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quinta-feira, 12 de março de 2015

'PARA SEMPRE ALICE': JULIANNE MOORE ENFRENTA O ALZHEIMER NO MELHOR FILME DA TEMPORADA


SINOPSE:

A Dra. Alice Howland (Julianne Moore) é uma renomada professora de linguística.

Quando ela começa a esquecer certas palavras e a se perder pelas ruas de Manhattan, logo ela é diagnosticada com Alzheimer.

A doença coloca em prova a força de sua família.

Enquanto a relação de Alice com o marido, John (Alec Baldwin) se fragiliza, ela e a filha caçula, Lydia (Kristen Stewart), se aproximam.

CRÍTICA:

Apesar do desabafo de Patricia Arquette - pedindo equiparação salarial aos atores, quando recebeu seu Oscar de Coadjuvante por 'Boyhood' - a temporada foi muito boa para protagonistas femininas e alguns trabalhos são realmente impressionantes.

A melancolia de Marion Cotillard em 'Dois Dias, Uma Noite', a força de Rosamund Pike em 'Garota Exemplar' e  a já citada Arquette são exemplos.

Mas, é impossível não se encantar com Julianne Moore em 'Para Sempre Alice', longa que estreia hoje em 125 salas em todo o Brasil e que é carregado pela atuação impressionante de uma atriz em grande forma.

Para Sempre Alice : Foto Julianne Moore
Julianne Moore como a Dra. Alice Howland, em cena inicial do longa - Fotos dessa postagem: Divulgação/ Diamond Films
Tanto, que a própria Julianne reconhece que, depois de tantos e tantos anos de carreira, sempre vivendo ótimas personagens, esse é o papel da sua vida e por ele, ganhou todos os prêmios da temporada.

Adaptado de romance homônimo de Lisa Genova, a trama acompanha uma professora universitária de meia idade que descobre ser portadora de um tipo raro de Mal de Alzheimer.

Como suprema ironia, a Dra. Alice Howland (Julianne Moore) é especialista em linguística e se vê perdendo tudo aquilo que conquistou ao longo da vida: a admiração dos que vivem em seu entorno, a capacidade de se comunicar, a memória sobre quem ama.

Adaptação exageradamente dramática, o roteiro escrito pela dupla que também assina a direção - os novatos Wash Westmoreland e Richard Glatzer - não tenta fugir dos clichês que estamos tão acostumados a ver em retratos de personagens rumo a um destino trágico.

Para Sempre Alice : Foto Alec Baldwin, Julianne Moore
Julianne em cena com Alec Baldwin, que interpreta John, seu marido: melhores papéis da carreira de ambos
Assim, o que vemos na telona é como uma versão light e romântica de 'Amor', filme de Michael Haneke que levou o Oscar de filme estrangeiro em 2012, pode ser ainda mais espetacular, graças ao soberbo desempenho do elenco.

Principalmente na extrema sensibilidade na atuação de Julianne Moore, que impede o filme de se tornar um mero retrato deprimente de uma personagem definhando diante de nossos olhos.

Sempre contida e segura do tom de sua interpretação, somos conectados a esta Dra. Alice cheia de nuances, mesmo quando a melosa trilha sonora insiste em tentar levar o espectador às lágrimas.

Mesmo assim, o longa tem alma e, de certa forma, consegue estabelecer uma relação direta com o espectador, sempre alfinetado pelo comportamento dos personagens coadjuvantes.

Para Sempre Alice : Foto Julianne Moore, Kristen Stewart
Alice em cena com a filha Lydia, vivida por Kristen Stewart: aproximação pela doença
Alice possui filhos, marido, uma família, mas, tão complexos e presos em suas individualidades, lidam de maneiras diferentes com a doença da personagem.

O comportamento oposto entre Anna (Kate Bosworth) e Lydia (Kristen Stewart) humaniza esta trajetória, assim como a possível insensibilidade de seu companheiro, vivido pelo veterano Alec Baldwin, aqui em seu melhor papel nas telonas em todos os tempos, mas disparado.

É difícil não tentar se posicionar diante de Alice e sua impotência perante a vida.

Perdendo as memórias e as lembranças responsáveis por sua conexão com o mundo em que vive, a personagem parece perder a si mesma.

O título do filme dá a entender que ela será para sempre a mulher admirável que vemos nos primeiros minutos de projeção, viva na memória das pessoas que ama.

Talvez ainda seja possível, afinal.

Para Sempre Alice : Foto Julianne Moore
Jantar em família
Um filme raro, que desnuda toda a perversidade dessa que é, para mim, a pior das doenças.

O melhor filme da temporada, o melhor de Julianne Moore, o melhor do elenco.

Filmaço.

PRÊMIOS CONFERIDOS A JULIANNE MOORE:

Julianne Moore foi laureada como Melhor Atriz na temporada com os seguintes prêmios:

Oscar (prêmio da Academia de Hollywood)

Globo de Ouro (prêmio dos jornalistas estrangeiros em Hollywood)

SAG Awards (prêmio do Sindicato dos Atores)

 Independent Spirit Awards (prêmio do cinema indepentente)

BAFTA (Prêmio da Academia Britânica de Cinema)

Critic's Choice Awards (Prêmio dos críticos americanos)

Fotos: Getty Images/Daily Mail/The Hollywood Reporter

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'PARA SEMPRE ALICE'
Título Original:
STILL ALICE
Gênero:
Drama
Direção:
Richard Glatzer, Wash Westmoreland
Roteiro:
Richard Glatzer, Wash Westmoreland, baseados no romance de Lisa Genova
Elenco:
Alec Baldwin, Cali T. Rossen, Cat Lynch, Daniel Gerroll, Eha Urbsalu, Erin Darke, Hunter Parrish, Julianne Moore, Kate Bosworth, Kristen Stewart, Orlagh Cassidy, Rosa Arredondo, Seth Gilliam, Shane McRae, Stephen Kunken, Victoria Cartagena
Produção:
James Brown, Lex Lutzus, Pamela Koffler
Fotografia:
Denis Lenoir
Montador:
Nicolas Chaudeurge
Trilha Sonora:
Ilan Eshkeri
Duração:
101 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
12/03/2015
Distribuidora:
Diamond Filmes
Estúdio:
Backup Media / Big Indie Pictures / Killer Film

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

'BIRDMAN - OU A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA': MICHAEL KEATON NO PAPEL DA SUA VIDA NUM DOS FILMES MAIS IMPACTANTES DOS ÚLTIMOS TEMPOS


SINOPSE:

No passado, Riggan Thomson (Michael Keaton) fez muito sucesso interpretando o Birdman, super-herói que se tornou um ícone cultural.

Entretanto, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem, sua carreira começou a decair.

Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway.

Entretanto, em meio aos ensaios -  com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough) - Riggan precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e também com uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente.

CRÍTICA:

Vivemos todos em função de aparências, onde a vida real não passa de uma verdadeira representação teatral, vazia de realidade material.

É assim, refugiado nesse cenário 'fake',  que o mexicano Alejandro González Iñárritu narra a jornada de um ator de Hollywood assombrado pelo prestígio do passado e faz de 'Birdman - ou a Inesperada Virtude da Ignorância', que estreia hoje em 65 salas em todo o Brasil, o melhor longa da sua já inspirada carreira.

A trama acompanha Riggan Thomson (Michael Keaton, sensacional), ator mediano que se tornou um dos astros mais importante da geração dos anos 90 após interpretar o super herói Birdman - o Homem-Pássaro.

Famoso, ídolo cult de uma geração, mas preso ao personagem - como George Reeves com o Superman e Adam West com o Batman,  nas respectivas séries de TV -  Riggan se recusa a protagonizar novamente um quarto longa do herói, o que o leva a enfrentar o pesadelo mais temido por um artista: o esquecimento.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) : Foto Michael Keaton
Michael Keaton, em cena como o protagonista Riggan Thomson - Fotos dessa postagem: Divulgação/20th Century Fox
Obstinado em recuperar sua fama, ele decide investir tudo em uma adaptação teatral da Broadway - mas o ostracismo não é o único fantasma que o rodeia.

Thomson tem que lidar com o fracasso de seu casamento, com a filha rebelde Sam, cheia de crises existenciais e que também é sua ajudante (Emma Stone), e a petulância de um jovem ator, Mike Shiner (Edward Norton).

Para piorar, ele suporta, não sem sofrimento, uma insistente voz oculta, fruto de sua mente - que mais tarde revela-se ser do Birdman.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) : Foto Emma Stone
Emma Stone como Sam, em cena do longa

A escalação de Keaton para ser o protagonista mostrou o primeiro grande acerto de Iñárritu, pois é simplesmente impossível não associar a trajetória de Riggan com a do próprio Keaton.

Após interpretar o Homem-Morcego em dois longas dirigidos por Tim Burton - 'Batman' (1989) e 'Batman Returns' (1992) - Keaton se recusou a estrelar um terceiro - 'Batman Forever' (1995).

Estrelado por Val Kilmer, o longa, dirigido por Joel Schumacher, marcou o começo da descida ao inferno do personagem nos cinemas, até o resgate feito por Christopher Nolan e seu 'Batman Begins' (2005).

Se a recusa em protagonizar o terceiro 'Batman' revelou-se um acerto - o filme é muito ruim - Michael Keaton, porém, foi aos poucos desaparecendo dos holofotes e passou a se contentar com papéis coadjuvantes em filmes, muitas vezes, infanto-juvenis.

Sua carreira só voltou a dar sinais de vitalidade na recente refilmagem de 'Robocop' (2014), onde fez um ótimo vilão sob a direção do brasileiro José Padilha e provou que sim, é um bom ator aos olhos não só da nova geração, mas, principalmente, aos que já tinham se esquecido dele.

Talvez seja por isso que Keaton pareça tão confortável em sua interpretação como Riggan: há algo na forma como ele transpõe os medos e anseios de seu personagem que fazem o espectador, maravilhado com o que vê na telona, realmente crer que aquilo não é apenas derivado de uma boa atuação.

Aliás, todo o elenco está bem.

É impressionante ver, por exemplo, que mesmo com um papel pequeno, Naomi Watts consegue crescer dentro das possibilidades que são oferecidas a sua personagem, Lesley.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) : Foto Naomi Watts
Naomi Watts, em cena como Lesley
Edward Norton mostra-se igualmente brilhante como o astro cheio de estrelismos Mike Shiner, capaz de elevar um personagem clichê a outro patamar, principalmente em suas oscilações de humor: seus diálogos com a jovem Sam, papel de Emma Stone, também são dotados de uma profundidade e destreza de encher os olhos.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) : Foto Edward Norton, Michael Keaton
Edward Norton, em cena como Mike Shiner: atuação brilhante
Iñárritu já acumula significativa experiência em Hollywood ('Babel', '21 Gramas') e justamente por isso nem piscou em alfinetar grandes estrelas em seu roteiro, cuja crítica recaí sobre o caráter efêmero da indústria do entretenimento e sua manutenção das aparências - o mito inalcançável do mundo dos "ricos e famosos", seja por apresentar um conteúdo de qualidade ou pelo envolvimento em grandes escândalos.

O diretor também faz questão de reafirmar a contribuição da era digital para essa derrocada moral quando, em uma das cenas, pessoas perseguem Riggan Thomson com suas câmeras de celular enquanto ele corre seminu pelas ruas de Nova York - o vídeo vai parar no Youtube e, evidentemente, faz tremendo sucesso.

Para caracterizar ainda mais seu teatro da vida real, o cineasta trabalha diversas cenas em plano sequência, com cortes sutis que só são percebidos pelas mudanças de cenário, com a câmera voyeur sempre perseguindo os atores ou a ziguezaguear pelos estreitos corredores do velho St. James Theater, no coração da Broadway.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) : Foto Alejandro González Iñárritu, Emmanuel Lubezki, Michael Keaton
Alejandro González Iñárritu, ao lado do fotógrafo Emmanuel Lubezki,  dirige Michael Keaton em uma cena

Como consequência, o público sente-se como espectador de uma peça, como se cada ato do filme estivesse ocorrendo ao vivo, diante de seus olhos, sempre extasiados com o que veem.

A trilha sonora - do também mexicano Antonio Sánchez - também impressiona pela simplicidade, pois é composta apenas por solos de bateria - com raras exceções – que reforçam o tom das cenas, alternando sua intensidade nos momentos necessários.

Já a bela fotografia, do premiado Emmanuel Lubezki - também mexicano e ganhador do Oscar por seu trabalho em 'Gravidade' - pode repetir o feito esse ano.

Pena que o público americano não viu como poderia ou deveria esse esplêndido longa, que teve por lá uma bilheteria sofrível em relação aos seus concorrentes no Oscar.

Pena, porquê o longa é uma obra autêntica e intensa, com tiradas metalinguísticas responsáveis por causar incômodo e, consequentemente, reflexões sobre os padrões culturais da atualidade, principalmente no que se refere ao mundo dos blockbusters de ação e adaptações de super-heróis.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) : Foto Michael Keaton
O espectador logo percebe que a voz na mente de  Riggan Thomson é a do seu personagem Birdman
Suas citações memoráveis com certeza devem figurar pelo submundo "cult" - como ocorreu com 'Clube Da Luta' e 'Scarface', entre outros.

Não há dúvidas de que o longa veio para consolidar a posição de Iñárritu como um dos melhores diretores de sua geração e muito além da volta por cima magistral de Michael Keaton, 'Birdman' será responsável por voltar os olhos à muitas vezes egoísta Hollywood para o trabalho feito por seus vizinhos latinos.

Filmaço que já vem amealhando prêmios e que concorre aos seguintes Oscar:

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'BIRDMAN - OU A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA'
Título Original:
BIRDMAN
Gênero:
Drama
Direção:
Alejandro González Iñárritu
Roteiro:
Alejandro González Iñárritu, Alexander Dinelaris, Armando Bo, Nicolás Giacobone
Elenco:
Akira Ito, Amy Ryan, Andrea Riseborough, Brent Bateman, Clark Middleton, Damian Young, David Fierro, Donna Lynne Champlin, Edward Norton, Emma Stone, Hudson Flynn., Jamahl Garrison-Lowe, Jeremy Shamos, Joel Marsh Garland, Katherine O'Sullivan, Keenan Shimizu, Kenny Chin, Lindsay Duncan, Merritt Wever, Michael Keaton, Michael Siberry, Naomi Watts, Natalie Gold, Paula Pell, Warren Kelly, William Youmans, Zach Galifianakis
Produção:
Alejandro González Iñárritu, Arnon Milchan, James W. Skotchdopole, John Lesher
Fotografia:
Emmanuel Lubezki
Montador:
Douglas Crise, Stephen Mirrione
Trilha Sonora:
Antonio Sánchez
Duração:
119 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
29/01/2015
Distribuidora:
Fox Film do Brasil
Estúdio:
Fox Searchlight Pictures / Regency Enterprises / Worldview Entertainment
Classificação: 
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

GLOBO DE OURO 2015: A NOITE FOI DE 'BOYHOOD', MICHAEL KEATON E DA SÉRIE 'TRANSPARENT'


A equipe do E! - Giuliana Rancic à frente - fazendo ótimas entrevistas e deixando pra trás definitivamente o luto que o canal se impôs desde a morte da Diva das Divas Joan Rivers, em setembro.

Kelly Osbourne e Giuliana Rancic: estrelas do R! no red carpet - Perez Hilton
Amy Adams, surgindo linda, ruiva e vestindo azul.

Lupita Nyong'o, novamente destaque fashion, agora com um vestido estampado que só realçava sua linda pele negra.

Lupita Nyong'o no red carpet - Perez Hilton
A Diva Julianne Moore, sensacional num longo prata - e ainda nem sabendo que seria uma das grandes premiadas da noite.

Michael Keaton com a mulher e o filho lindão - também sem saber ainda que esta seria uma das mais importantes noites da sua vida.

A mulherada de 'Orange is the New Black' chegando juntas, bem como a dupla de apresentadoras Tina Fey e Amy Poehler e também os irmãos Maggie e Jake Gyllenhaal, eles mesmos recolhendo os celulares do povo da arquibancada e fazendo selfies com esses fãs atrás.

 Jake e Maggie Gyllenhaal no red carpet - Perez Hilton
Todo mundo passou feliz da vida pelo red carpet do Globo de Ouro 2015, a caminho do salão principal do Beverly Hilton Hotel, onde o jantar foi servido e onde as estrelas do cinema e da TV preferem mesmo é encher o pote - o que torna a cerimônia de premiação da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood a mais simpática da temporada, bem como os discursos de agradecimento, já que o álcool deixa todos muito mais sinceros e verdadeiros.

A noite contou com várias referências à Coreia do Norte e aos atentados na França, discursos inflamados pregando a liberdade de expressão e alguns atores, como o grande homenageado da noite, George Clooney, incluindo a frase "Je Suis Charlie" em seus agradecimentos.

Pontualmente às 23h (horário de Brasília), Tina Fey e Amy Poehler subiram ao palco com as mesmas roupas do red carpet e fizeram piadas, citando "filmes e séries que a Coréia do Norte não ameaçou" e zoando celebridades na plateia, como Ophah Winfrey, Andy Serkis e Amy Adams.

Logo depois,  Benedict Cumberbatch e Jennifer Aniston apresentaram o primeiro prêmio da noite, o de Melhor Ator Coadjuvante em Cinema, e o ganhador foi J.K. Simmons, pelo brilhante desempenho como o professor de música em 'Whiplash - Em Busca da Perfeição' - que estreou na quinta aqui no Brasil.

JK Simmons - Getty Images
Logo em seguida, os protagonistas do aguardado '50 Tons de Cinza', Dakota Johnson e Jamie Dornan, apresentaram a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em série, minissérie ou telefilme, e surpreendentemente, a atriz britânica Joanne Froggatt - a criada Anna Bates de 'Downton Abbey', foi a ganhadora.

Ela agradeceu todo mundo, marido, empresário, elenco da série e principalmente seu criador, Julian Felowes.

 Joanne Froggatt -Getty Images
Jennifer Lopez e Jeremy Renner apresentaram a categoria Melhor Minissérie/Telefilme e quem ganhou foi 'Fargo', do canal FX.

Renner, aliás, foi o responsável pela piada mais idiota da noite: como não conseguiu abrir o envelope que continha o nome do ganhador, repassou a missão a Jennifer, que educada, disse: "É porque eu tenho unhas" - o sem noção arrematou: "E seus dois Globos!"...

Não precisava cafajestagem ao vivo, né?

Lopez e Renner ainda apresentaram um segundo prêmio, Melhor Ator - Minissérie/Telefilme, e um surpreso Billy Bob Thornton ('Fargo') subiu ao palco para agradecer seu troféu em um rápido agradecimento, o mais curto da noite.

Billy Bob Thornton -Getty Images
Naomie Watts apresentou o clipe de 'Birdman', um dos indicados ao prêmio de Melhor Filme - Comédia/Musical. e logo depois do intervalo, Tina Fey e Amy Poehler apresentaram uma atriz interpretando uma ' jornalista norte-coreana', segundo elas a mais nova membro da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Vestida com aquele feio uniforme militar que vemos sempre nos telejornais ela, mujito séria, disse que queria mesmo era fazer uma selfie com Meryl Streep, que entrou na brincadeira - Michael Keaton fez a selfie.

Tina Fey, a correspondente norte-coreana e Amy Poehler -Getty Images
Em seguida, o presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood entrou no palco, fez um inflamado discurso defendendo a liberdade de expressão, como parte não só da cultura americana, mas em todo mundo, inclusive "na Coréia do Norte ou em Paris", chamou todos para a luta contra as tiranias e foi ovacionado de pé.

Colin Firth apresentou o clipe do longa 'O Jogo da Imitação' e em seguida, Kerry Washington ('Scandal') e Bryan Cranston ('Breaking Bad') apresentaram dois prêmios:

Na categoria Melhor Atriz - Série Comédia/Musical, a ganhadora foi a jovem e talentosa Gina Rodriguez, protagonista da série 'Jane The Virgin'.

Gina Rodriguez - Getty Images
Já na categoria Melhor Série - Comédia/Musical, uma das grandes surpresas da noite: a ganhadora foi 'Transparent', série produzida e exibida pela Amazon, e que traz como protagonista um chefe de família quase idoso e que resolve assumir sua transexualidade - infelizmente, não veremos essa série por aqui tão cedo.

A produtora da série recebeu o prêmio em nome de todas as transexuais, principalmente as que morreram jovens por conta de sua condição.

Produtora e elenco de 'Transparent' recebem seu prêmio - Variety
Após o intervalo, Melissa Ann McCarthy apresentou o clipe do longa 'Um Santo Vizinho' e em seguida, Sienna Miller e Vince Vough apresentam a categoria Melhor Trilha Sonora para cinema, que premiou 'A Teoria de Tudo'.

O público se agitou quando a lenda Prince surgiu para apresentar o Globo de Melhor Canção Original - quem levou foi 'Glory', de John Legend e Common, do longa 'Selma', uma biografia de Martin Luther King Jr.

Seth Meyers e Katie Holmes apresentaram o Globo de Melhor Ator Coadjuvante - Série/Minissérie/Telefilme - quem levou foi Matt Bomer, pelo drama sobre o começo da Aids nos anos 1980, 'The Normal Heart', da HBO.

Matt Bomer - Variety
Clive Owen apresentou o clipe de 'A Teoria de Tudo' e logo em seguida, Rick Gervais subiu ao palco com um copo cheio na mão, para apresentar Melhor Atriz - Comédia/Musical - Amy Adams foi a ganhadora por 'Grandes Olhos', o mais regular longa de Tim Burton de todos os tempos.

Amy Adams - The Hollywood Reporter
Lopo após mais um intervalo,  Salma Hayek e David Oyelowo apresentaram a categoria Melhor Filme De Animação e o Globo foi merecidamente para o espetacular 'Como Treinar o Seu Dragão 2'.

Kate Hudson apresentou o clipe de 'Caminhos da Floresta'; logo em seguida, Jared Leto apresentou a categoria Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema e Patricia Arquette levou por seu papel da mãe da família de 'Boyhood - Da Infância à Juventude' - ela fez também um extensivo agradecimento.

Patricia Arquette- Variety
Tina Fey e Amy Poehler fazem outra piada com a 'correspondente' da Coréia do Norte e, logo em seguida, foi anunciado o prêmio de Melhor Roteiro  - não deu outra: 'Birdman' faturou.

O diretor e um dos roteiristas do longa, Alejandro González Iñárritu, subiu ao palco e fez muita festa.

Logo depois,  Jack Black apresentou o clipe de 'Boyhood' e em seguida, duas lendas, Lily Tomlin e Jane Fonda - que logo estreiam uma série de TV - primeiro relembraram que, apesar de serem muito amigas, não trabalhavam juntas desde 'Como Eliminar Seu Chefe' (1980).

Jane Fonda e Lily Tomlin - Getty Images
As duas apresentaram a categoria Melhor Ator - Série Comédia/Musical e tivemos então a maior surpresa na s categorias de TV: Jeffrey Tambor, da série 'Transparent', foi o ganhador.

O ator tem dezenas e dezenas de bons trabalhos na TV, tem mais de 40 anos de carreira e quem o viu, diz que ele está mesmo sensacional no papel de um pai de família que se revela transexual - como a produtora da série fez anteriormente, ele dedicou seu prêmio à comunidade trans americana.

Jeffrey Tambor - Getty Images
A surpresa maior é que a série e produzida e exibida on demand pela Amazon, que agora com os prêmios, começa a fazer  séria concorrência à Netflix.

Colin Farrell e Lupita Nyong'o apresentaram Melhor Filme Estrangeiro - a categoria foi vencida pelo longa russo 'Leviatã'.

Kate Beckinsale e Adrien Brody apresentaram Melhor Atriz - Minissérie/Telefilme e Maggie Gyllenhaal levou, pelo seu papel em 'The Honourable Woman'.

Maggie Gyllenhaal - Getty Images
Paul Rudd e Adam Levine apresentaram Melhor Série - Drama e mais uma surpresa: versão americana de uma série inglesa, 'The Affair' teve todo o elenco no palco para receber seu Globo.

Catherine Zeta-Jones apresentou o clipe de 'Pride' e logo depois, Catherine Higow e David Duchovny apresentaram a categoria Melhor Ator - Série Drama.

Se no ano passado sua parceira em 'House of Cards' levou, esse ano foi a vez de Kevin Spacey, que no palco, brincou: "Esse será apenas o início da minha vingança" - lembrando as oito vezes em em que foi indicado e nada levou.

Kevin Spacey - Getty Images
Julianna Magulles e Don Cheadle chamaram George Clooney ao palco - o ator, diretor e produtor agradeceu muito o prêmio especial Cecil B. de Mille e também fez um ótimo discurso, terminando com a já icônica frase "Je Suis Charlie".

George Clooney - Getty Images
Owen Wilson introduziu o clipe do longa que ele mesmo fez parte do elenco - 'O Grande Hotel Budapeste' - e logo depois, a lenda Harrison Ford subiu ao palco para apresentar o Globo de Melhor Diretor.

Richard Linklater, que passou 12 anos rodando 'Boyhood - Da Infância à Juventude' foi o ganhador.

Richard Linklater - Getty Images
Chris Pratt e Anna Faris apresentaram Melhor Atriz - Série Drama e Ruth Wilson ('The Affair') foi a ganhadora.


Ruth Wilson - The Hollywood Reporter
A partir daí, a cerimônia se acelerou, pois o tempo no ar já estava estouradíssimo.

Assim, Amy Adams não perdeu tempo para anunciar a categoria Melhor Ator - Comédia/Musical e finalmente, um dos atores mais versáteis de sua geração levou um prêmio relevante.

Por seu papel em 'Birdman', Michael Keaton subiu ao palco visivelmente emocionado, lembrou a infância difícil, agradeceu muito o diretor Alejandro González Iñárritu e terminou dizendo que seu filho Sean era o seu melhor amigo - foi o discurso mais emocionante da noite.

Keaton, assim, segue a passos pargos para ser indicado - e levar - o Oscar de Melhor Ator.

Ophah Winfrey, lenda da TV e também boa atriz, apresentou o clipe de 'Selma', longa onde ela fez uma pequena participação.

Channing Tatum apresentou o clipe do longa em que ele trabalha, 'Foxcatcher' e em seguida, o tri ganhador do Globo de Ouro,  Robert Downey Jr. apresentou a categoria Melhor Filme de Comédia ou Musical.

Nessa categoria, o franco favorito era 'Birdman', mas quem acabou levando foi 'O Grande Hotel Budapeste'.

Muito emocionado, o diretor do longa, Wes Anderson subiu ao palco e fez longo agradecimento, ladeado por todo o elenco do filme, entre eles, Ralph Fiennes, Bill Murray e Adrien Brody.

 Wes Anderson e elenco do longa  - Perez Hilton
Após o intervalo, Mattew McConaughey surge no palco para apresentar Melhor Atriz - Drama - e não deu outra: Julianne Moore levou mais um prêmio para casa, pelo seu desempenho espetacular em 'Para Sempre Alice' .

A Diva ruiva comemorou muito no palco, e disse que esse foi um filme que deu uma grande oportunidade de atuação para "uma atriz de meia idade" - sensacional!

Julianne Moore - Getty Images
Em seguida Gwyneth Paltrow apresentou a categoria Melhor Ator - Drama e o jovem Eddie Redmayne, brilhante como o astrofísico Stephen Hawking em  'A Teoria de Tudo', levou.

O ator inglês desbancou Benedict Cumberbatch, Steve Carrel e Jake Gyllenhaal e ganhou seu primeiro prêmio importante da carreira.

Eddie Redmayne  - Perez Hilton
Já tínhamos até aqui três ruivos/ruivas laureados: Amy Adams, Julianne Moore e Redmayne.

O último prêmio da noite foi entregue por Meryl Streep - Melhor Filme - Drama.

Os jornalistas parecem ter gostado mesmo do trabalho de 12 longos anos do diretor Richard Linklater, consagrando 'Boyhood - Da Infância à Juventude' como o grande ganhador da noite.

Richard Linklater e elenco de 'Boyhood' comemoram Globo de Melhor filme - Getty Images
A cerimônia se encerrou com Tina, Amy e a 'correspondente norte-coreana' no palco - ela disse que no próximo ano, ela vai ser a apresentadora.

OS GANHADORES DO GLOBO DE OURO 2015:

CATEGORIAS DE CINEMA:

Melhor Filme - Drama
Boyhood - Da Infância à Juventude

Melhor Ator - Drama
Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Melhor Atriz - Drama
Julianne Moore (Para Sempre Alice)

Melhor Filme - Comédia/Musical
O Grande Hotel Budapeste

Melhor Ator - Comédia/Musical
Michael Keaton (Birdman)

Melhor Atriz - Comédia/Musical
Amy Adams (Grandes Olhos)

Melhor Ator Coadjuvante
J.K. Simmons (Whiplash - Em Busca da Perfeição)

Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette (Boyhood - Da Infância à Juventude)

Melhor Diretor
Richard Linklater (Boyhood - Da Infância à Juventude)

Melhor Filme De Animação
Como Treinar o Seu Dragão 2

Melhor Filme Estrangeiro
Leviatã (Rússia)

Melhor Roteiro
Birdman

Melhor Trilha Sonora
A Teoria de Tudo

Melhor Canção Original
Glory (Selma, John Legend e Common)

CATEGORIAS DE TELEVISÃO:

Melhor Série - Drama
The Affair

Melhor Ator - Série Drama
Kevin Spacey (House of Cards)

Melhor Atriz - Série Drama
Ruth Wilson (The Affair)

Melhor Série - Comédia/Musical
Transparent

Melhor Ator - Série Comédia/Musical
Jeffrey Tambor (Transparent)

Melhor Atriz - Série Comédia/Musical
Gina Rodriguez (Jane The Virgin)

Melhor Minissérie/Telefilme
Fargo

Melhor Ator - Minissérie/Telefilme
Billy Bob Thornton (Fargo)

Melhor Atriz - Minissérie/Telefilme
Maggie Gyllenhaal (The Honourable Woman)

Melhor Ator Coadjuvante - Série/Minissérie/Telefilme
Matt Bomer (The Normal Heart)

Melhor Atriz Coadjuvante - Série/Minissérie/Telefilme
Joanne Froggatt (Downton Abbey)

Prêmio Cecil B. DeMille
George Clooney

*****
Até +!