quarta-feira, 4 de março de 2020

'JUSTICE LEAGUE DARK: APOKOLIPS WAR' - ANIMAÇÃO GANHA PRIMEIRO TRAILER

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'Justice League Dark: Apokolips War' (Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips, em tradução) acaba de ganhar o primeiro trailer
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Confira:

O longa de animação unirá diversos heróis conhecidos da DC, juntando os membros da Liga da Justiça e da Liga da Justiça Sombria.

Outros personagens que devem aparecer são os membros dos Titãs e de Esquadrão Suicida e todos terão o mesmo objetivo: derrotar o vilão Darkseid.

O filme deve servir como uma sequência da animação Justice League: War (Liga da Justiça: Guerra).

O elenco de vozes é estelar e conta com tem Matt Ryan (Legends of Tomorrow, Constantine), Jerry O’Connell (Satanic Panic) e Taissa Farmiga (American Horror Story) como Constantine, Superman e Ravena, que serão os principais personagens para unir os heróis contra o vilão.

Além deles, Jason O’Mara (Agents of S.H.I.E.L.D.) é o Batman, Rosario Dawson (Luke Cage) é a Mulher-Maravilha, Shemar Moore (Criminal Minds) é o Ciborgue e Christopher Gorham (Betty, a Feia) dá voz para The Flash.

Outros nomes são os de Rebecca Romijn (X-Men) e Rainn Wilson (The Office), como Lois Lane e Lex Luthor.

Tony Todd (The Flash) é a voz do vilão Darkseid.

Algumas das participações especiais ficam com Camilla Luddington (Grey’s Anatomy) como Zatanna, Hynden Walch (Os Jovens Titãs em Ação! vs. Os Jovens Titãs) sendo Arlequina e Stuart Allan (Batman vs. Robin) dando voz para Robin.

O lançamento, em DVD, Blu-ray e plataformas digitais, fica para o outono deste ano.

'RED NOTICE': NETFLIX OBRIGA GAL GADOT A VIAJAR SÓ DE JATINHO

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Produção do filme estrelado por Gadot, Dwayne Johnson e Ryan Reynolds não quer que os astros fiquem à mercê do coronavírus
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As filmagens de ‘Red Notice‘, novo filme da Netflix, estão atualmente acontecendo em Atlanta e os executivos da plataforma de streaming estão preocupados com a saúde de seu grande elenco, em virtude do surto do coronavírus.

Segundo o portal TMZ, a atriz Gal Gadot foi obrigada a apenas viajar em jatinhos particulares enquanto a situação se apresentar como uma ameaça mundial.

A também intérprete da Mulher-Maravilha é conhecida por detestar jatinhos particulares e suas viagens são sempre feitas em voos comerciais.

No entanto, em virtude dos perigos de uma contaminação em viagens mais longas, a Netflix vetou a opção.

De acordo com a publicação, a mesma ordem teria sido dada aos seus colegas de elenco Dwayne Johnson e Ryan Reynolds.

Na trama de ‘Red Notice‘, dirigida por Rawson Marshall Thurber, Johnson interpreta um agente da Interpol que busca um ladrão internacional de obras de arte, conhecido por ser o mais procurado no mundo.

Os outros personagens não foram discriminados.

O filme teve sua estreia adiada do dia 12 de junho de 2020 para 13 de novembro do mesmo ano.

Com a alteração feita pela Universal Pictures, o longa de ação assumirá o espaço anteriormente reservado pelo estúdio para um filme até então desconhecido.

Devido à nova data, ‘Red Notice‘ vai disputar as bilheterias com a versão live-action da animação da Nickelodeon, ‘Rugrats – Os Anjinhos‘.

'THE BATMAN': FOTOS DO SET REVELAM O NOVO BATMÓVEL

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Divulgadas por Matt Reeves, as imagens do Batmóvel do longa lembram muito o carro que vimos na HQ ‘Legends of the Dark Knight #95’, de 1997
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O primeiro visual do novo Batmóvel foi finalmente revelado.

Confira:



Como podemos ver, o Batmóvel será bem diferente no filme, tendo um visual mais retrô e sendo menos parecido com uma arma de guerra.

Nas imagens o Batman de Robert Pattinson aparece ao fundo, em meio a névoa que cerca o veículo.

Pesquisando os vários batmóveis que já apareceram nas HQs, filmes, séries e animações, acabei achando a inspiração: o Batmóvel que aparece na HQ ‘Legends of the Dark Knight #95’, de 1997, com design de Anthony Williams e Andy Lanning.

Veja:

Os mais conhecidos dos Batman Live action estão na arte do canal Space, acima.

O elenco de The Batman conta com Robert Pattinson no papel principal, Zoë Kravitz como a Mulher-Gato, Paul Dano como o vilão Charada e Colin Farrell como o Pinguim.

Jeffrey Wright será o Comissário James Gordon e Andy Serkis viverá o fiel mordomo Alfred.

The Batman tem data marcada para estrear em 25 de junho de 2021.

'007 - SEM TEMPO PARA MORRER': SURTO DE CORONAVÍRUS ADIA ESTREIA PARA O FINAL DO ANO

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Depois de vários adiamentos, o longa de despedida de Daniel Craig como Bond estava previsto para 4 de abril, mas agora só chegará aos cinemas em 25 de novembro
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A decisão, segundo o Hollywood Reporter, foi tomada por Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, da Eon Productions, por causa do surto do coronavírus, principalmente na China.

O comunicado dos irmãos produtores de todos os filmes da cinessérie oficial de 007 foi este:

“Depois de muita ponderação e uma minuciosa análise da indústria cinematográfica global, a MGM, a Universal e os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli anunciaram hoje que a estreia de 007 — Sem Tempo para Morrer será adiada para novembro de 2020″, diz o comunicado.

O filme será lançado no reino Unido em 12 de novembro e nos EUA, em 25 de novembro.

Demais países, inclusive o Brasil, terão suas datas de estreia reveladas posteriormente.

A produção já havia cancelado a turnê promocional pela China, Coreia do Sul e Japão após os casos iniciais do COVID-19.

Há tanto uma preocupação de saúde pública, já que fãs solicitaram o adiamento em um abaixo-assinado, quanto também financeira: 70 mil cinemas foram fechados na China, e isso com certeza afetaria o desempenho na bilheteria de um filme em que foi investido muito dinheiro, para marcar a última aparição de Daniel Craig como 007..

Efeito Coronavírus na cultura pop

O COVID-19 é uma nova mutação da família coronavírus que está se espalhando em ritmo alarmante desde dezembro de 2019.

A China foi o primeiro país vítima da epidemia, com infecções e mortes confirmadas em todas as suas províncias.

Desde então, a presença do vírus foi confirmada em quatro continentes - incluindo a América do Sul, com três casos no Brasil, Argentina e Chile.

Pela importância da China como mercado, a indústria audiovisual sentiu o impacto desde o primeiro momento já que vindouros lançamentos, como Mulan e 007 - Sem Tempo para Morrer, precisaram ser adiados para não perder a importante bilheteria de lá.

Ao ritmo que a doença se espalha, as consequências são sentidas em outras partes do mundo do entretenimento.

As filmagens do próximo Missão: Impossível tiveram que ser adiadas por conta do surto na Itália, onde o filme era rodado.

Já o grupo de k-pop BTS teve de cancelar turnês na Coréia do Sul, país mais afetado pelo coronavírus fora da China.

Segundo a sinopse de Sem Tempo Para Morrer, James Bond (Daniel Craig) se aposentou da vida de agente, mas sua paz é interrompida quando seu velho amigo Felix Leiter (Jeffrey Wright), que trabalha na CIA, pede sua ajuda, o que coloca Bond na trilha de um novo vilão (Rami Malek) armado com uma perigosa tecnologia. 

Voltam ainda ao elenco Léa Seydoux como Madeleine, Ralph Fiennes como M e Ben Whishaw como Q.

terça-feira, 3 de março de 2020

'SPECTROS': CRÍTICA DA 1ª TEMPORADA

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O incrível caso da série brasileira onde seus diálogos ficam melhores e mais inteligíveis dublados em inglês
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SINOPSE:

Um grupo de cinco adolescentes é acidentalmente atraído para uma realidade sobrenatural que não pode ser compreendida, mas que se conecta ao mesmo local da cidade de São Paulo, o bairro da Liberdade, em 1908.

Quando confrontado por eventos cada vez mais bizarros e sombrios, o grupo chega a uma conclusão inevitável: alguém está trazendo a morte de volta e os espíritos querem vingança pelos erros cometidos no passado.

CRÍTICA:

Nova série nacional da Netflix, Spectros é uma produção feita para o público internacional, com diversas representações construídas a partir de uma perspectiva claramente americanizada e uma proposta que chega a empolgar, mas que nunca consegue superar os erros do seu roteiro.

Fazia tempo que uma série nacional tinha tanta falta de naturalidade e uso sem limites de referências e fórmulas características do mercado americano.

Dentro da Netflix, da HBO e do Globoplay, temos visto produções brasileiras que vem conseguindo desconstruir a nossa noção, como espectadores, de que os padrões americanos são os ideais, e diversos novos roteiros estão apresentando formas originais, produtivas em dramatizar os diálogos nacionais de forma bem mais audível do que estávamos acostumados a criticar.

Ao vermos a cabeça por trás da produção, porém, tudo se explica: Douglas Petrie, produtor executivo de séries como ‘Demolidor’ e ‘Os Defensores’ e roteirista de ‘Buffy: A Caça-Vampiros’, trabalhou no projeto com a brasileira Moonshot Pictures, um retrocesso nesta trajetória de não apenas valorizar, como também aproveitar aspectos exclusivamente nacionais para produzir conteúdos que soam originais ao público internacional, e ao mesmo tempo criam um sentimento de identificação com o espectador brasileiro.

A nova série se passa no bairro da liberdade, em São Paulo, caracterizado pela dominância da cultura japonesa e um dos lugares mais legais para se andar a pé, pelas suas múltiplas lojinhas, os bons restaurantes orientais e pelo povo exótico que por ali transita.

Só que Petrie desestrutura nosso querido bairro oriental paulistano, para nivelá-lo a uma adaptação de “Aventureiros do Bairro Proibido”.

Quem conhece o bairro sabe que ele não é grande - o que não justifica as muitas cenas de deslocamento dos personagens - só numa das esquinas, eles passam umas trocentas vezes.

O tom das aventuras do trabalho mais aclamado de Petrie, com Buffy e seus amigos caçando vampiros de baixo orçamento, está modestamente espalhado por esta nova produção.

Enquanto isso, os arcos narrativos dramaticamente relevantes para o que cada um dos personagens principais representa dentro deste cenário, ao mesmo tempo em que se considera a importância da representatividade cultural dos temas abordados pela mitologia da série são desperdiçados a cada cena e o o resultado desta junção de propostas acaba sendo, infelizmente, pouco produtivo dentro destes sete episódios, cujas durações variam entre trinta e poucos minutos e uma hora completa.

No que diz respeito ao tom satírico, a comédia da série é prejudicada pela escandalosa artificialidade dos diálogos, que parecem ter sido sendo traduzidos do inglês para o português, sem qualquer preocupação com a plasticidade das performances.

Faltou um diretor de atores experiente para dar profundidade às robóticas atuações.

Agora, o mais escandaloso foi quando experimentei trocar o idioma da série para a dublagem em inglês: todos os diálogos acabam soando mais naturais, menos gratuitos, e com intenções mais bem expressas - o que prova que a série mira somente o mercado internacional, os espectadores brasileiros que se ferrem.

A comédia, então, é cortada pelos momentos em que Spectros quer construir sua atmosfera de tensão, com ameaças sobrenaturais e antagonistas construídos a partir de estereótipos.

Há um esforço genuíno em tentar construir uma mitologia por aqui, aproveitando elementos históricos e noções familiares ao público, mas raramente encontra-se algum traço de inventividade para como esta mitologia vai sendo explorada pelos personagens.

Uma exceção é a parte onde os protagonistas entram em um bar de Karaokê e topam com uma gerente misteriosa: a liberdade cômica da cena comprova o potencial produtivo desta proposta, caso esta tivesse sido melhor trabalhada pela série como um todo.

Entre diversas representações superficiais e estereotipadas, não seria difícil acabar encontrando momentos de discurso, crítica ou reflexão, que acabam soando forçados nas falas destes personagens.

A polícia, por exemplo, chega a dizer coisas como “A gente é policial. A gente pode fazer qualquer coisa”, com uma das protagonistas, em outro momento, os chamando de “fascistas”.

A construção narrativa de momentos como estes chega a confundir o espectador, que não sabe se tais representações tão superficiais são parte da comédia, ou se são apenas mais uma característica de um roteiro pouco inspirado.

Para completar a confusão de propostas, a série ainda emprega uma estrutura não-linear em seus episódios, tentando conservar certos desenvolvimentos da trama enquanto prepara o terreno com seus protagonistas sendo interrogados pela polícia, o que acaba trazendo redundância em alguns pontos, prejudicando o ritmo da temporada, que poderia ser melhor aproveitada, caso a série tivesse dedicado mais foco ao seu lado cômico em episódios de menor duração.

Os esforços para construir cenas de terror em meio a este ambiente acabam se esvaindo e embora algumas cenas possam empolgar o espectador que seja fã das referências da produção, é mais provável que a série acabe caindo naquela velha categoria do “terrir”, onde a falha do horror acaba gerando o riso de deboche ou de desconforto.

Mas o completo descaso com a singularidade dos temas, personagens e ambientes abordados, junto com uma incômoda falta de inventividade para se re-trabalhar as referências de terror, comédia e ação que vão sendo alinhadas a cada episódio, acabam tornando Spectros uma série que representa justamente o contrário do que a Netflix preza em suas produções internacionais.

O que se salva é a direção de arte, perfeita, os efeitos especiais muito bons - fantasmas, zumbis, gente pegando fogo e lutas -e algumas presenças no elenco.

Danilo Mesquita (Segundo Sol, Rock Story, 3%) é o protagonista Pardal, que alterna bons e maus momentos de atuação, principalmente quando contracena com Enzo Barone, que o engole em todas as cenas dos dois juntos.

Barone , 12 anos - que já vimos nas séries A garota da Moto, A Voz do Silêncio, Amigo de Aluguel, Pacto de Sangue e no longa Nada a Perder - é o grande destaque, pois aparece bem em todas as suas cenas como o irmão de Pardal, Léo, indo do humor ao drama e ao pavor com uma naturalidade impressionante para alguém da sua idade.

Claudia Okuno faz aqui sua estreia como Mila, que nos dá as melhores cenas da série, principalmente as que contracena com Carlos Takeshi, que faz o seu pai, Celso: dois atores orientais, uma iniciante e um veterano, fluindo seus personagens maravilhosamente bem.

Se Mariana Sena se sai bem como Carla, o mesmo não se pode dizer de Daniel Rocha: seu Ricardo, policial tomado pelo espírito vilão da trama é mais raso que um pires, assim como sua parceira na polícia, Suzana, vivida pifiamente pela até aqui boa atriz Kelzy Ecard. 

O outro protagonista, Drop Dashi, que faz o Zeca, dono da kombi que  leva a turma pra lá e pra cá, é uma cara conhecida, mas eu não consegui achar seu perfil em nenhum lugar - mesmo assim, é o alívio cômico da série e funciona muito bem.

Miwa Yanagizawa dá vida à bruxa do bem Zenóbia e suas cenas melhoram muito quando a personagem envelhece.

Jui Huang e Jimmy Wong formam a divertida dupla de membros da máfia chinesa Wing e Li, que aparecem atrapalhando os planos dos protagonistas em todos os episódios e tem cenas divertidas de luta no final.

Por fim, o vereraníssimo Norival Rizzo finalmente ganha um papel, Mário, à sua altura, começando como um simples pipoqueiro até a espetacular virada no decorrer da série.

Para quem ama o bairro da Liberdade, como eu, a série decepciona.

Mas para o público internacional, a série vai agradar.

GALERIA DE IMAGENS:

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Resultado de imagem para spectros netflix JUI HUANG

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
SPECTROS
Formato:
Série
Gênero:
Suspense, Sobrenatural
País de origem:
Brasil
Diretor:
Douglas Petrie
Produtor(es) executivo(s):
Roberto D’Avila, Suraia Lenktaitis
Elenco:
Danilo Mesquita, Cláudia Okuno, Drop Dashi, Mariana Sena, Enzo Barone
Estúdio:
Moonshot Pictures
Exibição e Distribuição:
Netflix
Transmissão original:
20 de fevereiro de 2020 – presente
N.º de temporadas:
1
N.º de episódios:
7

COTAÇÃO DO KLAU:

'ONISCIENTE': CRÍTICA DA PRIMEIRA TEMPORADA

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A Netflix a vendeu como "a Black Mirror brasileira" - mas a série é pouco inventiva
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SINOPSE:

Em um futuro (não tão distante), uma cidade é monitorada constantemente pelo sistema de vigilância Onisciente.

Cada cidadão possui um pequeno drone em forma de libélula, quase imperceptível que monitora tudo o que acontece e repassa os dados para um supercomputador que analisa tudo sozinho.

Nenhuma pessoa tem acesso a ele e desta forma, a criminalidade é quase nula, já que odos sabem que se algum crime ou infração for cometido, o culpado será capturado quase que imediatamente e responderá por seus atos.

Para a jovem Nina (Carla Salle) tudo parece funcionar perfeitamente.

Ela faz parte de um programa de trainee da Empresa Onisciente, sonha em ser efetivada e leva uma boa vida com o pai e seu irmão Dani (Guilherme Prates).

Os cidadãos vivem em segurança e a criminalidade quase não existe, mas tudo muda quando acontece um assassinato que não é reportado ao supercomputador.

A partir disso, Nina começa sua própria investigação em busca da verdade.

Diante de dilemas morais e éticos, a protagonista trilha um caminho perigoso onde acaba esbarrando em segredos do governo e da própria empresa.

CRÍTICA:

Pedro Aguilera foi bem sucedido ao produzir a série 3%  e isso animou a Netflix a apostar mais nas produções brasileiras.

Com a quarta e última temporada da série 3% já garantida, o roteirista e criador nos apresenta um novo projeto.

Sem muita divulgação, a nova produção brasileira, Onisciente, chegou à plataforma da Netflix de forma quase silenciosa.

O thriller de ficção científica traz uma premissa interessante que evoca Black Mirror ao mostrar uma sociedade dominada pela tecnologia e seus efeitos negativos.

O conceito do sistema Onisciente apesar de inteligente e interessante, prova que não é perfeito.

O assassinato do pai de Nina não é identificado pelo sistema e, por isso, ela decide investigar para desvendar não só o motivo do crime, mas também quem o matou e, principalmente, como o crime foi encoberto.

Embora a trilha sonora não favoreça muito, a série consegue criar através dessa premissa uma atmosfera de tensão e suspense, onde não é possível confiar em ninguém até que a verdade seja descoberta.

Evidentemente, Aguilera foi buscar inspiração no livro “1984”, de George Orwell, que depois de muitos anos serviu como base para reality shows (Big Brother, por exemplo) e, assim, estabelecer o paralelo entre o “grande irmão” do livro com o sistema Onisciente da série se torna algo natural.

O mesmo cenário de vigilância e o conflito entre privacidade e segurança, pautados pelas propagandas como “Sistema Onisciente, viva sem medo”, ou “Não é privacidade vs. segurança, é privacidade e segurança, nenhum ser humano tem acesso as imagens do sistema” - tudo é uma forma do Sistema controlar a sociedade, plantando a ideia de segurança e privacidade.

O universo criado na série se expande, um grande acerto nesta curta primeira temporada.

A cidade vigiada permite receber visitantes para experimentar o estilo de vida “Big Brother” e também permite a saída de seus cidadãos a qualquer momento - ao sair da cidade, seus drones entram em modo hibernação.

Fora da cidade, a sociedade se parece muito com a nossa sociedade atual. com pessoas vivendo sob o medo e a violência.

Explorar o mundo além da cidade possibilita novas discussões e, mais uma vez, tudo fica apenas na superfície.

Apesar de trazer uma discussão bastante atual sobre segurança, vigilância e privacidade, a primeira temporada com apenas seis episódios sofre com algumas falhas, até consegue ser dinâmica e equilibra todos os temas propostos, mas tudo fica muito raso.

Algumas subtramas parecem não conversar com trama central, como o chefe de Nina, que sai da cidade vigiada e faz expurga seu estressa socando até a morte um morador de rua, cena simplesmente jogada na tela para logo depois ser esquecida.

Mesmo diante de uma vigilância absoluta, Nina não mede esforços para encontrar as respostas que precisa para desvendar a morte de seu pai.

As conveniências da trama que facilitam a investigação da personagem incomodam um pouco.

Outro problema é a superficialidade no funcionamento dos drones, que ficam responsáveis por identificar e reportar os crimes.

Ao longo dos episódios, várias formas de desviar dos drones são apresentadas ao público e dessa forma, a credibilidade do Sistema se torna questionável.

As atuações não são espetaculares, mas também não são tão ruins, mesmo o elenco sendo muito irregular.

A protagonista Nina, interpretada por Carla Salle, alterna o tempo todo boas e más atuações.

Seu romance com o personagem de Jonathan Haagensen, Vinícius Moreira, deve ganhar algum prêmio de pior química de casal em todos os tempos.

Aliás, fazia tenho que não víamos o bom ator num papel tão pífio.

Guilherme Prates, que faz o irmão de Nina, Daniel, não diz a que veio em nenhuma cena.

Assim, o quesito atuação se salva com os veteranos Marcello Airoldi - que na pele do boss da Onisciente, Ricardo Costa, dá show em todas as cenas que aparece - e principalmente, com Sandra Corveloni: sua personagem,Judite Almeida, começa como uma amiga de Nina fora do sistema, sua participação vai aumentando e no último capítulo, finalmente diz a que veio, o que é sensacional.

A direção de arte é um achado: os celulares - que parecem capinhas de bilhete único que os camelôs vendem, são pequenos e muito funcionais.

Os carros, todos elétricos, aparecem por toda parte - parecem ser um grande merchandising de uma marca alemã.

A protagonista roda pela cidade pedalando uma bake, circundada por muitos patinetes elétricos.

Mas a série não é marcada só por erros, já que convida o público a refletir.

Dentre tantas questões que a série levanta, uma delas diz respeito ao comportamento do ser humano enquanto cidadão.

Fazendo uma análise de comportamento, como as pessoas são quando estão sendo vigiadas e como elas são sem vigilância?

Esse modelo de sociedade só funciona porque a disciplina é regida pela política do medo, para ser mais preciso, o medo da punição.

Onisciente é pouco criativa e não se arrisca no desenvolvimento da trama.

Cumpre seu papel em levantar reflexões pertinentes, principalmente se compararmos com nosso momento atual.

Informação é poder e isso se torna ainda mais forte no final da temporada.

A cena final deixa um grande gancho para a segunda temporada.

Tomara que ela venha melhor trabalhada do que essa primeira.

GALERIA DE IMAGENS:
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TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
ONISCIENTE
Formato:
Série
Gênero:
Ficção científica
Capítulos:
06
Duração:
50 minutos
Criador:
Pedro Aguilera
País de origem:
Brasil
Diretor(es):
Isabel Valiante, Júlia Pacheco Jordão
Produtor(es) executivo(s):
Tiago Mello, Pedro Aguilera
Roteirista(s):
Pedro Aguilera, Guilherme Freitas, Thais Fujinaga, Ludmila Naves, Maria Shu
Elenco:
Carla Salle, Sandra Corveloni, Guilherme Prates, Jonathan Haagensen, Luana Tanaka, Marcello Airoldi
Compositor da música-tema:
Gui Amabis
Estúdio:
Boutique Filmes
Exibição:
Netflix
Transmissão original:
29 de janeiro de 2020 – presente

COTAÇÃO DO KLAU:

segunda-feira, 2 de março de 2020

BILHETERIA BRASIL: 'SONIC' CONTINUA EM PRIMEIRO

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'Sonic - O Filme' não deu chances para as estreias no Brasil
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O longa do Ouriço Azul da Sega ficou mais uma vez em primeiro lugar no ranking das bilheterias brasileiras, com uma renda de R$ 6,4 milhões.

Em segundo lugar, O Homem Invisível abriu com R$ 3,6 milhões.

A nova adaptação da obra de H. G. Wells, estrelada por Elizabeth Moss. superou Dolittle, que fez R$ 3 milhões e aparece no terceiro lugar.

Maria E João: O Conto Das Bruxas aparece em quarto lugar com R$ 2,5 milhões.

Por fim, em quinto, Aves De Rapina - Arlequina E Sua Emancipação Fantabulosa, longa da equipe feminina da DC liderada pela vilã do Batman arrecadou mais R$ 1,737 milhão.

O TOP 10 BRASIL DESTE FINAL DE SEMANA, SEGUNDO O FILME B:

1. Sonic - O Filme - R$ 6,413 milhões

2. O Homem Invisível - R$ 3,603 milhões

3. Dolittle - R$ 3,055 milhões

4. Maria E João: O Conto Das Bruxas - R$ 2,513 milhões

5. Aves De Rapina - Arlequina E Sua Emancipação Fantabulosa - R$ 1,737 milhão

6. Parasita - R$ 1,467 milhão

7. A Hora Da Sua Morte - R$ 860 mil

8. Minha Mãe É Uma Peça 3 - R$ 672 mil

9. 1917 - R$ 627 mil

10. Luta Por Justiça - R$ 577 mil

BILHETERIA EUA: 'O HOMEM INVISÍVEL' É TOP 1

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Primeiro filme da retomada do 'Dark Universe' da Universal Pictures, 'O Homem Invisível' estreou com tudo!
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O longa de terror abriu na liderança nas bilheterias norte-americanas, arrecadando US$ 29 milhões.

A trama, estrelada por Elizabeth Moss, adapta mais uma vez a clássica história de H. G. Wells, mas dessa vez com o foco na discussão de relacionamentos abusivos.

Sonic - O Filme ficou em segundo lugar, com mais US$ 16 milhões.

Em terceiro, encontramos O Chamado da Floresta, produção estrelada por Harrison Ford e que garantiu US$ 13,205 milhões.

A quarta posição foi ocupada pela estreia My Hero Academia: Heroes Rising, que leva o mangá (e anime) de sucesso às telonas e que faturou US$ 5,109,247 milhões.

Por fim, em quinto lugar, encontramos Bad Boys Para Sempre, terceira produção da franquia policial estrelada por Will Smith e Martin Lawrence, que arrecadou nessa semana mais US$ 4,3 milhões.

O TOP 10 EUA DESTE FINAL DE SEMANA, SEGUNDO O BOX OFFICE MOJO:

1. O Homem Invisível - US$ 29 milhões

2. Sonic - O Filme - US$ 16 milhões

3. O Chamado Da Floresta - US$ 13,205 milhões

4. My Hero Academia: Heroes Rising - US$ 5,109,247 milhões

5. Bad Boys Para Sempre - US$ 4,3 milhões

6. Aves De Rapina - Arlequina E Sua Emancipação Fantabulosa - US$ 4,1 milhões

7. Impractical Jokers: The Movie - US$ 3,545 milhões

8. 1917 - US$ 2,670 milhões

9. Brahms: Boneco Do Mal Ii - US$ 2,622,381 milhões

10. A Ilha Da Fantasia - US$ 2,330 milhões

domingo, 1 de março de 2020

GLOBOPLAY: CONFIRA TODOS OS LANÇAMENTOS DE MARÇO

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Lançamentos de março focam em força das mulheres
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Março, mês das Mulheres, será marcado no Globoplay por vários lançamentos com protagonistas femininas.

Um deles é L.A.'s Finest: Unidas Contra o Crime, que é um spin-off de Bad Boys focado em Syd Burnett (Gabrielle Union), a irmã de Marcus (Martin Lawrence).

A série chega à plataforma de streaming pouco mais de um mês após o retorno da franquia policial aos cinemas.

O projeto para as telinhas também conta com Jessica Alba (Quarteto Fantástico E O Surfista Prateado).

Veja Trailer:


Outra estreia televisiva que chega ao serviço é Meu Nome É.

Com participação de Gemma Chan - atriz de Os Eternos - a trama traz a vida de três mulheres diferentes, cada uma com os seus desafios diários e no caminho do autoconhecimento.

Vale destacar também que temporadas de séries já consagradas entrarão no catálogo.

Uma delas é Supernatural, que terá o seu 14º ano disponibilizado.

OS LANÇAMENTOS DE MARÇO NA GLOBOPLAY:

04/03: Modern Family Temporada 10

05/03: Meu Nome É

11/03: Entre Segredos e Mentiras

12/03: Morte e Rouxinóis

13/03: The Affair: Infidelidade

20/03: Seal Team – Soldados de Elite

27/03: Chicago Med

27/03: Escola de Gênios Temporada 5

Outras estreias de março: 
L.A.'s Finest: Unidas Contra o Crime, A Bela e a Fera (série), Reinado, Supernatural Temporada 14, Estação Temple, Deadwood – Cidade Sem Lei.