sexta-feira, 2 de abril de 2010

"SURPRESA EM DOBRO": TRAVOLTA FORA DE FORMA

John Travolta emplacou no elenco desse filme sua mulher - Kelly Preston -, a filha - Emily Bleu Travolta, de 10 anos e o amigo - Robin Williams ("Uma Noite no Museu 2"). Voltou a atuar sob a direção de Walt Becker, como fez há três anos em "Motoqueiros Selvagens", e novamente numa comédia, "Surpresa em Dobro".
O resultado ficou pelo caminho.

Foto: Divulgação/Disney

Cena do filme

A trama gira em torno de uma empresa de marketing esportivo, onde os sócios Charlie (Travolta) e Dan (Williams) estão para fechar o negócio de suas vidas com uma firma japonesa.
Só que nesse exato momento, reaparece Vicki (Kelly Preston), com quem Dan teve um casamento-relâmpago em Las Vegas, sete anos atrás.
Ela vai cumprir uma rapidíssima pena na prisão, de duas semanas, por uma pequena contravenção, e não tem com quem deixar os gêmeos que Dan nunca soube ser pai: Emily (Ella Bleu Travolta) e Zach (Conner Rayburn).

ASSISTA AO TRAILER:


Sem nenhum jeito para lidar com crianças, os dois vão, lógico, meter os pés pelas mãos, em situações que provocam gostosas gargalhadas.
E os japoneses do tal negócio?.
Começa aí uma série de boladas nas bolinhas - de Dan contra os saquinhos dos japoneses num campo de golfe - num dia em que as atrapalhadas crianças misturaram seus muitos remédios guardados no armário do banheiro, e ele está com problemas de visão.

Charlie é mais sortudo - as cenas mais constrangedoras ficam todas mesmo para a personagem de Williams.

A produção foi muito tumultuada: o lançamento nos cinemas americanos foi adiado um ano - só ocorreu em novembro de 2009 - já que o elenco foi abalado por duas mortes - um dos atores, Bernie Mac ("Onze Homens e um Segredo"), que atuou aqui pela última vez, e do filho de Travolta, Jett.

Se isso não bastasse, Robin Williams teve problemas de saúde e foi submetido a uma cirurgia de emergência.

O filme não é leve, a direção é feita com mão pesada, e piadas físicas são primárias, onde nem as crianças se salvam.

Travolta parece ter voltado a mergulhar nas profundezas dos papéis ruins que ele se cansou de fazer nos anos 80. Robin Williams é o careteiro de sempre, e um dos atores que eu, pessoalmente, nunca faço questão de assistir.

A distribuidora Disney está lançando o filme por aqui somente em cópias dupladas, e não confirmou se haverá também cópias legendadas.

Cotação do Klau:


"ATRAÍDOS PELO CRIME": FILME IRREGULAR, ELENCO BOM

Ele foi um ótimo diretor publicitário e dirigiu vários videoclipes legais.
O diretor afro-americano Antoine Fuqua tem agora se dedicado quase que totalmenmte ao samba de uma nota só uma da corrupção policial, onde o seu maior destaque é "Dia de Treinamento" - que deu o Oscar de melhor ator a Denzel Washington em 2001.

Com trabalhos com muitos altos e baixos no currículo, como "Assassinos Substitutos" e "O Atirador", Fuqua agora partiu para um desafio: como dar vigor e originalidade a histórias que ele próprio já filmou, boas ou ruins? A resposta pode ser vista em "Atraídos pelo Crime".

Escrito Michael C. Martin - em seu primeiro roteiro - , a trama é formada por três conflitos, paralelos e complementares, onde policiais são os protagonistas.

A primeira trama é o de Sal (Ethan Hawke, de "Dia de Treinamento", pelo qual foi indicado ao Oscar de coadjuvante), cuja ética é posta em dúvida ao eliminar traficantes para tentar suprir as necessidades financeiras de sua família, que não para de crescer.

Foto: Divulgação
O ator Don Cheadle em cena do filme
A segunda é a trama de Eddie (Richard Gere). Às vésperas da aposentadoria - sete dias, como ele não se cansa de repetir - ele é um cara cansado e desconectado com tudo o que acontece à sua volta.
Por isso,entra em rota de colisão com seus parceiros novatos, que o enxergam como covarde e pouco disposto a lutar pelo cumprimento da lei.

ASSISTA AO TRAILER:


Na terceira trama, temos o agente infiltrado Clarence - Don Cheadle, de "Hotel Ruanda" - conhecido como Tango entre a bandidagem.
Depois de ter sua vida salva pelo chefe do tráfico de Nova Jersey, Caz - Wesley Snipes,em uma participação especialíssima - e perder a mulher por sua vida dúbia, passa a rever suas reais prioridades.

Com uma produção eficiente, Antoine Fuqua consegue nos passar as nuances de seus personagens, sempre no limite entre o que pode e o que não pode.
Embora o roteiro não é denso o suficiente, as boas interpretações,principalmente as de Cheadle e Hawke, são importantes, frente aos fracos diálogos.

Quem assistiu aos filmes "Os Infiltrados" - de Martin Scorsese - ou "Dia de Treinamento" - do mesmo Fuqua - não vai achar a menor graça em "Atraídos pelo Crime".

É apenas um filme mediano.

Cotação do Klau:

"OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE": ESTRÉIA DE ESMIR FILHO COMO DIRETOR DE LONGA METRAGEM

Em "Os Famosos e os Duendes da Morte", o premiado diretor de curtas Esmir Filho estreia na direção de longas mergulhando numa adolescência bastante típica - mas muito particular -de um grupo de personagens, moradores de uma pequena comunidade rural no sul do Brasil.

O protagonista do filme - que estreia hoje em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre - não tem nome e é interpretado pelo estreante Henrique Larré, um garoto tão alienado que seu mundinho se resume a quase nenhum amigo e à tela de um computador. Como praticamente toda a sua geração, sua janela para o mundo é formada por pixels e bites - sob o pseudônimo Mr. Tambourine Man.

Foto: Divulgação
O diretor Esmir Filho (à dir.) orienta atores em cena de "Os Famosos e os Duendes da Morte" (2009)

O jovem parece ter saído de outra época: seu cantor preferido é Bob Dylan - a canção "Mr. Tambourine Man" é importante para o filme - e a melancolia é o sentimento que o domina.
Na sua cidadezinha, de colonização alemã, algo bastante estranho também acontece: há um alto número de suicídios, talvez por causa do isolamento do local, talvez por conta de depressões e angústias, pulando de uma ponte.

Fantasmas, reais e imaginários, realistas e metafóricos, perseguem o protagonista. As memórias das pessoas que se foram, especialmente a irmã de um amigo, o consomem. A possibilidade de estourar a bolha nada confortável onde ele vive aparece quando Bob Dylan - sim, "a voz de uma geração", "o poeta do folk" em pessoa - dará um show em São Paulo. Uma pessoa , a bites de distância do protagonista, o encoraja: "Vá embora desse lugar. Vá atrás de seu sonho".

ASSISTA AO TRAILER:



Nessa jornada de descoberta interior, um personagem periférico vai aos poucos tomando o centro - Julian, interpretado por Ismael Caneppele, autor do livro em que o filme é baseado, e corroteirista, ao lado do diretor - o ex-namorado da irmã do melhor amigo do protagonista, Diego (Samuel Reginatto). A garota (Tuanne Eggers) é vista em imagens de webcam e vídeos.

"Os Famosos e os Duendes da Morte" é, na sua essência, um filme sobre a busca nos próprios sonhos, sobre o rompimento de laços, da própria alienação para descobrir e conquistar o mundo ou ser engolido por ele.
Primeiramente, o personagem central tenta isso via computador, onde tudo é mais cômodo, mais fácil, menos doloroso, mas também, menos prazeroso.
Romper com a bolha, cortar o cordão umbilical, são processos lentos que respeitam a velocidade de cada um.

No filme, que foi o grande vencedor do Festival do Rio no ano passado, o diretor - entre outros de "Saliva", "Alguma Coisa Assim", além do megassucesso da Internet "Tapa na Pantera" - passa boa parte do tempo estabelecendo um clima, delineando personagens e retratando suas angústias.

O longa é repleto de belas imagens, feitas por Mauro Pinheiro Jr., de "Linha de Passe".
Os simbolismos do filme também são exagerados, carregados, e uma bruma define o tom de isolamento e melancolia - os personagens parecem sair do nada quando andam pelas ruas, e as casas parecem não existir, engolidas pela névoa.

Em vários momentos, o filme lembra as obras do cineasta americano Gus Van Sant, principalmente "Paranoid Park".
"Os Famosos e os Duendes da Morte", como um adolescente, parece levar-se a sério demais, sem levar tanto em conta que existe um mundo (e um cinema) antes dele.
Se este é um retrato da juventude, é um retrato muito bem delineado, bem específico, no lugar e no tempo.

Cotação do Klau

"SALT": NOVO TRABALHO DE ANGELINA JOLIE JÁ TEM TRAILER!

O estúdio Sony/Colúmbia divulgou o novo trailer do filme "Salt", com a atriz Angelina Jolie no papel de Evelyn, uma agente da CIA que precisa provar sua inocência após acusações de seu amante russo.

Com várias cenas em Veneza, esse longa me chamou muito mais a atenção pelo fato de que, em sua estada na cidade italiana, a atriz finalmente fez as pazes com seu pai, o ator John Voight.

Fotos: revista People
Angelina e John passeiam em Veneza

Por problemas que só a eles interessam, pai e filha ficaram anos sem se falar, mas por meio de cartas, os dois começaram a se reaproximar no ano passado.

Na linda Veneza, John Voight conheceu sua renca de netos, e passeou muito com eles, com Angelina e com o marido dela, Brad Pitt.

John Voight, feliz com os netos

O filme tem muitas cenas de ação, e deve estrear no Brasil em 30 de julho.

VEJA O TRAILER, direto do canal do YouTube de Miss Jolie:

"CHICO XAVIER": FILME FICA MUITO AQUÉM DA IMPORTÂNCIA DO MÉDIUM


Santo ou demônio? Confiável ou falsário?
Essas foram algumas dúvidas que o médium brasileiro Chico Xavier levantou por toda sua vida.
O longa "Chico Xavier", feito sob encomenda para o aniversário de 100 anos do seu nascimento, parece que não se preocupou muito com esse tipo de conflito.

Dirigido por Daniel Filho (dos campeões de bilheteria "Se eu fosse você"), a partir de um roteiro de Marcos Bernstein ("Central do Brasil"), e baseado na biografia "As vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior, o filme traça um retrato chapa-branca de seu protagonista - que morreu em 2002.

O Chico Xavier do filme, interpretado pelo garoto estreante Matheus Costa, Ângelo Antonio ("2 Filhos de Francisco") e Nelson Xavier ("Narradores de Javé") nas diversas fases de sua vida, é um personagem sem muitos dilemas interiores -há umas poucas vaidades, mas conflito mesmo, daqueles de consumir, não existe. Desde pequeno, ele parece aceitar tranquilamente seu dom e sua missão, o que, para quem acompanhou a sua trajetória de vida, sabe que não é verdade.

Foto: Divulgação Globo Filmes

Nelson Xavier interpreta Chico adulto

Morando com a madrinha (Giulia Gam, de "A Guerra dos Rocha"), o pequeno Chico é visto como um ser estranho por ela, que tem medo e fascinação aom mesmo tempo pela sua mediunidade. A única a compreendê-lo é a mãe morta (Letícia Sabatella, de "Não por acaso"), com quem ele aparece em longos diálogos.

ASSISTA AO TRAILER :



Mais tarde, morando novamente com o pai (Luis Melo, "Encarnação do Demônio"), ele ganha outra cúmplice - a madrasta (Giovana Antonelli, de "Budapeste"). Com alguns saltos de roteiro, Chico chega à vida adulta, quando sua mediunidade se manifesta com mais força e ele começa a estudar a doutrina espírita.

Ainda morando em sua cidade natal, Pedro Leopoldo (MG), recebe pessoas que pedem sua ajuda para se comunicar com parentes e amigos que já morreram. Nessa mesma época, Chico começa a receber as visitas de uma entidade que recebe o nome de Emmanuel (André Dias), que o acompanhará ao longo de sua vida.

A narrativa de ficção é pincelada por trechos de uma participação real no programa de entrevistas "Pinga-Fogo", na TV Tupi, na década de 1970. Nele, uma espécie de "Roda Viva" de sua época, Chico é sabatinado pelas mais diversas pessoas, que colocam em xeque seus poderes e crenças.

Essa entrevista na TV é usada como costura aos episódios da vida do médium no filme, e também serve para amarrar outra linha narrativa do longa, a da história do casal Orlando (Tony Ramos, de "Tempos de Paz") e Gloria (Christiane Torloni, de "Onde andará Dulce Veiga?"), que perderam um filho em um acidente recente.

Ela está desesperada, enquanto o marido, que é o diretor do "Pinga-Fogo", é cético. Essa parte do roteiro não se baseia numa história específica - embora sua conclusão venha de um fato real, envolvendo uma carta psicografada pelo médium.
O casal serve como identificação do público na telona.
E, para não deixar ninguém de fora, um deles acredita em Chico Xavier e suas cartas, e o outro é o cético que não acredita em nada disso.

Como personagem cinematográfico, falta a esse Chico Xavier conflitos e nuances, já que ele aceita a sua missão muito facilmente, dizendo: "Eu sou como um carteiro, recebo cartas, e aí entrego".
O único senão é um pouco de vaidade, causa de alguns desentendimentos com Emmanuel, mas nada muito sério.
Quando se muda para Uberaba, onde abre seu centro, Chico já é bastante conhecido e recebe visitas de pessoas de vários cantos do país em busca de comunicação com mortos.

Daniel Filho é um ótimo diretor, mas nesse trabalho ele parece não ter qualquer ambição mais cinematográfica.
É um filme feito para as massas, que devem se emocionar em cada momento calculado para fazer chorar - especialmente as cenas que mostram a comunicação entre pais e filhos, em que um dos envolvidos já morreu.

Foto: Divulgação Globo Filmes

Nelson Xavier, Daniel Filho e Ângelo Antônio, numa coletiva de imprensa sobre o filme

Por outro lado, como bem mostram as imagens finais do longa, tiradas do programa "Pinga-Fogo" real, Chico Xavier era uma figura maior, bem maior do que aquela mostrada pelo filme.
Sem dúvida, não seria fácil captar num longa de ficção uma figura tão complexa como o médium.
O que não se justifica são alguns momentos rasos do filme.

Chico Xavier é um dos mais importantes brasileiros de todos os tempos.
Sua história seria melhor contada, talvez, numa minissérie de TV, com muitos capítulos.

Enquanto isso, permita-se mergulhar nos mais de 450 livros psicografados por ele, e na ótima biografia

"As vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior.

Avaliação do Klau:


PORQUÊ NÃO MATEI ODETE ROITMANN...

Pessoal:

A histérica e descabida comoção a respeito do "bbb" Dourado está ultrapassando todos os limites de sanidade.

Pessoalmente, acho que a maioria das bixittas militantes estão confundindo burrice com homofobia, já que o cara é um asno, não consegue formular uma só frase correta, e por isso é o mais bem acabado retrato da maioria da nossa população.

E mais uma vez, encontrei nas palavras de outro blogueiro o encaminhamento para tudo o que penso sobre o tema.

Tiago Quintana mantem um blog no site MIX BRASIL, e tem um texto de que gosto muito, visceral e verdadeiro.
Acompanhe seu texto, postado ontem:
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Foto: Divulgação
Histéricas queridas, vocês têm razão.
Eu deveria ter matado Odete Roitmann e não o fiz, não só não o fiz como a perpetuo, homofóbico introjetado que sou.
Sei que é muito pra cabeça de vocês um gay, lucidamente gay, bem resolvido com a família, soropositivo assumido no trabalho, executivo bem sucedido com histórias de auto-superação, lindo de dar vontade de levar pra casa, além de tudo isso inteligente e de vasta cultura dizer que trepa com mulher vez ou outra e não vê nada de errado nisso.
Vocês estão acostumadas é com o contrário, o avesso do avesso do avesso, cortejar um hétero que vez ou outra dá a bunda pra outro brother, ou pra um(a) travesti ou pra namorada sem se sentir uma mariquinha, sem sair pelas avenidas levantando bandeiras, sem ter que dizer que tem orgulho quando o orgulho é o brado retumbante do medo, que te rejeita por você ser uma pintosa afetada que mia, vocês se acham lindas mesmo se sabendo "uó" e adoram rotular o bofe cortejado de viado enrustido.

- É bicha, mona... É viado, já aquendei, passiiiiiiva, pau pequeno e mole... Uó...

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, já dizia aquela outra maricona...
No fundo eu devo ter algum desequilíbrio que não me permite ver o óbvio que somente as mentes mais ampliadas como a de vocês juramentaram:
Dourado é homofóbico! Bicha burra sou eu!

Estão felizes agora?
Isso ameniza seus recalques?
Amigas... Amiguinhas para sempre.
Vamos dar o dedo mindinho e voltarmos a ser amigas de infância, vamos brincar de esconde-esconde na escada e uma encoxa a outra, vamos pular amarelinha, brincar de casinha, eu sou papai e vocês são mamães, mamãezinhas queridas que ficam em casa fazendo tricô e crochê enquanto eu vou dar um rolê num vapor barato e curtir outro brother, testosterona não me falta e eu não aprendi a ser uma caricatura que nem vocês, não estudei a mesma cartilha do carão.
Carão de tristeza de quem não aprendeu ainda, nem pela dor...
Quando chegar em casa quero minha janta quente e se eu te der porrada não adianta ir na delegacia, a tal lei Maria de Penha é pras rachadas, lá vão tirar sarro da tua cara e vai ficar pior...
Vamos brincar de beijar o namoradinho na Paulista, mas é só na parada gay, se não quiser levar coió, é culpa minha que o Ali foi espancado, fui eu quem mandou matar Édson Néris, é por minha culpa que todo dia uma bicha morre assassinada, eu vou confessar que adoro o Ahmadinejad, meu ídolo maior, que tenho várias fotos dele na proteção de tela do meu computador.

Vou negar a homofobia e vou negar o holocausto com o mesmo cinismo com que as bichas negam a heterofobia que estão criando hoje e o mundo nega o direito aos palestinos de terem sua terra, vou negar o 11 de setembro televisionado com a mesma cara-de-pau com que espanhóis e portugueses negam que mataram milhões de índios enquanto roubavam o nosso ouro, vou negar o absurdo que foi a escravidão de negros perpetuada e fazer coro com os que dizem que as cotas são justas, vou negar que Lula e FHC são farinhas do mesmo saco.
Vou negar o protecionismo agrícola, vou negar o corporativismo na corrupção pública no BraZil.

Quem escreve o que quer lê o que não quer...
Ou melhor, lê o que quer.
Eu tinha certeza que uma meia dúzia de mente pequenininha, uma meia dúzia de póc póc ressentida iria esbravejar e me xingar e me rotular, já tenho 43 anos e ao longo dessas décadas bem vividas conheci muita, mas muita bicha histérica que não aceita ser contrariada.
Fiz de propósito pra que possam catar sua auto-estima na sarjeta.
Não, não e não, bate com a cabeça no chão, grita e esbraveja, vai te fazer bem "kiridjinha"...
Solta a franga, arranha e puxa o cabelo, arranca a peruca da vencedora, grita nervosa que só assim te respeitam: quem é que vai contrariar uma louca?
O médico mandou não contrariar.
Bicha louca, grita alucinada e criança, bicha rouca...

Adoro quando infelizes me contestam.
Amo.
"Adoooogú".
Me dá um tesão danado, endorfino e adrenalino, recapto minha serotonina e fico me perguntando: por que diabos eu ressuscitei essa louca!
Quem sou eu pra defender o Dourado?
A cartilha reza que quem não gosta de bicha miando e de calça fusô rosa quase pink e miniblusa verde é homofóbico!
A bicha é cafona e eu que sou homofóbico.
Mesmo gostando de homem não gosto, verde e rosa só gosto quando vejo a mangueira entrando...

Infeliz de quem viu algum conteúdo no meu texto anterior, alguém apelou!
B ichas Bugas Bigasil!
Blogaygo Bugo Bigasil...
Meu texto foi um lixo pra uns, isso mesmo, lixo reciclado das merdas que já vi, deu sono, pra outras, zzzzzzzzzzzzzzzzzz, nem precisa então encher a cara de conhaque vagabundo e tomar "rupinol", amanhã vai acordar com a cara menos amassada e sem ressaca!
Só não vai acordar se sentindo "buniiita" que mágico eu não sou...
Me agradeça, viado ingrato!
Sou seu sonífero numa noite de solidão quando a tua realidade te navalha a alma e quando não tem um tostão pra pagar por um amor de aluguel, um pau frapé de um nóia do centrão, vai então pro cinemão, vai pro banheirão, mas cuidado com os "alibã", cuidado com os punhais de amor traído.

Eu sei muito bem o que é homofobia.
Desde muito cedo.
Me rotulavam de mariquinha quando criança, apanhei na rua de moleques que queriam me comer e por várias vezes cheguei chorando em casa.
Já fui parar em delegacia por estar no carro com o namorado, de roupa, vidros abertos embaixo de um poste de iluminação, apenas por estar de mãos dadas, já apanhei na rua após reagir a um assalto apenas por estar numa "cruising area" e quase morri, ainda tive que aguentar a ironia de uma bicha escrota dizendo que eu tinha provocado, já fui rotulado de promíscuo por ter contraído hiv, ainda que o tenha contraído numa relação monogâmica numa época em que eu acreditava no amor e na fidelidade entre dois homens, já fui agredido verbalmente dentro da minha casa por meus pais que não compreendiam que a minha homossexualidade não era falta de vergonha na cara, já tive que ralar um bocado pra crescer profissionalmente por ser "diferente" enquanto ouvia piadinhas com indiretas que me agrediam muito, mas tudo isso me fez ser o que sou hoje.

Um cara de uma índole impecável.

Um cara de um afeto incontestável.

Um cara de uma coragem admirável.

Um homem respeitável.

Minha mãe, hoje, se arrepende das merdas que me disse 20 anos atrás.
Coordeno uma equipe de alta performance numa consultoria top de linha e sou o ponto de equilíbrio, o "elemento zen" como me rotulou meu diretor, não escondo nada de ninguém, não mostro meu rosto nesse blog por charme de ser um heterônimo, mas muitos me conhecem.
Sei muito bem da minha responsabilidade, já fui militante da aids, sou um dos idealizadores do Projeto Purpurina, conselheiro do Grupo de Pais de Homossexuais, tenho enorme respeito por militantes que acreditam na causa, embora saiba que muitos, a maioria, está mais interessada nas verbas públicas para bancarem seus mimos.
Ou vocês acham que não rola muita corrupção entre a militância GLBT?
Vide a quantidade de ONG´s que elas criam quando brigam...
Um dia escrevo sobre isso, é podridão pura.

Ou, pra acabar com esse blablablá, como dizia Cazuza: eu sou mais um cara cansado de correr na direção contrária.

Não posso vencê-los. Uno-me a vocês.

Dourado é homofóbico.

Primeiro de abril.

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Como disse o primeiro comentário do texto anterior:
"Quanto preconceito e inveja.
É por isto que o país não vai pra frente.
Viva Dicesar.
E complemento: Viva Dourado, Viva Dilma, Viva Marta, Viva André, Viva Odete, Viva Maria de Fátima e da Penha, Viva Tiago e Viva Henrique, Viva quem quiser viver..."

Vivam. É apenas um comentário banal sobre um programa de TV.

Suas angústias são suas, a culpa não é minha.

Nem de longe.

Se assuma.

Caio, meu ícone maior, uma vez escreveu que "dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto.”

Gosto de ser quem sou e posso falar isso me olhando olhos nos olhos.

Narciso acha lindo o que é espelho.

Eu posso ser o espelho do seu pior.

Gostou? Volte quando quiser.
Não gostou, volte quando precisar.
Me coloca nos favoritos.

Grite comigo, esbraveje consigo, libere suas feras.
Caia na gandaia.
Entre nessa festa.

Vai te fazer bem.
Não se esqueça de me agradecer se se sentiu ofendido, pederasta escroto.

* * * * *
Quanto aos comentários não publicados, a moderação não é feita por mim como era no blog anterior e sim pelo pessoal da redação.
Eu mesmo tive comentários não publicados no blog da minha querida Mel, como não havia ofensa isso me leva a acreditar que tenha alguma falha no site e que ainda não foi corrigida.
Tenho enviado emails para o Irving, que é quem cuida, e também não tenho resposta. Ninguém do Mixbrasil se manifestou quanto ao assunto, tenho visto isso como reclamação regular em todos os blogs.
Questionem o Irving através do seu email: irving@mixbrasil.com.br e o meu endereço pode ser usado também: quintanatiago@gmail.com

Abraços

quinta-feira, 1 de abril de 2010

BISCATES EM DESFILE!



Olha o Bordão!

Em meio aos muitos recados a aliados e adversários que apareceram no discurso de mais de uma hora feito por Serra Nomuro, ao se despedir ontem do governo de São Paulo, a plateia encontrou um bordão que tem tudo para ser usado na campanha:
"O Brasil Pode Mais", que pode ser entendido como uma síntese das ideias de preservação das conquistas da era petista e de melhor aproveitamento das oportunidades que o tucano pretende explorar na disputa contra Dona Dilma, candidata de um governo que registra popularidade recorde.

Ao iniciar seu discurso, Serra Nomuro fez questão de citar Tasso Jereissati (PSDB-CE), que trabalhava efusivamente pela candidatura do governador Aécio Neves (MG):
"Olha aí, Tasso, como você é popular aqui". Encerrada a fala, o senador devolveu: "Vamos posar para uma foto para pararem de dizer que estamos brigados". Eles estão.

A ausência de FHC - a tia invejosa da janela - chamou a atenção na despedida de Serra Nomuro, mais do que pelo menos uma dezena de senadores, deputados e lideranças nacionais do DEM, que não apareceram.
Só estiveram presentes o presidente da sigla, Rodrigo Maia (RJ), e a senadora Kátia Abreu (TO).
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Puteiro em Festa 1!

Um vassalo de Michel Temer na Agricultura, outro de Hélio Costa nas Comunicações e Henrique Meirelles já sabendo que não vai ser vice de Dilma: no final, saiu tudo como o PMDB - nosso querido partido prostituta - queria na última reforma ministerial do Luiz Inácio.
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Eu? Eu não!

Contrário ao relato de outros participantes, Eduardo Suplicy diz que, na reunião em que foi duramente enquadrado pelo PT-SP, ninguém ameaçou realizar prévias para escolher o candidato ao Senado em 2014, caso ele insistisse em se manter no páreo para o governo neste ano.
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Tomando a Saideira
Derrotado na escolha do sucessor, Reinhold Stephanes (Agricultura) apresentou na transmissão de cargo uma "exposição para reflexão", com temas que fizeram barulho durante sua gestão, como os enfrentamentos com o Meio Ambiente, a discussão sobre índices de produtividade e o Programa Nacional de Direitos Humanos.
Já vai tarde.
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Poleiro Tucano em Festa!

A direção do PSDB recebeu pedidos de reserva de lugares vindos de 16 diretórios estaduais para o lançamento da candidatura de Serra Nomuro, no dia 10 em Brasília.
A lotação máxima do local é de 1.500 lugares.
Foram chamados todos os parlamentares e prefeitos da sigla.
Os organizadores procuram ainda "bandas" e "grupos de folclore" interessados em se apresentar na festa.
A ideia é fazer um evento o mais nacional possível.
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Terapia Ocupacional

Como nesta semana Dona Dilma deixa de ter a desculpa para aparecer nos eventos oficiais como o lançamento do PAC 2, a coordenação da campanha da candidata petista prepara uma intensa agenda para lhe garantir visibilidade a partir de hoje.
Para começar, ela participará de uma série de debates sobre os "eixos temáticos" do programa de governo do PT.
Por trás do empenho em manter Dona Dilma no noticiário depois da saída da Casa Civil está o receio de que ela, ao menos num primeiro momento, seja mais afetada do que Serra Nomuro(PSDB) pela desincompatibilização, já que ela é novata em eleições e ainda não tem desenvolvida uma imagem pública "descolada" do governo.
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Pesquisa Datafolha:
Separados os percentuais de "ótimo" e "bom" obtidos pelo governo Lula no Datafolha, chega-se ao seguinte: entre os que o consideram "ótimo" (30% do total), 46% planejam votar em Dilma, e 24%, em Serra.Entre os que julgam o governo "bom" (46%), a balança se inverte: 37% são Serra, e 25%, Dilma.
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Ninguém Aguentava Mais...
De um cardeal petista presente ao lançamento do PAC 2, sobre a apresentação de Dona Dilma:
"Pelo menos este foi o último PowerPoint dela".
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E esse Povinho não Desiste!
Quando o presidente da CUT, Arthur Henrique, defendeu no lançamento do PAC 2 o tal "controle social dos meios de comunicação", apenas José Alencar, na primeira fila de autoridades, acompanhou as palmas vindas da plateia.
Luiz Inácio então fez um comentário ao pé do ouvido do vice, que parou de aplaudir.
Esse povo não desiste de censurar as mídias, né?
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Puteiro em Festa 2!

Os líderes do partido não admitirão em público, mas, com a possível exceção de Serra Nomuro, ninguém está mais feliz do que o PMDB - o partido prostituta - com os resultados do novo Datafolha sobre a eleição presidencial.
A pesquisa, que mostra a ampliação da vantagem do tucano sobre Dona Dilma, no exato momento em que, no Planalto e no PT, ganhava corpo a tese de que, com a intenção de voto na ministra crescendo, talvez fosse possível não ceder tanto ao PMDB, especialmente na escolha do vice.
Dona Dilma vai com eles mesmo.
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Mercadante, Apoiando os Professores Grevistas


No PT paulista, há preocupação com o apoio de Aloizio Mercadante aos grevistas da Apeoesp.
Essa decisão serve para pentelhar Serra Nomuro, mas poderá se revelar contraproducente no confronto local com Geraldo Alckmin (PSDB), cuja folgada liderança é confirmada pelo novo Datafolha.
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A grana já entrou!

Um dirigente partidário explica por que dificilmente o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PSB), abdicará da candidatura ao governo: "A campanha dele já está capitalizada".
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Municípios Dormitório em Debate

Em sua próxima reunião, nos dias 26 e 27 de abril, a Frente Nacional de Prefeitos discutirá problemas específicos das quase cem cidades-dormitório que integram a entidade.
O grupo, batizado de G-100, tem em comum população de mais de 80 mil habitantes, baixa atividade econômica e baixa receita pública por habitante.
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Vento Haragano



A campanha de Serra Nomuro vai aproveitar o bom resultado no Sul (crescimento de dez pontos no Datafolha) para acertar seus palanques na região.
No Rio Grande do Sul, já se permite sonhar com dois cenários: a) que José Fogaça (PMDB), líder nas pesquisas, pense duas vezes antes de apoiar Dona Dilma ; b) que Fogaça, diante da recuperação ensaiada por Yeda Crusius (PSDB), desista de trocar a segurança da Prefeitura de Porto Alegre pela incerteza da disputa, levando o PMDB para a órbita de Serra já no primeiro turno.
Em Santa Catarina, os números reaproximam o PSDB e do PMDB, que fnamorava a candidata petista.
No Paraná, o PT fica mais dependente de uma eventual aliança com Osmar Dias (PDT).
Embora responda por apenas 15,6% do eleitorado nacional, a região Sul importa - e muito - para a campanha de Serra Nomuro por ser, nos dois governos do Luiz Inácio, reduto do voto oposicionista.
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Trocaram a Pilha do Alencar... Agora, Guenta!


Depois de pôr pilha em José Alencar (PRB) para assustar adversários e aliados em Minas Gerais, o PT percebeu que pode acabar lhe faltando lugar na chapa.
Agora, apelam ao Luiz Inácio para convencer o vice-presidente a desistir de toda e qualquer candidatura.
O lero mais recente é de que seria "muito importante" Alencar ficar no governo, de modo a permitir que o presidente se dedique mais -eventualmente até por meio de pequenas licenças- à campanha de Dilma.
Enquanto isso, o vice continua esbanjando simpatia.
Comentário bem-humorado dele, quando a equipe médica educadamente se recusou a expedir um atestado segundo o qual ele estaria em "processo de cura" do câncer: "Vocês são uns tucanos!".
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A Mulher já tá Trabalhando!


Poupada da gerência do PAC - que ficará com outros ministros - a nova comandante da Casa Civil Erenice Guerra elegeu três projetos prioritários para seus nove meses de mandato: a hidrelétrica de Belo Monte, a ferrovia Transnordestina e o trem-bala São Paulo-Rio.
O trem bala é aquele que eu ouço falar que vão construir, desde quando eu era bem pequenininho? Xiii...
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Franklin, o Guerrilheiro

Não é de hoje a má vontade da máquina do PT com o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins .
Agora ele está em baixa também com os "pragmáticos" integrantes do núcleo decisório da candidatura da Dona Dilma, que dizem que ele, com sua atitude de permanente combate contra os veículos da grande imprensa, não ajuda num momento em que é preciso "construir pontes" para a candidata, principalmente com a Rede Globo, emissora de maior audiência do país.
O ex-ministro Antonio Palocci tem sido encarregado dessa tarefa.
Antes de ser ministro do governo Lula, Franklin trabalhou na Globo, de onde saiu brigado.
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Trabalho pra Casa


Todos os sábados, a chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, coloca um capacete de segurança, e vistoria pessoalmente a reforma do Palácio do Planalto.
Tudo para garantir a reabertura do local de trabalho do presidente em 21 de abril, como deseja o Luiz Inácio.
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Censura? Nunca Mais!


Procuradores da República farão protesto no próximo dia 6 em Brasília contra a perspectiva de votação de projeto de lei do deputado Paulo Maluf (PP-SP) - aquele que aparece na lista de procurados da Interpol - que prevê criminalização de membros do Ministério Público que agirem "com fins de perseguição política".
A Associação Nacional dos Procuradores entregará manifesto ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), no que batizou como "Dia Nacional de Alerta contra a Lei Maluf".
Contem com meu apoio!
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Caverna do Ali babá


Principal corrente da Apeoesp, sindicato dos professores da rede paulista que lidera o protesto contra Serra Nomuro, a Artsind (Articulação Sindical) tem entre seus integrantes mais ilustres Delúbio Soares, o tesoureiro do mensalão.
É também a corrente da atual presidente da entidade, Maria Izabel de Azevedo Noronha.
Em agosto passado, a Apeoesp promoveu seminário em homenagem ao Delúbio.
Em nota oficial, foi feito agradecimento "pelo seu papel na construção da história vitoriosa que o PT possui, mas também na sua contribuição para a trajetória da esquerda brasileira".
Eles se merecem.
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FRASES DA SEMANA

"É fácil de entender: Serra cresceu mais no Sul, porque o Sul conhece Dilma."
Do deputado JUTAHY JÚNIOR (PSDB-BA), sobre o aumento de dez pontos percentuais na intenção de voto do governador apurada pelo Datafolha nessa região, a mesma em que a ministra recuou quatro.
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"Chamem o Paulo Okamoto. Com certeza sobrará para ele pagar as multas aplicadas a Lula pela Justiça Eleitoral."
Do senador ACM JÚNIOR (DEM-BA), sobre o pouco caso manifestado por Lula diante da punição de pagar R$ 5.000 por fazer campanha antecipada; no passado, o presidente do Sebrae declarou ter assumido uma dívida de R$ 30 mil do amigo.
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Até Quinta!

AS CHARGES DA FOLHA DE S.PAULO DESTA SEMANA!


Pessoal:

Abaixo, vocês vêm as charges de 22 a 28 de março.

Semana que vem, tem mais!


28 de março - Jean brinca com as colunas de grana que a Europa tem de botar na Grécia

27 de março - Jean mostra como são as sacolinhas da Câmara...


26 de março - Angeli, sensacional, criticando a falta de democracia do Luiz Inácio

Benett vai direto ao ponto

24 de março - Angeli vê que as pessoas só tiveram olhos para o caso isabela. mas, e as outras crianças?

23 de março - Bispos pedófilos e acobertados pela igreja católica, aqui denunciados pelo Benett


22 de março - Angeli e sua visão da cumplicidade católica para com os padres e bispos pedófilos

A SEMANA ILUSTRADA!

Pessoal:

Fiquei sem conexão com a net de sábado até hoje!

Estou tentando atualizar as postagens até hoje, ok?














ARMANDO NOGUEIRA

Criador do "Jornal Nacional", testemunha em 1954 do atentado ao político Carlos Lacerda (1914-1977), jornalista esportivo, escritor, cronista e piloto de ultraleve.

Companheiro de Armando Nogueira na Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho - o Boni - definiu-o como "polivalente". "O jornalismo moderno de televisão foi implantado com um trabalho de luta do Armando Nogueira, uma preocupação constante com o texto jornalístico. É a pessoa mais importante para o jornalismo na televisão", completou ele.

Acreano de Xapuri (a 200 km da capital, Rio Branco), Armando nasceu em 14 de janeiro de 1927.
Aos 17 anos, já estava no Rio de Janeiro, onde formou-se em direito, mas preferiu trabalhar como jornalista.

Nogueira trabalhou na Globo entre 1966 e 1990, onde dirigiu a Central Globo de Jornalismo.
Foi responsável final por coberturas duramente criticadas até hoje, como o chamado "escândalo da Proconsult" em 1982 (fraude na contagem de votos da eleição para o governo do Estado do Rio, com suposto acobertamento da emissora) e a cobertura restrita da campanha das Diretas em 84 (quando suas equipes foram orientadas a não veicular imagens abertas dos comícios para não dar dimensão da adesão popular ao movimento).

Embora tenha trabalhado em diversas áreas do jornalismo, ele sempre preferiu ver o seu nome ligado à cobertura esportiva. Cobriu 13 Copas do Mundo -a primeira, em 1954- e seis Olimpíadas - a última em 2004.

Em 1954, dois episódios que nada tinham em comum entre si marcaram o jovem jornalista.
Na Copa, relatou e fotografou a histórica briga entre a delegação brasileira, recém-derrotada pela Hungria por 4 a 2, com suíços e húngaros.
A confusão entrou para a história do futebol brasileiro com o título de "A Batalha de Berna".
No mesmo ano, publicou em primeira pessoa relato do atentado que, na véspera, 5 de agosto, presenciara contra o jornalista e deputado Carlos Lacerda na rua Tonelero (Copacabana).
Ele voltava para casa quando, por acaso, testemunhou o ataque a Lacerda, baleado no pé.
O atentado acirrou mais ainda a crise política da época, que culminou em 24 daquele mês com o suicídio do então presidente Getúlio Vargas, contra quem Lacerda se opunha.

Seu estilo de texto, no jornal e na televisão, buscava aproximação com a crônica e a poesia.
Deixou dez livros maravilhosamente bem escritos, a maioria sobre esportes.
O que eu pessoalmente mais gosto é "O Homem e a Bola".

Armando Nogueira, 83, morreu ao amanhecer desta segunda, 29 de março, em seu apartamento na zona sul carioca.
Sofria de câncer cerebral havia três anos.
O velório foi na tribuna de honra do estádio do Maracanã, como ele sempre quis.
O enterro foi na terça, 30 de março, no cemitério São João Batista, em Botafogo.

O jornalista deixa um filho, Armando Augusto Nogueira.

Prefeitura e Estado do Rio, assim como a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), decretaram luto de três dias.


Nas edições do "Jornal Nacional" comemorativas aos 40 anos do primeiro telejornal em rede gerado para todo o Brasil, cinco meses atrás, Boni se declarou "triste" em seu blog pela omissão do significado histórico de Armando Nogueira, não só para o "JN", mas para todo o telejornalismo brasileiro.

Mas a importância do "comandante" Armando Nogueira foi expressa, afinal, pela voz de João Roberto, um dos filhos de Roberto Marinho, fundador da TV Globo:
"Armando foi um companheiro maravilhoso, cativante e adorável. Ele mudou a linguagem do telejornalismo brasileiro com rigor fantástico na precisão da informação e na qualidade do texto. Ele nos deixa inspiração para o futuro", declarou o atual vice-presidente das Organizações Globo.

Na segunda, o telejornal abriu lembrando "o líder da equipe que criou o 'Jornal Nacional'".
Boni, Nogueira e Alice-Maria criaram o "JN", que unificou o Brasil sob o regime militar a partir de 1969.
O formato de telejornal nacional, copiado das redes americanas, foi defendido pelos três contra a corrente que queria que cada estado tivesse seu narrador.
De 1966 a 1990, ao longo de praticamente toda a ditadura, ele chefiou o jornalismo da Globo, período em que a rede dos Marinho se tornou a maior do país.
Pelo relato de colegas, resistia aos "depoimentos montados" pela repressão e era habilidoso ao dialogar em defesa da informação.
Com a abertura a partir da anistia, atravessou sem maiores arranhões na sua reputação de jornalista coberturas controversas como a apuração das eleições de 1982, no Rio, e a manifestação pelas Diretas em 1984, em São Paulo.

Em 1989, veio a eleição para presidente e Armando Nogueira viu Alberico de Sousa Cruz, estrela ascendente no jogo político interno da rede, e que vinha do jornal "O Globo" - também propriedade dos Marinho - realizar a célebre e até hoje comentadíssima edição do debate entre Fernando Collor e Lula, no "JN".
Poucos meses depois, perdeu o cargo para Sousa Cruz e deixou a Globo.
Foi o momento histórico de maior relevância de que participou. Quase uma década depois, ainda defendia Roberto Marinho no episódio:
"Na edição Collor-Lula eu fui um marido enganado. O cara que dirigia a área fez modificações à revelia do próprio empresário. Fez aquela manipulação por jogada pessoal, porque era ligado ao Collor", declarou, negando assim que fosse, como descrito até então, "o homem que sabe demais".

Armando Nogueira sempre lembrado pelo seu belíssimo texto, pelas palavras poéticas que soube usar como poucos jornalistas brasileiros, e pelo profundo conhecimento esportivo.

REPERCUSSÃO

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, presidente da República:
"Foi um dos nomes de maior destaque da história do jornalismo brasileiro, especialmente na televisão e na crônica esportiva. Tinha talento de sobra que lhe permitiu atuar em diferentes mídias, sempre com o mesmo brilho e a mesma preocupação com a qualidade do texto e da informação"

FRANKLIN MARTINS, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República:
"Foi um dos melhores textos da imprensa brasileira. Sua coluna na página de esportes do "Jornal do Brasil" marcou época -no futebol e no jornalismo. Criativo, elegante, apaixonado pelas palavras, um mestre"

ALICE-MARIA TAVARES
, atual diretora de programas especiais da Globonews e uma das criadoras do "JN", juntamente com Boni e Nogueira:
"Ele tinha uma paixão e um entusiasmo muito grandes. O telejornalismo brasileiro deve muito a ele. Ele conseguia aliar o amor pela imagem e o texto. Era um poeta. Cheguei à Rede Globo sem nunca ter trabalhado no jornalismo e ele me deu essa oportunidade"

WILLIAM BONNER, apresentador e editor-chefe do "Jornal Nacional":
"Minha carreira deve muito a ele. Tenho uma dívida pessoal imensa. Poucos tiveram o amor que ele devotou ao esporte. Era um amante do esporte na palavra. Ele vai descansar sabendo que o JN [Jornal Nacional] é um gigante"

DANIEL FILHO, diretor de televisão e cinema:
"Nunca dei um passo na minha vida sem ouvi-lo. Além da escrita, a palavra dele vinha certa para os amigos"

MAURÍCIO ASSUMPÇÃO, presidente do Botafogo:
"Era um grande botafoguense. Nesses anos de jejum, nos incentivou com suas crônicas e não nos deixou titubear. O estádio do Maracanã é palco ideal para a homenagem ao grande mestre"

ZICO, Gênio da bola:
"Uma das grandes emoções que tive foi no dia da minha despedida e ele fez uma crônica muito bonita. O jornalismo perde um homem que marcou a história dele. Lembro muito bem, quando criança, das resenhas em que ele participava com grandes nomes da imprensa brasileira"

JUNIOR, ex-jogador e comentarista da Globo:
"Foi meu grande mestre. Quando comecei a comentar, ele me disse que eu poderia elogiar sem bajular, e criticar sem ofender ninguém. Desde então faço isso na minha carreira"

ARNALDO NISKIER, educador e membro da Academia Brasileira de Letras:
"Sempre foi para mim um modelo de uma convicção de que é possível fazer literatura com o esporte. Ele produziu textos antológicos, que mostraram que a televisão não é só essa coisa ligeira que se critica"

BATMAN, A SÉRIE DE TV 1966: BASTIDORES, POR JOHN BROWN - PARTE 02

O fotógrafo da Fox John Brown deixou para os fãs da cultuada série de TV dos anos 60 imagens preciosas, que retratam os bastidores das filmagens dos episódios.

Nesse Segunda parte, incluí também algumas fotos recentes de Adam West, Burt Ward e Ivonne Craig, que interpretaram Batman/Bruce, Robin/Dick e Batgirl/Bárbara na série, respectivamente.

Veja também aqui, ou no meu canal do YouTube - CláudioNóvoa3:
BATMAN, A SÉRIE DE TV 1966: BASTIDORES, POR JOHN BROWN - PARTE 01
- e acompanhe as matérias especiais que sempre posto sobre a série aqui no blog

Veja aqui a segunda parte: