quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CALABRESA E ADNET, AGORA JUNTOS TAMBÉM NO "FURO MTV"

Um dos programas diários que eu mais gosto é o "Furo MTV".

Dani Calabresa
é para mim a melhor humorista da geração dela, disparado.

A única coisa que pegava era o mala sem sal do Bento Ribeiro - não consigo ver graça nenhuma nele.

Finalmente, o mala entrou de férias, e colocaram o acima da média Marcelo Adnet - marido da Calabresa - para fazer par com ela no "Furo".
Pena que não vai durar; a MTV resolveu fazer um rodízio de apresentadores, e o Adnet valeu só para o programa de hoje.
Amanhã, teremos o não menos genial Fábio Rabin.
Confira Dani e Marcelo juntos no "Furo" - que um fã já postou no You Tube:

Parte 01:


Parte 2:


Parte 3:


Parte 4:


Parte 5 - e última:


"FURO MTV"
De segunda a sexta, às 22h (reprise à 1h)

FRED, JOGADOR DO FLUMINENSE: 'Estou há nove meses sem beijar na boca'

A primeira palavra que vem à cabeça de qualquer amante de futebol quando ouve o nome de Fred é gol.


Por onde passou o jogador foi artilheiro e se tornou um dos principais ídolos da equipe.


Atualmente, o mineiro joga no Fluminense, onde é o principal nome do time, mesmo tendo como companheiros jogadores como Deco e Conca.

Fred começou a carreira na América Mineiro, clube onde marcou um gol do meio campo.

Além de inusitado, o chute rendeu um recorde de gol mais rápido do mundo ao atacante, pois ele foi marcado com apenas três segundos.

Com o sucesso no América, Fred foi contratado pelo Cruzeiro, clube de coração do atacante.

Em 2004, a camisa celeste caiu muito bem no atacante, pois ele participou de 28 jogos e marcou 16 gols.

Porém, esses números iriam melhorar em 2005, já que o atacante anotou 40 gols em 43 jogos com o time.

O excelente ano de Fred rendeu para ele um contrato com o Lyon da França, equipe que o projetou na Europa e levou o atacante para a Copa do Mundo de 2006.

Após quase cinco anos na equipe francesa, Fred resolveu sair do clube e voltar ao Brasil.

O destino do craque foi o Tricolor das Laranjeiras.

Depois de um momento conturbado, Fredgol ajudou a equipe em uma magnífica arrancada na fuga do rebaixamento.


Desde então, ele assumiu o lugar de líder e capitão do time.

*****
O jornal carioca "Extra" tem uma coluna chamada "Retratos da Vida", que geralmente aborda as gostosas do programa do Luciano Huck e correlatas.


Nessa terça (30), a coluna inovou, trazendo o jogador e capitão do Fluminense numa entrevista acompanhada de um ensaio sensual, assinado por Fernando Torquato.


É o que você vai ler - e ver! - agora.


E Fred: Vem pra Sampa, que eu faço o sacrifício de beijar você...


*****

Assim que abriu a porta do carro, em frente a um estúdio, na Gávea, um forte cheiro de perfume Paco Rabanne tomou conta do ar.


É uma das marcas do vaidoso Fred, o atacante sensação do Fluminense, que aceitou posar para a coluna depois de uma longa negociação.


A “Retratos da vida” convidou Fernando Torquatto para clicar o atleta.


No início da sessão de fotos, Fred estava tímido e não aceitou fazer a foto maior que ilustra a página de hoje.


Só depois de uma hora de muitos cliques é que saiu esta foto, que vai ficar para a história do futuro campeão brasileiro.


Leia a entrevista e conheça um pouco mais do atacante, que respondeu muitas perguntas em tom de brincadeira.

Fotos: Fernando Torquato/Jornal Extra

Você é mineiro, mas se integrou perfeitamente ao jeito carioca. Você já se sente um carioca?
Sou o autêntico mineiro. Um cara tranquilo, sossegado. Mas, realmente, me adaptei muito bem ao jeito carioca. Moro em Ipanema e gosto de caminhar pela praia, sair para fazer um lanche com os amigos, que já são muitos. A galera daqui me recebeu muito bem.

O que você mais gosta de fazer no Rio?
Sair para jantar, ir ao teatro, pegar uma praia. E o que mais gosto nisso tudo é que posso fazer tudo a pé. A qualidade de vida aqui no Rio é impressionante. Mas falou que é para comer e beber um bom vinho, pode me convidar também. “Tô“ dentro!

Por que nunca ninguem te vê com mulher? Você realmente não está pegando ninguém ou “faz bem feito”?
Eu até tento, mas tá difícil. Há nove meses que não beijo na boca. (risos) Estou jogado às traças, carente, precisando de carinho...

Todo mundo acha que jogador de futebol gosta de loura boazuda, pagode e cerveja. Você cumpre essa regra?
Prefiro música eletrônica, apesar de curtir também, e muito, o bom e velho pagode. Uma cervejinha de vez em quando também não faz mal a ninguém. Em relação às mulheres, não gosto muito das atiradas. Prefiro as mais tranquilinhas. Gosto de uma beleza mais natural.


Você marcou o gol mais rápido da história do futebol brasileiro. Na conquista, você é tão rápido quanto?
A conquista é a parte mais gostosa do relacionamento. Para quê pressa?

Você se acha boa pinta?
Cresci ouvindo minha mãe falar isso. Acabei acreditando. E para quem não acha, por favor, não desista: sou gente boa, romântico...

Diga um homem e uma mulher bonita.
Uma mulher: Fiorella Mattheis. Um homem: sempre que estou em frente ao espelho vejo um. Mas não “tô” lembrando o nome dele. Acho que joga com a 9 no Fluminense.

Você é adepto de cremes, hidratantes e afins?
Sim. Gosto de creme para o cabelo porque, afinal de contas, com essa estopa gigante que tenho, preciso usar dois litros de creme pra domá-la. Uso também cremes para o corpo, os pés, o rosto... Enfim, o que tiver disponível no mercado que ajude a melhorar minha latinha, eu compro (risos).

Você se depila com quê? Cêra, gilete ou máquina?
Máquina.


Se pintasse, um dia, uma proposta para ser ator, você toparia?
Ator, não sei. Mas fazer uma pontinha em algum filme, novela ou seriado... Quem sabe?

Você se acha o jogador mais bonito do Brasileirão?
Ainda bem que você perguntou do Brasileirão. Se fosse do mundo, acho que empataria com o Kaká e o Cristiano Ronaldo. Mas, atuando aqui no Brasil, reino absoluto. Inclusive, vou reclamar com o pessoal da “VIP“ que concedeu aquele prêmio de Homem do Ano ao Neymar. Ele sabe tudo de bola, mas bonito o moleque não é não (risos).

Como você espera estar aos 30 anos de idade? Descreva com detalhes.
Vixe, tá perto! Campeão brasileiro, da Copa Libertadores, do Mundial de Clubes, da Copa América e prestes a me tornar campeão mundial com a Seleção Brasileira, em 2014. E, quem sabe, com uma namorada? Mas tem que ser moça pra casar. Sou mineirinho e, logo, muito conservador...

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Matérias e fotos publicadas pelo jornal "Extra", do Rio de janeiro

JOVENS, AIDS E PRECONCEITO: "ACHEI QUE NUNCA ACONTECERIA COMIGO"

A infecção por HIV entre jovens de 13 a 19 anos está se espalhando pelo Brasil.

De 1991 a 2009, aumentou em 53% o número de municípios com casos da doença nessa faixa etária.

São dados de uma pesquisa divulgada hoje, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, pelo Ministério da Saúde.

O governo lançará hoje também uma campanha de conscientização, voltada à discriminação sofrida por jovens com o vírus.

A iniciativa busca evitar situações como a vivida pela paulista Natasha Braz, 17, que nasceu com a doença.
"Um grupo de meninas da escola começou a gritar para ninguém ficar perto de mim, para não pegar Aids", diz - o vírus não é transmitido por proximidade física, e, sim, por sexo desprotegido ou por transfusão de sangue contaminado.

O paranaense Fabrício Stocker, 20, foi infectado pelo vírus no ano passado, ao transar sem camisinha.
"Eu achava que não aconteceria comigo", diz.
"A gente assume os riscos, pensa que é o Superman."

Kiko Sierich/Folhapress"Meus pais tinham medo de que os vizinhos soubessem. Mas vi que, quanto mais eu me escondesse, mais preconceito haveria" - Fabrício Stocker, 20

O baiano Oséias Cerqueira, 22, também contraiu o vírus aos 19 anos, por sexo.
Na época, ele decidiu não contar a todos sobre a doença.
"As pessoas não estão preparadas para saber, culpam você por ter HIV", diz.

O HIV é frequentemente associado a homossexuais com muitos parceiros, apesar de os dados oficiais mostrarem que há mais infecções entre jovens heterossexuais.

"Não precisa contar para transar, desde que você use camisinha",
afirma Oséias.
"É uma coisa do foro íntimo."

Amanda Cristina, 18,
age diferente com os namorados.
"Deixo claro desde o começo."
A garota - que adquiriu o vírus da mãe - conta que usa camisinha, inclusive para sexo oral.

Charles Guerra/Folhapress

"Aos nove anos de idade, uma médica me disse que eu tinha um bichinho na ponta do dedo e que ele ia me secar se eu não me alimentasse direito. Era HIV" - Amanda Cristina, 18

Ao esconder a doença, Oséias não podia explicar aos colegas da faculdade o real motivo dos vômitos durante as aulas, causados pelo tratamento para controlar o vírus e manter alta a resistência de seu organismo.

A combinação de remédios necessária é apelidada de "coquetel", e pode causar também diarreias e dores de cabeça - essas reações podem desmotivar jovens a se tratar, a chamada "não aderência ao tratamento", o que compromete a eficácia dos remédios e a qualidade de vida do soropositivo.

"É muito difícil tomar os medicamentos, e você pode ter de usá-los pelo resto da vida", diz Kleber Mendes, 27, soropositivo e idealizador da Rede Nacional de Jovens Portadores de HIV.
"Isso nos torna mais responsáveis do que a maior parte dos jovens."

"Precisa de vontade para continuar o tratamento", diz José Rayan, 18, de Manaus.
"Sofri muito, mas meu organismo se adaptou."

Alberto Cesar Araujo/Folhapress"Para quem está no início do tratamento, é muito ruim. Sofri muito, mas meu organismo se adaptou. Hoje, não sinto nada" - José Rayan, 18

Usar as medicações foi uma questão de sobrevivência para Hugo Soares, 23, de Belém.
Após passar anos com a saúde debilitada, ele fez exame de sangue aos 21 anos, e descobriu ser portador do HIV.
"Meus pais me diziam que era besteira fazer o teste" - ele acredita ter sido infectado por volta dos 16 anos.
"Resolvi fazer por contra própria", diz.

Hoje, após aderir ao tratamento, Hugo está com a saúde estável, mas o vírus ainda o afeta de outras maneiras.
"Eu estava concorrendo a uma vaga de emprego e apareci em um jornal local como portador de HIV". De repente, não havia mais vaga."

Editoria de Arte / Folhapres

Editoria de Arte / Folhapress

Editoria de Arte / Folhapress
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Matéria base: Diogo Bercito - caderno "Folhateen" - Folha de S.Paulo - 29.11.2010
Redação Final: Cláudio Nóvoa


30 IDEIAS PARA AJUDAR A CAUSA LGBT DO SEU JEITO

Navegando pela net, conheci esse Projeto 30 ideias, e achei muito bom!
Confira - ao final da postagem - quem faz tudo acontecer.

ASSUMA-SE (autoestima, orgulho e aceitação)

1) Por mais que existam piadas, comentários, opiniões e até religiões reforçando o preconceito e a homofobia e tentando esculhambar os homossexuais, lembre-se de quea sua orientação sexual não vale menos do que as demais, nem é motivo de vergonha. Você não é melhor ou pior do que os outros (muito menos sujo, pecador, culpado ou doente) por ser homo, bi ou heterossexual. Sua sexualidade é apenas mais um detalhe sobre você, assim como a cor dos seus olhos.

2) Sair do armário pode ter um custo na vida pessoal que deve ser avaliado. Mas também pode trazer benefícios. O fim das mentiras é sempre um alívio. Vencido o estranhamento inicial, suas relações ficam mais próximas, profundas e autênticas, com parentes e amigos gostando de quem você é de verdade. Além disso, você faz sua parte para que a sociedade assimile melhor a diversidade, ao mostrar a ela referências diferentes dos estereótipos. Pense nisso e tome sua decisão, no momento oportuno e para as pessoas que julgar adequado (você não precisa dividir sua intimidade com todo mundo).

3) Dê apoio àquele(a) amigo(a) que saiu ou foi retirado(a) do armário. Mesmo se foi uma decisão precipitada ou as conseqüências foram desastrosas, jamais lamente ou critique. Um e-mail, um telefonema, um convite para um café (ou, em casos extremos, uma mãozinha para conseguir um novo lar ou um novo emprego), são boas maneiras de ajudar.

4) Não tenha medo de andar de mãos dadas, beijar e fazer as mesmas carícias que outros casais podem trocar em locais públicos. Ninguém tem o direito de pedir que você pare de fazer aquilo que é permitido aos demais. Expressar seu carinho não significa agredir ninguém e você não precisa ficar constrangido por isso.

5) Da próxima vez que você ouvir uma piada escrota ou um comentário maldoso contra homossexuais, não finja que acha natural, muito menos engraçado.Avalie quem são seus interlocutores e, se você achar que vale a pena, mostre que essas visões são fundadas em preconceitos e ideias inadequadas. Muitas vezes, o problema é de falta de informação (o que também vale para quem fala em “homossexualismo” e “opção sexual”). Você pode ajudar a mudar a mentalidade sem se tornar um patrulheiro chato.

6) Não semeie o preconceito interno. Você pode preferir alguns estilos, tribos ou grupos, com quem tem mais afinidade. Mas isso não lhe torna melhor do que os “afeminados” (ou as “masculinizadas”), pobres, nordestinos, negros ou gordos, nem lhe dá o direito de desprezá-los ou humilhá-los. Não faz sentido gays falarem mal de travestis, travestis falarem mal de lésbicas, lésbicas falarem mal de gays...

7) Exerça seu poder de consumidor. Boicote produtos e serviços oferecidos por empresas com posturas homofóbicas ou propagandas preconceituosas. O mesmo vale para programas de TV que ridicularizam homossexuais. Por outro lado, prestigie estabelecimentos que simpatizem com a causa – mas tente diferenciar os que são genuinamente friendly daqueles que não passam de oportunistas de plantão.

8) Você viu alguém levando um “coió”, sofrendo violência física? Chame a polícia imediatamente. Seja solidário e preste todo tipo de socorro à vítima que estiver ao seu alcance, sem se colocar em perigo. E testemunhe em favor do ofendido, caso ele decida prestar queixa. Pesquisas apontam que boa parte dos LGBTs que sofrem violência não relata o ocorrido a ninguém. Mas denunciar é a única maneira de atacar o problema e combater a impunidade.

9) Se você sofrer preconceito, discriminação e/ou violência em razão da sua sexualidade em qualquer lugar público, não se cale: denuncie. Quem está em São Paulo conta com o apoio da Lei Estadual nº 10.948 e não precisa expor sua identidade. Pesquise se na sua cidade ou estado há leis contra a discriminação, ou mesmo órgãos e delegacias especializados. Mesmo se não houver, o Ministério Público está em todo lugar e pode ajudar. Existem ONGs que podem ajudá-lo no contato com as autoridades.

10) Sofreu perseguições, humilhações, foi despedido por conta da sua orientação sexual? Reúna provas e testemunhas (ambas são indispensáveis!), procure um advogado e corra atrás dos seus direitos. Para quem não tem condições financeiras de bancar um advogado, a Defensoria Pública presta assistência jurídica gratuita e tem defensores especializados em LGBTs. O processo judicial levará tempo, mas a vitória proporcionará a reparação dos danos e ainda servirá de exemplo – para quem sofre processar, e para quem persegue pensar duas vezes.

11) Quando você se deparar com um site ou qualquer outra manifestação homofóbica na internet, denuncie à SaferNet. Faça o mesmo quando encontrar algo sexista, racista ou preconceituoso contra qualquer outra população.

12) Leia jornais e/ou assista ao noticiário na TV. Mantenha-se informado sobre o que acontece na sua cidade, no seu país, no mundo - e não apenas no meio gay.

13) Procure conhecer a história dos políticos em quem você pensa em votar.Você pode escolher candidatos mais comprometidos com os interesses da causa LGBT – e ajudar a evitar que outros militem contra nós e fechem portas importantes. Mas não vote em alguém só porque ele é homossexual ou aproveita para fazer palanque nas manifestações e depois some.

14) Saiba quais são os projetos de lei de interesse LGBT que aguardam votação: o que eles preveem e como eles podem mudar a sua vida.

15) Acompanhe a atuação dos parlamentares em quem você votou no que se refere às ações contra a homofobia. Pesquise se eles integram a Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT. Comunique-se com deputados ou senadores e cobre deles apoio aos projetos e compromisso com a cidadania LGBT.

16) Registre seu apoio ao PLC 122 (que criminaliza atitudes homofóbicas em todo o território nacional) através do Alô Senado, um serviço telefônico que permite que cidadãos se manifestem sobre iniciativas em trâmite no Congresso. Basta ligar para 0800 61 22 11 e pedir que senadores do seu Estado, em especial aqueles que fazem parte da Comissão de Assuntos Sociais, votem pela aprovação do projeto. Se você não sabe quem são os senadores do seu Estado, a telefonista poderá informar. A operadora vai solicitar dados pessoais, mas não se preocupe: isso é apenas para evitar que uma mesma pessoa faça várias ligações. É seguro e gratuito. O mesmo pode ser feito por meio do site.

17) Manifeste suas convicções para o mundo. Pode ser abrindo um blog, com temas de interesse político de LGBT, ou mesmo escrevendo uma carta a uma revista de grande circulação ou ao jornal da sua cidade. Opiniões favoráveis aos nossos direitos precisam ser ouvidas pela sociedade.

18) Colabore com pesquisas sobre LGBT, seja sobre saúde, direitos, violência ou qualquer outro tema. Para que as autoridades tracem políticas públicas, elas precisam conhecer melhor nossa população.

19) Considere a ideia de fazer algum tipo de trabalho voluntário. Há muitos segmentos que precisam de ajuda, dentro e fora do universo LGBT.

20) Existem muitas ONGs organizadas para defender interesses da população LGBT. Tenha um pouco de curiosidade e disposição e procure conhecê-las. Informe-se sobre os projetos, divulgue suas campanhas, atividades e iniciativas. Nós listamos algumas delas na barra lateral deste blog.

21) Preste ajuda financeira a ONGs, casas de apoio ou iniciativas pró-LGBT cujo trabalho você conheça. Para conseguir mais doações, faça um jantar ou festa e peça aos amigos para trazerem dinheiro, no lugar do presente. Se você tem uma boate, bar ou similar, uma maneira de colaborar é escolher um dia por ano e destinar uma parte da renda que faturar.

22) Pense também em outras formas de auxílio material, além de dinheiro. Casas de apoio recebem doações de roupas, móveis, utensílios e até produtos de limpeza. Ou a cesta básica que você recebe no trabalho e não utiliza. Ou aquele computador velho que você encostou quando comprou um mais moderno.

23) Ofereça-se para traduzir textos dos sites de instituições pró-LGBT para o inglês, o espanhol, o francês ou outras línguas que você conheça. Você não precisa sair de casa, não gasta nada e faz um trabalho que custa caro para a maioria das entidades.

24) Colabore oferecendo algumas horas semanais do seu trabalho. Conforme o seu ramo de atividade, você pode prestar assessoria jurídica a uma ONG, ou atendimento psicológico a pacientes convivendo com o vírus HIV/AIDS, ou desenvolver quaisquer outros trabalhos na sua especialidade. Seja criativo e pense em como aproveitar sua formação para colaborar com a causa.

25) Se você é homem, relaciona-se com outros homens e não contraiu o vírus HIV, ofereça-se para participar do IPrEx. É uma pesquisa em escala global para testar um medicamento usado no tratamento de soropositivos e descobrir se ele é eficaz para evitar o contágio. O estudo é conduzido pelo Hospital das Clínicas (São Paulo) e pelo Instituto de Pesquisa Evandro Chagas da Fiocruz (Rio de Janeiro). Outras pesquisas sobre vacinas e medicamentos devem ser implementadas até a obtenção de resultados no combate ao HIV. Todas merecem sua atenção.

26) Sexo seguro é uma opção pessoal, cuja responsabilidade é de cada um. Não se baseie em aparências ou presunções – elas enganam. A decisão de abrir mão do preservativo em um relacionamento precisa ser muito bem pensada pelos dois parceiros, e nenhum deles deve pressionar o outro na negociação. Se você fez esse pacto e depois se expôs a uma situação de risco, não deixe tudo como está: reintroduza o sexo seguro na relação, faça os exames e repita-os após 3 meses e 6 meses. Não exponha o parceiro que confiou a saúde a você.

27) Busque informações sobre todas as doenças sexualmente transmissíveis.Não se preocupe apenas com o HIV e a AIDS. Há outras DSTs cujo contágio se dá com muito mais facilidade, sem necessidade de troca de fluidos entre os parceiros. Conheça os sintomas internos e externos e lembre-se de que prevenir é bem melhor do que remediar. Por essa mesma razão, fazer exames sorológicos periodicamente (sobretudo de HIV e hepatites) também é uma boa ideia. Não existe vacina para a hepatite C, mas, para a A e para a B, sim. Em alguns casos, essas vacinas são disponibilizadas gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

28) Vai sair para fazer uma pegação básica? Ande com algumas camisinhas a mais no bolso, e distribua para os colegas que necessitarem. Qualquer posto de saúde fornece preservativos gratuitamente. Saunas também.

29) Foi flagrado fazendo pegação em um parque, banheiro ou qualquer outro lugar público? Você deve saber que cometeu uma infração. Mas esse delito é considerado como de menor potencial ofensivo. Pelo caminho correto, você será conduzido à delegacia (jamais mantido em cárcere privado numa “salinha da segurança”, muito menos agredido fisicamente!), será lavrado um termo circunstanciado e você responderá, em liberdade, a um procedimento no Juizado Especial Criminal, que costuma resultar em condenação ao pagamento de cestas básicas. Lembre-se que a polícia tem corregedoria e ouvidoria para investigar abusos. Mesmo tendo cometido uma infração, você possui direitos que devem ser respeitados.

30) Antes de pensar em ingerir drogas, anabolizantes ou medicamentos pesados, informe-se sobre os efeitos, riscos e conseqüências do uso de cada uma dessas substâncias, e passe essas informações adiante sempre que puder. O responsável pelos seus atos não é o seu amigo, o atendente da farmácia ou o professor da academia, muito menos o traficante – e sim você, somente você.


Thiago Magalhães
Idealizador do projeto 30 ideias, nasceu e mora em São Paulo, tem 31 anos, é advogado (USP) e jornalista em formação (Cásper Líbero, 3º ano). Escreve o blog Textos, Contextos e Pretextos de Introspective, em que fala sobre comportamento, gastronomia, turismo, noite e variedades do universo gay. Colaborador da revista DOM e fotógrafo amador, adora viajar e é viciado em leite condensado e seus derivados

BHY
Ele só vai te contar porque você já é de casa: esse é o pseudônimo de um mineiro que pensa que sabe escrever porque continua escrevendo. Ele acredita que tem algo a dizer. No fundo, só está louco pra ficar zen, já que escreve sobre si mesmo na 3ª pessoa.
Rede LGBT

Cristiano Lins
Cristiano tem 32 anos e é um ariano típico: quer tudo pra ontem, não para quieto e vive a vida até a última gota. Trata-se de um arquiteto apaixonado pelo que faz, louco por arte e filosofia, blogueiro sem papas na língua, um tanto místico, um tanto puto, que muitas vezes se pretende o dono da verdade, mas é apenas um defensor ferrenho da liberdade individual. Este sou eu!

Daniel
Advogado carioca de 29 anos. Adora cachorros, artes, música e cultura pop em geral.

Gustavo Miranda
Gustavo Miranda é jornalista e estudante de Ciências Sociais. Tem 28 anos, nasceu em Santos, é ex-morador de Cubatão. Atualmente radicado em São Paulo, trabalha e estuda disposto a olhar, reportar, blogar,twitar e mostrar esse mundo da sopa de letrinhas da diversidade.

Isadora
É uma balzaquiana estreante. Já foi um monte de coisa e ainda é um pouquinho de cada: meio punk, meio hippie, meio anarquista, meio historiadora, meio bi, meio dyke. É também antropóloga e a única coisa de que tem certeza absoluta sobre si mesma é que é um pouco diferente de você que está lendo isso - e um pouco parecida com você também.
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