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sexta-feira, 26 de julho de 2019

'BLADE': REBOOT ESTÁ DANDO O QUE FALAR

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Após o anúncio da Marvel na Comic Con, homenagens, fala de Wesley Snipes, nova arte e mais boatos
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A Marvel Studios e Kevin Feige chocaram o mundo na Comic-Con ao anunciar que 'Blade' ganharia um reboot nos cinemas, agora interpretado por Mahershala Ali, duas vezes ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Por anos, Wesley Snipes, que interpretou o Daywalker na trilogia original, revelou que ele estava em negociações para voltar a viver um personagem.

Mas logo depois do anúncio na SDCC, Snipes falou ao ComicBook para tranquilizar os fãs e dizer que não está chateado pela decisão de escalarem um novo ator para viver o personagem.

"A todos os DAYWALKERS que estão perdendo a cabeça agora, fiquem tranquilos. Embora a notícia seja uma surpresa, é TUDO DE BOM. Esse 'negócio' é o que chamamos de 'entretenimento'! Muita paz para todo o elenco do MCU - sempre fui um fã. Honra e respeito ao grande mestre Stan. Parabéns e Salaam para Mahershala Ali, um ator bonito e talentoso, cuja atuação estou ansioso para experimentar por muitos anos. Inshallah, um dia vamos trabalhar juntos. Mais importante para os meus fãs leais, essa incrível manifestação de amor é maravilhosa. Sou grato pelo apoio interminável. Então, não se preocupe, não é fim de história", afirmou.

Wesley Snipes em cena como Blade - Divulgação

Logo depois, uma simples, porém significativa homenagem foi postada por Mahershala Ali em seu Instagram: o ator postou uma foto de Wesley Snipes caracterizado como o Caçador de Vampiros.

Veja:
Reprodução - Instagram/Mahershala Ali

Já de acordo com o We Got This Covered, a Marvel Studios está considerando introduzir o Drácula como o grande vilão no reboot e já está à procura de um ator do alto escalão para viver o icônico personagem.

Para quem não se lembra, Drácula foi interpretado por Dominic Purcell em 'Blade Trinity' - mas desta vez, a Marvel quer dar peso ao nome que o vilão sustenta.

Levando em conta que o protagonista será interpretado por um ator premiado, Mahershala Ali, além dos rumores de que o estúdio está de olho em Spike Lee para assumir a direção, é claro que o antagonista precisa estar à altura.

Por enquanto, a informação ainda não foi confirmada oficialmente e ainda é um rumor.

Por fim, o artista Olly Gibbs criou um cartaz sensacional para o reboot de 'Blade', já com Mahershala Ali como o herói.

Confira:
Olly Gibbs - Divulgação

 'Blade' não fará parte da Fase 4 do MCU e deve estrear somente depois de 2021.

Por enquanto, maiores detalhes não foram informados.

Espera-se que pelos próximos meses sejam divulgados elenco, diretor, detalhes da trama e uma data de estreia.

domingo, 21 de julho de 2019

'BLADE' GANHARÁ NOVO FILME, ESTRELADO POR MAHERSHALA ALI

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Em seu painel na Comic Con, a Marvel confirmou que 'Blade - O Caçador de Vampiros' ganhará um reboot nos cinemas
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O personagem, que já ganhou uma trilogia estrelada por  Wesley Snipes, será agora interpretado por Mahershala Ali ('Green Book: O Guia').

O filme ainda não tem data de estreia.

Veja o logo:

O artista gráfico Bosslogic já criou o Blade de Mahershala Ali.

Confira:

De acordo com o Collider, o filme não fará parte da Fase 4 do MCU, e sim da Fase 5.

Apenas filmes e séries marcados para 2020 e 2021 vão compor a próxima fase da Marvel, como explicou o próprio Kevin Feige.

Sendo assim, além das séries da Disney +, os filmes confirmados para Fase 4 são: 'Viúva Negra', 'Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis', 'Doutor Estranho: Multiverso da Loucura', 'Os Eternos', e 'Thor: Amor e Trovão'.

Segundo o The Hollywood Reporter, Kevin Feige revelou que o ator ligou para o estúdio pedindo para interpretar o personagem no reboot.

"Quando Marhershala liga, você responde", disse Feige.

"Uma reunião foi organizada e Ali ligou, dizendo que queria interpretar o Blade”.

Em 2017, Feige já havia admitido que pretendia ressuscitar a franquia Blade, agora com um olhar voltado para uma trama mais adulta.

“Ainda achamos que ele é um ótimo personagem. Ele é muito divertido”, disse Feige.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

OSCAR 2019: 'BOHEMIAN RHAPSODY' RECEBE MAIS PRÊMIOS E 'GREEN BOOK' DERROTA 'ROMA' NA PRINCIPAL CATEGORIA

Elenco e equipe de 'Green Book' no palco para receber estatueta de Melhor Filme no Oscar 2019 — Chris Pizzello/Invision/AP
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Em noite com muita representatividade e Spike Lee finalmente premiado, Lady Gaga saiu com o Oscar de Melhor Canção - e só - e Gleen Close saiu novamente de mãos abanando
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A cerimônia do Oscar 2019, a primeira sem apresentador em 30 anos, foi aberta com um ótimo Show do Queen e consagrou "Green Book: O Guia", "Roma" e "Bohemian Rhapsody" neste domingo (24), em Los Angeles.

CONFIRA A PERFORMANCE DO QUEEN:


A noite também foi importante pelo recorde de maior número de prêmios para profissionais negros (7 estatuetas) e para mulheres (15) em toda história da premiação.

OS PRINCIPAIS PRÊMIOS:

"Green Book: O Guia", sobre a amizade entre um motorista racista e um músico negro, venceu como Melhor Filme, além de Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante (Mahershala Ali).

"Essa é uma história de amor. Sobre sabermos amar uns aos outros apesar das diferenças", disse o diretor Peter Farrelly ao agradecer no palco pelo Oscar de Melhor Filme.

O que Farrelly não disse e que Spike Lee escancarou da plateia, ao dar as costas para o palco no momento da premiação de Melhor Filme - é que 'Green Book' é uma cópia descarada de 'Conduzindo Miss Daisy' - na época em que se passa, na cor do carro, na direção de arte e etc.

O filme é bom? É. Mas que é cópia, também é.

CONFIRA O MOMENTO DA PREMIAÇÃO:


'Bohemian Rhapsody', cinebiografia do Queen e de Freddie Mercury levou quatro estatuetas - “Melhor Ator”, “Melhor Mixagem de Som”, “Melhor Edição de Som” e “Melhor Edição” - se consagrando o maior vencedor desta edição da premiação.

Ao receber sua estatueta, Rami Malek, que levou os principais prêmios de atuação da temporada, descreveu o momento como algo monumental.

“Talvez, eu não tenha sido uma escolha óbvia, mas funcionou. Obrigado ao Queen. Sempre terei essa dívida com vocês. Equipe, elenco, vocês são maiores que eu. Nós fizemos um filme sobre um homem, gay, imigrante, que viveu a vida sem pedir desculpas. Estar aqui homenageando ele só prova que precisamos de mais histórias assim”, disse.

“Parte da minha história está sendo escrita agora e eu não poderia estar mais grato. Isso é algo que eu vou guardar pelo resto da minha vida. Lucy Boynton você é o coração desse filme, talentosa e capturou o meu coração“, declarou o ator, mencionando sua namorada - e mais uma vez ignorando o o diretor original do longa, Bryan Singer.

VEJA:


"Roma" deu três prêmios a Alfonso Cuarón, incluindo sua segunda estatueta como diretor e o primeiro Oscar de Filme Estrangeiro para o México.

"A Favorita" bateu a favorita: Olivia Colman foi Melhor Atriz pelo filme "A Favorita" e no discurso, pediu desculpas a Glenn Close, que era apontada como favorita ao prêmio, na 7ª indicação sem vitória.

Olivia Colman com a estatueta de Melhor Atriz no Oscar 2019 — Foto: Mike Segar
Olivia Colman com a estatueta de Melhor Atriz no Oscar 2019 — Foto: Mike Segar
Lady Gaga levou por Melhor Canção, com "Shallow", a única estatueta da sua pretensiosa versão de "Nasce uma estrela" - ficou de bom tamanho.

Spike Lee ganhou seu primeiro Oscar "oficial", após prêmio honorário em 2006, pelo roteiro original de "Infiltrado na Klan".

"Pantera Negra" levou 3 prêmios técnicos: trilha sonora, figurino (o 1º para profissional negro) e direção de arte (1º para uma mulher negra).

A Netflix foi premiada quatro vezes: além de "Roma", levou documentário em curta-metragem com "Absorvendo o tabu".

'Homem-Aranha no Aranhaverso', da Sony, carimbou todos os demais prêmios que ganhou na temporada com o Oscar de Melhor Animação.

É um feito e tanto para a Sony bater animações da Disney, Pixar e DreamWorks.

TRÊS VEZES CUARÓN

Cuarón levou prêmios de Fotografia, Filme Estrangeiro e Diretor.

"Eu cresci vendo filmes em língua estrangeira... Como 'Cidadão Kane', 'Turabão' e 'O poderoso chefão'", comentou o mexicano ao vencer com "Roma" o prêmio de Filme Estrangeiro.

No último discurso, ao aceitar a estatueta de diretor, ele disse:
"Agradeço à Academia por reconhecer um filme que trata de uma mulher indígena, e uma das 70 milhões de empregadas domésticas sem direitos trabalhistas. Uma personagem historicamente sempre deixada para trás. "

"O nosso trabalho é olhar para onde ninguém olha. Essa responsabilidade se torna muito maior numa época onde estamos sendo encorajados a não olhar. Muito obrigado Libo (sua babá na vida real, que inspirou o filme)", disse Cuarón.

VEJA:


LEE, SPIKE LEE!

Spike Lee levou seu primeiro Oscar competindo com outros profissionais, pelo roteiro adaptado de "Infiltrado na Klan". 

Em 2006, o americano ganhou um Oscar Honorário e na época criticou a quantidade de negros concorrendo ao prêmio.

"Diante do mundo, eu gostaria de reverenciar os ancestrais que construíram esse país, e também os que sofreram genocídios", disse ele em seu discurso.

"Os ancestrais vão ajudar a voltarmos a ganhar nossa humanidade. As eleições de 2020 estão chegando, vamos pensar nisso. Precisamos nos mobilizar, estar do lado certo da história. É uma escolha moral. Do amor sobre ódio. Vamos fazer a coisa certa", disse, citando seu próprio filme.

VEJA:


'PANTERA NEGRA' FAZ HISTÓRIA COM VITÓRIAS INÉDITAS PARA NEGROS

Ruth E. Carter ganhou o Oscar de Melhor Figurino e se tornou a primeira negra a levar nesta categoria.

"Isso levou tanto tempo... Spike Lee, obrigado por ser meu começo. Espero que isso te deixe orgulhoso. Marvel criou o primeiro super-herói negro, mas com o nosso figurino o transformamos em um rei africano", disse Ruth. 

A figurinista já havia sido duas vezes indicada, por "Amistad (1997) e "Malcom X" (1992), dirigido por Lee.

VEJA:


Outra vitória inédita veio com Hannah Beachler, a primeira mulher negra a ganhar em Direção de Arte.

MULHERES E NEGROS BATERAM RECORDE

O Oscar 2019 também foi importante pelo recorde de maior número de prêmios para profissionais negros (7 estatuetas) e para mulheres (15) em toda história da premiação.

Em 2016, cinco negros levaram o Oscar.

As melhores marcas anteriores das mulheres eram de 2007 e 2015, com 12 estatuetas em cada ano.

Veja responsáveis pelo recorde dos negros:
Regina King (Atriz Coadjuvante, "Se a rua Beale falasse")
Mahershala Ali (Ator Coadjuvante, "Green Book: O Guia")
Spike Lee (Roteiro adaptado, "Infiltrado na Klan")
Kevin Willmott (Roteiro adaptado, "Infiltrado na Klan")
Hannah Beachler (Direção de arte, "Pantera Negra")
Ruth Carter (Figurino, "Pantera Negra")
Peter Ramsey (Animação, "Homem-Aranha no Aranhaverso")

Veja responsáveis pelo recorde das mulheres:
Ruth Carter, figurino por “Pantera Negra”
Elizabeth Chai Vasarhelyi e Shannon Dill, documentário por “Free Solo”
Rayka Zehtabchi e Melissa Berton, documentário curta-metragem por "Absorvendo Tabu"
Kate Biscoe e Patricia DeHaney, maquiagem por “Vice”
Hannah Beachler, direção de arte por "Pantera Negra")
Domee Shi eBecky Neiman-Cobb, curta de animação por "Bao"
Jaime Ray Newman, curta por “Skin”
Nina Hartstone, edição de som por “Bohemian Rhapsody”
Lady Gaga, canção original por “Shallow” de "Nasce uma estrela"

UM OSCAR PARA LADY GAGA FICOU DE BOM TAMANHO

Felizmente, Lady Gaga não levou como Melhor Atriz: para chegar lá, ela precisa comer muito feijão com arroz para concorrer com atrizes maravilhosas como Gleen Close e Olivia Corman- a ganhadora.

Gaga levou Melhor Música pela chatésima "Shallow", junto com Mark Ronson, Anthony Rossomando e Andrew Wyatt, coautores da canção.

A pretensiosa versão do século 21 de Bradley Cooper, a quarta que Hollywood faz de 'Nasce Uma Estrela', é seguramente a pior delas, Gaga se esforça, mas ainda tem de trilhar um enorme caminho para ser uma boa atriz.

Ela se emocionou e agradeceu ao diretor do filme e colega de elenco em "Nasce uma estrela", com quem tinha cantado a música antes de rosto coladinho:

"Bradley [Cooper], não tem nenhuma pessoa no planeta com quem eu poderia cantar essa música a não ser você. Obrigada."
"Não é sobre ganhar, é não desistir. Se você tem um sonho, lute por ele. Existe uma disciplina. Não é sobre quantas vezes você foi rejeitado, caiu e teve que levantar. É quantas vezes você fica em pé, levanta a cabeça e vai adiante", ela disse.

Na plateia, pudemos ver uma totalmente desconfortável mulher de Cooper, odiando o flerte explícito da estrela com o seu marido.

VEJA:


IN MEMORIAN

Faltou a homenagem ao icônico diretor Stanley Donen, cuja morte, ocorrida no último dia 21, foi revelada neste domingo,24.

Ao menos, tivemos o mago Stan Lee e nós, brasileiros, ficamos contentes com a lembrança do nosso diretor Nelson Pereira dos Santos.

VEJA:




CONFIRA TODOS OS GANHADORES DO OSCAR 2019:

Melhor Filme
"Green Book: O guia"

Ator
Rami Malek ("Bohemian Rhapsody")

Atriz
Olivia Colman ("A Favorita")

Diretor
Alfonso Cuarón ("Roma")

Atriz coadjuvante
Regina King - "Se a rua Beale falasse"

Trilha sonora original
"Pantera Negra"

Ator coadjuvante
Mahershala Ali – "Green Book - O guia"

Roteiro adaptado
"Infiltrado na Klan"

Roteiro original
"Green Book - O guia"

Edição
"Bohemian Rhapsody"

Fotografia
"Roma"

Filme de língua estrangeira
"Roma"

Melhor animação
"Homem-Aranha no Aranhaverso"

Canção original
"Shallow", "Nasce uma estrela"

Figurino
"Pantera Negra"

Curta-metragem
"Skin"

Edição de som
"Bohemian Rhapsody"

Mixagem de som
"Bohemian Rhapsody"

Curta de animação
"Bao"

Direção de arte
"Pantera Negra"

Efeitos visuais
"O primeiro homem"

Maquiagem e penteado
"Vice"

Documentário
"Free Solo"

Documentário curta-metragem
"Absorvendo o tabu"

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

'TRUE DETECTIVE': 3ª TEMPORADA GANHA INTENSO TRAILER DO ÚLTIMO EPISÓDIO

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A HBO divulgou um novo trailer do episódio final da 3ª temporada de 'True Detective', protagonizada por Mahershala Ali
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Confira:


A terceira temporada apresenta a história de um crime macabro no âmago de Ozarks e um mistério que tem se aprofundado ao longo das décadas, se desmembrando em três períodos distintos.

O diretor de 'Sala Verde', Jeremy Saulnier, dirige temporada ao lado do criador da série, Nic Pizzolatto.

Deborah Ayorinde, Ray Fisher e Stephen Dorff completam o elenco.

A 3ª temporada de 'True Detective' está em exibição na HBO.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

SAG AWARDS: PREMIAÇÃO TEVE SEIS ESNOBADOS E TRÊS SURPRESAS

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Foi realizada neste domingo (27) a cerimônia do SAG Awards 2019, prêmio oferecido pelo Sindicato de Atores de Hollywood - Veja todos os ganhadores
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Nas categorias de cinema, os prêmios da noite ficaram divididos.

Apenas Pantera Negra levou duas categorias: Melhor Elenco de Dublês de Filme e o prêmio principal, de Melhor Elenco de Filme.

Rami Malek foi eleito o Melhor Ator por sua performance em Bohemian Rhapsody e Emily Blunt levou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante por Um Lugar Silencioso.

Em séries, The Marvelous Mrs. Maisel foi o grande destaque da noite, levando as três categorias dedicadas para as séries de comédia.

Em drama, os prêmios ficaram divididos entre This is Us, Ozark e Killing Eve.

O ator Chadwick Boseman fez um discurso poderoso durante a entrega do troféu de Melhor Elenco de Filme.
Ao lado de atores como Lupita Nyong'o, Michael B. Jordan, Angela Bassett e do diretor Ryan Coogler, o intérprete do herói assumiu o microfone e falou sobre a importância do filme para os jovens atores negros que completam o elenco dessa grandiosa produção. 

"Todos nós aqui sabemos que não há um lugar na indústria sendo jovem, talentoso e negro. Nós sabemos como é não ter um roteiro que nos aceite. Sabemos como é ser o rabo e não a cabeça. Como é estar abaixo, não acima. E fomos trabalhar todos os dias pensando nisso. E nós não fizemos por um bilhão de dólares e prêmios, mas porque tínhamos algo especial para dar ao mundo. Um filme onde tínhamos personagens completos. Criamos um mundo que exemplifica o mundo que queremos ver", finalizou o ator.
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Chadwick Boseman  no SAG
Como sempre, algumas produções altamente cotadas saíram sem nenhum prêmio, enquanto outras venceram inesperadamente.

Justamente por isso, confira seus esnobados e seis surpresas da premiação.

OS ESNOBADOS:
NASCE UMA ESTRELA
O filme dirigido por Bradley Cooper com Lady Gaga liderava as indicações da noite com quatro categorias, mas saiu do evento sem nenhuma estatueta.

A FAVORITA
O drama de época concorria em duas categorias, sendo que Rachel Weisz e Emma Stone estavam juntas em Melhor Atriz Coadjuvante.
Esse prêmio ficou com Emily Blunt por Um Lugar Silencioso e a produção de Yorgos Lanthimos terminou o evento de mãos vazias.

INFILTRADO NA KLAN
Ao lado de Nasce uma Estrela, era uma das produções com mais indicações da noite, com três categorias.
Infelizmente não levou nenhuma.

THE AMERICANS
Concorrendo apenas na categoria principal das séries, era esperado que The Americans fosse premiada por ser sua última temporada.
Mas This is Us foi a escolha do SAG.

THE HANDMAID’S TALE
A segunda temporada de O Conto da Aia não fez tanto sucesso quanto a primeira, mas a série marcou presença no SAG com três indicações
Infelizmente não levou nenhuma para casa.

AMY ADAMS
A atuação de Amy Adams em Objetos Cortantes foi muito elogiada pelos fãs, mas infelizmente a atriz não levou o prêmio no SAG.

AS SURPRESAS:
RAMI MALEK POR BOHEMIAN RHAPSODY
Apesar de sua atuação incrível na cinebiografia do Queen, Malek concorria na categoria de Melhor Ator com nomes como Bradley Cooper e Christian Bale, que mudou completamente o visual para Vice.
Mas o intérprete de Freddie Mercury levou a melhor.

TONY SHALHOUB POR THE MARVELOUS MRS. MAISEL
Ao subir ao palco, o intérprete do pai da protagonista afirmou que não tinha preparado nenhum discurso, pois não imaginava que venceria. 
Na categoria de Melhor Ator em Série de Comédia os favoritos eram Bill Hader, por Barry e a dupla Alan Arkin e Michael Douglas, por O Método Kominsky.

JASON BATEMAN POR OZARK
Concorrendo com séries de peso, como This is Us e The Handmaid’s Tale, Bateman levou o prêmio por Ozark e fez um bonito discurso, em que disse que todas as pessoas estão apenas a um projeto do sucesso. 
Ele também lembrou e agradeceu Arrested Develpment, série que fez durante muitos anos antes do trabalho em Ozark.

CONFIRA TODOS OS GANHADORES DO SAG 2019:

CINEMA
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Melhor Elenco de Filme
Pantera Negra

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Melhor Ator
Rami Malek - Bohemian Rhapsody

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Melhor Atriz
Glenn Close - A Esposa

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Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali - Green Book: o Guia

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Melhor Atriz Coadjuvante
Emily Blunt - Um Lugar Silencioso

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Melhor Elenco de Dublês em Filme
Pantera Negra

TV
Resultado de imagem para sag awards 2019 This is Us cast
Melhor Elenco de Série de Drama
This is Us

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Melhor Ator em Série de Drama
Jason Bateman - Ozark

Resultado de imagem para sag awards 2019 Sandra Oh
Melhor Atriz em Série de Drama
Sandra Oh - Killing Eve

Resultado de imagem para sag awards 2019 The Marvelous Mrs. Maisel cast
Melhor Elenco de Série de Comédia
The Marvelous Mrs. Maisel

Resultado de imagem para sag awards 2019 Tony Shalhoub
Melhor Ator em Série de Comédia
Tony Shalhoub - The Marvelous Mrs. Maisel

Resultado de imagem para sag awards 2019 Rachel Brosnahan
Melhor Atriz em Série de Comédia
Rachel Brosnahan - The Marvelous Mrs. Maisel

Resultado de imagem para sag awards 2019 Darren Criss
Melhor Ator em Minissérie ou Filme para a TV
Darren Criss - O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story

Resultado de imagem para sag awards 2019 Patricia Arquette
Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV
Patricia Arquette - Escape At Dannemora

Resultado de imagem para sag awards 2019 Glow
Melhor Elenco de Dublês em Série de Comédia ou Drama
Glow

Fotos dessa Postagem:
Variety
Hollywood Reporter
Vanity Fair
People 
EW
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Vulture
Pop Sugar
E! Online

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

'GREEN BOOK - O GUIA': UM DOS MELHORES LONGAS DO ANO ABORDA ASSUNTOS DELICADOS SEM CLICHÊS


SINOPSE:

1962.

Tony Lip (Viggo Mortensen), um dos maiores fanfarrões de Nova York, precisa de trabalho após sua discoteca, o Copacabana, fechar as portas.

Ele conhece um pianista, Don Shirley (Mahershala Ali), que quer que Lip faça uma turnê com ele.

Enquanto os dois se chocam no início, um vínculo finalmente cresce à medida que eles viajam.

CRÍTICA:

"Tony, eu não sou negro, nem branco e nem homem o suficiente para me encaixar em algum lugar".

Essa é uma das frases mais impactantes de Green Book - O Guia, longa estrelado por Viggo Mortensen e Mahershala Ali, que concorre em cinco categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme, e que chega aos cinemas nesta quinta (24).

Com direção de Peter Farrelly, a emocionante trama ambientada nos anos 60 acompanha Tony Lip (Mortensen), um ítalo-americano racista que é contratado como motorista do Dr. Don Shirley (Ali), um pianista negro de classe alta que sairá em turnê pelo sul dos Estados Unidos.

Green Book - O Guia : Foto Mahershala Ali, Viggo Mortensen
Mahershala Ali (Don) e Viggo Mortensen (Tony), em cena do filme - Fotos dessa Postagem - Divulgação/Diamond Films
Consultando o 'Livro Verde', um guia que aponta lugares seguros para afro-americanos, a dupla embarca na estrada e é forçada a deixar de lado as diferenças para prosperar nessa jornada.

Antes de tudo, saiba que este não é um simples road movie que destaca o amadurecimento de uma amizade conturbada ou que insere lições de moral amenas para fazer o público sair feliz após sua exibição.

O longa é muito mais do que isso, é um drama cortante que insere diálogos afiados e situações incômodas sobre racismo, desigualdade e solidão.

Green Book - O Guia : Foto
Cena do longa
Shirley é quem mais se insere no modo solitário e reafirma aquele ditado popular "dinheiro não traz felicidade".

Dono de uma linda casa decorada com itens raros e localizada no andar de cima de um teatro, o músico é um homem de gostos refinados e com uma educação de dar orgulho em qualquer mãe.

Tony Lip (Bocudo em tradução literal) é o oposto, a começar pelo apelido dado ao homem sem filtros.

Com a pose de "machão", o motorista tem pensamentos racistas e machistas enraizados e parece não ter noção nenhuma ao expor suas "opiniões".

Green Book - O Guia : Foto Mahershala Ali, Viggo Mortensen
Cena do longa
Essa diferença de personalidades é a base do roteiro (baseado na história real da dupla) assinado por Farelly, Brian Currie e Nick Vallelonga, filho de Tony Lip na vida real.

Ainda que sejam comuns as narrativas de desconstrução de um preconceituoso inserido no mundo de seu alvo, o longa se distancia do clichê ao não colocar o motorista como um vilão que precisa ser punido.

Pelo contrário, o roteiro usa a aproximação dos personagens para tornar sólidas suas abordagens delicadas.

Além disso, o texto é totalmente assertivo ao mesclar momentos tensos e hilários de forma fluida - e isso faz com que o longa transite entre o drama e a comédia revelando que não é a toa sua indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original.

Em termos de direção, Farrelly parece ter escondido por anos seu talento em comandar bons filmes de drama.

Para quem não sabe, o diretor fez sucesso ao lado de seu irmão Bobby Farrelly dirigindo comédias pastelão como Debi E Loide - Dois Idiotas Em Apuros, Eu, Eu Mesmo E Irene e O Amor É Cego.

Green Book - O Guia : Foto Mahershala Ali, Viggo Mortensen
Cena do longa
Em seu primeiro trabalho solo, Farrelly mostra que fez a escolha certa ao arriscar sair de sua zona de conforto para assumir um filme que usa o humor em pequenas doses.

Sua contribuição no roteiro também foi um risco, já que seus trabalhos anteriores não poupavam piadas fora de contexto.

Estrear no drama e cair direto na lista de Melhor Filme do Oscar mostra que Peter amadureceu suas ideias ao sentar novamente na cadeira de diretor.

Partindo para o quesito 'atuação', Ali exerce seu papel com maestria e confirma o merecimento de seu nome estar na lista dos concorrentes de Melhor Ator Coadjuvante em 2019.

Ele traz para Don características e trejeitos únicos de um homem que sofre com a solidão e ausência de encaixe no mundo.

Apesar do talento nato e de todo o reconhecimento que recebe por suas apresentações, o astro da música sofre com o vazio.

Green Book - O Guia : Foto Mahershala Ali
Cena do longa
Em uma das cenas mais emocionantes do longa, o belíssimo diálogo entre ele e Tony traz de volta sua realidade, onde ele se vê diante de uma platéia que só o enxerga enquanto ele está no palco.

Fora de lá, o homem volta a ser um negro rodeado de pessoas brancas em meio à segregação racial que dominava os anos 60 nos Estados Unidos.

Assim como o colega de elenco norte-americano, Mortensen mergulha em seu personagem com total empenho e determinação, convencendo como o ogro que, apesar de não ter educação, tem um coração imenso e se derrete de amor pela família.

A desconstrução de Tony traz um novo olhar para sua atuação, moldando o jeito durão do motorista e o fazendo encarar a realidade de uma forma completamente oposta àquela que tinha no início de sua jornada com o patrão.

Ele recebeu sua terceira indicação ao Oscar na categoria de Melhor Ator e sem dúvidas é um dos favoritos a levar o prêmio.

Assistir ao longa uma experiência que te fará sair da sala de cinema contemplando cada cena e cada diálogo que percorre seus 130 minutos.

Com fotografia, direção e atuações impecáveis, o filme se consolida como um dos melhores do ano, principalmente por conseguir abordar assuntos delicados de forma direta e sem apelar para o clichê.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
Green Book - O Guia : Poster
GREEN BOOK - O GUIA
Título Original:
GREEN BOOK
Gênero:
Drama
Direção:
Peter Farrelly
Elenco:
Anthony Mangano, Dimiter D. Marinov, Don Stark, Frank Vallelonga, Gavin Lyle Foley, Hudson Galloway, Joe Cortese, Jon Sortland, Linda Cardellini, Louis Venere, Maggie Nixon, Mahershala Ali, Mike Hatton, P.J. Byrne, Paul Sloan, Quinn Duffy, Rodolfo Vallelonga, Sebastian Maniscalco, Seth Hurwitz, Viggo Mortensen, Von Lewis
Roteiro:
Brian Hayes Currie, Nick Vallelonga, Peter Farrelly
Produção:
Brian Hayes Currie, Charles B. Wessler, Jim Burke, Nick Vallelonga, Peter Farrelly
Fotografia:
Sean Porter
Trilha Sonora:
Kris Bowers
Montador:
Patrick J. Don Vito
Estúdio:
Amblin Partners, Dreamworks, Innisfree Pictures, Participant Media
Distribuidora:
Diamond Films
Ano de Produção:
2018
Duração:
130 min.
Estréia (Brasil):
24/01/2019
Classificação Indicativa:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU: