
Pedro Neschling
Bernardo Marinho
Roteiro Final: Mauro Rios
Direção Geral: Maurício Farias
COTAÇÃO DO KLAU:


*****

ATÉ +!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

NATALIE PORTMAN: "Nunca estive tão em forma"

Durante uma década Darren Anofosky e Natalie Portman conversaram sobre fazer um filme juntos. Havia um tema específico. Tratava-se de um filme sobre uma primeira bailarina obcecada por perfeição. “Toda vez que nós nos encontrávamos eu dizia: 'Darren, eu não estou ficando mais jovem…. Quando vamos conseguir fazer aquele filme de balé?'”, disse a atriz, referindo-se à história que chegou às telas do Brasil na sexta ( 4 ) .“Era realmente uma situação complicada”, complementou Aronofsky. "Desenvolver o roteiro do conceito original até o ponto onde eu estava confiante no material já era uma tarefa complicada. E conseguir levantar financiamento de produção para um filme assim – um drama no mundo do balé – foi-se tornando progressivamente mais difícil à medida em que o tempo passava e a recessão piorava.”

Portman estava com 28 anos quando começou a treinar para o papel de Nina - a protagonista de "Cisne Negro" - e 29 quando as filmagens se encerraram, “uma idade um pouco perigosa para começar a ser uma bailarina”, ela diz, sorrindo. “Natalie é muito rigorosa com ela mesma”, Aronofsky comenta. “ O esforço que ela fez foi incrível. Bailarinas levam em média 20 anos para realmente moldarem o corpo, adquirirem a força e a flexibilidade necessárias. E ainda por cima eu queria que ela fosse uma primeira bailarina!”

"Cisne Negro", desenvolvido por um time de três roteiristas a partir de uma ideia original de Aronofsky - inspirada por O Duplo, de Dostoievski - segue a jornada de Nina, recém-nomeada “prima ballerina” de uma companhia dirigida pelo tirânico Thomas - Vincent Cassel. A personagem enfrenta o desafio de protagonizar uma nova montagem de Lago dos Cisnes sob as múltiplas pressões da responsabilidade, da percebida ameaça de uma bailarina mais jovem - Mila Kunis - e a vigilância de uma mãe controladora - Barbara Hershey.

O trabalho de criar uma companhia de balé fictícia mas verossímel para "Cisne Negro", dentro do modestíssimo orçamento de 17 milhões de dólares representou esforços e sacrifícios de toda a equipe. Nem o diretor nem os astros – Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Winona Ryder – tinham trailers para descansar entre as tomadas. “Estávamos todos ou no set ou em camarins, o que realmente dava a sensação de sermos uma companhia de balé”, diz Kunis, que faz a bailarina Lilly, substituta de Nina na produção de "Lago dos Cisnes" que é o foco da trama. “Vivíamos um pouco como bailarinos: ou estávamos treinando ou estávamos trabalhando.”

Portman submeteu-se a um rigoroso programa de cinco horas diárias de exercícios: uma hora de natação, uma hora com pesos e aparelhos e três horas de balé. Isto combinado a uma dieta de muita proteína e baixa gordura. Nos últimos dois meses antes das filmagens o coreógrafo Benjamin Millepied começou a trabalhar com Natalie nos aspectos coreográficos do filme, adicionando mais três horas ao seu preparo. “Era uma vida muito monástica, muito rigorosa.” diz Natalie. “Foi como se eu estivesse no convento por um ano. Mas nunca estive tão em forma, dez quilos mais magra, super flexível. Mas confesso que assim que acabaram as filmagens eu saí para minha primeira refeição fora do convento! Massa, sorvete, pão… Sou uma pessoa que preza muito os prazeres. Adoro comida.”

Aronofsky e seu diretor de fotografia Mathew Libatique - parceiro desde os tempos em que ambos eram alunos do American Film Institute - completaram o preparo com sua própria imersão no universo da dança, vendo o máximo de produções de "Lago dos Cisnes", acompanhando a temporada do American Ballet Theater em Nova York e, finalmente, contando com a ajuda e assistência técnica do Royal Ballet britânico. “O mundo do balé é muito fechado em si mesmo, muito insular”, Aronofsky conta, “Foi preciso muita paciência, muita demonstração da nossa seriedade de intenções para que houvesse colaboração. Ainda mais porque, desde o começo, eu pedi acesso às coxias, aos ensaios. Isso é tabu no ballet, é fechado aos de fora. Mas para mim, como realizador, era claro que eu precisava compreender todo o processo. E Mat precisava compreender os movimentos dos bailarinos. Desde o começo queríamos filmar a experiência de dentro para fora. Do palco, não da plateia.”

Embora a história seja 100% fictícia, todos no elenco e na criação de "Cisne Negro" enxergam um paralelo com a verdadeira trajetória de George Balanchine, o carismático bailarino e coreógrafo russo que criou o American Ballet nos anos 1950, responsável por uma das versões atuais do balé e famoso por eleger e destronar suas primas ballerinas. “Há um paralelo, sim”, diz Vincent Cassel.”E no início o personagem de Thomas era russo. O paralelo está na obsessão com a perfeição, na busca de algo sempre melhor, e no modo como ele abraçava sua sensualidade. No palco o balé clássico pode parecer algo abstrato, mas na verdade estamos lidando com corpos, com pessoas no auge da forma física. Balanchine tornou-se sinônimo dessa dualidade.”

Os elementos finais de "Cisne Negro" vieram com o uso de efeitos digitais e com a trilha de outro colaborador assíduo de Aronofsky, Clint Mansell, que criou variações em cima da música de Tchaikovsky. “Queria um uso muito preciso e sutil dos efeitos”. Diz Aronosfsky. “O espelho é um elemento muito importante no filme, e usamos vários efeitos muito precisos para criar o ambiente que eu queria. Minha maior alegria foi quando exibimos o filme para o American Ballet Theater, e quando exibimos para o pessoal da Pixar e as duas plateias adoraram! Pensei: se conseguimos convencer essa turma, o filme deve ser bom…”

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Matéria de ANA MARIA BAHIANA
Especial para o UOL, de Los Angeles, EUA