segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A SEMANA ILUSTRADA

Kadaffi, Dilma encerrando a faxina, o filho do Neymar,  a aposentadoria da bunda da Gretchen e o namorado enrolando a namorada no motel, são alguns dos temas de hoje.

Confira:










IVAN NAVARRO E COURTNEY SMITH FAZEM EXPOSIÇÃO CONJUNTA EM SP

Ivan Navarro e Courtney Smith podem ser chamados de casal 20, já que a arte deles é complementar: ela, nascida em Paris e com formação no Brasil, faz da escultura objeto utilitário; ele, chileno com formação nos Estados Unidos, faz do objeto utilitário escultura.

O casal está em cartaz na galeria Baró até 10 de setembro, com a mostra 
The Construction of Volumetric Inter-relationship.

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Penteadeira de Courtney Smith refletindo outras peças da exposição; trabalho da artista tem características geométricas

Penteadeira de Courtney Smith refletindo outras peças da exposição; trabalho da artista tem características geométricas

Courtney Smith é totalmente geométrica. 
"Minhas inspirações vêm mais da literatura do que das coisas que costumo ver. Se fosse, no entanto, eleger algo visual que me inspira mais, seria a arquitetura", diz.

Sobre suas influências literárias, elege o Oulipo como a maior delas. 
Pudera, Oulipo é um movimento matemático - surgido na França dos anos 1960. 
"Apesar de ser uma péssima matemática, me agradam as regras do movimento; regras estas feitas para constranger determinadas formas ou expressões. Isso tem tudo a ver com meu trabalho", conta. 
"Tenho um método próprio, há regras e uma ordem que faz sentido na minha cabeça, tanto sobre a utilização dos materiais quanto sobre as formas que aplico."

No trabalho de Courtney, isso fica visível na montagem da exposição, de curadoria dela própria. 
A sala se assemelha a uma loja de móveis, onde o espaço é um amplo galpão, mas os ambientes são bem delimitados. 
As esculturas têm utilidade perceptível, não há o que explicar: tapete, penteadeira, sofá, divã, namoradeira, biombo.

Ivan Navarro nasceu no Chile de Pinochet. 
Sua matéria-prima, o neon, representa, ao mesmo tempo, a esperança e a eletricidade --da cadeira, da tortura. 
"A ditadura é, sim, minha principal fonte de inspiração, pois minha família sofreu muito com ela", diz.

Segundo Ivan, a luz simboliza, além da eletricidade, os "apagões" pelos quais o Chile passava durante a ditadura e a própria intocabilidade. 
"Faço cadeiras onde não se pode sentar. Na minha cerca, nunca crescerão plantas, apesar de você poder colocá-las em um jardim." 

Navarro se refere, respectivamente, a um banco de jardim e a uma cerca que estão expostos na galeria, ambos muito simpáticos ao primeiro olhar, mas sem utilidade e vida. 
"O neon pode te matar".

Há ainda obras com teor mais explícito, como a instalação Cara Metade (2010), comissionada pela Fundação Louis Vuitton de Paris, disposta logo na entrada do galpão. Nela, é contada a história de Paul Aussaresses, um general francês da Segunda Guerra Mundial, aposentado, que revela segredos sobre as aulas de tortura que deu na ditadura militar brasileira e os segredos que sabia do apoio de nossa ditadura ao golpe de estado a Salvador Allende no Chile - a obra apresenta fac-símiles de seu depoimento à Folha de S.Paulo.

Divulgação
Imagem do filme de Ivan Navarro com depoimentos reveladores do general francês Paul Aussaresses


Imagem do filme de Ivan Navarro, com depoimentos reveladores do general francês Paul Aussaresses


No mezanino da galeria, uma videoarte com pessoas vestindo coletes e casacos iluminados por palavras de lâmpadas tem o áudio deste mesmo depoimento  - de Paul Aussaresses - como trilha sonora.

Apesar da sobriedade, a obra de Navarro tem beleza: "mesmo com a forte inspiração na ditadura, não é só sobre isso. Sou um artista de luz, é com isso que trabalho, acima de tudo".

Os dois se conheceram trabalhando. Courtney conta que em uma mostra coletiva, ela expunha uma obra de chão, toda feita em jacarandá, enquanto Navarro tinha uma engenhoca de teto, com luz, giratória e que soltava bolhas de sabão.
 "A coisa girava, e todas as bolhas caíam em cima da minha peça criando manchas. Foi assim que nos entendemos e nos apaixonamos".

THE CONSTRUCTION OF VOLUMETRIC INTER-RELATIONSHIPS
Onde: Baró Galeria
Endereço: Rua Barra Funda, 216, Barra funda, centro, São Paulo, SP.
Tel.: 0/xx/11/3666-6489
Horário: Das 11h às 19h.
Até: 10/9
Quanto: Grátis
Cotação do Klau:

OBRAS DO DINAMARQUÊS OLAFUR ELIASSON VÃO INVADIR SP EM SETEMBRO


Não conte para ninguém, porque ainda é segredo, mas o dinamarquês Olafur Eliasson está tentando criar um tornado num quartinho...

O espaço fica no seu estúdio, instalado em uma antiga fábrica de cerveja de 1842, num prédio de três andares em Prenzlauer Berg, o bairro intelectual da ex-Berlim Oriental, hoje em dia uma das áreas mais efervescentes da cidade.

Numa mescla do laboratório de cientista maluco com um estúdio de arte e fábrica, Olafur, 45, um dos artistas contemporâneos mais conceituados do mundo, transfigura o banal em experiências que parecem mágica: tem 45 funcionários, entre arquitetos, engenheiros e designers.

A primeira coisa que se vê ao entrar no prédio é uma cozinha para 40 pessoas, dedicada à culinária vegetariana experimental.

E ele,é vegetariano? "Não, mas acho que é preciso experimentar nessa área. Chamo grandes cozinheiros para discutir aqui. Alice Walker foi uma delas", disse à Eliasson à revista Serafina, referindo-se à chef do Chez Panisse, em Berkeley, na Califórnia.

Gareth McConnell
O artista dinamarquês Olafur Eliasson no jardim de seu estúdio na Alemanha
O artista dinamarquês Olafur Eliasson no jardim de seu estúdio na Alemanha

Experimentar é preciso, parece ser o seu lema.

Em uma de suas maiores ousadias, colocou um sol gigante dentro da Tate Modern, em Londres, em 2003.
A obra era tão sedutora e inusitada que os visitantes deitavam-se no chão da galeria para receber a luz e o calor que vinham da imensa bola amarela, como se estivessem em uma praia.

Em 2008, instalou cachoeiras artificiais em Nova York, num projeto que custou US$ 15,5 milhões. O espanto das pessoas fazia pensar que tinham visto um milagre, não uma obra de arte.

O sol não virá, pela falta de um espaço adequado, mas a cachoeira, os labirintos de cores, espelhos imensos e névoa criada com luzes serão algumas das dez obras do artista que chegam a São Paulo a partir de 30 de setembro, nos Sescs Pompeia e Belenzinho e na Pinacoteca.

Haverá até um trabalho de Olafur com o cineasta brasileiro Karim Aïnouz, de 
Madame Satã (2002) e O Céu de Sueli  (2006).

É a primeira vez que o dinamarquês faz um trabalho com imagens reais, captadas por uma câmera no Minhocão.
Como brinca Aïnouz, é uma mistura de Bauhaus, o concreto duro de São Paulo e o brutalismo de Paulo Mendes da Rocha - o Minhocão nunca mais será visto da mesma forma.

A vinda de Olafur a São Paulo marcará uma virada histórica do Videobrasil, que deixa de ser um festival de uma só linguagem (o vídeo) e se abre para todo tipo de arte.

"A obra do Olafur é paradigmática desse movimento. Não tem qualquer limitação, se impõe como experiência sensorial", diz Solange Farkas, curadora-geral do festival, que realiza neste ano sua 17a edição.

A ideia de criar um tornado artificial talvez resuma as intenções estéticas desse dinamarquês educado na Academia Real de seu país e radicado em Berlim desde 1995.

Ele é profundamente erudito, dá aulas numa das escolas de arte mais famosas do mundo, Künste de Berlim - na Universidade de Artes -, e quase todas as suas questões já foram discutidas na história da arte -o modo como se percebe a cor, a maneira como o movimento altera a forma, o jeito que a luz muda o espaço.

Seria um bê-á-bá não fossem as estratégias do artista. 
A primeira delas é estudar bem a cidade onde as obras estarão expostas.

Há quatro meses, ele esteve em São Paulo e ficou fascinado com lugares para os quais ninguém dá a mínima, como as lojas de luzes da rua da Consolação, na região central, e teve duas ou três ideias - a mais chocante é para quem acha o espaço público da cidade um lixo.

"Há uma tradição muito grande de dividir os espaços em São Paulo. Apesar de megalomaníaca, a cidade promove boas relações entre o público e o privado. Há camadas íntimas, como esquinas, escadas, becos, em pleno espaço público."

Olafur criou obras pensando nessas tensões, característica "de uma cidade que se reinventa todo dia".

A primeira providência é desprezar a oposição: "Tento não contrapor hospitalidade e hostilidade"
É uma posição política sua - a de não facilitar a difusão de contrastes simplórios.

Olafur também tirou o peso da arte, inatingível para a maior parte das pessoas comuns - e essa talvez seja a chave do seu sucesso.

Trabalhos como Seu Corpo da Obra, um labirinto de cores que será montado no Sesc Pompeia, só existe com a participação do público.

É uma forma de transformar a audiência, ou seja, o objeto da arte, em parte da obra - isso não é novidade, mas o modo como ele promove essa mudança de ponto de vista é bem diferente.

"Tento ligar a sensibilidade estética com a sensibilidade ética."
Parece coisa de quem não gosta de confronto. 
Ele concorda: "Prefiro a ideia de parlamentarismo, de renegociar valores. Que linguagem pode transformar conceitos em realidade?", questiona.
E responde: "Literatura, arte, dança. A criatividade faz perguntas que o resto da sociedade não faz".

A ideia de colocar os valores em xeque chega às pessoas por meio de luzes e espelhos.
Os trabalhos têm a ambição não declarada de fazer o público olhar para si mesmo de um jeito novo.
"Gosto de reverter a perspectiva", diz.

"Você vê a própria sombra e a imagem criada pela lâmpada faz você pensar no seu corpo.Conforme a luz muda, sua sombra torna-se imprevisível.É bom pôr o seu corpo em perspectiva quando se vive num mundo que cultiva o ego", explica.

Essa política da sutileza é bem característica da Escandinávia, recentemente abalada pelo massacre de Oslo, e também parece ser de Olafur.
Nada é imposto, nada é definitivo.

No filme que fez com Aïnouz, chamado Sua Cidade Empática (2011), Olafur usa o conceito de "after image", a imagem que se forma no cérebro segundos após a projeção.

É quase circense, e o cineasta brasileiro adora que um artista do porte de Olafur, com entrada no museu que bem entender, use mecanismos mambembes dos séculos 19 e 20.
"Ele tem um quê de ilusionista", afirma Aïnouz.

Olafur se diverte com a comparação, mas põe freios na imagem: "Gostaria de ser um mágico sem segredos, que revelasse o mistério antes de cortar a cabeça da mulher".

Há também uma vertente política nisso.
"É uma experiência muito individual. Só você vê aquilo, ninguém mais. É só seu. O contrário dos filmes de Hollywood."

Apesar de expressar tão bem suas ideias e conceitos e sonhar com um número de mágica sem segredos, o artista fala com reserva de sua vida privada.
Não dá para saber qual é a sua fortuna, mas seus trabalhos costumam ser vendidos por mais de US$ 5 milhões, e já fez parcerias com grifes como Louis Vuitton e BMW.

Um dos fatos mais surpreendentes é o que ele mais procura esconder: criou um orfanato em Adis Abeba, na Etiópia.
O projeto chama-se 121 Ethipopia, e é mantido pela Fundação Hekla, criada por Olafur e sua mulher, a historiadora de arte Marianne Krogh Jensen.
Foi da Etiópia que vieram as duas filhas adotivas do casal, mas desse assunto ele não fala.

E não reclama de pagar 45% do que ganha de impostos, como ocorre na Alemanha.

Considera a taxa justa e acha que é preciso dar um pouco mais ao mundo.

Aguardando a exposição com extrema ansiedade.

UM SÉCULO DEPOIS, ROUBO DA MONA LISA AINDA É UM GRANDE MISTÉRIO


Em 21 de agosto de 1911, o quadro mais contemplado da história, La Gioconda ou Mona Lisa, desapareceu do Museu do Louvre, e embora tenha sido recuperado dois anos depois em Florença, a cidade na qual se acredita que Leonardo da Vinci o pintou entre 1503 e 1506, o motivo do roubo até hoje não foi esclarecido.

O que se sabe é que o autor material foi um operário italiano morto em 1925, Vincenzo Peruggia, que tinha feito trabalhos no museu e  que conseguiu tirar o quadro do Louvre com total facilidade, sendo detido dois anos depois em Florença quando tentava vendê-lo ao antiquário Alfredo Geri, que alertou a Polícia.

O ladrão assegurou que tinha agido sozinho para devolvê-la a seu país de origem, onde ele achava que tinha sido roubada.

O Comitê Nacional para a avaliação dos Bens Históricos, Culturais e Ambientais da Itália, que comemorará o centenário da recuperação, ao contrário das instituições francesas, anunciou que pedirá oficialmente sua mudança para Florença em 2013.

Apesar de o nome do ladrão ter ficado sempre claro, nunca se soube quem foi o "autor intelectual".

Arquivos do Klau
La Gioconda, ou Mona Lisa, obra que da Vinci pintou entre 1503 e 1506

Entre os suspeitos figuraram o poeta francês Guillaume Apollinaire e o pintor espanhol Pablo Picasso, potenciais interessados em destruir a obra, críticos que eram então dos museus e da arte oficial.

Defensor da queima de obras-primas, o poeta foi detido e preso na prisão da Santé de Paris, enquanto Picasso foi interrogado pela Polícia sobre o desaparecimento do quadro de Da Vinci.

Picasso, um apaixonado pela arte primitiva, e Apollinaire foram relacionados igualmente ao roubo de algumas figuras iberas no Louvre.

Para sorte de ambos, as pistas foram múltiplas e a passagem do tempo acabou direcionando as especulações para outros autores.

Alguns especialistas atribuem ao suposto aristocrata argentino Eduardo de Valfierno de ter incumbido  Peruggia do roubo.

Valfierno teria pedido a um virtuoso falsificador seis cópias do quadro, com o objetivo de roubar outros tantos milionários que pensariam que estavam em posse da obra roubada.

"Na minha opinião nada disso é verdade", diz à Agência Efe o autor de "Une femme disparaît. Le vol de la Joconde au Louvre en 1911/Uma mulher desaparecida. O roubo da Gioconda no Louvre em 1911", Jérôme Coignard, que, se baseando em artigos publicados em 1915 por Georges Prade, acredita que o autor intelectual foi um misterioso bandido alemão traficante de arte, Otto Rosenberg.

O Louvre informa que "o roubo foi descoberto no dia 21 agosto de 1911" pelo pintor Louis Béroud, que alertou os guardas do museu.

Alguns estudiosos asseguram que os atentos já haviam detectado o espaço vazio deixado no muro horas antes, inclusive um dia antes, dando o alerta, mas pensaram que tinha sido mudada para o recém estreado departamento de fotografias.

A incredulidade e a indignação percorreram o mundo da arte e seus amantes quando seu desaparecimento foi divulgado.

A Sociedade de Amigos do Louvre, que também não organiza comemoração alguma do aniversário, ofereceu em 1911 uma grande recompensa monetária a quem ajudasse a localizar o quadro, uma soma que o antiquário italiano acabou recebendo quando alertou a Polícia.

Frente às múltiplas especulações que circulam sobre a chegada à corte francesa do quadro, o Louvre assinala que, "aparentemente, Leonardo da Vinci o trouxe para a França e um aluno e herdeiro o devolveu à Itália", mas se ignora como a obra voltou para a coleção de Francisco I, em cuja corte da Vinci (1452-1519) desempenhou seu talento nos últimos anos de sua vida.

Assim, um dos maiores roubos de todos os tempos continua envolto em mistério.

sábado, 27 de agosto de 2011

RICKY MARTIN EM SÃO PAULO: SIMPLESMENTE SEN-SA-CIO-NAL!

Ontem à noite São Paulo teve a honra de receber o talento do megastar Ricky Martin.

Num Credicard Hall lotado, o astro apresentou um espetáculo caprichadíssimo, com efeitos na medida certa, bailarinos em coreografias inusitadas e figurinos de Giorgio Armani espetaculares.

Além das inéditas, o espetáculo Musica + Alma + Sexo teve também as músicas mais conhecidas da carreira de Ricky, como Maria e She Bangs.

Foi um dos melhores shows que esses olhos já viram, disparado.

No começo - eram 22h19 - a escuridão tomou conta do Credicard Hall e um vídeo logo iluminou o local, mostrando cenas de um Ricky Martin preso a inúmeras correntes e destacando sua fraqueza diante da prisão à qual projetou para si próprio por anos.

Fotos: Cláudio Nóvoa
Na abertura, um Ricky acorrentado

Mas após um ato corajoso, ele consegue se livrar das amarras e exibir seu poder e real essência e, Ricky logo toma conta do palco.

Quem pensou que Ricky Martin mudaria o comportamento e passasse a ter atitudes diferentes da época em que ainda estava "no armário", quebrou a cara.

Rompendo as correntes e tomando conta do palco

O estilo "latin lover" se mantém vivo no artista, capaz de arrancar gritos e suspiros de mulheres que, mesmo cientes da orientação sexual do cantor, ignoraram o fato e expressaram seus desejos numa gritaria quase incontrolável.

Ricky abriu o show com Too Late Now - Será, Será, uma música que fala sobre não ter medo de viver.

Com coreografia perfeita, ele surgiu sobre um andaime armado no palco e mostrou, de forma sutil, que está livre das amarras que um dia o torturaram.

Coreografia perfeita

Durante a performance, os bailarinos rompem as grades da "prisão" para que o cantor transite livremente e conheça o mundo sem as barreiras que um dia lhe foram impostas.

Confira Ricky interpretando Too Late Now - Será, Será:

Como um bom artista de sangue latino, Ricky Martin foi enérgico do começo ao fim do show.

Beirando os 40, ele rebola, pula, dança e canta ao vivo ao mesmo tempo, sem esboçar  qualquer cansaço em sua voz maravilhosa.

A sensualidade que marca o cantor desde o início da carreira no Menudo segue mantida até hoje.

E no melhor momento do show, Ricky surgiu com uma camisa preta transparente e totalmente aberta, exibindo o corpão definido, salientado com as coreografias e feições provocativas.

Ocupando todo o palco

"Boa noite São Paulo. Estou muito contente de estar aqui mais uma vez. Vou deixar a minha alma no palco", prometeu Ricky ao final da terceira música.

Prometeu e entregou.

Um dos pontos altos do show foi a sequência Living la Vida Loca e She Bangs, que não deixou os fãs parados.

Ricky correu por todas as partes do palco, rebolou e ainda provocou os fãs ao tirar o terno branco que usou para a sequência.

Os gritos femininos, ensurdecedores, mostraram que o público de Ricky não mudou, só aumentou pois, além de se manter firme no posto de sonho de consumo para as mulheres, ele ganhou o carinho e histeria também do público gay, que lotou o Credicard Hall - se um dia eu vi uma bicha louca,mesmo,  esse dia foi ontem...

Maria recebeu uma roupagem mais leve, valorizando a raiz latina do cantor e, enquanto cantava o hit - um dos maiores sucessos de sua carreira - uma dançarina incorporou a personagem e a exibiu numa mistura de ritmos, que ia do samba ao flamenco, numa performance "caliente" e provocativa, na qual Ricky também se aventurou e deu seu toque especial, dando mais sabor ao número.

Ricky, eletrizante no palco - e as gays embaixo, gritando...

O show seguiu na linha da libertação, e nas transições dos blocos foram exibidos três vídeos, um deles dedicado a um bailarino gay, outro a um guitarrista negro e o último ao próprio cantor, que mostra sua passagem entre o período de saída do armário, onde as mensagens propostas mostraram o orgulho e a autoaceitação de cada personagem com sua condição.

Mesmo com as inúmeras referências à sua sexualidade durante a noite, Ricky decidiu ir além: na performance de I Am, ele e seus dançarinos simularam uma orgia, na qual tudo era permitido, o que fez o espetáculo ganhar pontos no aspecto artístico, devido à sincronicidade da equipe e à beleza dos movimentos propostos.

Após o número, Ricky investiu em hits mais tropicais e conduziu seu show ao fim com músicas que empolgaram os fãs e mantiveram a energia em alta até o último minuto.

"Eu vou levar seu coração para minha casa, foi uma noite inesquecível. Juro que da próxima vez o meu português vai estar melhor", disse o cantor para as 7.500 pessoas presentes, para logo depois repetir Maria no bis e se despedir de São Paulo às 23h48 com um largo sorriso no rosto e envolto em uma bandeira brasileira.

Ricky ao final do show, envolto na bandeira brasileira
E para encerrar, confira mais uma música, Dime que me Quieres.

Confira:

RICKY MARTIN
TURNÊ MÚSICA + ALMA + SEXO
ESPETÁCULO EM SP - 26.8.2011
COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ANDY SERKIS NOVAMENTE 'INTERPRETA' UM PERSONAGEM VIRTUAL, E O RESULTADO É SENSACIONAL

Em Planeta dos Macacos: A Origem, o ator e cineasta britânico Andy Serkis, 47 anos está novamente "interpretando" um personagem criado digitalmente, para a alegria dos cinéfilos que já viram o ator britânico como Gollum em O Senhor dos Anéis (2001-2003) e em King Kong (2005).

Sem causar surpresa, Serkis pensou muito antes de aceitar o papel no mais recente reinício de O Planeta dos Macacos.

Exposay
O ator Andy Serkis

"Minha reação imediata foi: 'Por quê? É realmente uma série que precisa ser ressuscitada?'", lembra Serkis falando por telefone de sua casa em Londres.

"Tim Burton fez sua versão há 10 anos e eu não sabia ao certo como seria esta nova versão. Então Joe Letteri, que é um dos chefes da WETA - a produtora de efeitos especiais da Nova Zelândia que trabalhou em O Senhor dos Anéis e King Kong - me falou sobre 'Macacos'. Ele disse que estavam pensando em participar e me disse que César seria um papel incrível; então li o roteiro. E preciso dizer, o roteiro foi o motivo para tê-lo feito."

"Era um roteiro fantástico, uma história poderosa, realmente tocante, bastante humana, sobre relacionamentos e temas muito fortes. A grande diferença entre antes e agora é que a tecnologia da WETA chegou tão longe que eu podia filmar a 'motion capture' - captura de movimento - em cenários reais."

Confira vídeo com Andy Serkis:

"César foi criado em um ambiente em que era amado e tratado com respeito", diz Serkis, "e ele realmente não entende que ele é diferente dos seres humanos. Ele quase faz parte da família de Will e Charles. De modo que há um relacionamento terno e sofisticado entre os três. Então, após certos eventos, em um momento de defesa de Charles, ele se enfurece e experimenta uma autoconscientização, um momento em que percebe que não é como essas pessoas que o criaram".

"Então tudo muda de novo quando ele se vê diante de sua própria espécie naquela que é, na prática, uma prisão brutal. É basicamente 'Um Estranho no Ninho' (1975). Ele fica totalmente mal-humorado, não se relaciona com os macacos de forma nenhuma. Ele se comunica de um modo que é muito mais humano. É quando ele passa a negociar tudo isso, descartando e rejeitando elementos de sua humanidade e parte de seu lado primata."

"Esses são o primeiro e o segundo ato. O terceiro ato envolve sua liderança dos macacos para uma espécie de refúgio, sua liderança de uma revolução contra este sistema que é brutal contra eles. César percebe o que está acontecendo e os lidera para a liberdade. Assim, eu interpreto todo esse arco, este inocente monstro de Frankenstein que não tem consciência do que é, além de um ser que é amado, e então precisa fazer todas essas escolhas sobre o que fazer, como fazer e que partes de si mesmo manter e descartar."

Confira bastidores das filmagens:

“Posso dizer que eu e os primatas nos conhecemos bem, a esta altura”, diz Serkis, que começou a estudar o movimento dos animais para interpretar Kong no King Kong de Peter Jackson.

“Com a pesquisa que fiz para King Kong eu passei um bom tempo num parque de primatas em Ruanda, e me liguei muito num filhote de chimpanzé, órfão. E uma coisa que os cientistas me disseram e eu pude observar de perto é que os primatas ecoam o comportamento humano. Os chimpanzés são muito mais agressivos em áreas onde há conflito militar, por exemplo. Para mim a jornada de César ecoa o comportamento dos humanos para com ele”.

O Planeta dos Macacos (1968) original deixou uma forte impressão em Serkis.
Planeta dos Macacos: A Origem é um filme muito diferente, mas também familiar, já que é uma história de origem que faz a pergunta sobre o que acontece quando a humanidade vai longe demais e inadvertidamente provoca sua própria queda.

O filme original deu origem a várias sequências e uma série de televisão.

É claro que Planeta dos Macacos: A Origem poderia fazer o mesmo.

"Eu acho que sim", diz Serkis, cujos próximos filmes serão Wild Bill, As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne e, é claro, O Hobbit de Peter Jackson, no qual ele reprisará o papel de Gollum e trabalhará como diretor de segunda unidade.

"Esta história de 'Macacos' poderia facilmente prosseguir. No filme original, é uma sociedade muito bem organizada, com hierarquias, estrutura e opressão, e todas as coisas boas e ruins de qualquer sociedade."

"O que seria muito interessante agora seria ver como a sociedade dos macacos se organiza, as decisões que ela toma e seus sucessos e fracassos", prossegue Serkis.
"E o que seria interessante para César, se ele fizer parte disso, seria como ele escolheria, ou não, manter as coisas positivas que aprendeu com a humanidade."

"Ele toma algumas dessas decisões em 'Planeta dos Macacos: A Origem', mas há mais decisões a tomar no futuro."

“Serkis deveria ser o primeiro nome nos cartazes”, diz James Franco, protagonista do filme.
“Sem ele, sem a verdade que ele traz para o personagem, o filme não seria o que é. Muita gente ainda não compreende o que é, mas o César de Andy não é absolutamente um efeito especial. Eu realmente contracenava com ele de ator para ator, e por isso o relacionamento é tão verdadeiro – desde o início do filme César tem humanidade dentro de si, e Andy passou esse elemento sempre, completamente”.
*****
Matéria base de IAN SPELLING , para o Hollywood Watch 
Edição e texto final: Cláudio Nóvoa

'PLANETA DOS MACACOS, A ORIGEM' : COMO O ORIGINAL, ME DEIXOU A-PA-VO-RA-DO!

Vi Planeta dos Macacos (1968) quando já era um pré aborrescente no final dos 70, e o filme foi uma senhora paulada na minha cabeça.

O começo futurista, a nave do astronauta George Taylor - interpretado pela Charlton Heston - com design espetacular afundando no lago, o deserto, os espantalhos e, finalmente, os macacos que, apesar de serem feitos por atores com máscaras de látex - trabalho que deu aos maquiadores o primeiro Oscar da categoria - me deixaram a-pa-vo-ra-do.

A chocante cena final, com a imagem destruída da Estátua da Liberdade numa praia comprovando para o incrédulo protagonista que ele está na Terra dominada pelos primatas e não em um planeta misterioso, no qual a Teoria da Evolução teve outro desdobramento ainda hoje é, para mim, uma das cenas mais fortes do Cinema em todos os tempos, disparado.

Não vi as continuações e só vi alguns episódios da série de TV, e não gostei do filme feito por Tim Burton - achei a obra vazia e pesada demais.

Agora, embarcando nessa lucrativa onda de se recontar as origens de ícones - como Batman e Superman - era só questão de tempo que ela chegasse até os cults movies.

Assim, tivemos projetos recontando A Pantera Cor de Rosa, Tron e Bravura Indômita e, em Planeta dos Macacos: A Origem, o grande blockbuster da semana, que manteve por duas semanas consecutivas a liderança na bilheteria americana - agora, está em segundo lugar - o diretor Ruppert Wyatt revela como tudo aconteceu, fruto de efeitos colaterais de experiências genéticas fracassadas para encontrar a cura de doenças neurológicas degenerativas, como o Mal de Alzheimer.

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César - Andy Serkis e Jacobs - James Franco -, em cena do filme

Mas, ao contrário do filme original de 1968, uma ficção científica inesquecível, inspirada no livro do francês Pierre Boulle, o que mais chama a atenção aqui são os efeitos especiais que utilizam a técnica de motion capture utilizada em Avatar e permitem ao ator
Andy Serkis, que interpreta o chimpanzé César, um desempenho simplesmente espetacular, superior inclusive ao que ele teve ao interpretar um dos personagens digitais da saga O Senhor dos Anéis.

Will Rodman - interpretado por James Franco - trabalha em um laboratório que usa chimpanzés em pesquisas para a cura de doenças neurológicas - ele tem um interesse especial na pesquisa, pois seu pai - vivido por John Lithgow - sofre do Mal de Alzheimer.

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Andy Serkis interpreta César, o macaco protagonista

Os resultados parecem muito promissores: uma fêmea, submetida a uma nova droga, demonstra um rápido desenvolvimento intelectual até que, de repente, fica agressiva, foge da jaula, deixa o laboratório em pânico e acaba morta por um segurança.

O motivo da agressividade? Ela teve um filhote e procurava protegê-lo.

Todos os macacos remanescentes são mortos e Will leva o filhote para sua casa e lá, César, o filhote, faz companhia para seu pai, demonstrando uma rara inteligência.

O cientista passa a acreditar que as drogas testadas na mãe morta de César são responsáveis pelo progresso, e adapta a casa para uso do chimpanzé, mesmo sabendo ser difícil mantê-lo afastado do mundo exterior.

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A macacada em fuga: pavor

Numa de suas fugas, César ataca um vizinho e é removido para um centro de primatas, onde começarão os seus problemas e, consequentemente, de toda a humanidade.

No ambiente opressivo da prisão, César sofrerá maus tratos, precisará aprender a conviver com os outros macacos e aprenderá a não confiar nos seres humanos, alimentando uma revolta que canalizará, no momento oportuno, em uma rebelião.

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Freida Pinto e James Franco, em cena do filme

Se o filme ganha em ação nessa segunda parte - com o triunfo dos efeitos especiais caprichadíssimos - perde em credibilidade, até então conseguida com as cenas de laboratório e a discussão dos limites éticos do uso de animais em experiências científicas, mas nada que comprometa o resultado final.

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Macacos X Humanos: a batalha começou

Mas, como o que interessa mesmo é a ação, só nos resta acompanharmos César no comando de seus macacos rebelados, em cenas de tirar o fôlego.

E eu, de novo, ali, sentado e a-pa-vo-ra-do!

Confira o trailer do filme:

*****
PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM
Título original:
Rise of the Planet of the Apes
Diretor:
Rupert Wyatt
Elenco:
James Franco
Tom Felton
Freida Pinto
Andy Serkis
Brian Cox
John Lithgow
Tyler Labine
David Hewlett
Sonja Bennett
Jamie Harris
Leah Gibson
David Oyelowo
Produção:
Peter Chernin
Dylan Clark
Rick Jaffa
Amanda Silver
Roteiro:
Rick Jaffa
Amanda Silver
Fotografia:
Andrew Lesnie
Trilha Sonora:
Patrick Doyle
Duração:
Apavorantes 106 min.
Ano:
2011
País:
EUA
Gênero:
Ficção Científica
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Fox Film
Estúdio:
Twentieth Century-Fox Film Corporation
Chernin Entertainment
Classificação:
12 anos
Cotação do Klau: