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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

'O DESTINO DE UMA NAÇÃO': GARY OLDMAN EXCEPCIONAL EM PERFEITA RECONSTITUIÇÃO DE ÉPOCA


SINOPSE:

Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha.

Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista, que pode significar o fim de anos de conflito.

CRÍTICA:

Cinebiografias se tornaram comuns em Hollywood e agora temos mais uma, 'O Destino De Uma Nação', filme dirigido por Joe Wright (Desejo E Reparação), que estreia hoje aqui no Brasil

Gary Oldman, ganhador do Globo de Ouro 2018 pelo papel, vive Winston Churchill, um importante político que assume o cargo de primeiro-ministro britânico durante um delicado momento da Segunda Guerra Mundial.

Sua grande missão é assinar o quanto antes um acordo de paz com a Alemanha para impedir uma invasão à Inglaterra.

O Destino de uma Nação : Foto Gary Oldman
Gary Oldman é Churchill - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Universal Pictures
Quem assistiu 'Dunkirk', dirigido por Christopher Nolan, poderá reconhecer a história, já que o longa aborda o resgate dos soldados aliados pelo mar da praia de Dunkirk, enquanto a nova trama traz como foco os bastidores de desespero dos políticos enquanto Hitler deixava sem saída o exército inglês.

No início do longa somos apresentados à Elizabeth Layton (Lily James), uma jovem secretária contratada para trabalhar com Churchill e que logo de cara, é contestada e humilhada pelo duro político enquanto escreve um telegrama ditado por ele.

É provável que nas primeiras cenas o espectador acredite que a história será vista pelo olhar da moça, mas é o personagem de Oldman que assume a trama com uma individualidade gritante, deixando o restante do elenco e o enredo em segundo plano.

O Destino de uma Nação : Foto Lily James
Lily James é Elizabeth
Com toda uma tensão que corre por seus 125 minutos, o filme apresenta a história de maneira leve, sem grandes cenas de ação ou foco direto na guerra.

O que vemos na telona é a forma didática na qual o roteiro se agarra para entregar com precisão um momento crucial e histórico para a humanidade.

Exemplo disso são as tomadas engraçadas vindas do político que levava fama de um rabugento nada querido por seus companheiros de partido.

A cena onde ele aprende o significado de um "V de Vitória" é uma das mais cômicas.

O homem só perde sua voz e amansa quando é encurralado por sua mulher Clementine (Kristin Scott Thomas).

O Destino de uma Nação : Foto Kristin Scott Thomas
Kristin Scott Thomas é Clementine
Outro ponto que faz do personagem um grande foco do longa é a sua caracterização.

É possível que por alguns momentos passe completamente despercebido que o verdadeiro Churchill não está em cena, tamanha é a semelhança de Oldman com o homem após incontáveis horas de maquiagem e um resultado incrível, deixando o ator totalmente irreconhecível.

Não é a toa que o filme lidera as indicações ao Prêmio do Sindicato dos Maquiadores e Cabeleireiros, e que Oldman seja um dos nomes cotados para o Oscar 2018.

Temos aqui um filme para se contemplar, seja a história, as atuações ou os trabalhos visuais.

Vale uma olhada.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
O DESTINO DE UMA NAÇÃO
Título Original:
DARKEST HOUR
Gênero:
Biografia
Direção:
Joe Wright
Elenco:
Annarie Boor, Beatrice Stein, Ben Mendelsohn, Brian Pettifer, Charley Palmer Rothwell, David Olawale Ayinde, Gary Oldman, Hannah Steele, Hilton McRae, Jeremy Child, Jordan Waller, Kristin Scott Thomas, Lily James, Liv Hansen, Nicholas Jones, Philip Martin Brown, Richard Lumsden, Ronald Pickup, Samuel West, Stephen Dillane, Tim Ingall
Roteiro:
Anthony McCarten
Produção:
Anthony McCarten, Douglas Urbanski, Eric Fellner, Lisa Bruce, Tim Bevan
Fotografia:
Bruno Delbonnel
Trilha Sonora:
Dario Marianelli
Montador:
Valerio Bonelli
Estúdio:
Working Title Films
Distribuidora:
Focus Features, Universal Pictures International
Ano de Produção:
2018
Duração:
125 min.
Estréia no Brasil:
11/01/2018
Classificação indicativa:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

'PETER PAN': LONGA FOGE DA GÊNESE DO PERSONAGEM E VALE POR VISUAL E 3D ESPETACULARES


SINOPSE:

Peter (Levi Miller) é um garoto de 12 anos que vive em um orfanato em Londres, no período da Segunda Guerra Mundial.

Um dia, ele e várias crianças são sequestradas por piratas em um navio voador, que logo é perseguido por caças do exército britânico.

O navio escapa e logo ruma para a Terra do Nunca, um lugar mágico e distante onde o capitão Barba Negra (Hugh Jackman) escraviza crianças e adultos para que encontrem pixum, uma pedra preciosa que concentra pó de fada.

Em pleno garimpo, Peter conhece James Hook (Garreth Hedlund), que tem planos para fugir do local.

CRÍTICA:

Desde que o escritor escocês J.M. Barrie a criou em 1904, a aventura do menino que não quer crescer ganhou inúmeras versões para o cinema, teatro e televisão.

O que até então nunca tinha sido mostrado com detalhes é a origem de Peter Pan e como ele foi parar na Terra do Nunca - 'Hook - A Volta Do Capitão Gancho' (1991), dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Dustin Hoffman e Robin Williams mostrou essa gênese de maneira bem sutil.

Dirigido por Joe Wright ('Anna Karenina'), 'Peter Pan', que estreia hoje em 514 salas em todo o Brasil, procura mostrar ao espectador como um menino se tornou o herói que conhecemos hoje, uma pergunta que qualquer fã do personagem gostaria de ver respondida.

Peter Pan : Foto Levi Miller (II)
Levi Miller é o protagonista Peter Pan - Fotos dessa Postagem: Divulgação/© Warner Bros Entertainment
História de aventura bem infantil, que traz boas cenas de ação, um herói mirim simpático, vilões clichês malignos (Hugh Jackman entrega uma atuação convincente e segura como Barba Negra), criaturas fantásticas e uma viagem com grandes desafios, a trama traz momentos divertidos, como a chegada de Peter (Levi Miller) à Terra do Nunca, lugar onde presencia um afinado coro acapella de 'Smell Like Teens Spirit', clássico da banda Nirvana, liderado pelo vilão central.

Se esse longa tinha a pretensão de ser uma nova versão de Peter Pan, não funciona nesse aspecto, pois não consegue aproveitar da melhor maneira possível os elementos clássicos da história criada por Barrie.

Peter Pan : Foto Hugh Jackman
Hugh Jackman é o vilão Barba Negra
Aqui, a icônica fadinha Tinker Bell , a Sininho, tem uma participação relâmpago, o Hook interpretado por Garrett Hedlund está mais para um Don Juan do que para um futuro e icônico pirata e Peter não está nem um pouco determinado em não crescer ou proteger seus amigos acima de tudo - suas principais características.

Claro que faz sentido os personagens terem características diferentes nesse momento, pois estamos falando de algo que ainda não foi contado, um prelúdio da história que conhecemos e amamos, mas a verdade é que um ponto importante da essência da obra de Barrie se perdeu no caminho de inovação.

Trata-se justamente do verdadeiro encanto da história, que vem do aspecto da Terra do Nunca ser um lugar da imaginação onde qualquer um pode ser criança para sempre.

O prazer de estar lá e a vontade de nunca crescer praticamente não são citados no filme.

Peter Pan : Foto Garrett Hedlund
Garrett Hedlund é James Hook, o futuro Capitão Gancho
A trama começa com Peter sendo deixado pela mãe (Amanda Seyfried) em um orfanato da cidade de Londres.

Sua aventura começa para valer aos 12 anos, quando é raptado pelos capangas de Barba Negra (Hugh Jackman) e é levado a um lugar mágico e bem distante.

Chegando lá, o menino é escravizado junto com outros garotos pelo temido pirata para tentar encontrar o pixum, uma pedra preciosa que concentra o pó de fada.

Depois de conseguir fugir com James Hook (Garrett Hedlund), Peter encontra nativos do local, que passam a acreditar que ele é o escolhido para se tornar o grande herói da tribo.

Com Tigrinha (Rooney Mara) e companhia, o garoto inicia uma rebelião contra o Barba Negra.

Peter Pan : Foto Rooney Mara
Rooney Mara é Tigrinha
Mesmo deixando a desejar em vários aspectos (a origem da lenda do herói está longe de estar totalmente explicada), o filme - produzido por Greg Berlanti, o visionário por trás das séries 'Arrow', 'The Flash' e 'Supergirl' -  vale ser assistido, se não pela forma como os personagens lendários são construídos e apresentados, ao menos pelo visual que, além de espetacular, conta com um 3D bem calibrado e acima da média, elementos capazes de garantir a diversão dos públicos de todas as idades.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
Peter Pan : Poster
'PETER PAN'
Título Original:
PAN
Gênero:
Aventura
Direção:
Joe Wright
Roteiro:
Jason Fuchs
Elenco:
Aaran Mitra, Aaron Monaghan, Adeel Akhtar, Adnan Mustafa, Alexander Bracq, Amanda Seyfried, Ami Metcalf, Amy Morgan, Anastasia Harrold, Andres Austin Bennett, Ben Smith, Cara Delevingne, Chris Marchant, Clem So, Deborah Rosan, Debra Leigh-Taylor, Emerald Fennell, Gabriel Andreu, Garrett Hedlund, Harry Lister Smith, Hugh Jackman, Jack Charles, Jack Lowden, Jacob Greener-Tofts, Jamie Beamish, Jamie Wilson, Jimmy Vee, Joe Kennard, Julian Seager, Kathy Burke, Kurt Egyiawan, Kwame Augustine, Leni Zieglmeier, Levi Miller, Lewis MacDougall, Nicholas Agnew, Nicholas Marshall, Nonso Anozie, Oliver Payne, Oscar Hatton, Paul Kaye, Phill Martin, Rafael Pereira-Edwards, Rooney Mara, Spencer Wilding, Tae-joo Na, Tomislav English
Produção:
Greg Berlanti, Paul Webster, Sarah Schechter
Fotografia:
Seamus McGarvey
Montador:
Paul Tothill
Trilha Sonora:
Dario Marianelli
Duração:
111 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos / Reino Unido
Cor:
Colorido
Estreia:
08/10/2015 (Brasil)
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
Berlanti Productions
Classificação:
Livre

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 15 de março de 2013

'ANNA KARENINA': SE EU FOSSE ELA, NÃO TROCARIA O ALEXEI PELO CONDE VRONSKY



É com a frase de Liev Tolstói - "Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira" - uma mais famosas da literatura mundial, que o livro 'Anna Karenina' começa.

A trama de um dos livros mais lidos de todos os tempos e que já rendeu incontáveis versões para as telonas e as telinhas desde o cinema mudo nem ao menos é citada no filme homônimo de Joe Wright que estreia hoje aqui no Brasil, já que o longa seguiu um caminho diferenciado, com um clima teatral que o afasta da representação fiel.

Wright já havia encarado a empreitada da adaptações de tramas bem articuladas, diálogos e personagens profundos da literatura  outras duas vezes,  ao lado da atriz Keira Knightley: em 'Orgulho e Preconceito' e no ótimo 'Desejo e Reparação'.

Agora, em mais uma adaptação do romance de Tostói  para as telonas, a atriz dá vida à complexa personagem russa do século 19.

Quando viaja ao encontro do irmão Oblonsky (Matthew Macfadyen) para ajudar a salvar seu casamento, acaba por conhecer o Conde Vronsky (Aaron Taylor-Johnson) e o conflito moral surge quando, no vazio de uma vida aristocrática ao lado de Alexei Karenin (Jude Law), apaixona-se pelo jovem oficial.

Keira Knightley - como Anna - e Aaron Taylor-Johnson - como o Conde Vronsky - em cena do longa - fotos dessa postagem: Divulgação/Paramount Pictures do Brasil

Marcando em cada fotograma o exagero do teatro, a produção impressiona, principalmente nas sequências dos bailes de época,onde dezenas de atores vestidos de forma opulenta permanecem estáticos enquanto o foco está apenas no movimento de um casal.

Até o cenário - que  se parece com cenário de teatro em várias sequências -  reitera o clima dos palcos.

A Karenina de Wrigh e do roteirista Tom Stoppard ('Shakespeare Apaixonado') aposta tudo quando se enamora e acredita ser possível enfrentar o julgamento da sociedade para concretizar o que deseja, só que, quando a realidade é menos encantadora e romântica, entra em um estado de confusão mental.

Jude Law, como Alexei Karenin: o melhor do longa

As cenas da engrenagem de um trem em alta velocidade são marcantes na edição - pouco antes de conhecer Vronsky, Anna impressiona-se com o acidente fatal de um trabalhador estraçalhado pela locomotiva e em seus momentos de angústia, a passagem retorna ao espectador para induzir a sensação de esmagamento subjetivo.

Como grande parte das personagens da literatura russa daquela época, Karenina não é boa nem má, oscila entre opostos - algo que torna sua história extremamente atual, assim como as questões de traição e julgamento, mas por ser a adaptação de uma obra tão clássica e ousar em termos de linguagem, o longa pode cair na mesma cilada de 'Os Miseráveis' diante do espectador: ou se ama ou se odeia.

A evolução de Keira ao longo dos três filmes é perceptível e, apesar de sua interpretação ser apenas correta, a personagem parece cair bem para seus traços expressivos.

Keira Knightley: linda mas apenas correta como a protagonista Anna
O grande problema da produção foi ter escalado Aaron Taylor-Johnson para interpretar o Conde Vronsky: apenas bunito, o ator é ruim de doer, não segura o personagem em nenhum momento e não passa ao espectador o porquê de Anna querer trocar o marido por ele.

O marido, interpretado por um lindo, sedutor e espetacular Jude Law, que se destaca ao viver o alto funcionário do governo extremamente rígido e bondoso – desde que o jogo esteja a seu favor - é zilhões de vezes mais interessante que o Conde - eu, por exemplo, jamais trocaria.

Aaron Taylor-Johnson como o Conde Vronsky: lindo, mas não segura o personagem
O  Alexei de Law parece imergir na penumbra da casa dos Karenin, numa triste crença religiosa que não ultrapassa a racionalidade, num trabalho digno do grande ator que ele se tornou.

Eu, se fosse a Anna, não arriscaria trocar Alexei por Vronsky - nunca.

No mais, o longa é uma festa para os olhos e garantia de bons momentos no escurinho do cinema.

No Oscar 2013, o longa foi indicado a Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Direção de Arte - levou o de Melhor Figurino.

Confira o trailer do filme:


*****
'ANNA KARENINA'
Título original:
Anna Karenina
Diretor:
Joe Wright
Elenco:
Keira Knightley, Jude Law, Aaron Taylor-Johnson, Kelly Macdonald, Matthew Macfadyen, Olivia Williams, Michelle Dockery, Emily Watson, Holliday Grainger, Ruth Wilson e outros
Produção:
Tim Bevan, Paul Webster
Roteiro:
Tom Stoppard
Fotografia:
Seamus McGarvey
Trilha Sonora:
Dario Marianelli
Duração:
129 min.
Ano:
2012
País:
Reino Unido, França
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Paramount Pictures Brasil
Estúdio:
StudioCanal / Working Title Films
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau:

sábado, 8 de setembro de 2012

FESTIVAL DE TORONTO-TIFF 2012: KEIRA KNIGHTLEY E JUDE LAW SURPREENDEM EM 'ANNA KARENINA'


O grande escritor russo Leon Tolstoi ainda desperta paixões: sua obra-prima, "Anna Karenina", que já foi levada dúzias de vezes às telonas, ganhou mais uma adaptação, desta vez muito original e com Keira Knightley no papel principal.

Apresentada no TIFF-2012, é a primeira vez que esse filme de 130 minutos, dirigido pelo britânico Joe Wright - de "Orgulho e Preconceito" (2005), também estrelado por Keira Knightley, e "Desejo e Reparação" (2007) - é apresentado no exterior.

A heroína tolstoiana de destino trágico foi representada por várias atrizes, de forma brilhante - entre outras, Greta Garbo, Vivien Leigh e Sophie Marceau - mas a jovem atriz inglesa, que já atuou com grande facilidade no papel de uma aristocrata em "A Duquesa" (2008), acrescenta a sua personagem um toque de humor e leveza.

AP Photo
A atriz inglesa Keira Knightley, no TIFF - 2012

Claro, a Anna Karenina de Joe Wright ainda é uma aristocrata russa casada sem amor com um idoso muito mais velho, Alexis Karenina, e que se apaixona perdidamente por um oficial de cavalaria, Conde Vronsky.

Esta paixão se choca com a alta sociedade da Rússia czarista que não os perdoa, especialmente ela, quebrando os códigos sociais, e termina em tragédia, o suicídio de uma jovem mulher que se atira sob um trem.

Mas também nos surpreendemos rindo, com a alegria da atriz britânica tão contagiosa numa encenação muito original.

Trajes suntuosos, belas músicas (do compositor italiano Dario Marianelli), o jogo de luz que ilumina os rostos, ajudam a compor os personagens e, mesmo Alexis, marido de Anna, é cativante, outro ponto original do roteiro, enquanto que o personagem de Tolstoi é severo e envolto em preconceitos de classe.

Para o papel do marido corno, o diretor surpreende até mesmo o seu público, escolhendo Jude Law.

O ator inglês, mais conhecido por seu físico destruidor de corações, agora está irreconhecível atrás de sua barba e óculos pequenos.

Confira o trailer de "Anna Karenina":

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Com: