quarta-feira, 6 de outubro de 2010

BUIYLING DE PESSOAS PRÓXIMAS É A CAUSA MAIS FREQUENTE DE SUICÍDIOS DE JOVENS GAYS

É cada vez mais preocupante o crescente número de jovens homossexuais que cometem suicídio.

Na semana passada, mais um caso rumoroso tomou conta das manchetes dos jornais, no mundo todo: um estudante homossexual americano se suicidou depois que um vídeo, filmado com uma webcam em seu quarto no dormitório da universidade onde estudava , foi publicado na internet por dois jovens - colegas de faculdade - , que foram detidos e denunciados por "violação da vida privada".

O caso desencadeou dezenas de reações: a comunidade homossexual denunciou o assédio sofrido pelo jovem, enquanto comentários nas redes sociais na internet pediam o respeito dos indivíduos.

A universidade Rutgers - em Nova Jersey, a nordeste da cidade de Nova York - iniciou uma investigação.

"Dois estudantes foram detidos e denunciados e uma investigação foi iniciada. Se forem considerados culpados, estes atos constituirão uma violação grave dos códigos morais e humanos", disse em um comunicado o diretor da Rutgers, Richard McCormick.

Os dois suspeitos, Dharun Ravi e Molly Wei, de 18 anos, podem pegar até 5 anos de prisão se forem considerados culpados.

Tudo começou com um "tweet" no microblog Twitter, em 19 de setembro, onde Dharun Ravi escreveu: "meu colega de quarto me pediu o local até a meia-noite. Liguei a câmera do computador e fui para o de Molly. Foi de lá que o vi trocando carícias com outro rapaz".

Depois de assistirem às imagens à distância, os dois jovens recuperaram o vídeo e o publicaram no site iChat.

Não se sabe quantas pessoas viram as imagens.

Três dias depois, o estudante espionado, Tyler Clementi, também de 18 de anos - um talentoso violinista que acabara de entrar para a universidade - deixou uma última mensagem em sua página no Facebook:
"vou pular da ponte gw, lamento".

Foto: InternetTyler Clementi

Em seguida, atirou-se no rio Hudson da ponte George Washington, que liga a ilha de Manhattan a Nova Jersey.

Os pais do jovem publicaram um comunicado sobre a morte do filho:
"Tyler era um jovem maravilhoso, um músico talentoso".

A associação de defesa dos direitos dos homossexuais "Garden State Equality" considerou a morte de Tyler um crime.
"Estamos enojados com o fato de que certas pessoas (...) possam considerar a destruição de uma vida um esporte", declarou o presidente da organização, Steven Goldstein, em um comunicado.

A MTV divulgou um artigo na última segunda, com uma declaração de Daniel Hadcliffe , onde o ator lamenta os recentes suicídios de Tyler, e também de Seth Walsh, de 13 anos, e de outros jovens gays suicidas:
“Ler sobre as mortes de Tyler Clementi, Seth Walsh, Asher Walker, Billy Lucas e Justin Aaberg tem sido doloroso pra mim. Estes jovens foram intimidados por pessoas que deveriam ter sido suas amigas. Temos a responsabilidade de sermos melhores e aceitarmos as diferenças dos outros, independente da orientação sexual, gênero, raça, identidade ou religião e precisamos enfrentar alguém que esteja intimidando outros.”

Arquivos do KlauO ator inglês Daniel Hadcliffe, o "Harry Potter" das telonas

Em fevereiro, após participar ativamente do Projeto Trevor, Daniel Hadcliffe falou sobre o seu envolvimento com a causa social do projeto - de prevenção para suicídios de gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e questionamento (GLBTQ) da juventude nos Estados Unidos, e se colocou à disposição para toda e qualquer ação do projeto, não só nos EUA, mas no mundo todo.

Segundo estatísticas, 40% dos adolescentes americanos se consideram vítimas de diferentes tipos de assédio pela internet, e por aqui, a situação não é diferente.

Na maioria das vezes, o assédio parte de pessoas próximas, como colegas de escola, de trabalho, da família, irmãos e até mesmo de pais e mães.

Não há uma semana que eu não receba, via Twitter ou e-mail do blog, jovens gays narrando toda sorte de perseguições que sofrem.

Infelizmente, é um problema longe de acabar.

CASSETA XINGA LULA DE "VAGABUNDO" E É CENSURADO

Convidado especial do programa "Manhattan Connection" do último domingo (3/10), o humorista Marcelo Madureira - do "Casseta & Planeta Urgente" - xingou o presidente Lula de "vagabundo, picareta e impostor", que "não vale nada".

Por causa das eleições, o programa foi exibido ao vivo pelo canal pago GNT, da Globosat, programadora de canais pagos da Globo.

Nas reprises apresentadas na madrugada e às 10h e às 14h de antes de ontem, no entanto, a fala de Madureira foi cortada pelo próprio canal, e na versão que está no site oficial do GNT, o xingamento do casseta também sumiu.

Madureira falava sério: "O pior desses oito anos do governo Lula foi transformar a política definitivamente numa coisa de chacota. É impressionante como a política foi desmoralizada. Acho incrível, porque na minha opinião a política é a mais nobre atividade do ser humano. E é impressionante como atrai vagabundo, picareta e tal, a começar pelo presidente da República, que não vale nada!"

Esse trecho foi censurado pelo GNT na reprise.

Madureira disse ainda que o país vai demorar "gerações" para se recuperar do "mal" causado por Lula.
"Eu quero desmistificar esse picareta que está na Presidência da República".

Sobrou também para Dona Dilma: referindo-se às roupas usadas pela candidata, disse que ela parece "um travesti de Kim Jong-Il [ditador da Coreia do Norte]".

Confira o vídeo:


É inacreditável como um canal como o GNT se presta ao papel de censurar um contratado de um canal do mesmo grupo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O "DAY AFTER" DOS CANDIDATOS A PRESIDENTE

O primeiro turno já foi, e os candidatos se abrem.

Plínio lembra de Tiradentes, seu contemporâneo; Tia Marina Silva Clorofila ex-Malafaia se sente como a amazônia - devastada; Serra Nomuro Malafaia comemora, mas continua escondendo FHC; Luiz Inácio lamenta com Dona Dilma não poder viajar no finalzinho do mandato...

Confira a charge animada de Maurício Ricardo:

Do Charges.com

10 MOMENTOS DE ELEIÇÕES PASSADAS - E HISTÓRICAS

Desde a volta à democracia, em 1985, o Brasil passou por cinco campanhas eleitorais nacionais no rádio e na televisão.

E para revermos, escolhi dez vídeos - disponíveis na internet - que marcaram época ou lançaram tendências nas corridas presidenciais.

Candidato que mais eleições disputou - e que ficou fora da votação pela primeira vez -, o presidente Luiz Inácio tem três vídeos selecionados.

O presidenciável - e finalista da eleição atual - Serra Nomuro Malafaia também aparece, com uma inserção histórica de 2002 na qual utilizou a atriz - e medrosa - Regina Duarte.

Dois ex-presidentes, Fernando Collor - hoje senador pelo PTB, e que acaba de perder a eleição para governador em Alagoas - e Fernando Henrique Cardoso - nossa tia véia invejosa da janela -, também estão aqui.
A frustrada candidatura de Silvio Santos em 1989, propagandas de dois nanicos, e a utilização de debates televisivos nos programas gratuitos completam minha seleção.

Veja:

"MEU NOME É ENÉAS!"

Quinze segundos era tudo de que Enéas Carneiro - PRONA - tinha no horário eleitoral de 1989, e ainda assim, conquistou 361 mil votos.
Além do voto de protesto, o candidato atraiu os fãs de sua oratória veloz, concisa e conservadora - pra não dizer nazista.
Voltou a se candidatar outras vezes, uma delas até sem a barba característica, por conta de um câncer, mas manteve o bordão até a morte, e fez da frase um mote para todos os outros membros de seu pequeno partido.

SILVIO SANTOS PARA PRESIDENTE

Um terremoto atingiu a eleição de 1989, quando o apresentador Silvio Santos - supostamente incentivado pelo então presidente Coroné Sarney - , anunciou sua candidatura, com a campanha já em curso.
Por isso mesmo, nem sequer seu nome estaria na cédula eleitoral.
Favorito, Collor viu sua base de apoio se abalar, e os esquerdistas Lula e Leonel Brizola se viram fora de um eventual segundo turno.
Porém, Silvio foi forçado a desistir, depois de problemas com registros do partido pelo qual queria ser candidato e investigações da imprensa sobre seus negócios.

DEBATE MALUF X BRIZOLA

Nas primeiras eleições para presidente da República, os candidatos ainda podiam exibir trechos editados dos debates durante o horário eleitoral gratuito.
Tudo muito normal se as imagens não fossem editadas, ganhassem um narrador e depoimentos de eleitores favoráveis ao candidato que exibe as imagens.
A famosa discussão entre Paulo Maluf e Leonel Brizola no debate na Band ganhou nova interpretação no programa malufista, e, por estreita margem, Brizola acabou fora do segundo turno.

COLLOR ATACA CORONÉ SARNEY

Quando iniciou a disputa pelo Palácio do Planalto, Fernando Collor era apenas um bem avaliado governador de Alagoas que tinha suporte de uma rica família local.
Acabou eleito em uma campanha que aliou pesquisas quase diárias sobre a postura necessária para o candidato, truques de marquetagem e, como mostra este vídeo, ataques pesados contra o então presidente, coroné Sarney, hoje seu aliado.
Em nenhuma campanha desde então um candidato a presidente atacou um ocupante do Palácio do Planalto de forma tão veemente como Collor fez em 1989.
No fim do vídeo, sobrou também para Silvio Santos - que supostamente apresentou candidatura incentivado por Sarney.

LULA LÁ

É o jingle mais conhecido das eleições brasileiras, e foi usado pela primeira vez no segundo turno das corrida pelo Palácio do Planalto em 1989, quando o atual presidente foi derrotado por Collor de Mello.
É a primeira produção que aposta no apelo de artistas para endossar o presidenciável – Collor também os usou, mas em número bastante menor.
Em 2002, a campanha petista repaginou o jingle, e o utilizou novamente no segundo turno, quando venceu Serra Nomuro.

LEVANTA A MÃO!

Cerca de um ano antes das eleições de 1994, o PSDB - quem diria - cogitava formar uma aliança com o PT para eleger Lula presidente e Tasso Jereissati vice.
Ocupante do Palácio do Planalto após a renúncia de Collor, Itamar Franco não tinha candidato para sucedê-lo, até que surgiu o Plano Real e um dos seus artífices, o então ministro Fernando Henrique Cardoso, que despontou como candidato da continuidade.
O tom positivo da campanha, desde o início, contrasta com os protestos de conservadores e progressistas na votação de 1989.
A inspiração também veio dos Estados Unidos, onde Bill Clinton foi eleito em 1992 abusando de comerciais nos quais aparecia trabalhando num cenário de escritório.

O CAGAÇO DA REGINA

O espírito do tempo indicava muito antes da votação de outubro de 2002 que Luiz Inácio Lula da Silva seria o provável presidente do Brasil a partir de 2003.
Com a ampla vantagem do petista no primeiro turno, e a vitória se insinuando por ampla margem no segundo, a campanha do tucano Serra Nomuro usou um expediente que se voltou contra ela própria: mostrou a atriz Regina Duarte associando Lula à situação da Argentina, que vivia cercada de panelaços no apagar das luzes do governo Fernando de la Rúa.
“Eu tenho medo”, disse Regina.
Dias depois, o PT lançou a campanha “A Esperança vai Vencer o Medo”, onde outra atriz, Paloma Duarte, gravou uma resposta em defesa do petista, que acabou vitorioso.

AGORA É LULA

Por pouco a vitória não saiu no primeiro turno, e para atrair o que chamou de “eleitor quase Lula”, o marqueteiro Duda Mendonça criou essa peça.
Usou o mote da campanha – indicando que depois de três fracassos a vez do petista tinha chegado.
Mas também incluiu os ex-rivais Ciro Gomes e Anthony Garotinho, para indicar o isolamento político de Serra.
É uma das referências de propaganda para o novo PT, por ser despida de críticas à situação do país e se esforçar para gerar apenas sentimentos positivos nos eleitores.

"EY, EY, EYMAEL, UM DEMOCRATA CRISTÃO..."

Se não tem a notoriedade do “Lula lá”, o jingle de José Maria Eymael - PSDC - ao menos é mais antigo: foi usado pela primeira vez nas eleições paulistanas de 1985, quando o democrata cristão tinha - acredite! - Gilberto Bolinha Kassab como vice.
Usou a música para candidaturas a deputado federal e, finalmente, para a Presidência da República, na morna disputa de 1998.
Voltou a se candidatar em 2006 - o vídeo foi retirado daí -, e repetiu a música como seu carro chefe.
Para estas eleições, e novamente candidato a presidente, mais do mesmo: a canção mais grudenta da história eleitoral brasileira, com pouquíssimas mudanças, martelou nossos ouvidos novamente.

PRIVATIZAÇÕES TUCANAS
Não tinha sido um tema abordado na campanha presidencial de 2006 durante o primeiro turno, mas quando o tucano Geraldo TFP Alckmin surpreendeu e forçou uma segunda votação, a campanha reeleitoral de Luiz Inácio explorou a percepção popular de que as privatizações de empresas públicas fizeram mal ao país.
Depois de essa peça ser exibida na propaganda eleitoral, Alckmin usou um macacão repleto de emblemas de estatais para rejeitar a hipótese de que privatizaria se fosse eleito, mas o estrago à sua candidatura já estava feito.

CAUÃ REYMOND, ARREBENTANDO COMO DROGADO EM "PASSIONE"

Cauã Reymond se sente à vontade na pele de um atleta na ficção, já que o intérprete de Danilo, em "Passione", sempre foi ligado a atividades físicas.

Além de ser faixa preta em jiu-jítsu - esporte do qual já foi bicampeão brasileiro -, ele surfa e faz ioga.
"Eu tenho muita afinidade com essa coisa mais saúde".

Fotos: Pedro Paulo Figueiredo - Carta Z NotíciasO ator Cauã Reymond

Mesmo assim, o universo do ciclismo - esporte de Danilo - era novidade para Cauã até então.

O ator pesquisou sobre Lance Armstrong, ciclista americano que venceu a famosa competição "Tour de France" sete vezes seguidas, e se aprofundou bastante no assunto.
"O ciclismo é considerado o segundo esporte mais perigoso do mundo. Quase todo ano, alguém morre praticando".

Mas o risco que o ciclismo oferece não impediu Cauã de se dedicar às aulas de bicicleta, já que ele precisou ter um certo domínio do esporte.

Todas as cenas em que seu personagem apareceu pedalando foram feitas pelo próprio ator, sem nenhum dublê.
"Você precisa se acostumar com o velódromo e com a bicicleta, que não tem freio. Não pode parar de pedalar, senão você cai".

Cauã, que só conhecia uma bicicleta normal, também teve de aprender a andar em uma de estrada, que tem os pneus muito finos.

Entre as dificuldades que encontrou, o ator fala sobre a sapatilha que um ciclista precisa usar enquanto pedala, que fica presa ao pedal, o que pode render alguns tombos ao condutor da bicicleta, caso ele não esteja atento para isso.
"Uma vez, caí em frente a uma lotérica. Quando você está pedalando há muito tempo, acaba esquecendo que seu pé está preso e cai bastante no começo" - risos.

Na trama, Danilo - que começou a se drogar com anabolizantes e drogas leves - agora é um dependente de crack, e o ciclismo deixou de fazer parte de sua rotina.
"Acabou o ciclismo para ele", conclui Cauã, que encara com seriedade o fato de abordar a dependência química na novela, tanto que está frequentando o Narcóticos Anônimos para conhecer de perto histórias de ex-usuários.
"Está sendo muito enriquecedor para meu trabalho de ator pesquisar sobre isso".

Porém, a composição de Danilo vai além do mundo das drogas.
Cauã está contracenando novamente com Mariana Ximenes, que interpreta a vilã Clara.

Os dois já trabalharam juntos em "A Favorita", onde viveram o casal Lara e Halley, que protagonizou cenas quentes na trama de João Emanuel Carneiro.

Agora, em "Passione", eles formam, mais uma vez, um conturbado par romântico, e é justamente por isso que o ator demonstra preocupação em não se repetir em cena.
"Pegar fogo entre os personagens, vai. Mas espero que pegue fogo de uma maneira diferente", diz ele, que está tendo o auxílio da treinadora de atores Rossella Terranova.
"Ela está nos ajudando a encontrar uma relação para os nossos papéis, diferente da que tinha o Halley e a Lara".
O trabalho tem dado muito certo, já que o ator está perfeito nas cenas em que Danilo está drogado.
Um trabalho diferenciado e denso, que é uma das melhores interpretações da novela.

Antes do Danilo, e logo depois que terminou "A Favorita", Cauã se dedicou ao cinema. Em 2009, ele participou de quatro filmes que devem ser lançados em 2011: "Reis e Ratos", de Mauro Lima; "Não Se Pode Viver Sem Amor", de Jorge Durán; "Meu País", de André Ristum, e "Estamos Juntos", de Tony Ventura - onde o ator vive um homossexual e teve de beijar outro homem em cena.
"Não teve muito drama, não. Barba é que não é legal. Incomoda", brinca o ator, casado com a também atriz Grazi Massafera, e que deseja voltar a fazer novela de época e interpretar um nordestino.
"Meu avô é paraibano. Gostaria de entrar nesse universo".
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Matéria base:
Luana Borges, do site PopTevê
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Redação Final:
Cláudio Nóvoa

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A SEMANA ILUSTRADA

Tiririca analfabeto, STF tratando eleitor como gado, Serra Nomuro Malafaia roubou bordão de atriz pornô, e os dinossauros do senado entram em extinção!
Essas, e muitas outras, nas fotocharges especiais do Blog de Klau.
Confira:










AS ELEIÇÕES E OS DINOSSAUROS DA POLÍTICA, FINALMENTE EXTINTOS

Ontem, o Brasil teve a sua sexta eleição presidencial seguida, que marca a consolidação do regime democrático, apesar de todas as suas imperfeições.

O Brasil vive em democracia desde 1985, e lá se vão 25 anos depois dos 21 anos da ditadura militar que começou em 1964.

Antes da ditadura, tivemos liberdade política de 1945 a 1964, mas foram realizadas nesse período só quatro eleições presidenciais.

Nesse tempo, o país, de fato, amadureceu.

Em 1989, era comum circular o diz-que-diz sobre ameaça dos militares tomarem o poder após a eleição.

Em 1994 e 1998, o PT tentava se destacar num mundo pré-queda do Muro de Berlim, fazia campanha contra o Plano Real, e atucanada se acostumou com o adversário fraco.

Em 2002, tucanos quiseram impor a polarização, na base do "ou nós ou o caos", a estratégia do medo fracassou, e Luiz Inácio e o PT chegaram ao poder, mergulhando de cabeça em mensalões e aloprados.

Mesmo assim, o eleitor foi generoso em 2006 e deu a Luiz Inácio mais quatro anos.

Nas eleições atuais, mesmo com um debate longe de ser o ideal, o Brasil teve três candidatos com chances de chegar ao Planalto que poderiam com folga disputar o cargo de presidente de qualquer país do planeta.

Lógico, ainda há muito a fazer.

Nosso Congresso continua distante da vontade popular e continua aprovando leis esdrúxulas.

A Justiça, que deveria arbitrar tudo isso, principalmente o STF, é covarde.

Só não existe dúvida de que a democracia está aí, vigorosa, fazendo do Brasil um país melhor.

Quanto à eleição de ontem, o encolhimento na candidatura de Dona Dilma foi maior do que as pesquisas realizadas nos dias anteriores conseguiram captar.

Serra Nomuro Malafaia se beneficiou, sobretudo, da arrancada final de Tia Marina Silva Clorofila ex-Malafaia, que atingiu quase 20% dos votos válidos e, no Nordeste, teve um desempenho bem acima do esperado.

Porém, a tal "onda verde" não foi o único fator que desgastou Dona Dilma, já que também houve uma onda tucana na reta final, particularmente expressiva em São Paulo, onde as pesquisas projetavam até a véspera uma vitória de Dona Dilma, e onde Serra Nomuro derrotou a petista em casa, o maior colégio eleitoral do país.

Mesmo não liquidando a fatura ontem, Dona Dilma segue até o próximo dia 31 como favorita para vencer no segundo turno, mas terá de administrar a frustração de um resultado pra lá de amargo, já que o clima de "já ganhou" contaminou não só a candidata e seu padrinho Luiz Inácio, como a base de sustentação e a militância petista.

Como em 2002, contra Luiz Inácio, Serra Nomuro parte para o segundo turno como azarão, mas desta vez, ressuscitou literalmente das cinzas, já que sua morte política foi decretada sucessivas vezes - inclusive por gente do seu próprio partido - no decorrer da campanha.

E eu ressalto aqui um senhor exemplo de lealdade, e posso falar com a convicção de que nem nele votei: Foi simplesmente emocionante o apoio dado ao Serra Nomuro, do começo ao fim da campanha até ontem, pelo governador eleito de SP Geraldo TFP Alckmin.

Quanto praticamente todos os tucanos de alta plumagem - como Aécio, FHC, Artur Virgílio, Tasso Jereissati e Sérgio Guerra - fingiam que o apoiavam, Alckmin estava com o candidato à presidente o tempo todo, inclusive ontem, dia da votação.

Num meio alimentado por falcatruas, desmandos e maus exemplos, Alckmin nos deu um senhor exemplo de lealdade.

Agora, mais do que conseguir o apoio formal de Tia Marina, as campanhas terão de mapear e conquistar os seus eleitores, do evangélico aos jovens ricos e instruídos dos centros urbanos, um eleitorado heterogêneo.

Segundo o Datafolha, 50% dos eleitores de Tia Marina vão agora de Serra Nomuro, enquanto 29% vão de Dona Dilma.

Os 21% restantes, por enquanto, não vão com nenhum dos dois, e a única certeza, hoje, é que a disputa será muito mais difícil do que parecia.

E para encerrar, é bom constatar que, se o palhaço Tiririca foi o campeão de votos em São Paulo, e os ex-boleiros Romário e Danlei também foram eleitos no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul respectivamente, figuras igual ou tão mais exóticas, como o pugilista Maguila, a prostituta Mulher Pera, os ex-boleiros Marcelinho Carioca, Vampeta e Dinei, e o pagodeiro espancador de mulheres Netinho de Paula, não foram eleitos.

E foi um avanço democrático que figuras execráveis da política, como Artur Virgílio, Marco Maciel e Romeu Tuma - que não foram reeleitos - e Cesar Maia - que passou longe do senado - voltem finalmente ao parque dos dinossauros, de onde não devem sair nunca mais.

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Confira essa coluna, já postada em vídeo, no YouTube e no UOL:

domingo, 3 de outubro de 2010

CONFIRA AS ESTREIAS DE NOVAS E ANTIGAS SÉRIES NA TV BRASILEIRA

A chamada Fall Season, período de estreia das novas séries e das novas temporadas começou em setembro nos Estados Unidos, e os canais por assinatura da TV brasileira diminuíram o período para a exibição das mesmas no país.

Em outubro e novembro, séries consagradas como "Grey's Anatomy" (7ª temporada) e "The Big Bang Theory" (4ª temporada) estarão de volta à TV.

Destaque também para o início da última temporada de "Nip/Tuck" e para o sétimo ano de "House".

"No Ordinary Family" (com Michael Chiklies de "The Shield" e Julie Benz de "Dexter"), "The Event" (descrita por alguns como o próximo "Lost") e as novas versões de "Nikita" e de "Havaí 5.0", também estreiam na TV brasileira nos próximos meses.

Confira abaixo as datas das estreias das séries na TV paga:

ESTREIAS DE OUTUBRO

CANAISDE 3 A 9/10DE 10 A 16/10DE 17 A 23/10DE 24 A 30/10
BOOMERANGRegras da Maioria
(25/10 às 21h)
FXNip/Tuck
(7/10 às 23h)
GNTUndercover Boss*
(4/10 às 22h)
HBO

Boardwalk Empire
(17/10 às 22h)

LIVHavaí 5.0
(20/10 às 22h)
Prison Break (25/10 às 22h)

The Tudors
(26/10 às 22h)
SONYGrey’s Anatomy
(4/10 às 21h)

Private Practice
(4/10 às 22h)

Drop Dead Diva
(6/10 às 21h)

Desperate Housewives
(6/10 às 22h)

Cougar Town
(7/10 às 21h)

Community
(7/10 às 21h30)

30 Rock
(7/10 às 22h)

Call Me Fitz
(7/10 às 22h30)

No Ordinary Family
(8/10 às 21h)

Medium
(8/10 às 22h)

Gary Unmarried
(9/10 às 16h)

Rules of Engagement
(9/10 às 16h30)

Parks & Recreation
(9/10 às 22h30)
Royal Pains
(10/10 às 19h)
TCMMcGyver
(4/10 às 20h)

Deadwood
(5/10 às 0h)
UNIVERSALThe Event
(18/10 às 22h)
House
(28/10 às 22h)


ESTREIAS DE NOVEMBRO

CANAIS31/10 A 6/117 A 13/1114 A 20/1121 A 27/11
GNTPerfil Criminoso
(1/11 às 20h)

Tracey Explica
(2/11 às 23h30)
WARNERMike & Molly
(1/11 às 20h)

Better With You
(1/11 às 20h30)

Chase
(1/11 às 22h)

Two and a Half Men
(2/11 às 20h)

The Big Bang Theory
(2/11 às 20h30)

Nikita
(2/11 às 21h)

Fringe
(2/11 às 22h)

Smallville
(3/11 às 21h)

The Vampire Diaries
(3/11 às 22h)

Supernatural
(4/11 às 21h)

* Novas séries em vermelho

HORÁRIO ELEITORAL DO BLOG DE KLAU!

Chegou o dia!

E pra você que vai votar no Tiririca, porquê acha que "pior do que tá, não fica", eu garanto que fica sim!

Confira os candidatos do horário político do BLOG DE KLAU:


Pau Miúdo é um bairro de Salvador. Diz que, quando o Bebeto começou um discurso: "Povo de pau miúdo!", um cabra no meio do povo gritou: "Peraí, candidato! Toda regra tem sua exceção"!!

A Adriely Fatal tem como plataforma abrir uma casa de strip em cada cidade do Ceará. Quer acabar com a seca dos hómi no Ceará!

Ela só dá 8?! Fraca, a moça.

Esse é internacional, direto do Havaí.

Tem cara de cururu – Eu não voto nesse não, porque tem só um ‘cu’ e dois ‘ru’. Se fosse o contrário...

Edicles, o transformista – podia mudar para um nome melhor: Samantha, Vanessa, Silvetty, Léo...
E transformista sem maquiagem é o cão chupando manga, né?


Sen-sa-cio -nal! Essa trabalha no IML de Brasília e o slogan da campanha é: "quero pegar você vivo – não se faça de morto!"

Hilda Furacão? Tá mais pra ventania...

Essa é uma drag queen chatérrima aqui de SP, que sempre se candidata e nunca é eleita pra nada.
E drag queen sem maquiagem é o cão chupando manga ao quadrado!
Já pensou ir dormir com a Áquilla e acordar com o Léo? Tô fora!

Atire a primeira pedra quem não a-do-ra uma chupetinha! Será que a véia Maria tira a dentadura na hora? Credo!

Precisa dizer qual é esse "problema"?

Outra internacional: o Peppino Longo é italiano. deve ser do partido do salame...

Esse é da coligação “Por uma Bahia que tem pressa”. Mas na Bahia, nem pinto tem pressa!

Peru? Pinto? Fedia? Credo, que nojo!

Chutaram o coitado do Sacco!

Na urna, enfia o dedo na Shanna!

Esse, lógico, é pra depois da eleição. Ê ressaca!

Essa é a primeira vez do Virgens – assim mesmo, no plural! De onde ele é? De Pau Grande, no Rio!! Socorro! Vai querer tirar o atraso em cima do eleitor! É melhor votar com a bunda voltada pra parede!

Zé Bonitinho genérico: outra obra do Serra Nomuro?

Zica ? Mas a eleição tá tão tranquila!

Esse tá em todas as bocas!

Com esse nome, e ainda quer ser eleito?

E pra encerrar, pixação sen-sa-cio-nal, atrás de um dos milhares de cavaletes com a cara dos candidatos que emporcalharam Sampa nessa eleição.
O eleitor pixador tá certo!

sábado, 2 de outubro de 2010

FESTIVAL DE BIARRITZ PREMIA BRASILEIROS

O filme "5 x Favela - Agora por Nós Mesmos", de Cacá Diegues, venceu neste sábado o prêmio do público do 19° Festival de Biarritz, na França.

O filme reúne cinco curta-metragens, de 20 minutos cada, que se desenvolvem nas favelas do Rio de Janeiro, foi exibido este ano no Festival de Cannes - fora da competição - e dá voz ao ponto de vista de cinco jovens que cresceram e vivem nas favelas do Rio.

Foto: DivulgaçãoCena da episódio "Fonte de Renda", de "5X Favela..."

O prêmio de interpretação feminina foi coletivo, entregue a Nanda Costa, Amanda Diniz e Kika Farias, do filme "Sonhos Roubados", de Sandra Werneck.

O vencedor do Grande Prêmio "El Abrazo" do Festival foi o filme mexicano "Revolución", uma interpretação crítica da revolução de 1910, realizada por dez cineastas.

O filme vencedor, que recebeu também o prêmio da crítica francesa, é um compêndio de dez curtas dirigidos por Carlos Reygadas, Amat Escalante, Gael García Bernal, Diego Luna, Mariana Chenillo, Patricia Riggen, Fernando Eimbcke, Rodrigo García, Gerardo Naranjo e Rodrigo Plá, que dão sua visão pessoal à revolução mexicana.

No ano passado, o Festival de Cinema e Cultura da América Latina também premiou o México, ao coroar como melhor longa-metragem "Cinco días sin Nora", de Mariana Chenillo, uma das realizadoras de "Revolución".

O filme boliviano "Zona sur", no qual o realizador Juan Carlos Valdivia narra uma Bolívia em transição, através da decadência de uma família de classe alta, ganhou o Prêmio do Júri, que teve como presidente o diretor francês Patrick Chesnais, e do qual fizeram parte o escritor chileno Luis Sepúlveda e a atriz argentina Martina García.

O prêmio de melhor ator foi para o argentino Osmar Núñez, protagonista de "La Mirada Invisible", de Diego Lerman, um retrato obscuro e dramático da ditadura argentina.

O prêmio El Abrazo de melhor curta-metragem foi para "Los Minutos, las Horas", uma produção da escola de cinema San Antonio de los Baños, de Cuba, que foi filmado por uma de seus estudantes, a brasileira Janaína Marquez Ribeiro.

O El Abraço de melhor documentário ficou com a também brasileira Flávia Castro, de "Diário de Uma Busca", que tenta retratar a vida e a morte de um militante de esquerda dos anos 1960 no Brasil.