sábado, 9 de outubro de 2010

A SEMANA NO CINEMA

Quem arrecadou mais, aqui e nos States; as apostas da Disney para o fim de ano; "O Hobbit" finalmente em produção; o corpão do Tom Cruise; "Super Homem" vem aí; "A Doce Vita" é homenageada no festival de Roma...

Essas, e muitas outras, no resumo semanal das notícias das telonas.

Acompanhe:
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AS BILHETERIAS, NOS EUA E NO BRASIL

A história do Facebook - "The Social Network" - continua liderando a bilheteria norte-americana em seu segundo fim de semana, segundo cifras provisórias divulgadas neste sábado pela empresa especializada Exhibitor Relations.

Confira o trailer do filme:




O filme de David Fincher - sobre o nascimento da rede de relacionamento no campus da Universidade de Harvard, em 2004 - arrecadou US$ 15,5 milhões em um total de US$ 46 milhões desde sua estreia no fim da semana passada.

Foto: Divulgação - Arte: Cláudio Nóvoa

Justin Timberlake e Jesse Eisenberg, em cena do filme

Em segundo ficou "Juntos pelo Acaso", comédia romântica que embolsou US$ 14,6 milhões em sua estreia.

Outra estreia completou o pódio: "Secretariat", a história da ginete americana Penny Chenery, vencedora em 1973 da Tripla Coroa, a maior prova do hipismo americano, que arrecadou US$ 12,6 milhões.

A animação "A Lenda dos Guardiões" caiu para quarto lugar com US$ 7 milhões, acumulando um total de US$ 39,4 milhões em sua terceira semana em cartaz.

Em seguida estão: "My Soul to Take" (US$ 6,9 milhões), "Atração Perigosa" (US$ 6,3 milhões), "Wall Street: o Dinheiro Nunca Dorme" (US$ 4,6 milhões), "A Mentira" (US$ 4,2 milhões), "Caso 39" (US$ 2,6 milhões), e "You Again" (US$ 2,4 milhões).


Sergio Sá Leitão, presidente da RioFilme, distribuidora da Prefeitura do Rio de Janeiro, tuitou nessa madrugada algumas informações sobre a performance de "Tropa de Elite 2" nos cinemas em seu primeiro fim de semana em cartaz.

Sá Leitão prevê, a partir dos números apurados nesta sexta (8) pela Zazen, produtora de José Padilha, que o filme supere um milhão de ingressos vendidos logo na estreia e ainda projeta seis milhões pagantes ao final da carreira comercial.
"Pela primeira vez desde a retomada... O cinema brasileiro ocupa + de 50% das salas de cinema do país. 'Tropa 2', 'Nosso Lar', '5x Favela' & Cia.", escreveu Sá Leitão por volta de 1h30 da manhã.

Confira o trailer:




"Tropa de Elite 2" entrou em cartaz com 683 cópias em circulação.

Logo em seguida, publicou os dados de bilheteria apurados pela produtora de Padilha. "Dados da Zazen... 'Tropa 2' foi visto ontem por 370 mil pessoas em 683 salas. Projeção para o primeiro f-d-s: 1.120.000 ingressos vendidos!!!", escreveu o presidente da Rio Filme.

Aqui, ele faz um cálculo básico aprendido por todos os distribuidores e exibidores de filmes: multiplicar por três o resultado da bilheteria obtida na sexta-feira.
O produto é uma estimativa da performance do filme no primeiro fim de semana em cartaz.

Em um novo tuíte, escrito logo em seguida, Sá Leitão faz uma previsão muito otimista: "É a maior abertura de 1 filme nacional desde a retomada. O circuito será ampliado. Não é loucura cogitar 1 resultado final superior a 6 mi".

Se a profecia dele se concretizar será um dos maiores sucessos do cinema brasileiro na fase da Retomada desde que "Dois Filhos de Francisco" alcançou a marca de 5 milhões de ingressos vendidos.

Na série de tuítes, o presidente da RioFilme encerra um uma mensagem para o diretor de "Tropa de Elite 2" e sua equipe: "Parabéns a José Padilha, Marcos Prado, James D'Arcy e Marco Aurélio Marcondes pelo filme... E pelo lançamento! 'Tropa 2' é um game changer!".

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AS APOSTAS DA DISNEY PARA O FIM DE ANO

A Disney revelou em Los Angeles suas apostas para o fim de ano: "Tron Legacy" - sequência do filme de ficção científica "Tron" -, e "Enrolados" - uma animação em 3D que recria com humor uma história de princesa.

Durante uma "projeção de trabalho" nos estúdios Disney em Burbank, subúrbio de Los Angeles, o diretor da companhia, Rich Ross, apresentou a repórteres 20 minutos de "Tron Legacy" e a versão completa de "Enrolados", já em fase final de pós-produção.

Confira o trailer do filme:




Quase 30 anos depois da estreia de "Tron" (1982), uma ficção científica que na época recebeu críticas díspares antes de virar cult, "Tron Legacy" estreará no dia 17 de dezembro na América do Norte.

Divulgação / Disney

Cena de "Enrolados"

Em "Enrolados", a Disney volta a um campo conhecido ao retomar as histórias de princesas: o filme conta as aventuras de Rapunzel, uma princesa ignorada com cabelos mágicos, e de um ladrão.

O filme, dirigido por Nathan Greno e Byron Howard, estreia na América do Norte em 24 de novembro.

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"O HOBBIT" AGORA VAI!

Depois de anos de atraso, parece que agora o filme baseado no livro "O Hobbit", de J.R.R. Tolkien, vai sair.

Segundo o jornal "Los Angeles Times", a Warner Bros. - através da sua subsidiária New Line Cinema -, e a Metro-Goldwyn-Mayer - que detém os direitos - parecem estar próximas de chegar a um acordo para começar a produção em meados de janeiro.

Arquivos do KlauO escritor J.R.R. Tolkien

O capítulo anterior da trilogia "O Senhor dos Anéis" será divido em dois filmes, e
os estúdios esperam lançar o primeiro filme "Hobbit" nas férias de 2012.

O segundo será lançado em dezembro de 2013.

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ATOR DE HARRY POTTER EM CENAS CALIENTES

Freddie Stroma, 23 anos, que intepretou Cormac McLaggen no sexto filme da saga - O Enigma do Príncipe -, fez cenas bem ousadas no filme "4.3.2.1", ainda inédito no Brasil.

As cenas de nudez incluem o ator chegando na casa da personagem Cassandra - Tamsin Egerton - para fazer sexo e, mais tarde, ele vira refém da própria garota e é obrigado a tirar as calças, ato que ele já fez muitas vezes ao modelar de underwear muitas vezes.

DivulgaçãoO ator Freddie Stroma

Na trama de "4.3.2.1", quatro garotas se envolvem em um grande assalto de diamantes, sem saberem ou terem algum tipo de contato, durante três dias.

No elenco, aparecem ainda Emma Roberts, Tamsin Egerton, Shanika Warren-Markland, Ophelia Lovibond, Helen McCrory - a Narcissa Malfoy da franquia Harry Potter - e até a cantora Eve.

Elenco jovem e de primeira.

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O HOMEM ARANHA JÁ TEM NOVA NAMORADA


A atriz Emma Stone será a namorada do "Homem-Aranha" no novo filme da saga, que deve chegar aos cinemas em julho de 2012, anunciaram nesta semana a Columbia Pictures e a Marvel Studios.

Getty ImagesA atriz, no festival de Toronto desse ano

A atriz - recentemente estreou a comédia "A Mentira" - interpretará Gwen Stacy, o primeiro amor do jovem Peter Parker - Andrew Garfield - no filme que será dirigido por Marc Webb - "500 Dias Com Ela" -, com roteiro de James Vanderbilt.

A produção começará a ser filmada em dezembro deste ano.

A atriz de 21 anos ficou conhecida por comédias como "Zumbilândia" (2009), "A Casa Das Coelhinhas" (2008) e "Superbad - É Hoje" (2007).

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DE LOREAN DA TRILOGIA "DE VOLTA PARA O FUTURO" VAI A LEILÃO

Sempre que eu lembro, dou uma olhada no site da casa de leilões Profiles in History, de Los Angeles.

Nessa semana, estava lá um leilão beneficente - previsto para 6 de novembro na Universal Studios Los Angeles -, que terá como protagonista um exemplar do carro usado como máquina do tempo na clássica saga cinematográfica "De Volta Para O Futuro".

Segundo o site, a "reprodução mais exata" do DeLorean DMC-12 - usado nos três filmes da trilogia -, está avaliado entre US$ 80 mil e US$ 100 mil, e faz parte da coleção do roteirista e produtor do filme Bob Gale.

Junto ao DeLorean, Gale doou também a jaqueta futurista do ano 2015 que era usada pelo protagonista Marty McFly - Michael J. Fox - na segunda parte da saga, cotada em US$ 50 mil, bem como o almanaque de esportes 1950-2000, que pode chegar nos US$ 5 mil.

Site Profiles in History

O carro DeLorean, usado na trilogia

A renda do leilão será destinada à organização Variety-The Children's Charity of Southern California e à fundação Team Fox, dedicada ao estudo do mal de parkinson, criada pelo ator Michael J. Fox - que sofre da doença.

Junto aos objetos de "De Volta Para O Futuro", serão leiloadas no mesmo dia também cerca de 150 peças, como uma edição especial do primeiro número da HQ do Super-Homem - que pode alcançar até US$ 200 mil -, e o vestido de Megan Fox em "Transformers: A Vingança Dos Derrotados" (2009), cotado em US$ 2 mil.

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SUPER HOMEM VEM AÍ

E por falarmos no Super-Homem, o maior heróia das Hqs voltará às telonas sob a direção de Zack Snyder.

Não foi fixada uma data de lançamento, mas a Warner - que produz o filme junto com a Legendary Pictures - espera que esteja pronto para o Natal de 2012, indica a revista especializada Variety.

A última aparição do Super-Homem nas telonas foi em 2006, em "Superman - O Retorno", de Bryan Singer.

O longa-metragem arrecadou 390 milhões de dólares no mundo, um faturamento que a Warner considerou decepcionante depois de ter gastado pelo menos 210 milhões na produção.

Zack Snyder dirigiu "300" (2006), "Watchmen" (2009) e a animação "A Lenda dos Guardiões", atualmente em cartaz nos EUA e aqui no Brasil, e era um dos mais bem posicionados na curta lista de cineastas, como Darren Aronofsky, Ben Affleck, Matt Reeves e Tony Scott, que o estúdio sondava para assumir o projeto.

Christopher Nolan, diretor da saga sobre Batman, será o produtor deste novo filme do "homem de aço".

David Goyer, diretor de "Blade: Trinity" (2004) e "Alma Perdida" (2009), é o encarregado do roteiro, e o ator que dará vida a Clark Kent/Super Homem ainda não foi escolhido.

Divulgação/Warner e Getty Images


Cena do filme de 2006 e o diretor Zack Snyder

A Warner Bros procura colocar o projeto em andamento antes do ano que vem porquê, caso contrário, terá que pagar quantias milionárias aos herdeiros do criador do "Super-Homem", Jerome Siegel, pela exploração do personagem no futuro.

Os herdeiros de Siegel e de Joe Shuster, co-criador do personagem, voltarão a ser proprietários dos direitos do herói a partir de 2013.

Espero que essa "corrida contra o tempo" não transforme um projeto que tem tudo para dar certo numa decepção, como foi o filme de 2006.


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TOM CRUISE, 48, E QUE CORPÃO!

Tom Cruise, 48 aninhos bem torneados, foi flagrado pelo site "Just Jared" filmando cenas para o quarto filme da série "Missão Impossível", sem camisa, em Praga, na República Tcheca.

site Just Jared


Tom Cruise, filmando em Praga

Sem usar dublê, as imagens mostram Cruise filmando uma cena na qual pula de um prédio sobre um carro em movimento.

Tá bem na foto, o Tom, né? Lindo!

"Missão Impossível 4" está previsto para estrear nos Estados Unidos em dezembro de 2011.

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"LOPE" ENCERROU FESTIVAL DO RIO

O filme "Lope", do cineasta brasileiro Andrucha Waddington, encerrou a 12ª edição do Festival do Rio na noite de quarta-feira, com a presença do diretor e dos protagonistas do filme, os espanhóis Alberto Ammann e Pilar López de Ayala.

"Lope" é uma co-produção hispano-brasileira que conta os primeiros passos do dramaturgo Lope de Vega (1562-1635), um dos expoentes do Século de Ouro do teatro espanhol, contemporâneo do escritor Miguel de Cervantes.

Confira o trailer de "Lope":




O desafio de Andrucha não é pequeno: divulgar a obra daquele que é considerado um dos mais prolíficos autores espanhóis que, no entanto, ainda é pouco conhecido fora de seu país.

Com grande apelo estético, o filme se apoia em uma bela fotografia e em geniais versos de Lope, muito bem interpretado por Ammann, vencedor este ano do prêmio Goya de ator-revelação por "Cela 211" (2009).
Ao final da exibição, o longa-metragem recebeu fortes aplausos do público presente na exibição.

A Warner - produtora e distribuidora - indicou em agosto à AFP que espera para ver como o filme funciona no Brasil e na Espanha para decidir que dimensão dará na América Latina a esta produção de 10 milhões de euros, que teve diversas cidades espanholas como locações, além das marroquinas Esauira e Safi.

A sessão de "Lope" encerrou oficialmente o Festival do Rio, o maior evento cinematográfico da América Latina, que exibiu durante 15 dias cerca de 300 produções de todo o mundo em 18 diferentes mostras.

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FESTIVAL DE ROMA SERÁ TRIBUTO A "A DOCE VIDA"

O Festival de Cinema de Roma comemorará os 50 anos do clássico de Fellini "A Doce Vida", com a primeira apresentação de uma cópia restaurada e uma retrospectiva dos gloriosos dias em que Roma era chamada de "Hollywood sobre o rio Tibre".

A quinta edição do festival, que tenta ter uma identidade própria à sombra de seu primo mais famoso de Veneza, ss realizará entre 28 de outubro e 5 de novembro.

Abrirá com "Last Night", um drama com intrigas sexuais e emocionais protagonizado por Keira Knightley e Eva Mendes, que dará uma dose de atualidade à concorrência, e apresentará uma cópia restaurada de "A Doce Vida" - que estreou em 1960, de 178 minutos e em preto e branco.

Com o tempo, o filme se transformou em um ícone dos fãs do cinema e deu ao diretor, Federico Fellini, que morreu em 1993, o status de um dos maiores diretores de todos os tempos.

Protagonizado por Marcello Mastroianni, Anita Ekberg e Anouk Aimée, foi considerado escandaloso naquele tempo, mas é bastante discreto para os padrões atuais.

Na trama, dividida em sete episódios vagamente conectados, Mastroianni, na pele do repórter Marcello, cobre as andanças da nobreza residual, os novos ricos, as jovens estrelas e os parasitas das celebridades em um café situado na Via Veneto, em Roma, enquanto tenta encontrar sentido para sua própria vida.

Marcello escreve sobre os eventos com seu inseparável companheiro, um fotógrafo cujo apelido é Paparazzo, nome que a partir desse filme apareceu nos dicionários de todos os idiomas e se tornou adjetivo dos profissionais da fotografia que perseguem os famosos.

Reveja a famosa cena na Fontana di Trevi, de "A Doce Vida":




Os festival também incluirá 24 filmes italianos feitos entre 1952 e 1980, e uma série de exibições em toda Roma para mostrar como era a cidade quando os artistas iam à capital italiana para verem e serem vistos.

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MIKE MYERS SERÁ "PEPE, LE GAMBÁ"

O ator Mike Myers, conhecido pela série de filmes "Austin Powers", e por fazer a voz do ogro Schreck, vai fazer a voz do personagem "Pepe Le Gambá" nos cinemas, segundo o blog "Vulture", da "New York Magazine".

Getty Images/Warner

Mike Myers e o galante Pepe



De acordo com o blog, a Warner Bros. está desenvolvendo um filme sobre o personagem, com Myers na voz do galante gambá francês, que sempre se apaixona por uma gata, pensando que ela é uma gambá fêmea.

A decisão de trazer novamente às telonas personagens como Pernalonga, Patolino, Papa Léguas e Gaguinho é uma das prioridades da Warner Bros, segundo o blog.

Criado em 1945, Pepe Le Gambá estrelou mais de uma dúzia de animações da Warner, e um deles, "Chuck Jones's For Scent-imental Reasons", ganhou o Oscar de curtas em 1949.

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ATÉ +!





NOBEL DA PAZ FOI UM PUNHAL NO CORAÇÃO DA DITADURA CHINESA

A Humanidade foi mais feliz ontem: o ativista chinês pró-democracia Liu Xiaobo, 54, sobrevivente do massacre da praça da Paz Celestial e condenado recentemente a 11 anos de prisão, levou o Prêmio Nobel da Paz - o mais importante prêmio do mundo.

Imediatamente, a ditadura de Pequim rebateu: criticou duramente a escolha, censurou a notícia no país e ameaçou a Noruega com retaliações.

Liu Xiaobo - pronuncia-se "Xiaobô" - recebeu o prêmio por "sua luta longa e não violenta em favor dos direitos humanos fundamentais na China", afirmou o Comitê Nobel Norueguês, indicado pelo Parlamento desse país.
Para o comitê, os recentes avanços econômicos transformaram a China na segunda economia mundial e "tiraram milhares de pessoas da pobreza", mas esse novo status do país "deve incluir maior responsabilidade".

Professor de literatura, Liu foi preso em dezembro de 2008, dias antes da divulgação da Carta 08, assinada por 303 ativistas que defendiam reformas democráticas, incluindo o fim do monopólio do Partido Comunista.

Em dezembro do ano passado, foi condenado a 11 anos de prisão por "atuar para subverter o governo", a pena mais alta aplicada a um dissidente nos últimos anos.

O comitê afirmou que, ao receber punição tão severa, "Liu se tornou o principal símbolo da ampla luta por direitos humanos na China".

Não é a primeira vez que o Nobel da Paz vai para um opositor do regime comunista chinês. Em 1989, ano do massacre da praça da Paz Celestial, o nomeado foi o líder tibetano no exílio, Dalai-Lama, que ontem exortou Pequim a soltar o dissidente.

Liu é o terceiro Nobel da Paz nomeado enquanto cumpre pena dada por seu próprio governo; antes, tivemos o líder oposicionista de Mianmar Aung San Suu Kyi - em 1991 - e o ativista alemão Carl von Ossietzky - 1935.

Liu tem direito a R$ 2,5 milhões, a um diploma e a uma medalha, e ontem ainda não sabia que recebeu o Nobel da Paz de 2010.
Ele está incomunicável na prisão de Jinzhou - a 500 km de Pequim - , onde cumpre pena.
Segundo seus advogados, Liu precisará aguardar a visita da sua mulher, que deve ocorrer hoje.

Como esperado, a ditadura chinesa reagiu duramente ao anúncio.
"Conceder o Nobel da Paz maculou o prêmio e pode afetar os laços entre China e Noruega", disse o porta-voz da Chancelaria chinesa Ma Zhaoxu, em nota, afirmando ainda que o Nobel da Paz deveria ser concedido a pessoas que "contribuem para a harmonia nacional, para a amizade entre países, para o avanço do desarmamento e para a convocação de conferências de paz", repetindo as diretrizes de Alfred Nobel - criador do prêmio.

Logo após a anúncio em Oslo, o embaixador da Noruega em Pequim foi convocado pela Chancelaria chinesa para "dar explicações".

Em junho, quando o ativista chinês já despontava como favorito ao prêmio, a vice-chanceler chinesa Fu Jing pediu um encontro com o diretor do Instituto Nobel, Geir Lundestad, para lhe advertir de que a nomeação seria considerada "uma ação hostil".
Nada mais ditatorial do que pressionar entidades democráticas nos bastidores.

Nobel da Paz em 2009, o presidente norte-americano, Barack Obama, em nota, elogiou a nomeação de Liu Xiaobo e exortou Pequim a libertá-lo "o mais rápido possível".
Como o comitê do Nobel, Obama elogiou o progresso socioeconômico chinês, mas disse que "não ocorreram as reformas políticas".

Foto: AP
Manifestantes pedem a libertação do dissidente, ontem em Pequim

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QUEM É O AGRACIADO

O Nobel consagrou Liu como o mais importante dissidente chinês, mas ele incomoda a maior ditadura do mundo desde 1989, ao aderir ao movimento pró-democracia.

Nascido em 28 de dezembro de 1955, na cidade de Changchun, Liu se formou crítico literário e professor universitário.

Em 1986, alcançou fama na área com uma análise pungente da literatura moderna chinesa, e foi atuar como professor convidado na Noruega e nos EUA entre 1988 e 1989.

Na volta a Pequim, Liu se uniu aos estudantes que protestavam pela democracia, e após o massacre da praça da Paz Celestial, ficou preso por 21 meses.

Liu ajudou a escrever a Carta 08, um manifesto de 303 intelectuais e dissidentes pela liberdade de expressão, de religião e a abertura democrática.

Em 2009, após um julgamento sem direito de resposta, foi sentenciado a 11 anos de prisão por subversão do poder, e a Carta 08 foi citada como prova.
Liu tenta escapar da censura pela internet, onde publica seus artigos.

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DITADURA É ASSIM MESMO

A ditadura chinesa montou uma operação sem precedentes para tentar bloquear a notícia de que um preso político do país havia sido o vencedor do prêmio mais prestigiado do mundo.

Logo após o anúncio, por volta das 17h em Pequim, os sites Baidu, o mais popular da China, e Google não aceitavam a busca com o nome de Liu Xiaobo, "Prêmio Nobel" ou "Prêmio da Paz".

Aparecia mensagem dizendo que a pesquisa contrariava "a lei e o regulamento".
Em sites de notícias, só havia declarações da Chancelaria chinesa.

Segundo relatos, até telefones celulares foram impedidos de enviar mensagens de texto com o nome do dissidente.

No Twitter, que é bloqueado na China mas pode ser usado via VPN - rede privada virtual de internet - do exterior, surgiram relatos de que internautas teriam sido presos em Pequim e Xangai após elogiarem o Nobel.

Na CNN e na BBC, acessíveis por serviços de cabo disponíveis principalmente em condomínios de luxo, o sinal era cortado durante reportagens sobre a nomeação.

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A IMPORTÂNCIA DO NOBEL DA PAZ A LIU XIAOBO

Não há prova mais cabal do acerto da escolha do Comitê do Nobel para o laureado com seu prêmio da Paz deste ano do que o fato de o agraciado ainda não saber que recebeu a honraria.

Liu Xiaobo está preso por ter organizado, há dois anos, um manifesto em que intelectuais e ativistas reivindicavam reformas políticas abrangentes no país, e desde então, não tem nenhum contato com o mundo exterior, à exceção das visitas mensais de sua mulher.

Foi condenado a 11 anos de prisão pelo crime de promover campanhas em prol de liberdades políticas no país, onde vigora uma sanguinária ditadura de partido único, que não tolera oposição e reprime a liberdade de expressão.

A Dui Hua Foundation, organização não governamental baseada nos EUA, estima em quase 22 mil o número atual de presos políticos na China.

O país, porém, tem se valido de sua crescente relevância econômica para amenizar as pressões internacionais pela abertura política.

Com a economia norte-americana presa numa relação de interdependência com a chinesa, o ganhador do Nobel da Paz do ano passado, o presidente Barack Obama, conduz uma diplomacia pragmática em relação ao país asiático, na qual não cabem restrições a violações dos direitos humanos.

Sua secretária de Estado, Hillary Clinton, chegou a afirmar que "nossa pressão nessas questões [relativas aos direitos humanos] não pode interferir na crise financeira global, na mudança climática e nas crises de segurança" -considerados os assuntos prioritários no diálogo EUA-China.

Após o prêmio a Liu, Obama sinalizou uma mudança de tom, ao dizer que a abertura política na China não caminha na mesma velocidade que a econômica.

Outros países reforçaram os apelos para que o país liberte Liu. O governo chinês respondeu classificando a escolha como uma "blasfêmia".

Talvez a decisão sirva para lembrar ao mundo que em alguns casos pode-se ir além do pragmatismo comercial.

Pelo menos em círculos não governamentais, o prêmio contribuirá para aumentar as pressões internacionais pela abertura democrática na China.

AP
O Nobel da paz 2010 Liu Xiaobo

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E O BRASIL?

Aqui no Brasil, nosso governo silenciou em relação à concessão do Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo.

Tudo bem, nem precisava demonstrar "grande alegria", tal como fez, no ano passado, o presidente Luiz Inácio para se referir à honraria dada para seu colega Barack Obama.

A alegação do Itamaraty beira o melhor do universo de Ionesco: diz a voz oficial do Brasil no exterior que "chefe de Estado premiado é uma coisa, dissidente é outra".

É evidente que são duas coisas diferentes, mas não seria muito mais digno manifestar alegria pela premiação de quem luta pelos direitos humanos, do que pela do presidente de um país que estava - e continua - envolvido em duas guerras?

Para tornar ainda mais imoral e eticamente inaceitável o silêncio, lembro que, na mensagem a Obama, Lula mencionou Martin Luther King e "sua luta pelos direitos civis".
Liu também luta pelos direitos civis. Não merece idêntico respeito?

Lembro também que o governo brasileiro está obrigado constitucionalmente até a manifestar-se.
O artigo 4 da Constituição cita a "prevalência dos direitos humanos" entre os princípios a serem utilizados pelo Brasil em suas relações internacionais.

Por tudo isso, é de se perguntar: de que tem medo o governo de Luiz Inácio, quando se trata de violações aos direitos humanos que envolvem ditaduras?

Os Estados Unidos mantêm com os chineses relações intensas, obtiveram deles até a aprovação das sanções ao Irã, gesto a que o Brasil se recusou.

Ainda assim, na mensagem que soltou a propósito do Nobel para Liu, Obama ousou pedir ao governo chinês que "solte o sr. Liu o mais depressa possível".

E como lembrou o grande Clóvis Rossi hoje, o Brasil pediu ao Irã que libertasse a francesa Clotilde Reiss e, mais recentemente, uma americana - a pedido do Departamento de Estado - e nem por isso o Irã rompeu relações com o Brasil.

Que custo teria já nem digo pedir a libertação de Liu mas, ao menos, soltar uma nota parabenizando-o?

Depois, as autoridades brasileiras se voltam contra quem ainda ousa pensar nesse país, quando o Brasil é criticado por seu silêncio na questão de Direitos Humanos ou, pior ainda, por dar, mais de uma vez, a impressão de que apoia a repressão aos dissidentes no Irã ou em Cuba.

Como pode um governo que paga indenizações a vítimas de uma ditadura, silenciar ante vítimas de outras ditaduras?

Afinal, Direitos Humanos, repito até a morte, não é uma questão interna de cada país, é universal.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

JOHN LENNON, 70 ANOS

O GOOGLE fez hoje uma bonita homenagem a John Lennon, que se estivesse vivo, estaria completando 70 anos.

Na sua página principal, e como sempre faz em datas comemorativas, em vez do tradicional logo colorido, a empresa publicou esse lindo selo animado, ao som de "Imagine".
Clique, e ouça!


"TROPA DE ELITE 2": MELHOR QUE "TROPA 1"

Em "Tropa de Elite 2", a história trágica de Roberto Nascimento se repete.

Agora, o personagem criado pelo diretor José Padilha - e interpretado com rara maestria por Wagner Moura - reaparece dez anos depois primeiro como comandante do Bope e, logo em seguida, a subsecretário de Segurança Pública.

Foto: Bento Marzo/ DivulgaçãoRafael - Pedro Van-Held - e Nascimento - Wagner Moura - que agora aparece mais velho e com um filho adolescente - em cena do filme

Nascimento se vê mergulhado no retrato mais amplo de uma máquina de corrupção perversa, um inferno do qual parece não haver saída.

Padilha teve a chance de fazer correções de curso, como elaborar o argumento e o roteiro do zero em torno de Nascimento, e não de outro personagem, o que lhe economizou noites de insonia em frente a ilha de edição, imaginando soluções para corrigir os problemas narrativos do primeiro filme.

Esse cuidado tornou a segunda parte mais consistente e coesa, abrindo espaço para novos personagens, como o militante de direitos humanos Diogo Fraga, interpretado magistralmente por Irandhir Santos.

Se no primeiro "Tropa de Elite" essa brecha narrativa abria espaço para interpretações dúbias sobre a visão crítica e desesperançada de Padilha, no "2" não há espaço para dúvidas ou ambiguidades, já que tudo está às claras, acompanhado de velhos - "Bandido bom é bandido morto" - e novos - "Porrada neles" - bordões.

Alexandre Lima / DivulgaçãoIrandhir Santos interpreta Diogo Fraga, defensor dos direitos humanos.

Prova disso está na reação do público que lotou o Theatro Municipal de Paulínia na pré estreia na última terça feira, formado por jornalistas, exibidores e uma parcela de convidados do município.
Dois momentos de alívio cômico, no início do filme, seguidos de risadas espontâneas. E pelo menos três momentos de aplausos em cena aberta, quando Nascimento resolve agir movido por uma quase tragédia que o atinge pessoalmente.

Padilha sai do micro para o macro, reposiciona atores - Milhem Cortaz, André Ramiro - da primeira parte em papéis mais elaborados e incorpora novos atores - Seu Jorge - em papéis estratégicos, para tornar o cenário mais verossímil e chocante.

O que não muda é a visão do diretor - que continua a mesma -, apesar de toda cautela na abordagem da violência, o o mesmo vale também a maneira como o publico, por mais seleto e envolvido que possa ser o dessa primeira sessão, percebe essa visão, um tanto simplificada, de como se estabelece um estado de coisas em que os fins continuam justificando os meios.

DivulgaçãoSeu Jorge, no papel do bandido Beirada

Afinal,essa é a premissa de "Tropa de Elite 2": você pode tirar o capitão Nascimento do Bope, mas não pode tirar o Bope do Capitão Nascimento.

O maior lançamento para um filme brasileiro até agora promete - como o primeiro filme de 2007 -, ser uma das maiores bilheterias nacionais do ano, além de causar muita polêmica e até algum debate.

A controvérsia do segundo filme persegue aquela causada pelo primeiro que em 2008 levou o Urso de Ouro - prêmio máximo do festival de Cinema de Berlim.

Há questionamentos sobre o papel do governo, da miséria e do tráfico na violência no Rio de Janeiro e no Brasil.

Não por acaso, numa das cenas em que os personagens vão ao cinema, todos os filmes em cartaz são do diretor Costa-Gavras, presidente do júri de Berlim que consagrou o primeiro "Tropa de Elite".

O filme abre com um letreiro alertando o espectador que, "apesar das possíveis coincidências com a realidade, esta é uma obra de ficção", uma leve pitada de cinismo que parece dissolver-se ao longo das duas horas de boa e velha ultraviolência que, com jorros de sangue e cadáveres sortidos, parece materializar um desejo inconfesso de parte da platéia.

Nascimento - o bem acima da média Wagner Moura, que acaba de ser premiado no Festival do Rio como melhor ator em "VIPs" - já não usa mais a farda preta do Bope, e agora passa a usar o terno e a gravata quando é promovido ao posto de sub-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, numa manobra do governo populista.

Como no "Tropa 1", uma narração em off reitera e explica tudo aquilo que é visto, num didatismo meio chato, como se o diretor José Padilha não acreditasse apenas nas imagens e precisasse verbalizar a ação para que tudo fique bem claro, especialmente nas primeiras cenas, quando introduz o ativista Diogo Fraga - o ótimo Irandhir Santos, de "Quincas Berro D'água" -, apresentado como um intelectual de esquerda, adorado pelos maconheiros de plantão.

A grande ironia é que a ex-mulher de Nascimento - vivida por Maria Ribeiro -, é casada com Fraga, o avesso de Nascimento, que agora é coronel.

Mathias - André Ramiro -, personagem marcante de "Tropa 1", é preparado por Nascimento para substituí-lo, e traz a ideologia do Bope nas veias ao ignorar a hierarquia, o que acaba causando um massacre em Bangu, dando início à trama de "Tropa 2".

As trajetórias de Nascimento e Fraga caminham para um amálgama, e poderia ser a humanização do primeiro e o endurecimento do segundo.
Só que o ativista - eleito deputado -, sempre é tratado como um fraco diante das atitudes extremadas do coronel.

Nascimento até tenta não baixar a cabeça para o jogo político do governador e dos deputados que o usam como marionete, mas seus métodos, eficientes apesar de questionáveis, lhe dão notoriedade e legitimidade.

"Se o eleitor estava dizendo que eu era herói, não ia ser o governador que ia dizer o contrário", diz.

O inimigo maior, porém, são as milícias criadas e sustentadas por policiais corruptos, que operam um esquema de segurança informal, tomando o lugar dos traficantes à custa de muito medo, e tudo isso é usado numa eleição, envolvendo governador e deputados.

O diretor Padilha alega que seja apenas uma coincidência a chegada do filme aos cinemas depois da reeleição de alguns governadores, e às vésperas do segundo turno.

No roteiro - de Padilha e Bráulio Mantovani -, temos frases de efeito - como "faca na caveira e porrada na vagabundagem" ou "terrorista não é gente" - que saem da boca de um apresentador de TV espalhafatoso, enquanto Nascimento medita sobre os bastidores do poder e a corrupção.

Uma nota de desesperança permeia todo o filme e se concretiza no final, quando parece não haver solução para o país.

"No Brasil, eleição é negócio e o voto é a mercadoria mais valiosa da favela", diz o ex-capitão do Bope, que descobre isso a duras penas, ao perceber que algumas instituições em que acreditava são passíveis de corrupção.

DivulgaçãoNascimento é o responsável pelo crescimento do BOPE, que agora é uma máquina de guerra

A ele não resta muita opção se quiser mudar o país, e agora, todos se perguntam qual será o próximo passo do coronel Nascimento.

Talvez na próxima eleição pra presidente...

Confira o trailer do filme:


"TROPA DE ELITE 2"
Título original: Tropa de Elite 2
Diretor: José Padilha
Produção: Zazen Produções
Elenco:
Wagner Moura
Seu Jorge
Tainá Müller
André Ramiro
Maria Ribeiro
Milhem Cortaz
Rod Carvalho
Pedro Van-Held
Gênero: Ação, Policial
Duração: 115 mins, que passam rápido demais
Ano: 2010
Data da Estreia: 08/10/2010
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
País: Brasil
COTAÇÃO DO KLAU:




"EU E MEU GUARDA CHUVA": FÁBULA BRASILEIRA QUE A CRIANÇADA VAI ADORAR

Há um fantasma que ronda a criançada, todo começo de ano letivo: a volta às aulas, e em
"Eu e Meu Guarda-Chuva" - de Toni Vanzolini - esse medo se materializa na figura de um barão que assombra o prédio da nova escola.

O roteiro é baseado no livro infanto-juvenil escrito pelo titã Branco Mello, o ator e parlapatão Hugo Possolo e o músico e escritor Ciro Pessoa, e por seu universo de fantasia e aventura, foi muito comparado à saga Harry Potter.

Mas a produção sustenta-se sozinha, sem precisar de paralelos ou comparações, especialmente por conta do ritmo que o diretor imprimiu ao filme.

O longa é uma aventura, e os personagens quase nunca estão parados, sem que isso promova uma correria infinita ou sem sentido.

Desde o princípio, a história ganha ares de fantasia, não se sabe se é realidade ou sonho, o que pouco importa, pois Vanzolini consegue fazer com que mergulhemos nesse universo, onde barões saem de dentro de pinturas e assombram crianças, guarda-chuvas são armas e o amor precoce é só o primeiro degrau da vida adulta.

No centro da história está Eugenio - Lucas Cotrin -, que vive com a mãe e sente saudades do avô que lhe deixou como herança um guarda-chuva.

Seu amor secreto é sua amiga de escola Frida - Rafaela Victor -, e seu melhor amigo é o atrapalhado Cebola - Victor Froiman.

Na noite que antecede a volta às aulas, os três resolvem conhecer a nova escola, quando descobrem que o Barão von Staffen - Daniel Dantas - fugiu do quadro do saguão e mantém crianças prisioneiras.

DivulgaçãoLucas Cotrim, em cena do filme

Frida acaba sendo raptada e cabe a Eugenio, com a ajuda de seu guarda-chuva e de Cebola, salvar a menina e as outras crianças, que são submetidas a duros testes de conhecimentos.

A aventura ganha ares surrealistas e viaja por alguns cantos do mundo, e nessa jornada, a dupla cruza com personagens estranhos, no Brasil e em Praga.

O ex-titã Arnaldo Antunes tem uma participação muito engraçada, como um sujeito metódico que cuida do setor de achados e perdidos, onde tudo o que se perde pode ser encontrado - embora possa levar algum tempo.
Já Paola Oliveira é uma comissária de bordo, num dos momentos mais surreais do filme.

Experiente diretor de arte - de "Eu Tu Eles" e "O Homem do Ano" -, Vanzolini estreia na direção de cinema com segurança num gênero considerado menor pelo cinema brasileiro: o filme infantil e infanto-juvenil, que tem se limitado às produções protagonizadas por Xuxa (!) e assemelhados.

"Eu e Meu Guarda Chuva" combina ação e aventura, com personagens bem construídos e interpretados por um elenco estreante de talento, sob uma direção segura, capaz de manter o ritmo e o interesse pela narrativa.

A combinação de um tom um pouco sombrio, com piadas tipicamente juvenis, têm tudo para agradar ao público-alvo sem entediar os adultos, especialmente porque o filme não agride a inteligência de ninguém - muito pelo contrário.

Confira o trailer do filme:


"EU E MEU GUARDA CHUVA"
Título Original: Eu e meu Guarda Chuva
Direção: Toni Vanzolini
Produção: Conspiração Filmes
Distribuição: Fox Films
Elenco Principal:
Lucas Cotrin
Rafaela Victor
Victor Froiman
Daniel Dantas
Ano: 2010
Cor: Colorido
País: Brasil
COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"TROPA DE ELITE 2": O DIRETOR FALA

“O Fernando Henrique não fez nada na questão da segurança pública. O Lula tinha um ótimo plano, mas nunca o implementou. E os candidatos não falam do problema da segurança pública”, diz José Padilha, diretor de “Tropa de elite 2”, na entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta (6), em Paulínia, interior de São Paulo.


Foto: Alexandre Lima/Divulgação

O diretor José Padilha dirige Seu Jorge, numa cena do filme
O filme teve pre-estreia na noite da terça – a primeira sessão pública do longa no país.
“Se o filme fizer os candidatos tocarem nessa questão, eu me sinto feliz”, completou.

“Tropa de Elite 2” chega aos cinemas amanhã, em mais de 600 cópias – todas, segundo o diretor, numeradas para evitar pirataria.

A data de estréia, diz Padilha, não foi proposital.
“Não fiz o filme para falar dessa eleição. Tudo o que o filme fala, passam as eleições, e continua sendo verdade. O cinema faz parte da realidade, interfere nela. O filme não termina em Brasília aleatoriamente”.

Padilha fala que, para ele, conceitos como direita e esquerda estão ultrapassados, por isso, seria impossível classificar Nascimento - Wagner Moura - e o ativista Diogo Fraga - Irandhir Santos -, alguns dos personagens centrais do filme.
“Esses conceitos significam cada vez menos. A grande sacada do [presidente] Lula é que ele é tudo, esquerda, direita... Já eu, não sou nem de direita, nem de esquerda”.

Três anos depois do primeiro filme, Padilha acredita que desta vez não deverá haver um patrulhamento ideológico como foi feito com o original quando muita gente acusou o filme de facista.
“O filme pode ser acusado de panfletário, pode ser acusado de qualquer coisa. Desde que haja argumentos. A única forma do meu filme ser panfletário é se tudo o que ele mostra for mentira. E a gente sabe que não é verdade”, disse o diretor se referindo aos vários temas da obra, como a corrupção no governo e os milicianos fazendo o papel da segurança pública.

Confira também o Diretor, em vídeo do "Bate-papo UOL" realizado no último dia 30.9:


WAGNER MOURA: "FIZ O MAIOR ESFORÇO PARA FICAR GRISALHO" EM "TROPA DE ELITE 2"

Wagner Moura recebeu a repórter no camarim da casa nortuna Studio SP, na rua Augusta, em São Paulo, em maio deste ano.

Era quase madrugada de sábado para domingo, chovia forte lá fora, e ele aguardava para entrar no palco com sua banda de rock - Sua Mãe - formada há 18 anos.

Foto: site saladacultural.com.brO ator Wagner Moura

O ator falou de sua "carreira" como cantor, mas respondeu com simpatia a perguntas sobre o novo "Tropa de Elite", em que volta como capitão Nascimento, agora grisalho, política - é eleitor de Tia Marina Silva Clorofila ex-Malafaia - e televisão - recusou convite para a próxima novela de Gilberto Braga.
"Mas vem cá, cara, você vai falar desse show também no jornal, né?", perguntou, rindo, ao perceber que a conversa seguira outros rumos.
Confira;

Pergunta - Na música, você não precisa ser "o cara", como na carreira de ator. É isso que te leva a ser vocalista de uma banda de rock?

Wagner Moura - Se estivesse fazendo um musical, estaria milhões de vezes mais preocupado com meu canto do que aqui. O próprio rock tem uma falta de compromisso. Eu canto direito, mas não sou um cantor. Sou um ator que canta e não estou preocupado com isso. Muita gente vai dizer: 'Olha o cara! Quer cantar agora!". Vai ter muito preconceito porque temos referência em compositores populares [como Reginaldo Rossi, Odair José, Waldick Soriano] e porque sou eu o vocalista. Mas estou preocupado em me divertir.

Pergunta - Será? Acha que vai ser criticado como foi o Roberto Justus quando resolveu cantar?"

Moura - Pois é, deixa o cara cantar [risos]. Nem sabia que ele cantava. Eu tenho uma banda, canto, gosto, por que não posso cantar? Mas não me sinto trabalhando, até porque não ganho dinheiro [risos].
Revista "Vogue"


Pergunta - Mas vocês foram ao "Altas Horas", à MTV. Estão levando a banda de forma mais profissional, não?

Moura - Estamos fazendo show e cobrando ingresso. Precisamos ter uma postura profissional. Eu quero que o disco [primeiro CD da banda, "The Very Best of the Greatest Hits"] venda. Ia a-do-rar ouvir na rádio. Gosto muito de pessoas que cantam sem medo de parecer cafona, com o coração. Tenho um certo prazer em dizer que gosto disso em oposição aos inteligentes entre aspas.

Pergunta - Quem são os inteligentes entre aspas?

Moura - A crítica. De um modo geral, é muito elitista, careta, pessoal. Já li críticas muito ofensivas, agressivas, que deixam de analisar a obra esteticamente e partem para uma abordagem pessoal violenta, desnecessária.

Pergunta - Na Folha também?

Moura - Na Folha também. E na "Veja" há críticas muito violentas. A do teatro é a que eu mais acompanho. O teatro tem um lugar muito precário nas editorias de cultura. A impressão que tenho é a de que qualquer garoto chega à Redação dizendo "gosto disso, não gosto daquilo". Os críticos têm muita certeza, sabem o que é bom, o que é ruim, leram Adorno, Marcuse, Benjamin [filósofos da Escola de Frankfurt]. Merda, leram mal. Aí o editor fala para escrever sobre uma peça. Começa aí a história de um crítico. O cara se acha f., mas é um garoto. Tem que ser mais aberto.

Pergunta - Já que mudamos de assunto, vamos falar de "Tropa"? O José Padilha [diretor] acha que "Tropa 2" [estreia em setembro] vai fechar a polêmica aberta com "Tropa de Elite", que agora vai ficar mais clara a sua visão de que o problema da violência, da polícia, está ligada ao Estado.

Moura - Para mim, no primeiro filme isso já estava bastante evidente. A forma com que os policiais agiam, tanto os corruptos quanto os violentos, como o capitão Nascimento, torturadores, é a morte de um Estado doente. Mas isso foi lido de diversas formas, para a minha surpresa. O que vão achar do novo não sei dizer. O que me interessou na hora de retomar esse personagem foi a proposta social, de discutir um assunto que considero muito urgente.

Pergunta - Pelo que estou vendo, você não está grisalho como o capitão Nascimento.

Moura - Não. Fiz o maior esforço para ficar daquele jeito. Tentei pintar, mas ficou amarelo, tipo luzes, reflexo. Aí todo dia o maquiador tinha que pintar fio a fio. É uma coisa extraordinária: o homem pisou na lua mas não achou um jeito de deixar o cabelo grisalho. Agora eu pintei de preto, tenho só uns fiozinhos brancos.

Pergunta - O Fernando Meirelles disse que Lula é o melhor ator do Brasil, melhor até que você. Concorda?

Moura - Gosto do Lula. Ele tem um carisma que cairia muito bem em qualquer artista, é comparável ao de Roberto Carlos. Ele se coloca, faz uma apresentação, o que faz parte da política, mas não diria que é o estereótipo do político mentiroso. Evidentemente que o governo Lula aparelha o Estado, é viciado de uma forma que não achei que seria, do toma-lá-dá-cá, da aliança cretina por conta da chamada governabilidade. Por outro lado, penso que o desafio maior de qualquer governante brasileiro ainda é diminuir as diferenças entre quem tem muito dinheiro e quem tem pouco. E acho que nenhum governo fez isso melhor que o dele.

Pergunta - Vai votar na Dilma?

Moura - Não, tendo a votar na Marina . É um voto no futuro, em um político que já está pensando diferente do Lula, está indo lá na frente. Não sei se já estamos preparados para um político como a Marina, mas vou dar esse voto. Queria que o Brasil desse uma mostra de progressismo para o mundo elegendo uma pessoa como ela. Marina representa coisas como a reforma agrária, a ecologia, que ao mesmo tempo soam anacrônicas, mas são muito modernas. A única coisa que me preocupa é a relação dela com a religião [evangélica]. É maravilhoso ela ter uma religião, mas fico preocupado em saber se ela é contra pesquisa com células-tronco, se é a favor do ensino do criacionismo em escolas públicas. Isso é um perigo. Mas tendo a votar nela e acho que a Dilma não vai se eleger. E vou dizer mais: não voto no Serra, não sou eleitor do PSDB, muito pelo contrário, mas acho saudável que haja uma alternância no poder.

Revista "Vogue"


Pergunta - O que você vai fazer agora?

Moura - Vou fazer um filme do Cláudio Torres, "O Homem do Futuro", depois o do Luciano Moura, "A Cadeira do Pai".

Pergunta - E a novela do Gilberto Braga?

Moura - Não. Ele me convidou para fazer, mas, por conta do "Hamlet", coloquei muitos projetos de cinema para frente. E agora estou recebendo muitos roteiros diferentes do que estava acostumado a ver, fugindo dessa tradição do Cinema Novo de falar do Brasil, de querer entender tudo, que país é esse. É bacana, mas agora estou recebendo roteiros de filmes intimistas, de histórias de famílias de classe média. Mas também tenho um projeto de atuar em um filme do Vicente Amorim sobre reforma agrária.

*****

Matéria: "Folha de S.Paulo" - 11.5.2010
Redação Final: Cláudio Nóvoa

TUDO SOBRE "TROPA DE ELITE 2"

Amanhã finalmente estreia o aguardadíssimo "Tropa de Elite 2".

Dirigido por José Padilha, o longa traz a nova missão do capitão Nascimento - Wagner Moura: o combate às milícias.
O longa foi lançado oficialmente na última terça no Festival de Paulínia - São Paulo, e entra em cartaz em mais de 600 salas brasileiras amanhã.

Fiz aqui uma seleção de tudo o que foi falado, começando com
duas matérias do "Metrópolis" - TV Cultura:





Agora, matéria da BandNews:



Aqui, o diretor José Padilha fala em Paulínia sobre o filme:



E para finalizar, confira uma rápida entrevista com o elenco do filme, também em Paulínia:


Veja também:

  • Ator de "Tropa 2" usa equipamento que evita chutes; veja
  • Seu Jorge faz treinamento para o filme
  • Produção de "Tropa 2" queima ônibus durante gravação
  • Wagner Moura tem potencial para roubar qualquer cena, diz José Padilha
  • quarta-feira, 6 de outubro de 2010

    CRISTIANO RONALDO, EM TEASER PARA EMPORIO ARMANI

    Eu já tinha postado aqui as fotos do boleiro Cristiano Ronaldo para Emporio Armani.

    Pois é, descobri um vídeo do belo com as mesmas fotos, ao som de "Bad Romance", de Lady Gaga:



    Agora, imaginem a cena: você é camareira de um hotel, está arrumando normalmente mais um quarto como de costume, e o Cristiano Ronaldo - o hóspede - sai do banheiro vestindo apenas uma cueca escura!

    É o sonho de todo mundo que trabalha em hotel, né?

    Esse é o teaser do vídeo da nova coleção da Emporio Armani Underwear, que foi lançado no último dia 15/09, e é um dos mais acessados do YouTube:



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    Você vê mais homens lindos no blog da Kassandra: www.coliriosdepimenta.blogspot.com

    Acesse! Seus olhinhos vão te agradecer!