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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

NO PRIMEIRO ENCONTRO ENTRE SUAS INTÉRPRETES, A MULHER-MARAVILHA VIRA EMBAIXADORA DA ONU PARA O EMPODERAMENTO FEMININO


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Na ONU, Lynda Carter, 65, e Gal Gadot, 31, finalmente se conheceram
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Momento histórico na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York nessa sexta, 21.

A Diva Lynda Carter, que deu vida à Mulher-Maravilha na cult série dos anos 70 e Gal Gadot, que já apareceu como a princesa amazona em 'Batman Vs. Superman', aparecerá em 'Liga da Justiça' e ainda no inédito filme solo da Warner/DC, finalmente se conheceram pessoalmente, no aniversário de 75 anos da heroína.

As duas atrizes se reuniram para presenciar a Mulher-Maravilha recebendo o título de 'Embaixadora para o Empoderamento Feminino'.

Lynda Carter e Gal Gadot finalmente juntas e segurando o diploma que tornou a Mulher Maravilha Embaixadora da ONU  - Facebook/Lynda Carter
No evento, tanto Lynda, quanto Gal discursaram e destacaram a importância da personagem para o empoderamento feminino.

Assista:


Anteriormente, o Correio americano já tinha homenageado a princesa amazona pela data, lançando uma ótima série de selos que abordam várias fases da personagem nos quadrinhos.

Resultado de imagem para wonder woman 75 years stamps
US Mail
Patty Jenkins, diretora do primeiro filme solo da heroína, também esteve na cerimônia e finalmente revelou que, mesmo antes dos milhões de pedidos de fãs para que Lynda Carter estivesse no filme - eu fui um deles, queria a Diva como a rainha Hipólita, mãe de Diana - chegou a negociar uma participação de Lynda no longa, que estreia em 1º de junho de 2017.

A cerimônia completa, você acompanha aqui:


Pena que a Diva, que faz muitos shows como cantora, não pode aceitar justamente por problemas de agenda, que também a tinha tirado da primeira temporada de 'Supergirl'.

Felizmente agora, Lynda pode aceitar e aparecerá na segunda temporada da série da heroína, que estreia na quarta, 26, às 22h30 no canal Warner, como a presidente dos EUA.

Confira a evolução da personagem nas HQs nesses 75 anos:


Como parte do acordo que deu o título de 'Embaixadora para o Empoderamento Feminino' para a heroína, a DC promete usar suas plataformas para divulgar questões relativas aos direitos das mulheres.

21.out.2016 - As atrizes Lynda Carter, 65, e Gal Gadot, 31, se encontram em evento da ONU que torna a Mulher-Maravilha embaixadora da para o empoderamento feminino
Lynda Carter posa com Gal Gadot no evento da ONU - Carlo Allegri/Reuters
Uma HQ também será lançada no ano que vem e estará disponível nos seis idiomas oficiais das Nações Unidas: árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

Confira as várias versões da Mulher Maravilha - inclusive Lynda Carter e Gal Gadot em ação:



quarta-feira, 18 de julho de 2012

CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU APOIA LIBERDADE NA INTERNET E O FIM DAS PMs NO BRASIL


O Conselho de Direitos Humanos da ONU (HRC), sediado em Genebra, Suíça, aprovou sua primeira resolução sobre a liberdade na internet e fez um apelo para que todos os Estados apoiem os direitos individuais on-line da mesma forma que o fazem off-line.

Apesar da oposição de nações como China, Rússia e Índia, os países que promoviam a resolução saudaram o apoio dado por dezenas de nações antes de sua adoção.

"Este resultado é importante para o Conselho de Direitos Humanos", afirmou a embaixadora americana, Eileen Chamberlain Donahoe, à mídia.

"É a primeira resolução da ONU que confirma que os direitos humanos na esfera da internet devem ser protegidos com o mesmo empenho que no mundo real", completou a embaixadora.

O texto obteve o apoio de 85 co-patrocinadores, dos quais 30 são membros do HRC, afirmou Donahoe.

Representando um dos Estados que apoiaram a iniciativa, o embaixador da Tunísia, Moncef Baati, afirmou que a resolução era particularmente importante para seu país devido ao papel de destaque das redes sociais na derrubada do então presidente Zine El Abidine Ben Ali, em 2011.

Outros países que apoiaram a resolução sobre a Promoção, a Proteção e o Exercício dos Direitos Humanos na Internet foram Brasil, Nigéria, Suécia e Turquia.

Divulgação - ONU
O Logo do Conselho de Direitos Humanos da ONU
Dirigindo-se diretamente ao Brasil, o Conselho de Direitos Humanos da ONU recomendou maiores esforços para combater a atividade dos "esquadrões da morte" e que trabalhe para suprimir as Polícias Militares de vários estados brasileiros, acusadas de inúmeros assassinatos.

Esta é uma de 170 recomendações que os membros do Conselho de Direitos Humanos aprovaram como parte do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre o Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, uma avaliação à qual se submetem todos os países.

A recomendação em favor da supressão das PMs partiu da Dinamarca, que pede a abolição do "sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficazes (...) para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais".

A Coreia do Sul falou diretamente de "esquadrões da morte" e Austrália sugeriu a Brasília que outros governos estaduais "considerem aplicar programas similares aos da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) criada no Rio de Janeiro".

Já a Espanha solicitou a "revisão dos programas de formação em direitos humanos para as forças de segurança, insistindo no uso da força de acordo com os critérios de necessidade e de proporcionalidade, e pondo fim às execuções extrajudiciais".

O relatório destaca a importância de que o Brasil garanta que todos os crimes cometidos por agentes da ordem sejam investigados de maneira independente e que se combata a impunidade dos crimes cometidos contra juízes e ativistas de direitos humanos.

O Paraguai recomendou ao país "seguir trabalhando no fortalecimento do processo de busca da verdade" e a Argentina quer novos "esforços para garantir o direito à verdade às vítimas de graves violações dos direitos humanos e a suas famílias".

A França, por sua parte, quer garantias para que "a Comissão da Verdade criada em novembro de 2011 seja provida dos recursos necessários para reconhecer o direito das vítimas à justiça".

Muitas das delegações que participaram do exame ao Brasil concordaram também nas recomendações em favor de uma melhoria das condições penitenciárias, sobretudo no caso das mulheres, que são vítimas de novos abusos quando estão presas.

Neste sentido, recomendaram "reformar o sistema penitenciário para reduzir o nível de superlotação e melhorar as condições de vida das pessoas privadas de liberdade".

Olhando mais adiante, o Canadá pediu garantias para que a reestruturação urbana visando à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016 "seja devidamente regulada para prevenir deslocamentos e despejos".

Com a palavra, a presidente Dilma e o Governo Brasileiro.
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Com Agências Internacionais

quarta-feira, 21 de março de 2012

EM SESSÃO HISTÓRICA, SECRETÁRIO GERAL AFIRMA QUE ONU TEM O DEVER DE DEFENDER DIREITOS LGBT


A quarta-feira (07) foi um dia histórico para os LGBTs do mundo.

Em Genebra, na Suíça, o atual secretário-geral da Organização das Nações Unidas, o sul coreano Ban-Ki Moon, afirmou em discurso que é preciso acabar com a discriminação contra a orientação sexual e a violência contra a mulher.

"Vidas estão em jogo e é dever da ONU proteger os direitos de qualquer pessoa, em qualquer região. Deixe-me dizer àqueles que são lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais: vocês não estão sozinhos", declarou Moon na abertura da primeira audiência das Nações Unidas para debater a violência em razão da orientação sexual.

De acordo com Moon, muitos países evitam discutir sobre os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, e afirmou que a violência contra essa parcela da população é uma “tragédia monumental”, que demonstra uma “mancha em nossa sociedade".
Revista Exame
O secretário-geral da ONU, Ban-Ki Moon

No mundo, pelo menos 76 países mantêm leis que criminalizam relações que envolvem lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

A brasileira Irina Bacci representou o Brasil e o Conselho Nacional LGBT, do qual é vice presidenta, na reunião, e destacou que no Brasil é preciso combater o preconceito nas esferas públicas e privadas.

Com uma participação discreta, a representante brasileira reforçou que a as diversas formas de discriminação contra LGBT precisam ser combatidas.

"Uma série de crimes contra as pessoas LGBT são realizadas em ambientes privados. No Brasil, as violações são maiores nas escolas, locais de trabalho e na família. É fundamental, portanto, que transformar a cultura em lugares privados, bem como a arena pública", defendeu Irina.

Espera-se, portanto, que o peso da ONU na política mundial ajude realmente a mudar esse estado de coisas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

FUNDAÇÃO FRANCESA COMPROVA: MAIS DE 40 MILHÕES SE PROSTITUEM NO MUNDO


Segundo um estudo da fundação francesa Scelles - que luta contra a exploração sexual -, mais de 40 milhões de pessoas no mundo se prostituem atualmente.

A grande maioria (75%) são mulheres, com idades entre 13 e 25 anos.

O relatório analisou o fenômeno em 24 países, entre eles França, Estados Unidos, Índia, China e México e revela que o número de pessoas que se prostituem pode chegar a 42 milhões no mundo.

O estudo ainda mostra que 90% delas estão ligadas a cafetões.

O documento também analisa a questão da exploração sexual por redes de tráfico de seres humanos.

De acordo com o relatório, o maior número de vítimas está concentrado na Ásia, que representa 56% dos casos.

A América Latina e os países ricos registram, respectivamente, 10% e 10,8% do tráfico de pessoas para atividades ligadas ao sexo, afirma o "Relatório Mundial sobre a Exploração Sexual - A prostituição no coração do crime organizado", publicado em livro.

Quase a metade das vítimas de redes de tráfico humano são crianças e jovens com menos de 18 anos.

"Essa é uma das características da prostituição nos dias de hoje: um grande número de crianças é explorada sexualmente", diz o documento.

Estima-se que 2 milhões de crianças se prostituam no mundo.


Reprodução
A prostituição é um dos mais sérios problemas do mundo

O juiz Yves Charpenel, presidente da Fundação Scelles, diz que não há dados suficientes para avaliar o aumento da prostituição no mundo.

"O elemento marcante, na Europa, é a multiplicação de prostitutas vindas de países diversos, normalmente controladas por quadrilhas que as fazem circular por todo o continente", afirma.

O estudo da fundação francesa afirma - com base em dados da agência da ONU contra as drogas e o crime - que o tráfico de mulheres brasileiras na Europa estaria aumentando, porém o documento não revela os números em relação a esse crescimento.

Essas vítimas são originárias de comunidades pobres do norte do Brasil, como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.

"Se a maioria das prostitutas na Europa são de países do leste europeu e de ex-repúblicas soviéticas, a predominância desses grupos parece estar diminuindo no continente", diz o relatório, acrescentando que paralelamente a isso o número de brasileiras estaria aumentando.

Em dezembro passado, a polícia espanhola desmantelou uma quadrilha internacional de prostituição que mantinha dezenas de menores brasileiras sob cárcere privado.

O estudo também afirma que grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, contribuem para agravar o fenômeno da prostituição.

"Futebol e Olimpíadas são identificados como os cenários mais comuns da exploração sexual", afirma o relatório.

Segundo o texto, essas grandes competições internacionais permitem que as redes criminosas "aumentem a oferta" de prostitutas.

Na África do Sul, por exemplo, 1 bilhão de camisinhas foram encomendadas pelas autoridades para enfrentar eventuais riscos sanitários durante a Copa do Mundo em 2010 - o número de prostitutas no país, estimado em 100 mil, aumentou em 40 mil pessoas durante o evento.

Segundo a Fundação Scelles, a internet também contribui para ampliar a prostituição no mundo.

"As redes de cafetões agora recrutam pessoas em redes sociais como Facebook e Twitter", diz o estudo, citando um caso na Indonésia em que as autoridades prenderam suspeitos de aliciar jovens estudantes no Facebook e no Yahoo Messenger.

Nos Estados Unidos, a maioria das menores prostitutas são recrutadas por cafetões no site Craiglist, de anúncios, diz o estudo.

"Os cafetões fazem falsas propostas de trabalho de manequim ou modelo, e utilizam as vítimas para recrutar outras jovens."

Um Ser Humano só é livre quando não está subjugado ao prazer ou ao poder econômico, político ou de força de outrem.
Simples assim.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DIA HISTÓRICO: PELA PRIMEIRA VEZ, BANDEIRA PALESTINA É HASTEADA EM UM ÓRGÃO DA ONU



Paris foi ontem (13), mais uma vez,  palco de um momento histórico.

Pela primeira vez, a bandeira da Palestina foi hasteada em uma organização da ONU - a Unesco, que tem sua sede na capital francesa.

Após uma campanha para ser reconhecida como Estado da ONU, a Palestina foi admitida como membro-pleno da Unesco, apesar da contrariedade e represálias dos Estados Unidos e de Israel.

O presidente da ANP - Autoridade Nacional da Palestina - Mahmoud Abbas estava presente na cerimônia solene,que representa uma vitória diplomática e simbólica no caminho dos palestinos para serem reconhecidos internacionalmente como Estado.

Reuters
O momento histórico, ontem em Paris

No dia 31 de outubro, os palestinos conquistaram uma vitória diplomática de grande força simbólica e se tornaram o país número 195 da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A votação desagradou os Estados Unidos, que consideram que a adesão dos palestinos às organizações internacionais não pode acontecer antes da assinatura de um acordo de paz com Israel.

As autoridades israelenses também anunciaram represálias contra os palestinos, como o congelamento dos fundos de impostos palestinos, no valor de cerca de US$ 100 milhões por mês, que Israel recolhe em nome da ANP - sob pressão internacional, a decisão foi revertida menos de um mês depois.

A Unesco também foi alvo de represália por parte do governo norte-americano, que cancelou o envio dos fundos à agência depois que, em conferência, seus membros votaram a favor da entrada da Palestina como Estado pleno.

Os Estados Unidos, que deveriam entregar à Unesco cerca de US$ 60 milhões em novembro, fornecem 22% do orçamento regular bianual desta organização, que chega a US$ 653 milhões.

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estagnaram logo depois de serem retomadas em setembro de 2010 devido a uma disputa sobre a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, mas hoje, nada disso importa. 

O que importa é que a bandeira da Palestina está lá em Paris, na porta da Unesco, tremulando sob os ventos da liberdade, igualdade e fraternidade.