sábado, 8 de janeiro de 2011

SAIU O LISTÃO DO FRAMBOESA DE OURO, PRÊMIO PARA OS PIORES FILMES DE 2010

O musical "Burlesque", com Christina Aguilera e a Diva das Divas Cher, lidera o número de indicações da lista divulgada na quarta-feira (5) pelo prêmio Framboesa de Ouro - concedido aos piores filmes e atuações do ano.
As informações são do site da CNN.

A lista completa dos indicados ao prêmio só sai no dia 24, mas, por enquanto, o filme de Aguilera já aparece em cinco categorias: atriz (Christina Aguilera), atriz coadjuvante (Kristen Bell e Cher), ator coadjuvante (Cam Gigandet), roteiro e diretor.

Ironicamente, o filme também deve concorrer ao Globo de Ouro neste ano.



Estão indicados ao prêmio de pior filme os longas "Caçador de Recompensas", "Fúria de Titãs", "Os Mercenários", "Gente Grande", "Jonah Hex", "Killers", "O Último Mestre do Ar", "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família", "Sex and the City 2", "A Saga Crepúsculo: Eclipse", "Os Vampiros que se Mordam" e "Zé Colméia - O Filme".

O BOL colocou no ar uma pesquisa, para que os brasileiros votem nos piores.
Eu a reproduzo abaixo.

Vote no pior filme de 2010 também:

"A Saga Crepúsculo: Eclipse", a xaropada vampiresca com Robert Pattinson e Kristen Stewart, está indicado a pior filme no Framboesa de Ouro 2011. Merecidíssimo!
Divulgação

"Sex and the City 2", com Sarah Jessica Parker, está indicado a pior filme no Framboesa de Ouro 2011.
Também, que mandou trocar NY pelas Arábias?
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"O Último Mestre do Ar", do diretor M. Night Shyamalan, está indicado a pior filme de 2011.
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"Os Vampiros que se Mordam", paródia de "Crepúsculo", está indicado a pior filme; se o original já é ruim...
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"Zé Colméia - O Filme", com vozes de Dan Aykroyd e Justin Timberlake, está indicado a pior filme .
Nem o urso mais querido escapou do Framboesa de Ouro 2011.
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"Burlesque", com Christina Aguilera e Cher, lidera o número de indicações ao Framboesa de Ouro: cinco no total.
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"Caçadores de Recompensas", bomba com Gerard Butler e Jennifer Aniston, está indicado a pior filme no Framboesa de Ouro 2011.
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"Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família", com Robert de Niro e Ben Stiller, estreou ontem em SP, e também está indicado a pior filme.
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"Fúria de Titãs", com Liam Nesson, está indicado a pior filme.
Deu saudade do "Fúria" original.
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O constrangedor "Gente Grande", com Adam Sandler, está indicado a pior filme no Framboesa de Ouro 2011.
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"Jonah Hex", com Josh Brolin e Megan Fox, está indicado a pior filme no Framboesa de Ouro 2011.
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"Os Mercenários", com Sylvester Stallone, está indicado a pior filme no Framboesa de Ouro 2011.
E voc~e tinha alguma dúvida?
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"Par Perfeito", com Ashton Kutcher e Katherine Heigl, está indicado a pior filme, não só do ano, mas de todos os tempos; ~E coisinha ruim!
Divulgação


PELA MANUTENÇÃO DO CINE BELAS ARTES, ASSINE O ABAIXO ASSINADO E VÁ À PASSEATA CONTRA O FECHAMENTO

Fui na última quinta ao Cine Belas Artes - já tinha programado anteriormente ver o filme do Jabor.

Não fui só porquê foi anunciado que ele fecharia - vou ao menos 4 vezes/mês ao cinema, inclusive nos animados "Noitões" - onde se entra por volta da meia noite da primeira sexta do mês, e se sai na manhã de sábado, com 3 ótimos filmes assistidos, e um farto café da manhã.

Foto: Cláudio NóvoaA fachada do Cine Belas Artes, na tarde da última quinta feira

Gosto de lá, porquê o Belas Artes, na Rua da Consolação quase esquina com a Av. Paulista, é um dos únicos espaços - numa cidade gigantesca como é São Paulo - que exibe filmes do chamado "circuito não comercial",o pessoal que lá trabalha curte cinema - e por isso trabalha melhor - e as projeções costumam ter começo meio e fim - coisa não muito comum nos badalados cinemas de shopping ultimamente.

Encontrei o cinema quase cheio, todas as suas salas tinham um ótimo público para uma tarde de quinta feira - "platéia de sábado", segundo a gerente.

O que mais me comoveu foi ver que os próprios funcionários - que já estão cumprindo aviso prévio - criaram um abaixo assinado pela manutenção do espaço.

Achei SEN-SA-CIO-NAL!

E como não consigo ficar parado, e assistir lugares diferenciados e difusores culturais como o Belas Artes acabarem só porquê o dono do imóvel quer, é que convoco todos vocês para uma passeata contra o fechamento, para que, como disse muito bem o Ator Daniel Gaggini, "não ficarmos cada vez mais reféns dos cinemões dos shoppings e suas programações toscas".

A passeata será na próxima segunda feira , 10 de janeiro, e começará às 19h, na porta do cinema, e vai até o Masp.

Se você não puder ir, nem assinar o abaixo-assinado dos funcionários, tudo bem: você pode assinar um abaixo-assinado virtual - criado pela jornalista Caroline Santos - e que será entregue ao proprietário do cinema, André Sturm, e ao proprietário do imóvel, Flávio Maluf - até hoje pela manhã, o abaixo-assinado já tinha 4.996 assinaturas.

É só clicar aqui:

A cultura paulistana agradece!
O que: Passeata pelo não fechamento do Cine Belas Artes
Quando: dia 10 de janeiro, próxima segunda feira
Horário: 19 h
Onde: Na porta do cinema, na Rua da Consolação, quase esquina com a Paulista
Percurso: até o Masp, na Av.Paulista
Nos vemos lá!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"INCONTROLÁVEL": DENZEL WASHINGTON E CHRIS PINE EM FILME DE AÇÃO ACIMA DA MÉDIA

Para eu gostar de um filme de ação, o mínimo que espero é que ele seja bem produzido.

É é justamente isso que o diretor britânico Tony Scott faz: usa o melhor de sua experiência para dirigir "Incontrolável", uma aventura de ação de tirar o fôlego sobre um trem fora de controle, que atravessa o estado da Pensilvânia e coloca a vida de milhares de pessoas em risco pelo caminho.

O roteiro de Mark Bomback - de "Duro de Matar 4.0" (2007) - abusa dos contrastes: encontramos os dois protagonistas, um - veterano, negro e prudente, Frank, papel de Denzel Washington - e outro - jovem, branco, inexperiente e impulsivo, o Will interpretado por Chris Pine - e tudo gira em torno desses opostos, o novo e o velho, o ultramoderno e o antigo, o mundo globalizado e a camaradagem, a família estável e a família em crise.
Novidade? Claro que não. Mas o diferencial é a segurança de Scott na eficiente direção.

Frank e Will não estão no trem que disparou sem condutor - quando a dupla responsável por ele cometeu uma incrível imprudência e o trem está por sua conta, em velocidade máxima - estão em outra composição, que cada vez mais se torna importante para deter o trem acelerado, que carrega elementos químicos perigosos e se dirige a uma região altamente povoada - a história baseia-se em eventos reais, ocorridos em Ohio, em 2001.

Divulgação/Fox Film

Chris Pine e Denzel Washington, em cena do filme

No escritório da companhia ferroviária, quem está à beira de um ataque de nervos é a gerente Connie - Rosario Dawson - que estuda os mapas da linha e traça estratégias para impedir a ameaça um desastre de imprevisíveis proporções, com risco de mortes e indenizações milionárias.
Seu chefe, o executivo Galvin - Kevin Dunn -parece mais preocupado em evitar o prejuízo com a perda do trem, e atrapalha bastante com suas ordens sem noção, outro conflito que alimenta a adrenalina do filme.

A parceria entre Frank e Will também começa esquisita: Frank é um veterano engenheiro ferroviário com 28 anos de casa que já recebeu aviso de demissão; Will é o condutor novato no primeiro dia de trabalho, com a cabeça cheia, porque está impedido de ver o filho pequeno depois de uma briga com a mulher.

Toda essa carga emocional, que rende muitas discussões, se encaminha para ficar em segundo plano, quando se torna claro que deter o trem perdido depende desses dois - e de suas idéias, muitas vezes, descartadas pelo executivo.

Scott cria tensão sufocante ao criar suspense sobre a sobrevivência dos dois candidatos a herois, que se torna duvidosa em vários momentos da trama, levando a expectativa até o fim, tudo ressaltado pela ótima montagem nervosa de Robert Duffy e Chris Lebenzon - que tira partido de tudo o que a fotografia contrastada de Ben Seresin soube fazer.

Denzel Washington e Tony Scott repetem a parceria iniciada em outra aventura cheia de adrenalina, envolvendo um metrô sequestrado por um maluco - John Travolta - no remake "O Sequestro do Metrô 123"(2009) - e mais uma vez, se dão muito bem.

Confira o trailer do filme:


*****

"INCONTROLÁVEL"
Título original:
Unstoppable
Diretor: Tony Scott
Produção e Distribuição: Fox Film
Elenco:
Denzel Washington
Chris Pine
Rosario Dawson
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 98 minutos
Ano: 2010
Data da Estreia: 07/01/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:


"ALÉM DA VIDA": CLINT EASTWOOD E MATT DAMON EM ÓTIMA FORMA, EM FILME SOBRE TEMA ESPINHOSO, A VIDA DEPOIS DA VIDA

A lenda Clint Eastwood, 80 anos, vive dias maravilhosos como diretor nesse século, embora outros de seus trabalhos impecáveis e premiados, como "Os Imperdoáveis" (1992), tenham sido feitos no século passado.

Sua excelente forma profissional pode ser vista novamente no drama "Além da Vida" - onde Clint aposta num tema espinhoso, a vida após a morte.

Com um roteiro do acima da média Peter Morgan - roteirista de "A Rainha" (2006) e "Frost/Nixon"(2008) - Clint costura três histórias, em três diferentes locais do mundo.

A inteligência e sensibilidade do espectador são despertadas lentamente para interessar-se por essas pessoas e outras que as cercam, e flui naturalmente a curiosidade de saber como e quando se encontrarão - porque se sabe que isso,no decorrer da história, acontecerá.

Marie LeLay - a Cécile de France, de "Um Lugar na Plateia"(2006)- é uma bem-sucedida jornalista francesa, âncora de um respeitado programa de televisão.
De férias na Indonésia com o namorado - papel de Thierry Neuvic - ela é surpreendida pelo tsunami - e quase morre.

As sequências do tsunami são ma-ra-vi-lho-sas, e provam que efeitos especiais caprichados servem para ajudar a contar uma boa história, nunca o contrário.

Voltando a Paris, Marie retoma o trabalho, mas se sente diferente, já que suas motivações parecem ter perdido o sentido - ela sente-se particularmente perturbada pelas visões que experimentou no seu estado de quase morte - quando viu vultos vindo em sua direção, numa atmosfera brilhante.

Ela procura conversar sobre o assunto, tudo o que encontra é descrédito, e sua vida tão impecável e organizada começa a se esvair.

Em Londres, os gêmeos Marcus - George McLaren - e Jason - ambos interpretados por Frankie McLaren - são o porto seguro um do outro - unidos diante da séria instabilidade da mãe, uma dependente de heroína com dificuldades de abandonar o vício.
Jason é o líder da casa, mas o equilíbrio acaba quando ele é atropelado e Marcus deve encarar uma família adotiva temporária, enquanto a mãe vai se tratar.

Em San Francisco, George Lonegan - Matt Damon, espetacular, trabalhando pela segunda vez com o diretor, depois de "Invictus" (2009) - tem uma relação íntima e incômoda com a morte, já que parece dotado do dom de intermediar o diálogo entre mortos e vivos, simplesmente segurando as mãos dos vivos.
O sucesso é tanto que ele pensou em viver disso, o que seduz especialmente seu irmão, Billy -papel de Jay Mohr.
Mas George acaba desistindo de tudo, encontrando emprego como operário e procurando desesperadamente uma vida normal.

Foto: Divulgação/WarnerMatt Damon, em cena do filme

Nesse terreno escorregadio, cheio de armadilhas religiosas, o diretor encontra os meios para impor seu estilo, e mostra-se menos interessado em arrancar certezas sobre a outra vida do que em extrair o máximo da verdade humana de cada um de seus personagens.

Assim, pouco importa se George tem mesmo um dom - embora se deixe muito clara a malandragem explícita de uma série de falsos místicos procurados pelo menino Marcus.
Também não é relevante acreditar ou não nas visões de Marie - o importante é que suas relações com esse possível além da vida mudou substancialmente sua forma de pensar e motiva novos e inquietantes sentimentos.

Não há como duvidar da dor de George, solitário ao extremo, da aflição de Marcus para um contato com o irmão morto, nem da angústia de Marie por explorar suas novas percepções - sua honestidade, assim como a do filme, são inquestionáveis.

Eastwood - seja lá qual for a sua fé, se tiver uma - não pretende aqui converter ninguém, nem fazer um filme doutrinário - como aconteceu com alguns dos cansativos e didáticos além da contan supersucessos espíritas brasileiros de 2010.

"Além da Vida" é mais uma de obras da "Lenda" - e ele o faz como um mestre, com elegância e sutileza - sobre a extraordinária complexidade da vida e da infinidade de escolhas difíceis que seres humanos têm de fazer para explorar seus caminhos.

Não perca.

Confira o trailer do filme:

*****

"ALÉM DA VIDA"
Título original:
Hereafter
Diretor: A "Lenda" Clint Eastwood
Produção e Distribuição: Warner bros.
Elenco:
Matt Damon
Cécile de France
Bryce Dallas Howard
George McLaren
Gênero: Drama
Duração: Imperdíveis 129 minutos
Ano: 2010
Data da Estreia: 07/01/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KlAU:


MÚSICA HORROROSA JÁ FOI VISTA POR MAIS DE UM MILHÃO, E É O NOVO "HIT" DO CARNAVAL BAIANO

Já disse aqui que detesto música baiana, tecnobrega paraense e quetais, acho tudo de uma inutilidade e burrice absurdas.

Mas, surfando na net, dei de cara - e ouvidos - com essa música (!), que junta super-heróis e vilões da DC Comics com coreografias, rebolados e insinuações sexuais - como toda porcaria sonora que vem da Bahia nos últimos tempos.

Fui saber mais, e "isso" é o hit do verão baiano!

"Foge, foge, Mulher Maravilha. Foge, foge com o Superman", diz um dos trechos de "Liga da Justiça", da banda LevaNóiz - a palavra "foge" é repetida mais de 80 vezes em quatro minutos, mas o cantor André Ramon, 23, nega que haja duplo sentido.

"A maldade está na cabeça das pessoas", afirma ele.

A musiquinha baiana tem como exemplo mais recente de sucesso o "Rebolation", do Parangolé.

Lançada em novembro passado, "Liga da Justiça" é uma das mais tocadas nas rádios baianas, e já figura como favorita na disputa pelo título de música mais tocada no Carnaval de Salvador.

Esse lixo, lógico, já passou pelo repertório de Ivete Sangalo e Claudia Leitte, duas dos expoentes dessa péssima música que a Bahia, infelizmente, faz atualmente - elas funcionam como uma espécie de "Midas" para bandas como o LevaNóiz.

E como tem gosto pra tudo, no Youtube os vídeos relacionados à música - como o clipe oficial feito pela banda - já ultrapassaram 1 milhão de visualizações, se somados.

No clipe, o cantor (!) André Ramon aparece vestido de Super-Homem esquelético, e rebola ao lado de duas dançarinas goooooordas, fantasiadas de Mulher Maravilha - as fantasias, até as casas especializadas da Ladeira Porto Geral, aqui em SP, tem melhores.

O melhor do vídeo são as animações com os personagens da DC repetindo a coreografia, com direito a gritos agudos do Robin - parceiro do Batman, sempre a bichinha de plantão pro povo - e troca de olhares maliciosos entre o Super-Homem e a Mulher Maravilha.

Fazia tempo que eu não via uma tosquêra tão tôsquera assim.

O que mais me espanta é que a DC Comics e a Warner Bros, sempre tão zelosas com os direitos de suas personagens - chegaram a proibir o ator Adam West, o Batman do cult seriado dos anos 60, de comparecer a convenções de fãs vestido como a personagem - permitam um lixo desses.

Ah, e o vídeo? Confira por si mesmo, mas com um aviso:

MEDIOCRIDADE FAZ MAL À SAÚDE E À INTELIGÊNCIA


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CINE BELAS ARTES FECHA AS PORTAS EM FEVEREIRO


Proprietário pede o imóvel de volta; uma loja ocupará o lugar de um dos últimos cinemas de rua da cidade

Rodrigo Capote/Folhapress
Fachada do Belas Artes, na Rua da Consolação

O Belas Artes, um dos mais antigos cinemas de São Paulo, se prepara para as últimas sessões.
No dia 30 de dezembro, uma notificação judicial avisou: o imóvel, na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, tem de ser entregue até fevereiro.

Terminará, assim, uma história iniciada em 1943.
Terminarão assim os "Noitões" que, nos últimos anos, chegaram a reunir, madrugada adentro, mil pessoas - era uma das baladas que eu mais curtia.

A ameaça de fechamento do cinema veio a público em março de 2010, quando o HSBC pôs fim ao patrocínio. André Sturm, o proprietário, começou então a bater à porta de algumas empresas, atrás de nova parceria.

Conversa daqui, conversa dali e, em novembro passado, foi acertado novo apoio.
A minuta do contrato estava sendo finalizada quando veio a surpresa.
"O proprietário disse que queria o imóvel de volta porque ia abrir uma loja lá", diz Sturm.

Sturm conta que havia se comprometido a pagar um novo valor de aluguel, de R$ 65 mil, assim que fechasse o patrocínio.
"Tínhamos um acordo, mas ele não cumpriu", diz o dono do cinema.

Flávio Maluf - não é o filho do político ladrão - passou a responder pelo imóvel há dois anos, quando seu pai morreu.
"Venceu a visão mesquinha", diz Sturm.

Ontem, os 32 funcionários receberam o aviso prévio.

Sturm assumiu o cinema em 2002, quando os antigos proprietários decretaram o negócio inviável -
o espaço, de fato, estava com as instalações decadentes e a programação descaracterizada.

Vieram a seguir a sociedade com a O2, produtora do cineasta Fernando Meirelles e, em 2003, o apoio do HSBC.

A ameaça do fim, em 2010, fez com que, no ano passado, a cidade se mobilizasse para salvar o Belas Artes: campanha tanto deu resultado que o patrocínio chegou.

Dentre as marcas que esta última fase deixará estão o "Noitão" e a longa permanência de alguns filmes -
pelo menos quatro títulos ficaram mais de um ano em cartaz: "O Filho da Noiva", "Bicicletas de Belleville", "2046 - os Segredos do Amor" e "Medos Privados em Lugares Públicos".

A tradição cinéfila do espaço firmou-se na década de 70: o cinema pertencia ao grupo francês Gaumont que, além de exibidor e distribuidor, era produtor de cineastas autorais, como Fellini e Antonioni.

Na década de 80, foram muitos os cineastas brasileiros a escolher o Belas Artes como tela preferencial para suas estreias e foram muitos os espectadores a formar filas na Paulista, para conseguir um lugar nas sessões de "Daunbailó", de Jim Jarmusch, e "Terra dos Bravos", de Laurie Anderson.

Para evitar que toda essa memória se esvaia do dia para a noite, Sturm fará, a partir do dia 14, duas retrospectivas: uma trará clássicos do cinema, e outra, clássicos do Belas Artes.

E não é só, pois Sturm avisa: "Meu compromisso é abrir outro cinema do mesmo tipo. Já tenho lugares em vista."

Hoje, o Facebook amanheceu com muitas mensagens lamentando o fechamento.

E eu pergunto: onde o povo que chora a perda de patrimônios culturais como o Bela Artes está, quando esses patrimônios culturais precisam de verba pra sobreviver?

Pagando ingresso e indo lá sempre, para prestigiar e dar audiência, garanto que não é.

Cultura precisa de grana - é fato.

Vocês, que estão tão tristinhos, poderiam enxugar suas lágrimas, aproveitar o pessoal que os "curte" e "comenta", e partir para um abaixo-assinado, uma manifestação na porta do cinema...

Será "uma grande perda" - como alguns escreveram - se ninguém fizer nada.

Tiremos nossas bundas das cadeiras confortáveis de onde teclamos, e vamos à luta!

WIKIPÉDIA QUER SE ESPANDIR NO BRASIL

País ganhará um escritório e receberá maior investimento da fundação que mantém o site da enciclopédia

Objetivo é ampliar o número de editores voluntários no país e criar parcerias com universidades e teles

A Wikipedia tem uma meta ambiciosa até 2015: fazer com que metade de seus acessos, atualmente concentrados no mundo rico, venham de emergentes - e o Brasil, logo depois da Índia, deve puxar essa virada.

Para tanto, a Wikimedia Foundation, que mantém a melhor e mais acessada enciclopédia aberta da internet, vai anunciar neste mês planos de expandir suas atividades no país.

O logo do site

A ideia é primeiro ampliar o número de editores voluntários - hoje são 25,2 mil, mas apenas 1.622 são considerados realmente ativos - e criar parcerias com universidades e empresas de telefonia móvel -a internet por celular é a ponta-de-lança do projeto.

Em um segundo momento, o Brasil passará a sediar um escritório e receberá maior investimento da fundação.

A Índia, primeira na lista de prioridades, ganha agora a primeira base de operações do site fora dos EUA.
"O primeiro passo é a Índia, e o Brasil é o seguinte", disse à Folha Jimmy Wales, fundador do site.

The NY Post
Jimmy Wales, fundador da Wikipédia

Prestes a completar dez anos - no próximo dia 15 - a enciclopédia editada pelos internautas já tem 400 milhões de usuários mensais, e é hoje o quinto site mais visitado, segundo o Google.

Seu crescimento, porém, reflete o desequilíbrio da revolução digital -só 1 em cada 5 acessos vem do mundo emergente.
Mudar essa conta, se alcançado também o objetivo de bater no 1 bilhão de usuários até 2015, significará ter 500 milhões de acessos nesses países, mais que o sêxtuplo do que há hoje.

"Estamos nos primeiros estágios, mas nossas razões em priorizar o Brasil são óbvias: é um país muito grande, está entrando on-line muito rápido e já tem uma comunidade da Wikipedia razoavelmente ativa", afirmou Barry Newstad, o executivo-chefe em desenvolvimento global e pai da estratégia.
"Também achamos que é um ótimo lugar para aprender e lançar projetos-piloto."

Para Newstad, "é em países como a Índia e o Brasil que a internet vai evoluir nos próximos anos".

O executivo vê a rápida expansão dos celulares e a disseminação da internet móvel como principais atrativos - em 2009 e 2010, o número de linhas móveis aumentou a 16% ao ano, segundo a consultoria Teleco.
"Queremos criar uma versão simplificada do site para celular, que funcione em telefones 2G, pois a maioria das pessoas no Brasil ainda está no 2G", afirmou Newstad, acrescentando que a fundação negocia parceria com companhias de celulares, sem revelar quais.

Por ora, a linha de frente do esforço se concentrará nas universidades, em que a Wikimedia Foundation quer promover workshops e garimpar colaboradores.

Wales cita a troca de foco da expansão para a qualidade como principal mudança nesses dez anos no ar - duramente criticada no passado pela falta de apuro nos verbetes, a enciclopédia quer contar com mais editores.
"Ter uma Wikipedia gigantesca não é tão importante quanto ter uma Wikipedia de alta qualidade."

Outras metas são melhorar o software de edição, considerado muito complexo pelo próprio fundador, e aumentar a base de usuários.

Como não aceita publicidade e não tem fins lucrativos, a Wikipedia depende de doações e trabalho voluntário, e Wales afirma que a campanha deste ano foi "a melhor de todos os tempos":

Depois de intensos apelos no site, a Wikimedia Foundation anunciou no dia 1º que conseguiu levantar os US$ 16 milhões - R$ 27 milhões - necessários para manter a operação em 2011 -mais do que o dobro arrecadado no ano anterior.

A maior parte, segundo Wales, é de doações de até US$ 30 - eu, modestamente, contribuí com US$ 20 - e o montante é suficiente para mais um ano sem anúncios.

Mais de 500 mil pessoas, de 140 países, fizeram doações.
Do valor total, US$ 13,7 milhões foram levantados pela internet, e o restante veio de cheques enviados diretamente à fundação.

Para mim, depois das facilidades que o Google me dá para que eu tenha a tranquilidade de postar aqui, a Wikipédia, sem dúvida, é um dos instrumentos de pesquisa e trabalho que eu mais uso e colaboro.

E um escritório aqui só vai facilitar mais as coisas para usuários, que, como eu, acessam seu conteúdo diáriamente.

*****
Matéria da jornalista Luciana Coelho, para a "Folha de S.Paulo"
redação Final: Cláudio Nóvoa

REDE SOCIAL QUE ENSINA IDIOMAS DE GRAÇA QUER AMPLIAR PRESENÇA NO BRASIL

Com 8 milhões de alunos pelo mundo, o site Livemocha, especializado em línguas, quer ampliar presença no Brasil.

Todo mundo quer estudar outras línguas, mas a maioria sempre acaba esbarrando nos preços proibitivos das escolas, mesmo as mais modestas.
O que pouca gente sabe é que uma rede social americana é especializada em oferecer cursos de línguas pela net, de graça ou a preços que todo mundo pode pagar.
O estudante Bruno Tadeu, 23, morador de Arcoverde, sertão pernambucano, percorre todos os dias cerca de 240 quilômetros para ir e voltar do campus de Caruaru da Universidade Federal de Pernambuco, onde cursa a faculdade de economia.

Cerca de nove horas depois de sair de casa, a jornada ainda não terminou: Tadeu dedica parte do pouco tempo livre para estudar japonês e russo.
Ao contrário do curso de economia, porém, o estudante não precisa sair da cidade, tudo o que precisa está no computador conectado à internet.

Tadeu é um dos quase 3 milhões de brasileiros que optaram pelo ensino virtual de idiomas na rede social Livemocha - www.livemocha.com - site que propõe o ensino de 35 idiomas por meio de expressões, fotos, vídeos e promove a interação entre falantes nativos numa espécie de ensino interativo.

O logo da rede social Livemocha

Criado há três anos nos EUA, o portal - que já tem quase 30% de sua base de usuários composta de brasileiros que o conheceram principalmente pelo boca a boca virtual - quer aumentar a participação no país.

Hoje são quase 40 milhões de brasileiros que acessam redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter.
"Identificamos no Brasil uma das maiores oportunidades de negócio", afirma Michael Schutzler, presidente da companhia.

Embora ofereça serviços gratuitos, em que é possível aprender elementos básicos dos idiomas, o portal aposta no crescimento das vendas dos módulos pagos, que custam R$ 40 por mês - é isso mesmo que você leu, custa só QUARENTA REAIS POR MÊS.

Uma das táticas para ampliar a visibilidade do portal envolve a parceria com companhias locais para ensino, principalmente, de idiomas como espanhol e inglês - uma dessas parcerias já foi firmada com a Telefônica, e oferecerá descontos para clientes Speedy.

Outra ação é o trabalho com o Sebrae em Santa Catarina, que prevê a distribuição de acessos ao conteúdo pago do Livemocha para 25 estudantes por dois meses.

Por trás da operação mundial do Livemocha estão fundos de investimento que já garantiram US$ 14 milhões em aportes ao portal, entre eles o Maveron Funds, cocriado pelo presidente da Starbucks, Howard Shultz.

O Livemocha não é o primeiro no ensino on-line de idiomas - existem pelo menos seis outros portais.

Segundo especialistas, apesar da inclinação dos brasileiros por redes, um desafio será conquistar o usuário para esse tipo de aprendizado on-line, que, diferentemente de outros países, só agora começa a se popularizar por aqui.

Dos 8 milhões de usuários que participam do Livemocha, 300 mil foram recrutados como professores.

Como o portal é baseado no relacionamento e troca de informações, qualquer aluno pode corrigir outro membro da rede que quer aprender sua língua nativa.

Nesse contexto, os brasileiros que estão no Livemocha para aprender inglês, por exemplo, podem corrigir exercícios escritos ou orais - gravados no próprio portal - de estrangeiros aprendendo português.
"As pessoas naturalmente acabam corrigindo exercícios de quem quer aprender sua língua nativa pela própria vontade de compartilhar", diz Schultz.

Segundo especialistas, no entanto, há riscos de adotar apenas ferramentas de interação entre os participantes, como o bate-papo virtual.

E, sem o auxílio de um professor, existe a possibilidade de o internauta não aprender corretamente a gramática, por exemplo.

Para evitar isso, o Livemocha criou uma base de tutores on-line para os que fazem cursos pagos.

A seleção é feita dentro da própria plataforma, e os estudantes que tiverem melhor desempenho na correção de exercícios em sua língua nativa podem ser contratados mediante pagamento de salário.

Isso foi o que aconteceu com o paulistano Rodrigo Veiga, 30, que já atuava como professor de inglês.
No site, Veiga ganha, em média, de US$ 300 a US$ 400 - R$ 499 a R$ 666 - pelo trabalho de tutor.

Os cursos estão abertos para qualquer pessoa que tenha acesso a um computador, conectado à internet.

Acesse www.livemocha.com , e estude!

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Reportagem de Camila Fusco para a "Folha de S.Paulo"
Redação Final: Cláudio Nóvoa

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

NOVO "bbb" TERÁ OS HOMENS MAIS GOSTOSOS DE TODAS AS EDIÇÕES ANTERIORES JUNTAS!


A Globo divulgou hoje os 17 participantes que foram selecionados para a 11ª edição do
Big Brother Brasil, que estreia na próxima terça-feira, 11, após Passione.

Os homens foram maioria entre os inscritos - 61% - e deve ser por isso que eu nunca vi tanto homem bunito junto!




Ao menos um dos participantes é um velho conhecido dos LGBT: Rodrigo Carvalho, 26 anos, é um dos dois pernambucanos selecionados.



Se no site da atração ele aparece como "Administrador", Rodrigo é, na verdade, um dos modelos mais gostosos do Brasil.

O bunito também é bom de bola: jogou como meia no juvenil do Sport, foi vendido na época por R$ 50 mil ao Vasco e, na volta, integrou o elenco de juniores do Náutico. Treinou no Paraná e depois foi jogar bola no Egito.

Aos 21 anos, após duas lesões no tornozelo e uma cirurgia, resolveu largar o futebol e voltar ao Brasil modelando, desfilando seu corpitcho de 1,81m e 80 kg - Rodrigo é filho de Paulo Vitor, ex-goleiro do Fluminense, Seleção Brasileira e Sport.

Como modelo, participou de campanhas publicitárias, da seleção para rei do Baile Municipal em 2008, faz shows como gogo-boy na boate Metrópole e foi duas vezes capa da "G", peladão.
Confira o "making-of" de um dos ensaios, abaixo:








Para Felipe, seu amigo de todas as horas, Rodrigo será o brincalhão da turma na casa do reality show: "Ele é um cara engraçado, sincero, não vai falar por trás de ninguém - adorei o "por trás! - Nunca briga, mas até brigando ele faz palhaçada. Certeza que todos vão gostar dele."

Minha opinião sobre esses realityes não mudou: continuo achando todos o fim, mas, como já dizia o playboy carioca Jorginho Guinle, ainda nos anos 1950, ao ser perguntado porquê só namorava estrelas de Hollywood, e nenhuma moça séria, inteligente e estudada, sempre respondia: "Se eu quisesse inteligência, namorava o Albert Einstein".

E ainda teremos o Diogo, 24 anos, coreógrafo baiano; Rodrigão, 22 anos, modelo paranaense; Igor, 25 anos, barman paulistano; Maurício, 27 anos, músico carioca...

As barangas são sempre as mesmas, mas os meninos, quanta diferença!