É um longa de ficção, mas com uma senhora alma de documentário.
'A Hora Mais Escura' - novo longa de Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar em 2011 por 'Guerra ao Terror' - desnuda com riqueza de detalhes e hiper realidade a caçada de uma década ao homem mais procurado do mundo, o terrorista Osama Bin Laden, mentor do maior atentado terrorista da história e responsável pela morte de mais de 3 mil pessoas nos Estados Unidos nos ataques de 11 de setembro.
O espectador é levado a conhecer, detalhe por detalhe, de toda a operação – repleta de tropeços - da inteligência norte-americana para chegar ao líder da Al-Qaida e, mesmo com todos os esforços humanos e econômicos que uma operação dessas exige, quando os militares americanos invadiram e mansão no Paquistão e eliminaram o terrorista, a CIA considerava apenas em 60% as chances dele estar na casa.
Ou seja, um dos maiores tiros no escuro da Humanidade, mas que acabou dando certo.
Cena do filme - fotos dessa postagem: Divulgação/Imagem Filmes
O longa foi feito para o espectador refletir e decidir - algo raro no cinema americano atual - e onde o roteiro - da diretora e co escrito por Mark Boal - revela o funcionamento da CIA real – bem distante dessa que vemos nos filmes de ação.
Objetivo como uma matéria jornalística, aqui qualquer possível reação emocional aos fatos apresentados não são norteadas pela direção ou pelo roteiro e opiniões sobre os acontecimentos e métodos utilizados no processo estão totalmente na mão do público.
A trama se inicia poucos anos depois do atentado, quando agentes da CIA torturam prisioneiros, submetendo-os a simulações de afogamento - em nenhum momento condena-se ou defende-se tais procedimentos, deixando ao espectador a reflexão sobre a velha questão: os fins justificariam os meios?
Submeter um ser humano à atrocidade da mortificação física e psicológica da tortura seria legítimo se o objetivo fosse capturar o mais perigoso terrorista do mundo e evitar mais mortes no futuro?
A resposta é sua, só sua, espectador.
O longa não contesta fatos ou os endossa, apenas os apresenta: as informações obtidas sob tortura foram importantes para reunir pistas que levaram a Bin Laden, mas não determinantes - longe disso.
Os atos desumanos da CIA foram proibidos por Barack Obama em 2009 e a agência teve de se virar com a boa e velha investigação - a soma das técnicas de trabalho resultou na morte de Bin Laden.
O fato, no entanto, é que os americanos chegariam lá sem ter torturado ninguém e essa percepção incômoda é a que levamos conosco ao longo do filme.
Cena do filme
A diretora Bigelow - aqui mais uma vez sen-sa-cio-nal - não julga quaisquer dos personagens, mais deixa espaço suficiente para que façamos nossa própria arbitragem diante dos muitos dilemas éticos que apresenta e não deixa que esqueçamos o horror perpetrado pela Al-Qaida: logo em sua abertura, o filme apresenta ao público o áudio real, sem imagens, de pessoas desesperadas diante da morte iminente nas torres ou nos aviões e isso não nos deixa esquecer o terror que Bin Laden e seus fanáticos infligiram a essas vítimas e ao mundo.
A protagonista é Maya (Jessica Chastain) , agente que chega a uma prisão secreta da CIA para observar os trabalhos do colega Dan (Jason Clarke), que interroga um detido relutante e que se recusa a falar - portanto acaba torturado.
A Maya que assiste ao interrogatório, impávida, mas sensibilizada, vai dando lugar a uma mulher dura e obsessiva, moldada pelas circunstâncias, num trabalho de evolução de personagem elogiável e poucas vezes visto nos últimos grandes filmes americanos - mérito de Jessica Chastain, sen-sa-cio-nal também e seguramente já uma das maiores e melhores atrizes da sua geração.
A cada ataque que se seguiu, incluindo os que resultam na morte de seus colegas - e um contra ela mesma -, Maya se torna mais obcecada e ciente de que é preciso eliminar o câncer de onde tudo isso resulta: Bin Laden.
Quando, depois de muito trabalho, descobre o possível paradeiro do terrorista, entre em ação o Time Seis, elite do SEALs, que parte do Afeganistão para invadir a casa onde supostamente estaria o terrorista - a sequência cinematográfica da invasão tem quase o tempo que a ação real durou: 49 minutos.
Jessica Chastain como Maya, em cena do filme: sen-sa-cio-nal!
Num excelente trabalho de direção, Bigelow mostra como funciona uma operação de alto risco como essa: a elite da inteligência mundial – mesmo aos trancos e barrancos - descobriu o paradeiro do assassino e outra elite, a da Marinha dos Estados Unidos, eliminou o maior terrorista do mundo com um tiro de fuzil do rosto.
Na sequência final do filme, a agente Maya abre um saco para cadáveres usado para carregar tantos corpos de americanos, civis e militares, e mira a cara do alvo: missão cumprida.
Era preciso dar cabo de Bin Laden, era preciso dar uma resposta ao mundo e estes homens e mulheres, responsáveis por fazer o “trabalho sujo”, deram - à sua maneira, mas deram.
Se o mundo parece realmente respirar um pouco mais aliviado depois disso, o filme mostra tudo isso e é seguramente o melhor dos candidatos ao Oscar 2013, disparado.
Também não a toa, o longa foi indicado, em 2013, além da estatueta de Melhor Filme, aos Oscars de Atriz (Jessica Chastain), Roteiro Original, Edição e Edição de Som; já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama (Jessica Chastain) e também foi indicado a Melhor Filme - Drama, Roteiro e Direção.
Em 2012, recebeu os prêmios de Melhor Filme, Direção e Fotografia da New York Film Critics Circle e também os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz (Jessica Chastain) da National Board of Review (NBR).
Filmaço ao cubo.
Confira o trailer do filme:
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'A HORA MAIS ESCURA'
Título Original:
Zero Dark Thirty
Diretora:
Kathryn Bigelow
Elenco:
Ricky Sekhon, Jessica Chastain, Joel Edgerton, Scott Adkins, Mark Strong, Jennifer Ehle, Chris Pratt, Taylor Kinney, Kyle Chandler, Édgar Ramírez, Harold Perrineau, Frank Grillo e outros
Tom Hooper ('O Discurso do Rei') tomou para si seu maior desafio como diretor: apresentar aos espectadores de hoje 'Os Miseráveis', obra clássica de Victor Hugo - levada às telonas e à Broadway diversas vezes.
Um dos romances fundamentais da história da Humanidade, a versão 2012 de Hooper - um musical, todo cantado, sem nenhum diálogo - consagra o acima da média Hugh Jackman (mais conhecido por interpretar o super-herói Wolverine no cinema) interpretando o protagonista Jean Valjean, preso e condenado ao trabalho escravo por roubar um pão para alimentar sua irmã na França pós Revolução Francesa - começo do século 19.
Hugh Jackman como Jean Valjean - fotos dessa postagem: Divulgação/Paramount Pictures do Brasil
Quando ganha a liberdade, Valjean comete outro crime que poderia lhe custar a vida, mas, diante da inesperada bondade de um padre, passa a construir uma nova história, onde aparece Fantine (Anne Hathaway), uma das funcionárias de sua tecelagem.
Se não estivesse ocupado tentando fugir mais uma vez do inspetor Javert (Russell Crowe) - que o persegue desde que Valjean era escravo - poderia ter feito o trágico destino da jovem ser diferente.
Jackman entrega-se de corpo e alma ao personagem, o melhor e um marco na sua consagrada carreira.
A Fantine de Anne Hathaway - que acaba de aparecer nas telonas como a gostosíssima Mulher Gato - emociona ao cantar a fragilidade de uma mãe vivendo no inferno, já que, para enviar dinheiro à filha, vende seu cabelo, seus dentes, seu corpo.
A transformação física da sempre sadia atriz é uma das mais impressionantes dos últimos tempos: muito magra - Anne perdeu 20 quilos para dar veracidade a Fantine - e de cabelos raspados, ela é a imagem do desespero, de quem está no fundo do poço.
Anne Hathaway como Fantine
Se Anne pratica um pouco do chamado "over acting" - Jackman soube dosar melhor - isso não compromete em nada sua soberba interpretação, sua melhor performance na telona até aqui.
O retorno surpreendente de Fantine à trama gera uma das sequências mais emocionantes do filme, onde Valjean promete resgatar e cuidar de sua filha, Cosette, que está sob a guarda de um casal - interpretados por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen, a experiente dupla dá vida a personagens caricatos e excêntricos, donos de uma adega e de um humor negro simplesmente sen-sa-cio-nal.
Ao ter Cosette ao seu lado, Valjean encontra sentido para viver e superar o ódio de muitos anos, só que, quando a pequena torna-se adolescente, essa relação parece ameaçada.
Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter, com Isabelle Allen, que vive Cosette na infância
Novamente, uma redenção quase divina emerge do personagem, que ajuda Marius (Eddie Redmayne) a ficar ao lado da pupila.
Amanda Seyfried interpreta Cosette jovem de maneira primorosa, no tom exato do drama - a atuação de Isabelle Allen, que vive Cosette na infância, também é muito boa.
Com uma reconstituição de época, fotografia, direção de arte e batalhas épicas entre estudantes e policiais na França do século 19 simplesmente primorosas, o longa só peca por contar uma fabulosa história em pouco mais de duas horas - o tempo é muito escasso para uma obra desse calibre e vários eventos poderiam ganhar maior destaque, mas não são aprofundados.
Amanda Seyfried interpreta Cosette jovem
Tratando-se de um musical - gênero difícil para transmitir naturalidade - o longa fica ainda mais saboroso quando agora se sabe que o elenco utilizou pontos eletrônicos pelos quais ouviam uma pianista tocar ao vivo a canção a ser interpretada e filmada, ali, na hora, sem playback - situação inédita para esse estilo cinematográfico e que dá maior liberdade de atuação e emoções aos intérpretes.
Com tudo isso,'Os Miseráveis' seguramente entrará para uma seleta lista dos musicais mais lembrados do Cinema, pela acertada escolha do elenco, dos detalhes da produção ou da história em si e onde o dilema proposto por Victor Hugo - entre prezar pelo próprio bem ou lutar pelo bem de todos - permanece incrivelmente atual.
Russell Crowe interpreta o inspetor Javert
O longa segue cotadíssimo para levar as principais estatuetas douradas no Oscar 2013 - foi indicado a Melhor Filme, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Canção Original, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição de Som, Melhor Ator (Hugh Jackman) e Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway) - pois já ganhou os Globo de Ouro de Melhor Filme - Comédia ou Musical, Ator - Comédia ou Musical (Hugh Jackman), Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway) e também o SAG Award de Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway).
Aproveite a classificação etária e leve os pequenos com 10 anos ou mais para verem essa obra prima - no futuro, eles vão te agradecer.
Filmaço.
Confira o trailer do filme:
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'OS MISERÁVEIS'
Título Original:
Les Misérables
Diretor:
Tom Hooper
Elenco:
Hugh Jackman, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter, Russell Crowe, Eddie Redmayne, Samantha Barks, Aaron Tveit, Colm Wilkinson, Ella Hunt e outros
Um dos melhores longas já dirigidos por Steven Spielberg, 'Lincoln' foca nos últimos quatro meses de vida do 16º presidente dos Estados Unidos, que entrou para a história por ter sido o articulador da 13a. emenda à Constituição, que acabou com a escravidão e de quebra, com a Guerra Civil que matou mais de 750 mil americanos - só para constar, o número de americanos mortos em todas as guerras travadas pelo país contra inimigos externos não chega nem perto.
Com uma direção de arte impecável, o longa faz uma reconstituição fiel, tanto do momento político, quanto da América do século 19, onde passamos a acompanhar Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis) que, após uma vitória esmagadora nas eleições de 1864, estava no auge de sua popularidade quando corajosamente propôs uma emenda à Constituição para finalmente por fim à escravidão nos EUA.
Daniel Day-Lewis incorpora Abraham Lincoln, 16º presidente americano - fotos: Divulgação/Fox Film
Inteligentemente, Spielberg concentra seu longa nos bastidores deste embate político que mudou a história americana, revela o lado idealista do presidente, mas também o pragmatismo que o levou a comprar votos de oposicionistas, oferecendo-lhes empregos públicos de prestígio.
Em outro momento crucial, o presidente, podendo dar fim imediato à Guerra da Secessão, resolve estendê-la por mais dias para alcançar seus propósitos.
Joseph Gordon-Levitt, como Robert Todd Lincoln, primogênito do presidente
Como grande mérito, o longa humaniza a figura de Lincoln, escancarando uma realidade pouco comum em obras cinematográficas que tratam de grandes nomes da história.
Se é verdade de que muitos deles meteram as mãos no lodo em nome de seus ideais, adotando a política dos "fins a justificar os meios", vemos isso também nas atitudes do presidente e no jogo de interesses dentro da câmara.
Sally Field interpreta a Primeira-Dama Mary Todd Lincoln
Ao mesmo tempo, conhecemos um pouco do dia a dia do homem Lincoln, sua relação com a mulher, Mary (Sally Field, maravilhosa) e com os filhos - o mais velho, Robert Todd Lincoln, interpretado por Joseph Gordon-Levitt.
Spielberg preferiu nesse longa trilhar outros caminhos: há excessos de personagens e muita costura política em salas escuras e envoltas em fumaça de charutos, o que acaba cansando o espectador.
Mesmo assim, o diretor fugiu do sentimentalismo ao quadrado, evitou seus já contumazes excessos de close-ups e acertou a mão ao retratar o famoso assassinato do presidente - cena mais do que batida em todos os filmes já feitos com Lincoln.
As boas interpretações – as de Sally Field, Tommy Lee Jones e de James Spader são impecáveis – mantêm a força de um longa que perdeu a chance de ser uma obra grandiosa porque seu diretor resolveu deixar de ser ele mesmo.
Tommy Lee Jones interpreta o Congressista Thaddeus Stevens
Assim, Spielberg, tentando não ser Spielberg, nos entrega um longa em que, se a conversa é demasiada, é rápido demais para aprofundar-se no grande número de personagens e situações, terminando por não levar à telona a grandiosidade histórica do momento retratado.
Grande campeão de indicações ao Oscar 2013 - foram 12, entre elas Melhor Filme, Melhor Diretor, Ator (Daniel Day Lewis) , Atriz Coadjuvante (Sally Field) e Ator Coadjuvante (Tommy Lee Jones), 'Lincoln'deve sair da cerimônia com pouca coisa.
Garantido mesmo, só o Oscar para Day Lewis, que, como sempre, não interpreta, incorpora o famoso presidente americano assassinado em abril de 1865 - e que já levou o Globo de Ouro e o SAG Awards pelo papel.
Sally Field deve perder no Oscar para Anne Hathaway ('Os Miseráveis') - que vem levando todos os prêmios também.
Lee Jones - que levou o SAG Awards, deve perder para Philip Seymour Hoffman ('O Mestre), e Spielberg deve perder Melhor Diretor e Melhor Filme para 'Os Miseráveis' e 'Argo', respectivamente.
O longa também foi indicado nas categorias de Melhor Fotografia, Figurino, Edição, Trilha Sonora, Efeito Sonoro, Roteiro Adaptado e Direção de Arte.
Apesar de arrastado e cansativo, é um bom filme.
Confira o trailer do longa:
*****
'LINCOLN'
Título Original:
Lincoln
Diretor:
Steven Spielberg
Elenco:
Daniel Day-Lewis, Sally Field, Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, Michael Stuhlbarg, Jackie Earle Haley, Gloria Reuben, Adam Driver, Jared Harris, James Spader, Lee Pace, Gulliver McGrath, Walton Goggins
Produção:
Steven Spielberg, Kathleen Kennedy
Roteiro:
Tony Kushner, John Logan, Paul Webb, baseado na obra de Doris Kearns Goodwin
Fotografia:
Janusz Kaminski
Trilha Sonora:
John Williams
Duração:
153 min.
Ano:
2012
País:
EUA, Índia
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Fox Film
Estúdio:
Amblin Entertainment / DreamWorks SKG / Imagine Entertainment / Reliance Entertainment / Participant Media / The Kennedy/ Marshall Company / Twentieth Century Fox Film Corporation / Parkes/MacDonald Productions
Nessa semana, teremos duas críticas: o começo da segunda temporada de 'Girls' e o final da segunda temporada de 'Homeland'.
Confira:
'GIRLS': ESTREIA DA SEGUNDA TEMPORADA
Em 1994, quando Quentin Tarantino lançou seu segundo longa, "Pulp Fiction", queria chama-lo de "O Primeiro Era Melhor" - segundo ele, para facilitar a vida dos críticos.
Ele vinha do sucesso de "Cães de Aluguel" e sabia que o mundo - e os críticos - estariam, todos, de olho.
Lena Dunham, criadora e protagonista da série "Girls" está no mesmo momento:a
primeira temporada surpreendeu com uma protagonista toda errada, Hannah Horvath, aspirante a escritora desinibida e de caráter maleável, que conduziu a série como parecia conduzir a vida: com saídas "over-racionalizadas" para problemas simples, e soluções simplórias para problemas complexos (depois de ver o namorado ser atropelado por sua culpa, come um pedaço de bolo diante do mar).
Já a segunda temporada estreou em ritmo mais lento: a história dá um salto de umas três semanas, os conflitos estão todos lá, só um pouco mais aprofundados, mas, antes de estampar o título que Tarantino queria para "Pulp Fiction", espere uma semana, pois o segundo episódio mostra de novo que Lena é gênio.
A atriz, roteirista e escritora Lena Dunham, criadora da série "Girls", no Globo de Ouro 2013 - foto: Carlo Allegri/Reuters
A novidade agora é o novo 'ficante' de Hannah, um estudante negro e republicano, com quem ela fica sem contar ao ex, Adam (que ainda não sabe que é ex) e Hannah mente com a mesma facilidade com que aparece nua.
Se você é um daqueles que ainda compara "Girls" com "Sex and the City", desista: os dois têm coisas em comum - são quatro amigas que discutem abertamente as suas vidas, em Nova York, num seriado ultrarrealista em relação a referências da cidade (no caso atual, do Brooklyn).
Mas, ao contrário de "Girls", "Sex and the City" foi sempre um negócio, pois começou com uma coluna de jornal que virou livro, teve os direitos comprados por um produtor de TV, que contratou uma atriz principal - Sarah Jessica Parker - que já era uma estrela.
Aqui, Dunham está mais para Jerry Seinfeld do que para "Sex and the City" - Seinfeld também chegou à TV como criador, roteirista, diretor e protagonista de uma série que girava em torno de um personagem baseado nele mesmo, pegou a sitcom, que parecia fadada ao enfado nos anos 1990, e a renovou, simplesmente porque tinha um talento único.
Como prêmio, a segunda temporada da série traz na bagagem dois prêmios Emmy - de Melhor Comédia e Melhor Atriz de Comédia (Lena Dunham) - e dois Globos de Ouro -como Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz para Lena Dunham.
'GIRLS'
Onde: HBO
Quando: Domingos
Cotação do Klau:
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'HOMELAND': FINAL DA SEGUNDA TEMPORADA
Dez anos após o 11 de Setembro, a série "Homeland" - que tem o terrorismo como tema central - estreou e arrebatou público e crítica mundiais, com uma trama cheia de reviravoltas.
Já a segunda temporada, que terminou no último domingo aqui no Brasil, dividiu opiniões.
Ágil como no primeiro ano, o enredo ganhou algumas histórias improváveis, como a de Abu Nazir, o terrorista mais procurado do mundo, escondido em um galpão nos Estados Unidos para colocar em prática seu plano de matar o vice-presidente à distância, desligando seu marca-passo via computador.
O romance entre a agente da CIA Carrie Mathison (Claire Danes, espetacular) e o sargento Nicholas Brody (Damian Lewis, magnífico), que ganhou espaço na segunda temporada, também não foi unanimidade entre os espectadores.
Claire Danes - Carrie - e Damian Lewis - Brody - protagonistas de 'Homeland'
Se, no ano de estreia, o objetivo de Carrie era provar que Brody tinha se tornado um terrorista islâmico, no segundo, a situação não poderia ser mais diferente.
Ela logo confirma a suspeita, mas, apaixonada, crê que ele se regenerou e a relação entre os dois, que começou por interesse, se fortalece e eles vivem uma história de amor proibido.
A segunda temporada foi filmada com Claire Danes já em adiantado estado de gravidez, o que não freou a reconhecida maneira da atriz acima da média de se entregar totalmente às suas personagens - para mim, ela é a melhor atriz da sua geração.
Claire está ainda melhor que na primeira temporada, o que levou o produtor da série a fazer um agradecimento especial a ela, quando todo o elenco da série subiu ao palco do Globo de Ouro 2013 para receber o prêmio de Melhor Série Dramática.
"Vocês não imaginam o que é ver Claire Danes se arrastando dentro de um tubo com uma barriga de oito meses de gestação", disse Alex Gansa - a série ainda levou os Globos de Drama de Melhor Atriz - Claire Danes - e Melhor Ator - Damian Lewis.
O último episódio da segunda temporada foi um dos melhores da TV recente: Carrie e Brody estão juntos e apaixonados, pretendem ficar juntos, a família de Brody não sabe por onde ele anda e a CIA sabe que o grupo terrorista de Abu Nazir vai atacar em breve.
O que eles não esperavam é que uma bomba fosse colocada no carro de Brody, que explode dentro do QG da CIA em Langley e mata muitas pessoas, inclusive o diretor da Agência.
Como é o agente mais antigo da CIA, Saul Berenson (Mandy Patinkin), mentor de Carrie, é nomeado novo diretor da Agência pelo presidente americano - as cenas de Saul, em meio aos escombros e mortos do atentado, foi uma das mais impactantes cenas da TV nesse ano.
Ciente de que Brody iria ser acusado pelo atentado, Carrie foge com ele até a fronteira do Canadá, não sem antes conseguir documentos falsos para ele.
Lógico, ela volta a Langley para - na terceira temporada - provar a inocência de Brody, e se reencontra com Saul no pavilhão lotado dos mortos no atentado.
A atriz brasileira Morena Baccarin, que interpreta Jessica Brody - mulher do protagonista vivido por Damian Lewis - não se importa com as críticas a respeito da veracidade do seriado.
"Acho incrível o que os roteiristas fizeram", disse ela à Folha na semana passada em um português sem sotaques.
Morena, que foi morar nos Estados Unidos ainda criança, alertou no início da entrevista que, caso se esquecesse de alguma palavra, apelaria para o inglês -recurso que usou uma única vez.
"É difícil numa série dessas manter a história certinha e surpreender as pessoas."
"No início era mais um thriller, claro", reconhece Morena.
"Esta temporada tem um foco na relação entre eles, mas ainda tem a ação. Tem um pouco de tudo."
Morena revela que, segundo os planos iniciais, Nicholas iria morrer na segunda temporada, mas que os roteiristas mudaram de ideia.
"No início do ano, a gente soube mais ou menos o que ia acontecer. Mas mudou a história toda", conta.
"O 'show' estava indo tão bem, é meio difícil tirar um papel principal."
Sobre os rumos da terceira temporada, Morena afirma que sabe tanto quanto o público.
"Os roteiristas me falaram que também não sabem como vai ser o terceiro ano", diz.
"Eles começaram a escrever nesta semana, estão discutindo a história."
Pela maneira como a segunda temporada acabou, vem aí mais momentos espetaculares para os fãs de 'Homeland', que não vão se sentir órfãos por muito tempo: a partir de domingo (27), o canal FX exibirá, no horário, a sexta temporada de 'Dexter', que também promete ser eletrizante.
'VENUS IN FUR': NO NOVO LONGA DE POLANSKI, SAI LOUIS GARREL E ENTRA MATHIEU AMALRIC
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'AMOR': DRAMA DE MICHAEL HANEKE LEVA PRÊMIOS DOS CRÍTICOS DE LONDRES
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DANIEL RADCLIFFE INTERPRETA SEU PRIMEIRO GAY NAS TELONAS
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WARNER QUER REMAKE DE 'GREMLINS'
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'SIN CITY A DAME TO KILL': BRUCE WILLIS É CONFIRMADO NO ELENCO
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FESTIVAL DE SUNDANCE: SEXO, VIOLÊNCIA E ENTRETENIMENTO
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ARTIGO: POR QUÊ OS GLOBOS DE OURO E OS OSCAR SÃO IMPORTANTES
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MEMÓRIA: WALMOR CHAGAS
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Agora, vamos lá!
TOP 10 BILHETERIAS - EUA
Confira o Top 10 - EUA do final de semana - de 18 a 20 de janeiro de 2013:
1. Mama - US$ 28,1 milhões
2. A Hora Mais Escura - US$ 17,6 milhões
3. O Lado Bom da Vida - US$ 11,3 milhões
4. Caça aos Gângsteres - US$ 9,1 milhões
5. Broken City - US$ 9 milhões
6. Inatividade Paranormal - US$ 8,3 milhões
7. Django Livre - US$ 8,2 milhões
8. Os Miseráveis - US$ 7,8 milhões
9. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada - US$ 6,4 milhões
10. O Último Desafio - US$ 6,3 milhões
No final de semana de 18 a 20 de janeiro, pudemos ver duas estreias norte-americanas com desempenhos bem diferentes - ao que parece, os músculos e o carisma de Arnold Schwarzenegger não foram suficientes para bater a beleza e atuação caprichada de Jessica Chastain.
'Mama', terror produzido por Guillermo del Toro, estreou em primeiríssimo lugar com US$ 28 milhões arrecadados, mais de US$ 10 milhões à frente do segundo colocado.
No longa, Jessica Chastain ('Histórias Cruzadas') e Nikolaj Coster-Waldau (o Jaime Lannister da série 'Game of Thrones') formam um casal que precisa proteger de entidades malignas duas garotinhas que encontram em uma cabana na floresta depois que seus pais são misteriosamente assassinados.
Jessica Chastain, em cena de 'Mama' - foto: Divulgação/Universal Pictures
Jessica deve estar sorrindo à toa, pois o segundo lugar também é um filme protagonizado por ela: 'A Hora Mais Escura', de Kathryn Bigelow, conseguiu mais US$ 17,6 milhões para sua conta, que já soma US$ 55,9 milhões ao todo.
O longa, que conta a caçada a Osama Bin Laden, deve estrear no Brasil no dia 15 de fevereiro.
Em terceiro lugar, o elogiadíssimo 'O Lado Bom da Vida'.
Estrelado por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, o longa conseguiu US$ 11,3 milhões. A bilheteria total do longa chega a US$ 55,3 milhões nos Estados Unidos - no mundo todo, já são US$ 67,8 milhões arrecadados.
O drama de máfia 'Caça aos Gângsteres',estrelado por Sean Penn, Josh Brolin e Ryan Gosling, adicionou mais US$ 9,1 milhões à conta e ficou com a quarta posição.
A soma total do longa já chega aos US$ 41,3 milhões ao redor do planeta.
O elenco conta ainda com Emma Stone, Giovanni Ribisi e Anthony Mackie.
A trama, que se passa na Los Angeles de 1949, tem direção de Ruben Fleischer ('Zumbilândia').
O prefeito de Nova York Russel Crowe e o detetive particular Mark Wahlberg ficaram no quinto lugar do final de semana, com os US$ 9 milhões arrecadados por 'Broken City'.
A estreia é dirigida por Allen Hughes, que também assina 'O Livro de Eli' (2010).
A decepção da bilheteria ficou por conta da volta definitiva de Arnold Schwarzenegger aos longas de ação: como protagonista de 'O Último Desafio', esperava-se que o interesse do público fosse maior.
O filme, dirigido pelo sul-coreano Kim Jee-Woon, conseguiu US$ 6,3 milhões, um dinheiro de pinga em se tratando de um filme com o astro.
TOP 10 - BILHETERIAS BRASIL
Confira o Top 10 - BRASIL do final de semana - de 18 a 20 de janeiro de 2013:
1. De Pernas Pro Ar 2 - R$ 3,9 milhões
2. Detona Ralph - R$ 3,2 milhões
3. Django Livre - R$ 2,6 milhões
4. O Último Desafio - R$ 1,87 milhão
5. A Viagem - R$ 1,82 milhão
6. As Aventuras De Pi - R$ 1,4 milhão
7. Uma Família Em Apuros - R$ 1,6 milhão
8. Jack Reacher - O Último Tiro - R$ 1,4 milhão
9. Sammy: A Grande Fuga - R$ 954 mil
10. Amor - R$ 522 mil
Em sua quarta semana, 'De Pernas pro Ar 2' destronou a animação 'Detona Ralph' e voltou à liderança do ranking, faturando R$ 3,9 milhões, com 325,2 mil ingressos vendidos e queda de apenas 29% em relação à semana anterior.
A comédia nacional, dirigida por Roberto Santucci e estrelada por Ingrid Guimarães estreou no dia 28 de dezembro na primeira posição, mas nos dois fins de semana seguintes ficou atrás da animação da Disney, mesmo vendendo mais ingressos.
Ingrid Guimarães e o diretor Roberto Santucci filmam em NY - foto: G1
Nesta semana, 'Detona Ralph' faturou R$ 3,1 milhões, o que representa uma queda de 45%, e ficou em segundo.
Ao todo, 2,8 milhões de pessoas foram ver o filme.
'Django Livre', faroeste de Quentin Tarantino, foi a melhor estreia do fim de semana, conquistando a terceira posição do ranking com R$ 2,6 milhões de bilheteria e 188 mil ingressos vendidos.
Lançado em apenas 194 salas, obteve a melhor média de espectadores: 974.
Confira a crítica do Blog sobre 'Django Livre',clicando aqui.
Se foi mal nos EUA, 'O Último Desafio' - que marca o retorno de Arnold Schwarzenegger como protagonista de um filme de ação - estreou logo em seguida, em quarto lugar, com renda de R$ 1,8 milhão e 153,3 mil ingressos.
'A Viagem' ficou em quinto, com mais R$ 1,8 milhão e 139 mil ingressos vendidos.
Outros dois lançamentos conquistaram posições entre o Top 10 Brasil do fim de semana: a animação em 3D 'Sammy – A Grande Fuga' estreou em nono e fez R$ 914 mil e o drama 'Amor', de Michael Haneke, indicado a cinco Oscars, estreou em 10º, com arrecadação de R$ 522 mil.
Confira a crítica do Blog sobre 'Amor', clicando aqui.
As informações de Bilheteria são do Cineclick, um dos melhores sites de Cinema do Brasil.
'VENUS IN FUR': NO NOVO LONGA DE POLANSKI, SAI LOUIS GARREL E ENTRA MATHIEU AMALRIC
O novo projeto do cineasta Roman Polanski sofreu uma alteração no elenco principal.
Segundo o site AlloCine, o ator Louis Garrel foi substituído por Mathieu Amalric ('Cosmópolis').
O longa é uma adaptação de uma peça teatral chamada 'La Vénus à la fourrure', que apresenta a história de Thomas, um jovem dramaturgo que se desespera para encontrar uma atriz principal para sua nova peça.
Uma jovem atriz chamada Vanda atende o chamado no último momento e logo os dois se envolvem em uma relação de dominação e submissão.
O ator francês Mathieu Amalric, no último Festival de Cinema de Locarno, Suíça - foto: AFP
O roteiro é inspirado em um livro escrito para homenagear Sacher Masoch, escritor alemão que batizou o masoquismo.
Já a peça foi um dos grandes sucessos da temporada passada na Broadway.
Emmanuelle Seigner, mulher de Polanski, também está no elenco - como Vanda.
Amalric também será visto em breve no próximo filme de Wes Anderson: 'The Grand Budapest Hotel', que está sendo filmado atualmente.
'Venus in Fur' ainda não tem previsão de estreia.
'AMOR': DRAMA DE MICHAEL HANEKE LEVA PRÊMIOS DOS CRÍTICOS DE LONDRES
O drama do diretor austríaco e estrelado por duas lendas da cinematografia francesa continua amealhando prêmios pelo mundo.
Depois de ter levado o Globo de Ouro 2013 de Melhor Filme Estrangeiro, 'Amor' foi na semana passada o grande ganhador dos prêmios concedidos pela Associação dos Críticos de Londres (London Critics'Circle Awards), que coroou mais uma vez uma produção francesa como melhor filme do ano: em 2012, “O Artista” também faturou na categoria principal.
Os prêmios foram entregues no May Fair Hotel, no centro de Londres.
Embora Haneke seja austríaco, “Amor” foi rodado em Paris com atores franceses: os veteranos Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva.
Por seu delicado e tocante papel no filme, Riva ganhou como melhor atriz.
Aos 85 anos, a eterna Elle de “Hiroshima, Meu Amor” deixou para trás fortes concorrentes, como Jessica Chastain (“A Hora Mais Escura”), a também francesa Marion Cotillard (“Ferrugem e Osso”), Helen Hunt (“The Sessions”) e Jennifer Lawrence (“O Lado Bom da Vida”).
Haneke ganhou como melhor roteiro, mas ficou de mãos vazias na categoria de direção - Ang Lee levou o prêmio por “As Aventuras de Pi”.
Jean-Louis Trintignant, por sua vez, não teve tanta sorte e perdeu o prêmio de melhor ator para Joaquim Phoenix, em “O Mestre”.
O diretor Michael Haneke - foto: Divulgação/Imovision
Parceiro de Joaquim Phoenix no filme de Paul Thomas Anderson, Philip Seymour Hoffman venceu como melhor ator coadjuvante.
Anne Hathaway repetiu o feito do Globo de Ouro e foi aplaudida ao receber o prêmio de melhor atriz coadjuvante por “Os Miseráveis”.
A premiação também trouxe categorias especialmente britânicas: espelhados pela British Academy Film, Toby Jones venceu como melhor ator em “Berberian Sound Studio”, que também ganhou como melhor filme britânico e Andrea Riseborough foi eleita melhor atriz por seu papel em “Shadow Dancer”.
Não esquecendo que 'Amor' é o mais forte concorrente ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro - a ser entregue em fevereiro.
DANIEL RADCLIFFE INTERPRETA SEU PRIMEIRO GAY NAS TELONAS
O ator Daniel Radcliffe assume outro papel adulto em seu caminho para fugir da imagem de ídolo bonitinho do universo adolescente por causa de suas atuações como o bruxo Harry Potter.
Depois de ficar nu na peça de teatro 'Equus' ede viver um pai viúvo no longa de terror 'A Mulher de Preto', Radcliffe estreou na última sexta-feira o filme 'Kill Your Darlings', no Festival de Sundance, em Utah.
O ator vive Allen Ginsberg, poeta gay participante da geração beat, um movimento de contracultura do começo dos anos 1960 - no longa, Daniel fica novamente nu e protagoniza duas cenas de sexo com homens, um deles mais velho.
Daniel Radcliffe, nas filmagens de 'Kill Your Darlings' - foto: The Hollywood Reporter
Segundo o diretor John Krokidas, o jovem ator não teve problema com as cenas homossexuais, mas antes pediu conselhos do próprio diretor.
“Radcliffe simplesmente me perguntou, ‘John, você é gay. Como isso funciona?’”, contou Krokidas ao The Huffington Post e complementou falando que o ator lidou com muito profissionalismo com cada cena, sem timidez ou ansiedade.
Ao que parece, produções do tipo ainda não foram o suficiente para afastar as fãs da saga Harry Potter, que continuam a perseguir o ator por todos os lados e causaram frenesi durante o Festival Sundance, geralmente tranquilo mesmo quando recebe grandes estrelas.
Quando perguntado sobre a presença de fãs em produções que nada têm a ver com os mágicos filmes de Potter, Radcliffe diz não se importar sobre o motivo que leva pessoas ao cinema, mesmo se o motivo for sua fama.
“Sinto que eu tenho a oportunidade de capitalizar a fama de Harry Potter fazendo trabalhos que provavelmente não receberiam tanta atenção. Se eu puder ajudar um filme como este a ficar famoso, sem dúvida acho isso ótimo”, revelou.
Daniel já arrebentou em 'A Mulher de Preto' e deve arrebentar nesse longa também.
Torço por ele!
WARNER QUER REMAKE DE 'GREMLINS'
Há quase uma década, especula-se sobre uma refilmagem do clássico 'Gremlins'.
Agora, o Vulture revela que a Warner Bros. está novamente em negociações com a Amblin Entertainment, produtora de Steven Spielberg, para dar inicio ao remake.
No contrato, Spielberg, que produziu dois filmes com as criaturinhas, teria liberdade criativa total sobre o remake, além de produzir.
Em 2011, o diretor Joe Dante falou sobre o projeto - ele foi o responsável por alguns dos maiores clássicos dos anos 80, como 'Piranha', 'Gremlins' e 'Grito de Horror'.
"Ainda não tive quaisquer negociações formais, ou mesmo conversas informais, com eles [Warner Bros.] sobre isso. É uma franquia que, mais cedo ou mais tarde, vai ser reexplorada. Você não pode, obviamente, fazer uma sequência para o segundo filme, porque o elenco é muito velho e não é o que o estúdio quer. Eu acho que eles provavelmente vão reiniciar a coisa toda e começar tudo de novo", afirmou em entrevista.
Os Gremlins são bichinhos fofos, mas não podem ser molhados porquê viram monstrinhos muito feios, se multiplicam com a água e também não gostam da luz forte - a luz do Sol pode matá-los também.
Os Gremlins são fofos - mas bota na água pra você ver! fotos: Arquivos do Klau
A partir daí, os monstrinhos têm uma risada sinistra e diabólica e, com sua inteligência, destroem casas e lojas, causam incêndios, explosões, acidentes no trânsito, matam pessoas e aterrorizam toda a cidade de Kingston Falls.
Embora destruam tudo o que vêem pela frente, são bem engraçados - na linha do humor negro, claro.
Aguardando!
'SIN CITY A DAME TO KILL': BRUCE WILLIS É CONFIRMADO NO ELENCO
A segunda parte de 'Sin City' ganhou uma grande novidade: Robert Rodriguez confirmou o retorno de Bruce Willis ao elenco - novamente no papel do policial Hartigan.
O diretor falou ainda sobre o personagem de Joseph Gordon-Levitt, recém confirmado no longa.
"Ele vive um jogador cheio de si que chega a Sin City para tentar vencer o maior vilão da cidade em seu próprio jogo. O nome da história em que ele aparece é The Long Bad Night", revelou em entrevista à MTV.
O próprio Gordon-Levitt comentou sobre o filme.
"Eu escolho meus projetos primeiro pelo diretor envolvido. Decidi fazer Sin City 2 porque adoro os filmes de Robert Rodriguez. E também porque o roteiro é simplesmente muito divertido", disse ao Deadline.
O cartaz do longa - Divulgação
Para fechar, Rodriguez revelou que ainda não escolheu a atriz para viver a personagem título.
"Ainda não temos nossa Dama Fatal, Ava Lord. A personagem só será filmada dentro de algumas semanas e temos algumas atrizes em mente", revelou à MTV.
"A única história que acabamos é a introdução. Essa está completamente pronta. As outras vamos encaixando aos poucos, conforme os atores ficam disponíveis".
Além de Gordon-Levitt e Willis, já estão confirmados no elenco Mickey Rourke, Jessica Alba, Rosario Dawson, Jaime King, Dennis Haysbert e Jamie Chung.
'Sin City - A Dame to KillFor' tem estreia prevista nos EUA para o dia 4 de outubro de 2013.
FESTIVAL DE SUNDANCE: SEXO, VIOLÊNCIA E ENTRETENIMENTO
A jornalista Fernanda Ezabella, da Folha, está cobrindo Sundance 2013 e relata que já perdeu a conta dos filmes que viu, que falam sobre ou mostram explicitamente sexo (“Don Jon’s Addiction”, “Two Mothers”, “The Look of Love”, “Leather. Interior Bar” etc).
Mas o assunto que corre nas beiradas é ainda violência no cinema, ainda que tenha ela tenha visto em Sundance apenas um filme no qual armas são disparadas: o excelente “Mud”, com Matthew McConaughey no papel de um fugitivo romântico escondido numa floresta e que recebe ajuda de dois garotos.
Confira o trailer de 'Mud':
Na coletiva de imprensa, o tema surgiu para o cofundador do festival, Robert Redford.
“Será que minha indústria pensa que armas vão ajudar a vender ingressos? Não é uma pergunta que eu tenha a resposta”, disse.
“Mas me parece uma pergunta razoável a se fazer já que tantas armas aparecerem nos anúncios.”
Na semana passada, o presidente Barack Obama pediu ao Congresso que financie uma pesquisa de US$ 10 milhões sobre o impacto nas “mentes dos jovens” de videogames e imagens da mídia.
Ontem, chegou em Sundance uma edição especial da Variety sobre “violência e entretenimento” - são 78 páginas e 40 contribuidores escrevendo sobre o assunto.
A edição especial da Variety - capa e contracapa - fotos: Fernanda Ezabella
Tem, por exemplo, Vince Gilligan, criador de “Breaking Bad”, justificando e explicando a complexidade das passagens violentas do seriado, tão intrínsecas na história:
“Queremos que estes momentos de violência toquem o telespectador de forma profunda, mas nunca os pensamos de forma sensacionalista”, escreveu Gilligan.
“Na maior parte das vezes, a violência na história tem como objetivo ser um efeito transformador em nossos personagens”.
A edição traz um amontoado de opiniões diversas: James Stern, produtor de “Looper” e diretor de um documentário sobre armas nos EUA, é entrevistado, assim como Callie Khouri, roteirista de “Thelma & Louise” e criadora do seriado “Nashville”, e Mike Hammond, do grupo Gun Owners America.
Larry Flynt, do império Hustler - que ficou paraplégico após uma tentativa de assassinato - também participa e defende a Segunda Emenda da Constituição americana (aquela que permite portar armas e se defender).
“Mas não acho que os ‘founding fathers’ queriam dizer [com a segunda emenda] pessoas com bazucas e lançadores de granadas”, ponderou.
Três filmes que Fernanda gostou bastante não poderiam ser mais diferentes: uma comédia romântica (“Austenland”), um drama misterioso (“Mud”, com Matthew McConaughey) e um filme de estrada viajante (“Crystal Fairy”).
'Austenland' – É sobre uma americana (Keri Russell) obcecada pelos livros de Jane Austen que decide gastar uma grana numa viagem imersiva ao universo da escritora inglesa.
É como um parque temático na Inglaterra, onde tudo é ambientado/organizado para lembrar “Orgulho e Preconceito”, Mr. Darcy e outros livros/personagens.
Romances são arranjados, mas os limites entre ficção e realidade ficam cada vez mais confusos.
O filme tem um certo problema de ritmo no começo, umas piadas meio fora do tom, mas, segundo Fernanda, o resultado é uma comédia romântica bem original e graciosa.
Cena de 'Austenland' - foto: Divulgação
“Mud” - É o segundo longa do diretor Jeff Nichols, um cara para ficar de olho.
Seu primeiro foi “O Abrigo”, com Michael Shannon.
O ator volta para “Mud”, mas apenas numa ponta, pois o astro mesmo é Matthew McConaughey, no papel de um fugitivo romântico à espera de seu amor numa floresta/ilha, morando num barco encalhado nas árvores.
Ele é ajudado por dois garotos, que acabam aprendendo um bocado sobre amor.
Lembra bem aquela camaradagem de “Conta Comigo” (1986).
No lugar da paranoia de “O Abrigo”, tem um sentimento forte de amizade, confiança.
É um filme bem peculiar (e longo) - Reese Witherspoon faz uma ponta bem convincente.
Cena de 'Mud' - foto: Divulgação
'Crystal Fairy' - O filme do diretor chileno Sebastián Silva (do sensacional “La Nana”) traz Michael Cera como um turista americano meio mala que parte em viagem de carro com três amigos chilenos ao deserto do Atacama para tomar mescalina.
A turma encontra pelo caminho uma outra “gringa” - a tal Crystal Fairy do título - uma pseudo hippie que empata um pouco a aventura.
O filme seria mais legal se o personagem de Cera não ficasse tão insuportável, obcecado com o cactus e toda a preparação da droga.
Ainda assim, Fernanda gostou - é despretensioso, e a hippie é hilária, rouba as cenas.
Cera está com outro filme no festival com o mesmo diretor, “Magic Magic”.
Este é mais “planejado”, feito com roteiro e mais grana, ao contrário de “Crystal Fairy”.
Cena de 'Crystal Fairy' - foto: Divulgação
Sundance vai até dia 27 e tem três filmes que abordam uso de armas: o documentário “Valentine Road”, sobre um tiroteio numa escola da Califórnia, o longa de ficção “Blue Caprice”, baseado em ataques de 2002, e o curta “Gun”, sobre um homem que compra uma arma para proteção própria e fica obcecado com seu novo senso de poder.
ARTIGO: POR QUÊ OS GLOBOS DE OURO E O OSCAR SÃO IMPORTANTES
Uma das mais aclamadas jornalistas especializadas em Cinema do Brasil, Ana Maria Bahiana publicou dias atrás um ótimo texto sobre a importância dos prêmios da indústria de Cinema americana.
Confira:
Algumas coisas são sempre importantes de serem lembradas quando se fala de temporada de prêmios, especialmente quando se está no auge desta fogueira de vaidades:
Como disse antes, todo prêmio é, em essência, a expressão da opinião de um grupo de pessoas num determinado momento.
Para quem é indicado ou vence, prêmios são importantes como: reconhecimento de seus pares; ferramenta de marketing; upgrade ou viabilização de carreira. Mas quem dá o devido valor a qualquer obra são o tempo e a história.
Que o digam Kubrick, Chaplin, Hitchcock, Altman e Kurosawa, entre muitos outros.
Para quem escolhe, prêmios são importantes como: ferramenta para estabelecimento e ampliação de sua posição no meio; ritual de consolidação de seus integrantes; fonte de renda.
Desde 1953, quando o Oscar foi televisionado pela primeira vez nos Estados Unidos, os prêmios evoluíram de uma festa entre colegas para um show de mídia.
Uma entidade que tem um prêmio televisionado sabe que ali está sua principal fonte de renda para o ano todo, viabilizando suas atividades, programas, doações e apoios.
Uma entidade que tem seu prêmio televisionado está constantemente preocupada com a qualidade e popularidade de seu evento - seria muito irresponsável de sua parte não faze-lo.
Quando, 70 anos atrás, um grupo de correspondentes estrangeiros em Los Angeles criou o que viria a ser a Hollywood Foreign Press Association, seu primeiro objetivo era por um ponto final à xenofobia e paranoia que dominavam o país em plena Segunda Guerra Mundial.
A ideia de criar um prêmio que expressasse as preferências desse grupo – o Golden Globe, Globo de Ouro, enfatizando o aspecto universal das artes visuais – era uma forma de usar de outro modo a moeda corrente que a Academia, fundada 16 anos antes, já tinha descoberto: o prêmio como bilhete de entrada e afirmação no meio.
A Academia, em 1927, tinha um problema: a disputa entre produtores e estúdios e os sindicatos e entidades de classe por melhores salários e condições de trabalho.
A HFPA, em 1943, tinha outro: não ser mais discriminada como “um bando de estrangeiros” que talvez estivesse espionando para o inimigo.
Acho incrível que, 70 anos depois, ainda tenha gente que continue nos chamando de “um bando de estrangeiros”, denegrindo nosso trabalho, insultando a mim e a meus colegas. Xenofobia é uma erva daninha difícil de exterminar.
Felizmente, esta turma é uma minoria cada vez menor.
Quando cheguei a Los Angeles em 1987, passei muitos anos ouvindo coisas como “esta entrevista só está disponível para territórios importantes, você não pode fazer” ou “ não temos mais lugar neste evento, é apenas para imprensa norte americana”.
Ou recebendo — depois de muita insistência– copias xerocadas das notas de produção enquanto os coleguinhas norte-americanos – muitos dos quais são os que ainda dizem todas essas coisas acima – eram mimados com luxuosas encadernações, camisetas e lugares reservados nos cinemas.
Ah, como isso mudou!
A bilheteria internacional representa hoje 70% da renda combinada de todos os grandes estúdios e principais distribuidores.
Carreiras inteiras – Tom Cruise que o diga – dependem dos mercados internacionais. Projetos são escolhidos e aprovados baseados em suas perspectivas internacionais.
A jornalista Ana Maria Bahiana - foto: Jangadeiro On Line
A evolução, a popularidade e o prestígio crescentes dos Globos de Ouro devem ser entendidos, em primeiro lugar, à luz desse fenômeno.
Os colegas norte americanos podem dizer que somos um “bando misterioso” de jornalistas que “ninguém conhece”, mas estúdios, produtores, divulgadores, atores e qualquer pessoa que lide com mídia internacional nos conhece muito bem: nós somos a voz dos BRICs, a ponte com a Europa, a Ásia, o Oriente Médio.
Nossa presidente, a extraordinária Aida Takla O’Reilly, nascida no Egito, escreve para Dubai, um dos maiores financiadores atuais do cinema.
Da França à Coréia, da Australia ao México, o que reportamos repercute nos mercados que, hoje, mais interessam aos realizadores de todos os tamanhos.
E – o que na verdade pode ser ainda mais interessante – as escolhas que fazemos, nos Globos, são as da platéia, de certa forma as nossas plateias, as culturas, os idiomas e os países que representamos.
Vemos e consumimos cinema como o mundo vê e consome.
Isso, hoje, vale mais do que qualquer outra coisa. (Inclusive, segundo este estudo, mais do que um Oscar, como ferramenta de marketing – uma vitória nos Globos adiciona, em média, mais 14 milhões de dólares à bilheteria de um filme, enquanto um Oscar traz em média mais 3 milhões de dólares.)
O mito de que “os Globos influenciam os Oscars” começou na mesma salada de especulações e “experts” que hoje assolam a mídia.
Por conta de nosso calendário profissional – ei, somos jornalistas, temos que acabar logo com essa farra para voltar a trabalhar! – e da agenda das emissoras que transmitem o evento, os Globos há muitos e muitos anos estão firmemente no segundo domingo de janeiro.
O resto do nosso calendário se prende a isso.
Nossas escolhas são de natureza diversa da dos Oscars.
São escolhas de quem, sim, viu praticamente todos os filmes lançados no ano (porque é nosso dever profissional) e está lançando indicações como tal.
Estamos na plateia. Uma plateia privilegiada, mas uma plateia.
O que acredito que fazemos, para os Oscars e os demais prêmios, é exatamente isso: criar um balaio, uma lista preferencial de quem realmente importa a cada ano.
Isso não mudou.
As listas de indicados aos Globos e aos Oscars é praticamente a mesma.
As escolhas finais são sempre marcadamente diferentes, porque estamos olhando e selecionando de modo diferente.
Este ano tivemos a nosso favor um planejamento rigoroso do evento do dia 13 de Janeiro, que tomou praticamente o ano inteiro e envolveu as escolhas das hosts Tina Fey e Amy Poehler, o prêmio especial a Jodie Foster e um vasto trabalho online e em midias sociais do qual, digo sem falsa modéstia, participei ativamente (mas não aqui, é claro – não seria correto. No site da Associação).
O resultado foi nossa melhor audiência em seis anos – 20 milhões de espectadores — tornando os Globos o show de prêmios mais visto desta temporada, até agora.
Não creio que isso tenha impacto algum sobre os Oscars.
Os Oscars tem sua própria, longa e ilustre história e vão fazer sucesso ou não, este ano, dependendo de seus próprios méritos, do quanto Seth McFarlane vai funcionar como host, e o quão dinâmico for seu telecast.
Suas escolhas finais serão, tenho certeza, absolutamente diferentes, porque o olhar do pool de votantes é necessariamente diferente.
(Por exemplo: os Globos escolheram 'Brokeback Mountain' e os Oscars ficaram com 'Crash-No Limite'. Para dar um exemplo.)
Nesse ano, os Globos apontaram 'Argo' e 'Os Miseráveis'.
Vejo 'Lincoln' e 'O Lado Bom da Vida' despontando nos Oscars - e seria assim não importa em que dia Globos ou Oscars acontecessem.
Falo tudo isso com absoluto conforto.
Meu filme favorito (e de Ben Affleck também), 'O Mestre', não ganhou nem biscoitinho de polvilho nem da minha Associação, nem da Academia.
Mas esse é o mistério e o fascínio dos prêmios – o contraponto entre nossas escolhas e paixões e as escolhas e paixões dos outros.
MEMÓRIA: WALMOR CHAGAS
Gaúcho da cidade de Alegrete, Walmor Chagas nasceu no dia 28 de agosto de 1930.
Ele se mudou para São Paulo nos anos de 1950 para apostar no cinema - seu primeiro filme já foi "São Paulo S.A." (1965), de Luís Sérgio Person, ao lado de Eva Wilma, uma das obras-primas da cinematografia brasileira.
Além de "Cara ou Coroa", no ano passado, Walmor pôde ser visto também em "A Coleção Invisível", de Bernard Attal.
No cinema, deixou como legado os longas "Valsa para Bruno Stein" (2007), "Asa Branca - Um Sonho Brasileiro" (1980) e "Beto Rockfeller" (1970), entre outros.
Na TV, ele começou com uma participação no programa "Grande Teatro Tupi", da TV Tupi, em 1953 - mas sua estreia como ator foi na Globo, em 1974, na novela "Corrida do Ouro".
Entre os folhetins da Globo em seu currículo estão "A Favorita" (2008), "Pé na Jaca" (2006), "Esperança" (2002), "Selva de Pedra" (1986) e "Vereda Tropical" (1984).
Em 1992, ele também foi apresentador do programa "Você Decide", na Globo.
Na Record, ele fez "Os Mutantes: Caminhos do Coração" (2007).
Walmor fundou, em 1952, o Teatro das Segundas-Feiras, com Ítalo Rossi.
A primeira peça foi "Luta Até o Amanhecer", de Ugo Betti.
Entre as principais peças em que Walmor atuou, estão "Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?" (1965), "Esperando Godot" (1969) e "Um Equilíbrio Delicado" (1999).
Com mais de 60 anos de carreira, ele atuou em cerca de 40 peças, 20 filmes e 30 novelas.
Walmor era viúvo da atriz Cacilda Becker, com quem teve uma filha, Maria Clara Becker Chagas.
Infelizmente,Walmor foi encontrado morto na última sexta(18) em seu hotel fazenda, na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, com um tiro na cabeça.
Ele estava sentado em uma cadeira e portava um revólver calibre 38 sobre o colo.
A Polícia Civil de Guaratinguetá divulgou nesta segunda (21) um laudo provisório que indicou vestígios de pólvora na mão direita do ator, o que sustenta a hipótese de suicídio.
Segundo Antonio Luiz Marcelino, delegado do 2° Distrito Policial de Guaratinguetá, "o perito ainda vai dar o laudo definitivo, mas não resta dúvidas de que foi suicídio", afirmou.
O caseiro João Arteiro de Almeida, única pessoa na casa e que encontrou o corpo de Walmor, também passou pelo exame residuográfico e o resultado foi negativo.
Para o empresário e amigo de Walmor, Antônio Carlos Cardoso, o ator tirou a própria vida porque estava muito doente e não queria dar trabalho para amigos e parentes.
"Acredito que seu suicídio foi resultado da sua teimosia, não queria ser um peso para ninguém. Ele na verdade quis escolher a hora de sua própria morte", disse ele.
O corpo de Walmor foi cremado em uma cerimônia reservada para amigos e parentes no Cemitério Parque das Flores, em São José dos Campos, no sábado (19).
Por tudo o que fez nos palcos, nas telonas e nas telinhas, a postagem de hoje é dedicada ao seu talento e à sua memória.