A série americana estrelada por Steve Carell teve 9 temporadas
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The Office, famosa série americana estrelada por Steve Carrell, reúne uma imensidão de fãs até hoje.
Pensando em uma forma criativa de apresentar a atração, uma fã chamada Estelle Grignon resumiu os 201 episódios em um vídeo de apenas 4 minutos e 07 segundos.
Confira outras séries que sobreviveram sem os seus protagonistas
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Na segunda (8), a atriz Jennifer Morrison surpreendeu os fãs de 'Once Upon a Time' ao revelar que não voltará para a série, renovada nesta sexta (12) pela ABC para uma sétima temporada.
"Decidi que, criativa e pessoalmente, era hora de eu seguir em frente. Mas Emma Swan é uma das minhas personagens favoritas e meus seis anos em Once Upon a Time mudaram minha vida da maneira mais bonita", escreveu ela em seu perfil no Instagram.
'Once Upon a Time' traz personagens de contos de fada vivendo no mundo real.
Como Emma é a personagem principal, filha da Branca de Neve (Ginnifer Goodwin) e do Príncipe Encantado (Josh Dallas), e é considerada a Salvadora, segundo a profecia, os fãs começaram a imaginar como a série poderia sobreviver sem sua protagonista.
Alguns chegaram a dizer que, sem Jennifer Morrison, não vão continuar a acompanhar o programa.
Jennifer Morrison, em cena da série - ABC
'Once' não é a primeira produção da TV americana a perder seu protagonista: antes dela, várias séries precisaram lidar com a saída de seus atores principais e, mesmo assim, continuaram no ar.
Confira dez delas:
Jon Cryer (à esq.) e Charlie Sheen em Two and a Half Men: briga com produtor nos bastidores - CBS
Two and a Half Men (2003-2015) - CBS
A série contava a história de dois irmãos, o solteirão mulherengo Charlie Harper (Charlie Sheen) e o certinho Alan (Jon Cryer).
Recém-separado da mulher, Alan foi morar com Charlie em sua casa da praia e, nos fins de semana, recebia o filho Jake (Angus T. Jones), justificando o "dois homens e meio" do título original.
Sucesso de público e de crítica, com 46 indicações ao Emmy e salários milionários para seus atores, a série sofreu um baque na oitava temporada, quando um barraco entre Sheen e o produtor Chuck Lorre resultou na demissão do ator.
A partir do nono ano, Ashton Kutcher entrou em seu lugar como Walden Schmidt, um bilionário da internet que comprou a casa de Charlie e aceitou dividi-la com Alan.
Com Kutcher e Cryer nos papéis principais, a série teve mais quatro temporadas e 75 episódios, para a satisfação de Lorre, que queria provar que 'Two and a Half Men' era maior que Sheen.
Michael J. Fox teve de abandonar 'Spin City' por causa dos sintomas da doença de Parkinson - ABC
Spin City (1996-2002)
A comédia situada em Nova York mostrava a equipe que trabalhava com o atrapalhado e ignorante prefeito Randall Winston (Barry Bostwick), liderada pelo mulherengo Mike Flaherty (Michael J. Fox), que sofria para equilibrar a vida profissional com a pessoal e ainda tentava corrigir os erros cometidos pelo chefe.
Na segunda temporada, Fox revelou ao público seu diagnóstico de doença de Parkinson.
Ele ainda resistiu na série por mais dois anos, mas os sintomas se intensificaram e, sem controlar o tremor das mãos, preferiu deixar o elenco.
Em seu lugar, entrou Charlie Sheen na pele de Charlie Crawford, político de passado conturbado que tentava provar que superou os tempos de farra.
Com Sheen como astro, 'Spin City' ganhou duas temporadas de sobrevida.
O ator também recebeu um Globo de Ouro por seu trabalho - Fox tinha recebido três troféus em anos anteriores e também levado um Emmy para casa.
No Brasil, a série foi exibida no Multishow, no Canal Sony e nas madrugadas da Globo.
O ator John Ritter com Kaley Cuoco (à esq.), Amy Davidson e Katey Sagal: morte repentina - ABC
8 Simple Rules (2002-2005)
Antes de estrelar 'The Big Bang Theory',Kaley Cuoco atuou nessa comédia sobre Paul Hennessy (John Ritter), um pai ciumento que criou um pacote de regras para os rapazes interessados em namorar suas filhas adolescentes (Kaley e Amy Davidson), enquanto tinha uma relação bem mais liberal com o filho caçula, Rory (Martin Spanjers).
O equilíbrio da família vinha da mãe, Cate (Katey Sagal).
A primeira temporada foi um sucesso, com média de 10 milhões de espectadores.
Mas, durante os ensaios para o quarto episódio da segunda temporada, Ritter teve um ataque cardíaco e morreu.
A ABC optou por exibir os três programas prontos e, em seguida, colocou a série em um hiato de dois meses, para que os produtores decidissem o que fazer com a comédia.
A volta ocorreu com um programa especial de uma hora, chamado "Goodbye" (Adeus), um tributo ao personagem de Ritter.
Para substituí-lo, os atores James Garner e David Spade entraram no elenco como o pai e o sobrinho de Cate, que se mudaram para a casa da família para ajudar a viúva na criação dos três filhos.
Na terceira temporada, a série despencou na audiência e acabou cancelada.
Hilarie Burton, Bethany Joy Lenz e Chad Michael Murray no casamento de Peyton e Lucas - The CW
One Tree Hill (2003-2012)
Exibida no SBT como 'Lances da Vida', a série girava em torno de Lucas (Chad Michael Murray) e Nathan (James Lafferty), dois inimigos no colegial que eram forçados a conviver após descobrirem que eram irmãos por parte de pai.
Para piorar a relação fraterna, os dois se envolvem com a mesma garota, Peyton (Hilarie Burton), e também jogam no mesmo time de basquete da escola.
Depois de seis temporadas, Murray e Hilarie decidiram não renovar seus contratos e deixaram a série, com o casamento de Lucas e Peyton.
Ao invés de apostar em novos personagens, o criador Mark Schwann deu mais destaque para a ex-líder de torcida Brooke (Sophia Bush), que era apenas uma patricinha fútil no início e acabou se tornando uma das queridinhas do público.
Mesmo sem dois atores de seu trio principal, 'One Tree Hill' sobreviveu por mais três temporadas.
Chad Michael Murray chegou a participar de um episódio do nono ano, mas Hilarie Burton não demonstrou interesse em voltar para a série, nem em uma aparição especial.
Steve Carell e Rainn Wilson em cena de The Office: foco mudou para carreira cinematográfica - NBC
The Office (2005-2013)
A versão norte-americana da premiada série britânica acabou fazendo ainda mais sucesso do que a original, ao mostrar o dia a dia de uma empresa que vende papel e materiais para escritório.
Parte da repercussão vinha do gerente da filial, Michael Scott (Steve Carell), um sujeito sem noção que se achava mais engraçado do que de fato era e colocava seus funcionários em situações constrangedoras.
Depois de seis indicações ao Emmy de melhor ator e com a carreira no cinema em alta, Carell resolveu deixar a série assim que a sétima temporada acabasse.
Com medo de que a audiência caísse sem o seu astro, a NBC colocou James Spader (Blacklist/Lista Negra) no elenco da oitava temporada, no papel de Robert California, um empresário repleto de mantras e frases de efeito.
O público, porém, não aceitou a novidade, e Spader não voltou para a nona e última temporada da comédia, que focou nos personagens já conhecidos dos telespectadores, como os vendedores Jim (John Krasinski), Pam (Jenna Fischer) e Dwight (Rainn Wilson).
Shannen Doherty (ao centro) entre Alyssa Milano e Holly Marie Combs: atriz problemática - The CW
Charmed (1998-2006)
A série com mulheres protagonistas mais duradoura da história contava a história de três irmãs que descobriam fazer parte de uma linhagem de bruxas poderosas.
Assim, Prue (Shannen Doherty), Piper (Holly Marie Combs) e Phoebe (Alyssa Milano) precisavam enfrentar demônios, feiticeiros, sereias, duendes e todo tipo de criatura mística para defender a Terra das ameaças malignas.
No fim da terceira temporada, Prue foi morta por um demônio.
Como não era a primeira vez que uma das personagens morria na série, os fãs acreditavam que ela voltaria à vida logo no início do ano seguinte.
Porém, os produtores anunciaram que Shannen não retornaria para o elenco e seria substituída por Rose McGowan, que surgiu na quarta temporada como Paige, uma quarta irmã desconhecida que se junta às duas sobreviventes.
Apesar de os motivos da saída de Shannen nunca terem sido revelados, os rumores apontam que ela e Alyssa Milano teriam brigado nos bastidores, a ponto de a convivência se tornar insuportável.
Shannen é conhecida por sua personalidade difícil: em 1994, ela já tinha sido demitida de 'Barrados no Baile' (1990-2000), após brigar com o produtor Aaron Spelling, que decidiu dar uma segunda chance à atriz ao escalá-la para protagonizar 'Charmed'.
Pelo jeito, não deu certo.
David Duchovny e Gillian Anderson vivem Mulder e Scully: de volta à TV depois de 14 anos - Fox
Arquivo X (1993-2002, 2016)
O drama de ficção científica mostra o dia a dia de um setor do FBI que cuida de casos nunca solucionados, a maior parte deles envolvendo fenômenos paranormais.
Os personagens principais eram os agentes Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson), que formavam uma dupla pouco convencional: enquanto ela era cética e buscava uma explicação científica para tudo, ele acreditava em alienígenas e no sobrenatural.
Depois de sete temporadas, Duchovny decidiu se dedicar a outros projetos e fez apenas aparições esporádicas no oitavo e no nono anos.
Em seu lugar, entrou o agente John Doggett (Robert Patrick).
Porém, com todos os casos que já tinha vivenciado, Dana Scully agora ocupava a posição de Mulder como o agente que acreditava em tudo, enquanto Doggett ficava com o posto de cético de vez.
'Arquivo X' teve duas temporadas sem a presença regular de Mulder, que voltou definitivamente no décimo ano.
Depois de 14 anos fora do ar, a série voltou à programação da Fox no ano passado com novos episódios, novamente com Mulder e Scully como dupla principal.
Os seis episódios tiveram audiência excelente e, apesar da recepção morna do público, uma 11ª temporada foi confirmada.
Os atores Topher Grace e Laura Prepon viviam o casal Eric e Donna em That '70s Show - Fox
That '70s Show (1998-2006)
Um grupo de amigos adolescentes vive intensamente a década de 1970, com drogas, rock, amor livre e todas as outras características da época.
O foco era o inteligente e atrapalhado Eric Forman (Topher Grace), dono de um senso de humor ácido e responsável por unir toda a turma no porão de sua casa para fumar maconha.
Entre seus amigos, estavam o bonito e burro Kelso (Ashton Kutcher), o hippie Hyde (Danny Masterson), a vizinha Donna (Laura Prepon), a mimada Jackie (Mila Kunis) e o intercambista Fez (Wilmer Valderrama).
No fim da sétima temporada, Topher Grace e Ashton Kutcher deixaram o elenco para se dedicarem às carreiras no cinema.
Para ocupar a vaga dos dois, surgiu Randy (Josh Meyers), que trabalhava com Hyde em uma loja de discos.
Kutcher chegou a participar de cinco episódios da oitava temporada, mas Grace só retornou nos momentos finais do último capítulo, que se passa em 31 de dezembro de 1979.
Com o fim da década, a série também acabou.
Elena (Nina Dobrev) dança com Damon (Ian Somerhalder) em cena de The Vampire Diaries - The CW
The Vampire Diaries (2009-2017)
Baseada nos livros de fantasia de L. J. Smith, a série mostrava um triângulo amoroso entre a humana Elena (Nina Dobrev) e os irmãos vampiros Stefan (Paul Wesley) e Damon (Ian Somerhalder), que brigavam pelo coração da garota.
Voltada ao público adolescente, a trama focava tanto nos romances entre os personagens quanto nas habilidades especiais dos vampiros e afins, pegando carona no sucesso de 'A Saga Crepúsculo'.
Havia ainda bruxas, lobisomens e outras criaturas sobrenaturais.
Depois de seis temporadas, Nina Dobrev anunciou que não renovaria seu contrato e deixaria a série.
Para justificar a saída da atriz, sua personagem se sacrificou para trazer a bruxa Bonnie (Kat Graham) de volta à vida: Elena entrou em uma espécie de coma mágico e ali ficaria enquanto a amiga estivesse viva.
Assim, a série ganhou mais duas temporadas em que Damon e Stefan tiveram novos pares românticos para tentar superar a amada.
Em março deste ano, após 171 episódios divididos em oito temporadas, 'The Vampire Diaries' chegou ao fim em um último capítulo que mostrou Elena acordando de seu coma para enfrentar uma grande ameaça mágica e, enfim, selar o seu amor com Damon.
Patrick Dempsey (em cena com Ellen Pompeo) deixou Grey's Anatomy depois de 11 anos - ABC
Grey's Anatomy (2005-)
Um dos casos mais recentes de protagonista abandonando a série se deu com 'Grey's Anatomy', uma das maiores audiências da ABC.
O drama médico gira em torno de Meredith Grey (Ellen Pompeo), médica que iniciava sua residência no Hospital Seattle Grace na primeira temporada.
Logo de cara, ela se envolveu com o neurocirurgião Derek Shepherd (Patrick Dempsey), que virou seu mentor, com quem acabou se casando e até adotou uma filha.
Com o fim da décima temporada, Ellen e Dempsey assinaram contrato para mais dois anos, com possibilidade de renovação.
Mas todos os fãs se chocaram quando, na 11ª temporada, Shepherd morreu depois de um acidente de carro.
O ator confirmou que pediu para não cumprir o segundo ano de seu acordo para se dedicar a outros projetos, em especial ao automobilismo (ele também é piloto).
Na época, o público de 'Grey's Anatomy' já estava acostumado com a saída de atores do elenco: a produtora Shonda Rhimes ficou conhecida por seu sadismo ao assassinar personagens queridos em grandes tragédias.
São tantas mudanças que, dos nove atores do elenco original, apenas quatro seguem na série até hoje.
Apesar disso, a inesperada saída de Dempsey deu novo fôlego criativo para 'Grey's Anatomy': sem ficar amarrada a Shepherd, Meredith ganhou novos conflitos e possibilidades amorosas.
Assim, a série se mantém entre as mais vistas dos Estados Unidos e, em plena 13ª temporada, não há previsão de um fim: ela já foi renovada para o próximo ano.
ANCINE DIVULGA 1ª LISTA DE CLASSIFICAÇÃO DE CANAIS PARA A NOVA LEI DE TV PAGA
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CATÁLOGO DO 'NETFLIX' TERÁ 'PÂNICO' E 'RODA VIVA'
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BAND COMPRA E NÃO EXIBE '24 HORAS', 'NCIS' E 'ROMA'
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NOS 100 ANOS DE NELSON RODRIGUES, CANAL VIVA REEXIBE 'ENGRAÇADINHA'
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'AMERICAN HORROR STORY': CONFIRA TODOS OS TEASERS DA NOVA TEMPORADA
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'ARROW' TEM NOVO PÔSTER
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'GAME OF TRHONES': CIARÁN HINDS - DE 'ROMA' - ENTROU PARA O ELENCO
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'THE OFFICE': NONA TEMPORADA SERÁ A ÚLTIMA
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'FALLING SKIES':"OS MINUTOS FINAIS VÃO MUDAR A SÉRIE', DIZ CONNOR JESSUP
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'DEXTER': SÉTIMA TEMPORADA TEM NOVAS IMAGENS DIVULGADAS
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REYNALDO GIANECCHINI: NOVO CAPÍTULO
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O MELHOR DA SEMANA: LUCIANA GIMENEZ E DANILO GENTILI EM DOIS PROGRAMAS IMPERDÍVEIS
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O PIOR DA SEMANA: 'CQC' IMITA TV AMERICANA EM QUADRO SOBRE CAÇA A PEDÓFILOS E SE DÁ MAL
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Agora, vamos lá!
AUDIÊNCIAS
O bicho papão da TV aberta chegou: em seu primeiro dia no ar, o horário eleitoral gratuito já fez estrago na faixa nobre, derrubando a audiência dos principais canais abertos em 10 pontos - cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo.
Na terça (21), durante a exibição do primeiro horário eleitoral noturno (das 20h30 às 21h), audiência de Globo, Record, SBT, Band, RedeTV!, Gazeta e Cultura somadas foi de 38,5 pontos.
Na terça passada, dia 14, a soma dessas redes no horário alcançou 48,3 pontos, o que dá uma queda de 20%.
O número de televisores ligados também caiu durante a propaganda eleitoral noturna: foi 63% na faixa no dia 14, para 57% anteontem.
A emissora mais prejudicada com o novo "inquilino" na programação foi a Globo.
A faixa nobre do canal sofreu uma queda de cerca de 13% com relação à semana anterior.
O "Jornal Nacional", que foi ao ar mais cedo, marcou na terça média 25 pontos.
No dia 14, o noticiário registrou 31 pontos de média - uma queda de 19%.
"Avenida Brasil" também caiu: foi de 43 pontos (dia 14) para 38 pontos (na terça).
O SBT manteve a mesma audiência na faixa nobre, 7,2 pontos (nas duas terças-feiras).
Mesmo com a propaganda eleitoral, a Record subiu na faixa nobre: foi de 7,1 (dia 14) para 7,4 pontos.
Na Globo, já não dá mais para esconder que o remake de “Gabriela” não fez o barulho que a emissora esperava.
Baseada na obra de Jorge Amado, a segunda novela da faixa das 23h da emissora nessa retomada do horário estreou em junho com média de 30 pontos de audiência, mas logo foi perdendo público.
Mesmo mantendo a liderança do horário, o capítulo de ontem (22), exibido após o futebol e por isso mesmo mais curto, registrou a mais baixa audiência do folhetim: 13 pontos.
Na Globo, são vários os diagnósticos para o baixo desempenho da novela: a escolha de Juliana Paes para viver a protagonista, o abuso nas cenas de sensualidade e, principalmente, as inevitáveis comparações com o folhetim original, que ficou marcado na história da dramaturgia nacional.
Ainda na Globo, vai ao ar na quinta que vem o último programa da primeira temporada do "Na Moral", de Pedro Bial.
Com média na casa dos 12 pontos, a atração agradou e tem segunda temporada garantida.
A mudança do "Saturday Night Live" inédito para os sábados à noite ainda não deu resultado junto a audiência da RedeTV!.
A atração comandada por Rafinha Bastos marcou média de 1,9 ponto no sábado (19) e a reprise, no dia 11, registrou três pontos.
Nessa semana, o nome de Rafinha voltou a circular nos corredores da Band: diretores da emissora estão dispostos a trazer o comediante de volta ao canal e passar por cima das rusgas do passado - tudo pela audiência de "A Liga", bom programa que, desde que ele saiu, desabou.
Enquanto isso, na Record, a constatação é que "A Fazenda" teve dias melhores.
O reality show, que já chegou a marcar 17 pontos de audiência aos domingos, registrou nove pontos de média no último (19) - ficando em segundo lugar em ibope no horário.
Ainda no domingo, o SBT registrou o terceiro lugar em audiência no dia de seu aniversário de 31 anos.
Marcou no domingo média/dia (das 7h à meia-noite) de 6,3 pontos - a Record registrou 6,8, e a Globo, 13,8 pontos.
Mas quem incomoda a concorrência é Ratinho: seu programa chega a registrar médias de dez pontos de ibope no SBT.
Na TV paga, e mesmo sem os direitos de transmissão da Olimpíada de Londres, o canal Esporte Interativo e a sua cobertura do evento foram vistos, no período da competição, por cerca de 15 milhões de espectadores - recorde do canal deste sua fundação.
Já o canal Discovery encerrou o segundo trimestre do ano como líder de audiência no gênero na TV paga brasileira.
A série "Portas para o Além" foi a produção mais vista do trimestre no país e ajudou o Discovery a ficar na frente em audiência de canais como NatGeo, History Channel e Animal Planet.
ANCINE DIVULGA 1ª LISTA DE CLASSIFICAÇÃO DE CANAIS PARA A NOVA LEI DE TV PAGA
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) divulgou ontem a lista dos canais de programação classificados como “Canal de Espaço Qualificado”, “Canal de Programação Comum” e “Canal de Programação Não Adaptado ao Mercado Brasileiro”, para atender à demanda da nova lei da TV paga, que entra em vigor em setembro.
O pedido de credenciamento foi feito pelas programadoras de TV paga.
O canais brasileiros de “espaço qualificado” devem transmitir pelo menos duas horas e meia por dia, no horário nobre, de programação nacional, sendo metade dela realizada por produtoras independentes.
Os canais internacionais de “espaço qualificado” são canais como Discovery Kids e Warner que, pela nova lei, eles terão de cumprir as cotas de exibição de conteúdo nacional: cerca de 30 minutos diários de produção nacional no horário nobre.
1. “CANAIS DE ESPAÇO QUALIFICADO”:
ANIMAL PLANET - AXN / AXN HD - BEM SIMPLES - BLUE TV - CANAL FX - CINEMAX - COMEDY CENTRAL - COMEDY CENTRAL HD - DISCOVERY CHANNEL - DISCOVERY CIVILIZATION - DISCOVERY HD THEATHER - DISCOVERY HOME AND HEALTH - DISCOVERY SCIENCE - DISCOVERY TURBO - FOX - FOX LIFE - FOX NATGEO HD - GLITZ* SD - HBO / HBO HD - HBO FAMILY - HBO PLUS - HBO PLUS EAST - HBO SIGNATURE - HBO2 - INFINITO SD - INVESTIGAÇÃO DISCOVERY - I-SAT SD - MAX /MAX HD - MAX PRIME - MAX PRIME EAST - MEGAPIX / MEGAPIX HD - MULTISHOW - NATGEO WILD HD - NATIONAL GEOGRAPHIC - SONY ENTERTEINMENT TELEVISION / SONY ENTERTEINMENT TELEVISION HD - SONY SPIN - SPACE SD / SPACE HD - STUDIO UNIVERSAL - SYFY - TBS MUITODIVERTIDO SD - TBS MUITODIVERTIDO HD - TCM SD - TELECINE ACTION / TELECINE ACTION HD - TELECINE CULT - TELECINE FUN / TELECINE FUN HD - TELECINE PIPOCA / TELECINE PIPOCA HD - TELECINE PREMIUM / TELECINE PREMIUM HD - TELECINE TOUCH / TELECINE TOUCH HD - TLC - TLC HD - TNT SD / TNT HD - TRUTV SD / TRU TV HD - UNIVERSAL CHANNEL - VH1 - VIVA - WARNER CHANNEL / WARNER CHANNEL HD - BABY TV - BOOMERANG SD - CARTOON NETWORK SD - DISCOVERY KIDS - GLOOB - NICK HD - NICK JR -NICKELODEON - TOONCAST SD
2. “CANAIS DE PROGRAMAÇÃO COMUM”:
BANDSPORTS - COMBATE - ESPN - ESPN BRASIL - ESPN+ - FOX SPORTS - FOX SPORTS HD - PREMIERE FC - SPORTV - SPORTV 2 - SPORTV 3 - FOR MAN - PLAYBOY TV - PRIVATE - SEXTREME - SEXY HOT -VENUS
3. “CANAIS DE PROGRAMAÇÃO NÃO ADAPTADO AO MERCADO BRASILEIRO”:
CÑN (EN ESPAÑOL) SD - CNN INTERNATIONAL SD - FOX NEWS - VH1 HD - VH1 MEGAHITS
CATÁLOGO DO 'NETFLIX' TERÁ 'PÂNICO' E 'RODA VIVA'
Serviço de assinatura de vídeos on-line de séries e filmes, o Netflix começa a apostar para valer em produções de TV aberta no Brasil: segundo a colunista Keila Gimenez - da Folha de S.Paulo - Band e TV Cultura já fecharam contrato para fornecerem atrações para o catálogo do serviço.
Da Band virão, a princípio, 13 episódios do "Pânico na TV" - a partir de novembro.
Da Cultura, os primeiros programas serão "Cocoricó" e "Roda Viva" - episódios históricos fazem parte do pacote, como as entrevistas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.
BAND COMPRA E NÃO EXIBE '24 HORAS', 'NCIS' E 'ROMA'
A pergunta que não quer calar: Por quê a Band tem grandes séries engavetadass, sem previsão de exibição?
Divulgação
Pôster da série "Roma"
"24 horas" e "NCIS" - esta ainda no ar na TV fechada não merecem esse tratamento.
Ao menos nessa semana, e três anos após a anunciar a compra da série "Roma", da HBO, a Band finalmente anunciou que levará a produção ao ar no início de 2013.
Assim não dá!
NOS 100 ANOS DE NELSON RODRIGUES, CANAL VIVA REEXIBE 'ENGRAÇADINHA'
Para comemorar o centenário de nascimento de Nelson Rodrigues (1912-1980), que se completa hoje, o canal Viva voltou a exibir a minissérie "Engraçadinha", baseada na obra do autor.
A produção, adaptada por Leopoldo Serran, é dividida em duas fases: na primeira, em Vitória (ES), nos anos 1940, a protagonista é vivida por Alessandra Negrini - em sua estreia na TV - interpretando Engraçadinha jovem, noiva de Zózimo (Pedro Paulo Rangel) e vivendo uma relação quente - e proibida -com o primo Sílvio (Ângelo Antônio).
Divulgação - TV Globo
Alessandra Negrini na minissérie
A segunda fase se passa no Rio de Janeiro, 20 anos depois.
Engraçadinha, então, é interpretada por Claudia Raia, mãe de família religiosa mas que acaba se rendendo à paixão por Luiz Claudio (Alexandre Borges).
Imperdível.
Relembre a abertura:
'ENGRAÇADINHA'
Direção: João Henrique Jardim e Denise Saraceni
Onde: Viva
Quando: de segunda a sexta
Horário 23h15
Classificação: não informada
Cotação do Klau:
'AMERICAN HORROR STORY': CONFIRA TODOS OS TEASERS DA NOVA TEMPORADA
A série foi uma das mais sensacionais de 2011 e em 2012 promete repetir a dose.
"American Horror Story: Asylum" - como é chamada a segunda temporada - acaba de ganhar seu sexto teaser.
Assista ao novo e - também aos quatro primeiros teasers:
'ARROW' TEM NOVO PÔSTER
Saiu um novo pôster oficial do seriado do super-herói da DC Comics, onde o Arqueiro aparece com várias cicatrizes.
Warner Channel
Stephen Amell como o Arqueiro, no novo pôster
No papel principal está Stephen Amell (Oliver Queen/Arqueiro) e o elenco tem ainda Colin Donnell - como Tommy, Katie Cassidy - interpretando Laurel Lance, David Ramsey - como John Diggle, Willa Holland - como Thea Queen, Susanna Thompson - vivendo Moira Queen e Paul Blacthorne - interpretando o Detetive Quentin Lance, além de Katie Cassidy e David Ramsay.
O produtor David Nutter disse que a ideia é colocar o Arqueiro Verde numa trama bem realista, provocativa e mordaz.
O Arqueiro Verde já apareceu várias vezes em "Smallville", mas esta versão não terá nada a ver com a antiga série - inclusive o ator é outro.
A estreia de "Arrow" nos EUA é em 10 de outubro.
Por aqui, só Deus sabe.
'GAME OF TRHONES': CIARÁN HINDS - DE 'ROMA' - ENTROU PARA O ELENCO
A HBO finalmente contratou o ator que viverá Mance Rayder, o "Rei Além da Muralha", para a terceira temporada de "Game of Thrones".
Conhecido do cinema e da televisão - acabou de ser visto como Júlio Cezar na ótima série "Roma" - Ciarán Hinds viverá o ex-Patrulheiro da Noite que agora lidera um exército de selvagens em direção à Muralha.
Divulgação
O ator Ciarán Hinds
Além de "Roma", da própria HBO, Hinds esteve recentemente em filmes como "John Carter", "O Espião que Sabia Demais" e "Motoqueiro Fantasma 2".
Sem dúvida, uma grande aquisição para o elenco da terceira temporada de "Game of Thrones", que estreia em 31 de março de 2013 nos EUA.
'THE OFFICE': NONA TEMPORADA SERÁ A ÚLTIMA
O canal NBC decidiu cancelar a série "The Office", que chegará ao fim em maio de 2013, quando sua nona temporada terminar.
A notícia foi dada por Greg Daniels, produtor-executivo da série.
Segundo o TV Line, Daniels afirmou que "todas as perguntas serão respondidas nesse ano. Vamos ver quem está por trás desse grande documentário. Vai ser um bom ano para Jim (John Krasinski) e Pam (Jenna Fischer)... Fãs ficarão animados com o que temos planejado para eles[nesta última temporada]".
Divulgação
O elenco da série
No último ano de "The Office", será exibida uma prévia de "The Farm", série derivada que acompanhará a vida de Dwight (Rainn Wilson), servindo como teste de audiência do novo programa - o episódio deverá ir ao ar entre setembro e novembro nos EUA.
A nona temporada de "The Office" estreia nos EUA em 20 de setembro.
Aqui no Brasil, só Deus sabe.
'FALLING SKIES':"OS MINUTOS FINAIS VÃO MUDAR A SÉRIE', DIZ CONNOR JESSUP
O ator Connor Jessup, que interpreta Ben Mason em “The Falling Skies”, disse ao UOL que os últimos minutos do capítulo final da segunda temporada, que vai ao ar amanhã no Brasil, vão mudar completamente os rumos da trama.
“No final da segunda temporada a dimensão dos segredos dos overlords [os alienígenas que comandam a invasão] - porque eles vieram à Terra, qual a sua origem – isso vai aumentar significativamente”, contou Jessup.
“Os minutos finais da segunda temporada vão mudar a série”.
Divulgação
Connor Jessup (à esquerda) em cena com Maxim Knight em "Falling Skies"
O ator também falou sobre o tom mais pessimista da segunda temporada, mas defendeu que “Falling Skies” se diferencia de outras séries pós-apocalípticas por se focar no lado positivo da humanidade.
“O programa tem uma visão relativamente otimista sobre o destino da humanidade depois do fim da civilização. A maioria das séries mostra como as pessoas se dividiram, às vezes até de formas tribais e bárbaras. Em 'Falling Skies' as pessoas ficam juntas e se organizam nesses grupos grandes para resistir. Não sei como o tom vai ser na próxima temporada, mas acho que esse otimismo vai continuar sendo central na série”, falou Jessup.
Quando perguntado sobre o destino de seu personagem na terceira temporada, Jessup disse ter suas ideias, mas não saber muita coisa concreta.
“Eu estou tão curioso quanto vocês, ou até mais”, falou Jessup.
“Eu só espero que ele acabe morrendo logo de cara”, completou rindo.
Jessup contou que, pela reação dos fãs, percebeu que “Falling Skies” tem apelo para um público diferente do normal para séries de ficção científica.
“Eu sempre achei que a ficção científica é o pano de fundo para o drama humano, que é o centro da série”, falou.
“Temos mistérios, mas pelo foco ser mais nos personagens e como eles sobrevivem e interagem. A ficção científica, os alienígenas e a invasão são o contexto para isso. Por isso eu acho que a série tem sucesso com um público não típico de ficção científica além dos fãs do gênero”.
'FALLING SKIES'
10o. - e último - episódio da segunda temporada
Onde: TNT
Quando: Sexta, 24
Horário: 22h
'DEXTER': SÉTIMA TEMPORADA TEM NOVAS IMAGENS DIVULGADAS
A sétima temporada de "Dexter" teve novas fotos promocionais divulgadas nessa semana e que mostram os novos contratados, Yvonne Strahovski e Ray Stevenson.
Veja as imagens do primeiro episódio, intitulado "Are You...?"
Divulgação - Showtime
"Dexter" retorna no canal Showtime dos EUA em 30 de setembro, sem previsão de chegada ao Brasil.
REYNALDO GIANECCHINI: NOVO CAPÍTULO
Protagonizar a próxima novela das sete da Globo será a última etapa vivida pelo ator Reynaldo Gianecchini, 39, para voltar à normalidade.
Após vencer uma batalha contra um linfoma raro, diagnosticado em julho do ano passado, ele já fez sua reestreia tanto no teatro, em março com a peça "Cruel", quanto em comerciais na TV.
Em junho de 2011, quando a Globo anunciou que produziria um "remake" de "Guerra dos Sexos" (1983), o autor, Silvio de Abreu (que também escreveu a original), tinha certeza de que Gianecchini estaria no elenco - e, mesmo após o diagnóstico do câncer, seu nome nunca foi uma dúvida na escalação da novela.
À repórter Elisangela Roxo, da Folha de S.Paulo, Gianecchini conta que recebeu o texto dos primeiros capítulos -seu personagem será o do motorista bonitão Nando - quando ainda estava internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, exatamente no mesmo dia em que passou por um autotransplante de medula.
Era janeiro e aquela seria a parte final de seu tratamento contra a doença.
"Estava totalmente debilitado. Aí veio esse personagem, todo atlético e esportivo, com tantas cenas de ação. E eu pensava: 'Caraca! Como vou fazer para recuperar esse corpo?' Cansava só de ler."
Segundo o ator, a preparação para a novela serviu ainda de incentivo durante seu tratamento, período em que viu o pai morrer em seus braços, vítima de um câncer em outubro do ano passado.
A recuperação dele tinha um prazo de seis meses, quando começariam as gravações do papel que, nos anos 1980, foi de Mário Gomes.
"O personagem era referência para mim, adolescente na época. Era muito bacana por ser um cara saudável, engraçado e esportista."
O convite viera ainda em 2010, quando trabalhou com Abreu na novela "Passione".
"Após tudo que eu passei, é uma delícia fazer um personagem leve de comédia", diz.
Gianecchini recebeu a Folha antes de gravar uma cena na ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo, ao lado de Tony Ramos.
"Já fiz de acidente de moto a explosão de lancha. Com o Nando não tem ceninha simples, é tudo cena 'hollywoodiana'", conta.
Divulgação - TV Globo
Reynaldo Gianecchini como o motorista Nando, em cena de "Guerra dos Sexos"
Confira a entrevista:
Folha - A discussão de "Guerra dos Sexos", que fala com humor da diferença de gêneros ainda é atual?
Reynaldo Gianecchini - Sim, porque os homens continuam não entendendo muito as mulheres. Acho difícil entendê-las. Ainda mais esse novo modelo que está conquistando um monte de coisas e que ainda quer ter todo o tratamento anterior. Acho que até elas estão com dificuldade de se encontrar.
Foi pesado fazer "Cruel"?
Meu personagem era muito mau, mas eu tinha até dó dele, porque ele tinha uma razão para ser daquele jeito. Não era pesado, era engraçado. Ele usava muita ironia, tinha um humor ácido, não era pesado de fazer. Ele ia matando o outro, se vingando por meio da palavra.
Nando é disputado por muitas mulheres; existe nisso uma proximidade com a sua vida?
Nando é o gostosão que não sabe que é bonito. Nosso ponto em comum é que ele também é um cara do interior. Mas ele tem uma coisa que eu não tenho: ele é muito pessimista, acha que tudo vai dar errado -e dá. Eu sou superotimista, sempre fui assim, é coisa de gente do interior. Eu identifico quem vem de lá pelo olho, a pessoa tem, assim, um olhinho puro.
Mais caipira?
No sentido de ser ingênuo, de não acreditar muito na maldade. De viver num mundo muito desprotegido. Na cidade grande, você aprende desde cedo a se proteger demais, com toda a violência.
O personagem, como você, também também se envolve com alguém mais velho?
Eu sempre me envolvi com gente mais velha, mas isso não quer dizer que eu não gosto das mais novas, né? Acho que a idade deixa as pessoas mais interessantes, quando elas se cuidam. Eu me sinto muito mais bonito hoje, aos 39, do que com 20 e poucos anos. O tempo é muito benéfico se você não deixa tudo cair, com desleixo.
Sempre teve certeza que gravaria a partir de julho?
Durante o meu tratamento, o mais importante era ficar bem. Era um puta incentivo, saber que tinha um trabalho me esperando, mas eu tinha meu tempo.
Sempre acreditei desde o começo que tudo ia sair certinho, mas claro poderia haver alguma intercorrência. Quando se faz o transplante, a gente fica muito fragilizado. Eu tinha dentro de mim uma grande certeza. Um mês após o transplante eu já estava fazendo exercício.
Alguma leitura foi marcante ao longo tratamento?
Li de tudo, de biografia a alimentação. Estava muito focado em como deveria ser a minha vida dali para a frente. Acho que o livro nos encontra. É impressionante como às vezes a gente compra um livro e deixa na pilha; um dia resolve ler e sempre é a hora certa. Agora estou lendo uma biografia que é quase uma proposta de trabalho: "Como Viver" [Objetiva] sobre Montaigne, um filósofo francês.
Como a experiência do câncer afetou sua espiritualidade?
Sempre busquei muito o entendimento, minha relação com desconhecido.[O câncer] mudou uma coisa muito profunda em mim que é até difícil de mensurar, principalmente na minha relação de troca entre seres humanos, uma coisa de amor. A gente tem uma natureza espontânea de ser solidário, numa tragédia as pessoas se unem. A gente é feito de amor, de luz, acho que foi só isso, me conectei mais com a minha essência.
Você é espírita?
Não sou praticante de nenhuma religião. O espiritismo foi umas das religiões que eu deixei as pessoas rezarem para mim, não fiz nenhum tratamento espiritual, meu pai fez. Para ele ajudou a se conectar, foi bacana. Eu não fiz operação espiritual.
Você se incomoda com a especulação dos fãs sobre a sua sexualidade?
Nada me incomoda; acho que se você ficar pensando no que os outros acham, não vive. Resolvi viver a minha vida, as pessoas adoram inventar e ouvir uma historinha errada, mentirosa. Se eu fizesse 10% do que falam de mim, minha vida seria bem mais animada.
O MELHOR DA SEMANA: LUCIANA GIMENEZ E DANILO GENTILI EM DOIS PROGRAMAS IMPERDÍVEIS
Primeiro, Luciana Gimenez foi à Band na semana passada e, além de ser entrevistada por Danilo Gentili no "Agora é Tarde", comandou o quadro "Mesa Vermelha", onde humoristas palpitam sobre temas da semana - o que já foi sensacional.
Divulgação - Band
Luciana foi à Band e ganhou um desenho exclusivo de Gentili, o "Mickey Jagger": sen-sa-cio-nal!
Nessa semana, foi a vez de Gentili retribuir a visita e ir ao "Superpop" na RedeTV!, onde também foi entrevistado e recebeu uma bonita homenagem da apresentadora.
Dois nomes sempre polêmicos, mas que acima de tudo se respeitam.
Muito bom!
O PIOR DA SEMANA: 'CQC' IMITA TV AMERICANA EM QUADRO SOBRE CAÇA A PEDÓFILOS E SE DÁ MAL
O quadro sobre pedofilia exibido pelo “CQC” na noite de segunda foi uma cópia mal feita de um trabalho exibido na TV americana há quase dez anos.
Entre 2004 e 2007, o repórter Chris Hansen, da NBC, realizou onze grandes reportagens sobre pedofilia, sob o título “To Catch a Predator”, que resultaram em inúmeras prisões, investigações criminais e um suicídio, além de levantar muitas dúvidas éticas sobre o seu trabalho.
Nos primeiros programas da série, sem acompanhamento policial, os homens que caíram na armadilha foram autorizados a ir embora depois de falar com o repórter.
A NBC, porém, entregou à Justiça todo o material coletado e, a partir de um determinado momento da série, muitos foram presos – com as cenas devidamente registradas pelo programa.
O “CQC” reviveu o “To Catch a Predator” no seu “Documento da Semana”, mostrando uma atriz de 19 anos se fazendo passar por uma garota de 14 em conversas na internet.
Um sujeito marcou um encontro com “Carolzinha” e combinou encontrá-la num apartamento - o suposto abusador chegou com uma sacola com cervejas e camisinhas, não foi identificado e o seu rosto distorcido pela Band.
Reprodução da TV
Suposto abusador e o repórter do "CQC", Ronald Rios: passando dos limites
Só que, no lugar da moça, o homem encontrou o repórter Ronald Rios e mais alguém da produção. I
ntimidado, pediu desculpas. “Foi um erro meu mesmo”, afirmou.
Rios disse: “Sai agora que você tá com sorte. Você nunca mais faz uma merda dessas”.
Depois de exibida a reportagem, Marco Luque e Oscar Filho fizeram os já aguardados comentários cômicos sobre, mas Marcelo Tas disse esperar que a exibição ajude a mostrar “a fragilidade hoje da internet”.
Assim como Hansen e sua equipe, o “CQC” deixou claro para o público, desde o início, que se tratava de uma armação e Ronald Rios também explicitou sua condição de repórter diante do homem que esperava se encontrar com uma menor.
Esses esclarecimentos são importantes, mas não resolvem outros problemas levantados pelo quadro, o maior de todos, o fato de ser uma situação irreal, criada com a intenção de incriminar alguém.
Sempre se poderá dizer que iniciativas como essa ajudam a intimidar possíveis abusadores.
Pode até ser verdade, mas essa não é uma função do bom jornalismo - e o quadro, como produto de TV, foi péssimo - pela armação e por não ter entregue à polícia o suposto abusador para averiguação.